Balanço da Feira dos Santos de Mangualde: 400 expositores, milhares de visitantes e toneladas de carne vendidas
Por: Leonor Sequeira Foto: Turismo Centro de Portugal
Em Mangualde, novembro traz consigo uma tradição que atravessa gerações: a Feira dos Santos. Entre aromas, sabores e reencontros, este evento com mais de três séculos continua a marcar a identidade cultural e económica da região. Para compreender como esta celebração se mantém viva e se adapta aos tempos modernos, Marco Almeida, Presidente da Câmara Municipal, partilha memórias, desafios e a relevância desta feira para a comunidade.
A Feira dos Santos voltou a animar Mangualde no primeiro fim de semana de novembro, reafirmando-se como o maior evento cultural anual do concelho. Com mais de 300 anos de história, esta feira é muito mais do que um espaço de comércio, é um ponto de encontro intergeracional, uma celebração das raízes locais e uma montra da identidade cultural e industrial da região.
O Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Marco Almeida, destaca a importância da feira para a comunidade: “Ela mantém a nossa identidade, aquilo que nos caracteriza enquanto comunidade. É também uma oportunidade para os mangualdenses mostrarem o que de melhor se faz no concelho”.
A edição de 2025 contou com cerca de 400 expositores, incluindo muitos de fora do concelho, e atraiu dezenas de milhares de visitantes, apesar da chuva que marcou o primeiro dia. Só no setor da restauração foram vendidas 8 toneladas de carne, excluindo as grandes superfícies comerciais. “É muito importante para a nossa economia local e por isso há uma aposta do município na sua valorização”, sublinha Marco Almeida.
A feira tem evoluído ao longo dos anos, modernizando-se sem perder a sua essência. Hoje, está dividida por setores como gastronomia, indústria, agricultura e produtos locais, e aposta fortemente no conforto, segurança e acessibilidade. A presença de jornalistas estrangeiros e representantes de cidades geminadas como Lande e Le Puy-en-Velay reforça a sua internacionalização.
Marco Almeida partilha ainda memórias pessoais, recordando a ligação familiar à feira e a importância que esta teve na economia doméstica de gerações anteriores. “Vivi sempre a feira de forma muito apaixonada. Sou neto de pessoas que vendiam carne na feira e cresci a ouvir histórias da minha família paterna. A feira é vivida com paixão, desde os mais novos aos mais velhos. É um momento marcante nas nossas vidas”, acrescenta o autarca.
Com uma programação cada vez mais direcionada para os jovens e uma forte aposta na valorização dos produtos endógenos, a Feira dos Santos continua a ser um símbolo de tradição e inovação, projetando Mangualde para o futuro sem esquecer o passado.
A Feira dos Santos continua a ser um exemplo vivo de como a tradição e a inovação podem caminhar lado a lado. O certame é “vivido por muitos setores do município e muitas instituições do concelho”, ou seja, “as forças vivas do concelho envolvem-se de forma apaixonada na Feira”.
