Miguel Midões eleito presidente da associação humanitária Gongô

A Gongô, associação humanitária com sede no concelho da Mealhada, elegeu os seus novos órgãos sociais. Miguel Midões, professor adjunto da Escola Superior de Educação de Viseu e jornalista, é o novo presidente desta associação, substituindo Paula Gradim, que se mantém agora como presidente da Assembleia Geral. 

Na mensagem de tomada de posse, o novo presidente garantiu que o próximo mandato de três anos será destinado a dar continuidade ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela Gongô em São Tomé e Príncipe. Neste país, a associação apoia uma escola de uma comunidade local (Águas Belas), tendo já contribuído com material escolar para dezenas de crianças desta comunidade e tendo comprado uma mota-carrinha, que permite o transporte de dezenas de crianças para a escola pelas estradas de terra batida, que caracterizam o interior da ilha. 

Não esquecendo a continuidade do apoio a esta comunidade escolar, Miguel Midões avançou que, para os próximos três anos, a Gongô irá reforçar os laços criados também com a Guiné-Bissau e com a escola do bairro de São Paulo, na capital Bissau, onde esteve com outros dois elementos da associação em missão humanitária (Cristiana Midões e Suzana Soares) em 2023, ao abrigo do projeto “Abraçar o Mundo”.

Desde essa altura que estes três elementos, a título pessoal, pagam os estudos a cinco crianças desta comunidade e “a intenção é alargar este apadrinhamento a outros associados da Gongô e, assim que o país tiver maior estabilidade política, ir a Bissau pintar as três salas de aula que compõem esta escola, bem como apoiar na compra de material escolar e didático”, conta. 

Além disso, através da tesoureira da direção, Cristiana Midões, está a ser criada uma ligação com a associação humanitária Umaniza, na ilha de São Vicente, em Cabo Verde, no sentido de se estabelecerem parcerias conjuntas e iniciativas conjuntas de voluntariado também neste país africano de língua oficial portuguesa. 

A ligação aos PALOP está na génese da criação da Gongô, em 2023, mas também por cá a associação tem estado envolvida em parcerias com as entidades locais, no sentido de apoiar imigrantes oriundos destes países, com bens materiais como roupa ou alimentos, mas também na procura ativa de empregos e na ligação com os estabelecimentos de ensino. “Um trabalho que será sempre para continuar. Sempre que formos contactados com a sinalização de alguma situação em que pudermos ajudar, iremos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance”, refere.

O novo site da associação https://gongohumanitaria.com entrou em funcionamento esta semana.

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