Nova aplicação de verificação de idade chega às redes sociais e divide opniões dos viseenses
A Comissão Europeia quer implementar uma política de tolerância zero para as plataformas que não aderirem à nova aplicação móvel de verificação de idade. A ferramenta já se encontra concluída e será utilizada como uma barreira de entrada em redes sociais e sites de conteúdo sensíveis a partir do próximo outono.
Por: Maria Vilas Boas
A medida divide opiniões, principalmente entre os jovens e adultos e, para alguns, é vista com desconfiança. É o caso de Andreia Teixeira, que classifica a medida como um “ultraje”, mas admite que carregaria os seus dados na plataforma caso fosse o único modo de continuar a utilizar as redes sociais.
Carlos Fernandes ainda não tinha conhecimento desta nova aplicação e, embora concorde que o uso das redes está descontrolado, afirma que não se sente seguro em partilhar as suas informações com a aplicação.
Carlos Fernandes mesmo que, provavelmente, este até seria um motivo para não usufruir mais destas plataformas e que confia o seu cartão de cidadão apenas à aplicação oficial do governo português.
Entre os pais, o sentimento é de otimismo, mas também de realismo. Para Cláudia Silva, a app poderá facilitar o controle do que as crianças veem online, tanto em casa, como em espaços públicos. Entretanto, partilha de uma opinião comum a quase todos os entrevistados: “vão aparecer truques para contornar, tal como apareceu em todas as gerações sempre que tentaram impedir alguém de aceder a alguma coisa”.
Quanto ao controlo dos pais, para além da plataforma, Cláudia Silva afirma:
A visão é também partilhada por Tiago Siqueira, que acredita que a aplicação seja vantajosa, principalmente pela correria do dia a dia dos pais, mas a responsabilidade principal deve permanecer na esfera familiar.
A nova aplicação promete ser o que faltava no mundo digital, mas o sentimento dos pais é unânime: nenhuma aplicação substitui o olhar atento da família em seus filhos e os conteúdos que consomem.
Já entre os jovens o sentimento passa sobretudo pelo receio de uma internet cada vez menos livre.
