14.ª edição do Festival de Jazz regressa a Viseu nos dias 8 a 19 de julho
No próximo mês de julho, durante os dias 8 a 19, regressa a Viseu mais uma edição do Que Jazz é Este? – Festival de Jazz de Viseu. Programado por Ana Bento, que é também responsável pela Associação Gira Sol Azul, que há 18 anos criou Workshops de Jazz de Viseu que duravam três dias e que deram origem ao festival.
Por Ângela Pais
A Associação Gira Sol Azul é um dos principais pilares para a realização deste evento e surgiu pela vontade de jovens que estudavam música e que queriam começar a fazer projetos em conjunto, criar bandas e colaborar com outras áreas artísticas, nomeadamente estudar jazz. Depois de quatro anos, perceberam que “o nome Workshop de Jazz de Viseu já não era tão justo e realista para aquilo que acontecia”, como explica Ana Bento, e que devido a outras atividades paralelas que já aconteciam decidiram avançar para a criação do festival.
O evento foi crescendo ao longo dos anos transmitindo uma identidade abrangente e diversificada, que é o espelho dos músicos fundadores da associação Bruno Pinto, Joaquim Rodrigues e Miguel Rodrigues, este último da nova geração de artistas, que ajudam a programar e organizar este evento, que acontece todos os anos “de forma natural e sem a necessidade de criar um conceito”, informa Ana Bento. Foi assim que surgiu o título do festival, com a pergunta propósito “Que Jazz é Este?”, porque o objetivo é “mais do que dar respostas, fazer perguntas” que também está relacionado com a missão de, não só divulgar o festival, mas também chegar a públicos diversos.
O certame conta com 12 dias de atividades, concertos e vários artistas e pretende atravessar o caminho das pessoas, ir à procura de públicos improváveis e trazer uma dimensão internacional ao evento com a presença de vários músicos. Também procura “encontrar um equilíbrio na programação de jovens músicos emergentes, que estão no início de carreira”, como afirma a programadora do festival, para dar oportunidades a novos artistas. Nos últimos três dias será o pico do festival, já que todas as atividades serão realizadas no Parque Aquilino Ribeiro, estando em evidência o concerto de Maria Luiza Jobim, que traz influências da música popular brasileira e que reforça o panorama internacional deste evento.
A entrada é livre em todos os dias do festival, embora haja uma política de apelo ao donativo consciente, pois “é importante a população em geral ter acesso à cultura, tal como a outros serviços, mas sem dinheiro não se faz o festival”, sublinha Ana Bento. Odonativo consciente deriva dessa linha de pensamento, visto que o contributo do público ajudaria na gestão do orçamento que é sempre muito curto, não só para contratar artistas, mas também para gerir toda a logística, arranjar materiais e divulgar o evento através da comunicação.
Mais informações em https://quejazzeeste.com/
Imagem de Luís Belo
