vistacurta celebra 10 anos com aposta no cinema jovem e na renovação artística
A décima edição do festival vistacurta promete trazer novas abordagens, mais diversidade cinematográfica e uma forte ligação às gerações mais jovens. Rodrigo Francisco, coordenador geral do Cine Clube de Viseu sublinha que, apesar de o formato se manter centrado nas curtas-metragens, cada edição acaba por ser diferente devido à constante renovação das obras e dos autores participantes.
Por: Beatriz Paulino e Salomé Barros
O festival recebe cerca de 300 curtas-metragens enviadas de todo o país, produzidas nos últimos dois anos. No entanto, apenas entre 16 e 18 filmes integrarão a competição oficial. A seleção é feita por um grupo de pessoas com gostos e perspetivas distintas, procurando garantir equilíbrio entre ficção, documentário e animação.
Segundo a organização, os critérios de escolha vão além da qualidade técnica. A originalidade, o arrojo e a capacidade de desafiar têm um peso importante no processo de seleção. “Não há filmes bons por terem bons temas; há filmes bons por terem temas bem filmados”, explicou Rodrigo Francisco, defendendo uma visão do cinema mais ligada à criatividade do que ao exibicionismo técnico.
Uma das iniciativas que mais tem marcado o festival é o Júri Jovem, composto por estudantes do ensino secundário. Os jovens assistem aos mesmos filmes do júri profissional e escolhem a sua curta favorita. A organização considera que esta foi uma das melhores decisões tomadas nos últimos anos, por permitir perceber o que as novas gerações procuram no cinema. Os participantes são recrutados diretamente nas escolas da região no início do ano letivo.
A valorização do cinema local é outro dos objetivos centrais. A categoria dedicada a produções da região tem permitido dar visibilidade a realizadores e criar uma maior consciência sobre os profissionais de cinema ligados a Viseu. Para a organização, o impacto mais importante continua a ser proporcionar aos autores a oportunidade de exibirem os seus filmes numa verdadeira sala de cinema, perante público e profissionais do setor.
São admitidas a competição curtas-metragens produzidas em 2025 ou 2026, de qualquer género — ficções, documentários, filmes experimentais, animações, vídeos musicais, etc. A edição 2026 é a 10.ª em que o festival apresenta duas secções competitivas, nacional e local, dotadas com um prémio de 1.500 € cada.
