Viseenses concordam com a neutralidade de Portugal no conflito no Médio Oriente
O #dacomunicação saiu à rua, para saber a opinião dos viseenses sobre o conflito no Médio Oriente, a duração da guerra, a posição de Portugal e a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial.
Por: Mafalda Serôdio, Simão Gomes e Mário Oliveira
O conflito intensificou-se no último fim de semana, quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irão, marcando o início de uma escalada armada que preocupa e alerta a comunidade internacional. Os EUA adotaram uma postura ofensiva ao eliminar o líder iraniano Ali Khamenei nas primeiras horas do confronto.
Conceição Alves, 59 anos, refere que a guerra veio efetivamente confirmar a instabilidade que se vive no dia a dia, e que “as pessoas estavam a pensar que o Irão estava mais enfraquecido a nível de armamento. E não está. E isso é um barril de pólvora”. A entrevistada salienta ainda que existe uma superpotência que “ efetivamente quer mostrar a sua força, pôr o mundo à sua maneira e esquece-se um pouco das normas que estão estabelecidas”.
O Irão afirmou que não está disponível para negociações e promete que a guerra veio para ficar, dando a ideia de que não será fácil derrubar este governo e este regime que perdura desde 1989. Sandra Gomes, 48 anos, deseja que a promessa não se concretize e espera que “haja aqui alguma abertura para negociar e para chegarem a um consenso.” Da mesma forma, a entrevistada refere estar preocupada e reticente com o crescimento desta guerra que envolve cada vez mais países e entidades mundiais.
A vizinha Espanha já se demarcou do conflito. Pedro Sousa, 50 anos, diz que Portugal tem de estar ao lado de quem luta pela liberdade: “devemos estar ao lado de quem luta pela liberdade. Se esse é o propósito dos Estados Unidos, tudo bem”. Já Sandra Gomes afirma que Portugal deve afastar-se do conflito para não sofrer as consequências. “Eu acho que Portugal não tem que tomar partido por ninguém, até porque isso pode trazer consequências para nós.”
Com a interceção, por parte da NATO, de um míssil em direção à Turquia, acresce a pressão sobre a Europa. O Ministério da Defesa da Turquia refere que não houve vítimas nem feridos, no entanto, acrescenta também o facto do país se defender caso haja outro caso deste género. Conceição Alves acredita que há “um rastilho para a terceira guerra mundial”, fazendo ligação com a guerra na Ucrânia que vem a gerar instabilidade há muito tempo.
