Viseu acolheu jovens missionários brasileiros que levam mensagem de fé e esperança pela Europa e pelo mundo
Texto e fotos: Fander António
Ítalo Ramos e Joaquim Pedra, dois jovens evangelizadores e missionários católicos, estiveram nos dias 1, 2 e 3 de novembro do corrente ano na igreja Beata Madre Rita de Jesus (Viseu) para evangelizar, depois de uma passagem por Orlando (EUA) e Brasil. Em entrevista partilharam suas histórias de conversão e o desafio de viver a missão em meio à rotina e à juventude.
“Eu era cantor secular e tive uma transformação e comecei a cantar para Jesus. Eu já tinha tido uma experiência com Ele, e não tinha mais como eu continuar a mesma pessoa, cantando letras que muitas vezes levam pessoas a uma vida de pecado”, relata. Joaquim Pedra, que acrescenta começou a “cantar para Deus” e “a evangelizar nas redes sociais e começou a dar frutos, as pessoas começaram a entrar na live, isso foi no ano de são José”.

“Essa música que eu escrevi para Deus, consagrei-a a são José. Eu comecei a fazer a consagração a são José nas redes sociais, comecei a cantar e as pessoas começaram a ter um encontro com Jesus”, conta Joaquim Pedra.
Ítalo Ramos, por sua vez, também teve um encontro transformador com a fé em 2017. Encontrou nas redes sociais uma forma moderna de evangelizar, especialmente durante a pandemia.
“Tive uma experiência com Deus em 2017 e, desde essa experiência, percebi que Ele tinha algo diferente para minha vida, e aí eu comecei a evangelizar nas redes sociais, e quando foi na época da pandemia, eu comecei a gravar conteúdos, e foi onde, de facto, começou a vir muitas pessoas para o meu perfil, e conhecer o Senhor, conhecer o evangelho”, comentou Ítalo Ramos.

Ambos destacaram as dificuldades da vida missionária, especialmente a necessidade de manter uma rotina de oração ativa, mesmo em meio às viagens e compromissos.
“O que nos dificulta alcançar a santidade é o que São João da Cruz vai citar três: o mundo, satanás e nós mesmos. A minha maior dificuldade, é negar aquilo que eu quero na minha humanidade, abrir mão, muitas vezes, daquilo que eu quero ou gosto de fazer”, conta Ítalo Ramos.
“A maior dificuldade é ter um momento de intimidade com Deus todos os dias. Se você não se abastece na oração, não consegue continuar”, afirma Joaquim Pedra.
Os missionários também falaram de como fazem para conciliar a vida de missionárias com o dia-a-dia.
“A nossa santidade é construída no ordinário da vida, que nós não precisamos fazer coisas extraordinárias, mas santificar o nosso dia, santificar o simples”, e acrescenta que “não se separa Ítalo, estudante de Psicologia, do Ítalo, que é católico, é uma unificação, então, ele preciso colocar Deus como prioridade no meu dia”, explica Ítalo Ramos, citando São Josemaría Escrivá.
Joaquim Pedra ainda acrescenta que “uma hora de estudo é uma hora de oração. Uma hora de trabalho é uma hora de oração, a nossa vida tem que ser uma oração”, e termina dizendo que “nada é pequeno se é feito com amor, tudo que você faz, até uma caneta cair no chão, você pega com amor, oferecendo a Jesus, já é uma oração”.
Ambos falaram nas suas expetativas para as próximas gerações de missionários declarando que “desejam jovens, homens e mulheres mais apaixonados por Deus, mais apaixonados pelo Evangelho, pela Virgem Maria, pelos Santos, por São José”, destaca Ítalo Ramos.
“Eu espero uma geração que busca a Eucaristia, que estude sobre a Igreja, a Igreja Católica, a Igreja de Cristo, que tenha coragem de falar de Deus, coragem de rezar o terço, coragem de mostrar que é de Deus” e Joaquim Ramos conclui afirmando que “a maior vergonha da nossa vida não é aquilo que os outros vão falar. A maior vergonha é desagradar a Deus e dar tapa na cara de Jesus”.
Os missionários deixaram alguns conselhos para as próximas gerações.
“Ame o Senhor em primeiro lugar sobre todas as coisas, porque quando nós caminhamos com o Senhor, porque nós o amamos, o caminho se torna muito mais fácil, Todos os santos foram santos”, conclui Ítalo Ramos.
“O missionário precisa amar a Deus em primeiro lugar, querer amar, precisa querer se doar pelo outro. Mas a missão começa em casa, amando a sua família, a sua casa, os seus pais, devem ter, intimidade com Jesus, querendo agradar Jesus”, conclui Joaquim Pedra.
Depois da passagem por Viseu, em Portugal, os missionários seguiram para a Irlanda, regressando depois para missões no Brasil.

