Hábitos de leitura entre os mais jovens: é preciso diversificar gostos

Após os últimos dados recolhidos pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, que indicam um aumento de 2,6% na venda de livros no primeiro trimestre do ano, o #dacomunicação saiu à rua, em Viseu, para questionar os seus habitantes sobre os hábitos de leitura dos jovens.

Por: Inês Ramos, Diana Martins e Luiza Ferreira

Para José Marques, “os jovens estão a ler pouco”, destacando uma mudança significativa face ao passado, quando a leitura tinha maior presença no quotidiano. O entrevistado recorda iniciativas como bibliotecas que levavam livros às aldeias e considera que, atualmente, o recurso frequente às tecnologias tem afastado os mais novos da leitura e da escrita. Como solução, aponta a necessidade de maior incentivo por parte das famílias e o reforço do papel das bibliotecas. 

Merrin Jordan também considera que os jovens leem menos. Na sua perspetiva, a diminuição da capacidade de concentração, associada ao uso intensivo de telemóveis e redes socias, contribui para este cenário. A entrevistada acrescenta:

Por outro lado, Gabriel Gomes acredita que os jovens estão a ler mais devido a novos estímulos.

No entanto, aponta limitações no contexto escolar: “Tudo bem que o Plano Nacional de Leitura é extenso, mas acabam por ser leituras que às vezes afastam”, defendendo que os jovens deveriam ser orientados para “leituras que fossem mais dos seus gostos”. 

Apesar das diferentes perspetivas, há um consenso entre os entrevistados, a necessidade de incentivar a leitura. Num contexto em que os números de vendas aumentam, o desafio passa por garantir que esse crescimento se traduz também em hábitos de leitura consistentes, sobretudo entre os mais jovens.

Imagem de Olga Oginskaya por Pixabay

a