Volta: lixo na rua leva Governo a pressionar sistema

Em funcionamento há 5 meses, o sistema de devolução de latas e garrafas de plástico gera contestação popular. Governo define 16 de outubro como data limite para uma resposta.
Ponto de recolha Volta

Por: Ricardo Gouveia e Pedro Cruz

O sistema Volta surgiu em Portugal como um incentivo à reciclagem. O que parecia ser uma solução viável, tornou-se um problema muito mais complexo. Na compra de garrafas de plástico e latas, é cobrada ao consumidor uma taxa de 10 cêntimos, que podem mais tarde ser reembolsados, em vales de troca, ao devolver as embalagens num ponto Volta.

Com a implementação deste sistema, uma nova febre despontou pela corrida à procura das garrafas em caixotes do lixo, especialmente nos grandes centros urbanos. Na tentativa de recuperar as embalagens, muito do outro lixo é deixado fora dos contentores, criando um problema de higiene pública, que afeta moradores e trabalhadores de recolha de resíduos.

A contestação popular demonstrou-se grande, e o Governo viu-se obrigado a exigir medidas por parte da SDR Portugal, entidade gestora do sistema volta. Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia, dirigiu um pedido ao presidente do conselho de administração da SDR, Leonardo Mathias, sugerindo uma maior articulação entre o sistema Volta e as autarquias, e que fosse elaborado um plano de curto a longo prazo, que apresentasse soluções para a resolução do problema.  

A ministra não nega as vantagens do programa, e aponta para casos europeus onde obteve sucesso, como na Alemanha e na Noruega

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