{"id":990,"date":"2017-02-14T14:56:16","date_gmt":"2017-02-14T14:56:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=990"},"modified":"2017-03-06T15:39:21","modified_gmt":"2017-03-06T15:39:21","slug":"comercio-tradicional-de-viseu-ja-nao-e-o-que-era","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=990","title":{"rendered":"Com\u00e9rcio Tradicional de Viseu j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o que era"},"content":{"rendered":"<p>O centro do com\u00e9rcio tradicional de Viseu fica localizado na famosa Rua Direita, durante s\u00e9culos o principal motor do com\u00e9rcio da cidade. S\u00e3o quase dois quil\u00f3metros de uma rua onde hoje se multiplicam as placas \u201cvende-se\u201d ou \u201carrenda-se\u201d, consequ\u00eancias de uma crise que teima em permanecer. Mas ainda h\u00e1 quem resista, quem tenha vencido sucessivas crises e se posicione face \u00e0 mudan\u00e7a de paradigma do com\u00e9rcio.<br \/>\nA sapataria Cust\u00f3dio Domingos \u00e9 um dos espa\u00e7os comerciais mais antigos da Rua Direita. Fundada em 1923, conta j\u00e1 com 94 anos de exist\u00eancia sempre no mesmo espa\u00e7o. Paulo Domingos, atualmente respons\u00e1vel pela sapataria, \u00e9 a terceira gera\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio. Desde 1985 a trabalhar na sapataria que j\u00e1 passou pelo av\u00f4 e pelo pai, viu o panorama do com\u00e9rcio de rua mudar completamente.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1073\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/IMG_1117-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/IMG_1117-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/IMG_1117-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/IMG_1117-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><br \/>\nO empres\u00e1rio culpa as grandes superf\u00edcies comerciais: \u201cSe olharmos para o distrito e contabilizarmos a abertura de superf\u00edcies m\u00e9dias e grandes, o n\u00famero \u00e9 enorme. Algu\u00e9m tem que legislar isto, porque n\u00e3o h\u00e1 controlo. \u00c9 um problema nacional, mas em Viseu \u00e9 pior porque temos a maior densidade comercial do pa\u00eds e os habitantes n\u00e3o s\u00e3o assim tantos&#8221;.<br \/>\nSobre o neg\u00f3cio, Paulo Domingos afirma que \u201cd\u00e1 para ir vivendo, mas n\u00e3o d\u00e1 para ganhar dinheiro. D\u00e1 para manter \u00e0 custa de v\u00e1rias fases melhores, como o ver\u00e3o, e das \u00e9pocas festivas, que trazem mais alguns clientes, mas no dia-a-dia n\u00e3o. H\u00e1 muita gente a vender e h\u00e1 pouca gente a comprar, n\u00e3o chega para todos\u201d, lamenta Paulo Domingos acrescentando: \u201cj\u00e1 me passou pela cabe\u00e7a fechar a porta mas n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o f\u00e1cil nem linear. Para o lojista, a decis\u00e3o de manter a porta aberta da Sapataria Cust\u00f3dio Domingos assenta em fatores como \u201ca tradi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o ter outros objetivos de vida imediatos e sobretudo, tentar dar a volta, resolver o problema da crise. J\u00e1 passei por v\u00e1rias crises, mas esta \u00e9 a pior\u201d, assume.<\/p>\n<p><strong>As vantagens de comprar no com\u00e9rcio tradicional<\/strong><br \/>\nA trabalhar neste ramo desde 1985, Paulo Domingos reconhece que ainda h\u00e1 o cliente tradicional e fiel \u201cque vem comprar quer chova, quer fa\u00e7a sol\u201d. Para este comerciante, ainda h\u00e1 coisas que as grandes superf\u00edcies comerciais n\u00e3o t\u00eam para oferecer, como \u201co atendimento personalizado, o conhecimento do cliente tratando-o pelo nome e o servi\u00e7o para que o cliente tenha a menor preocupa\u00e7\u00e3o poss\u00edvel a procurar aquilo que quer\u201d.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rias de uma rua<\/strong><br \/>\nPercorrendo a Rua Direita, em Viseu, \u00e9 poss\u00edvel encontrar muitas hist\u00f3rias, at\u00e9 de pessoas que j\u00e1 tentaram a sorte de diferentes maneiras, inclusive mudando o ramo de neg\u00f3cio. Jo\u00e3o Marques Alves \u00e9 atualmente dono do pronto-a-vestir \u201cO gaiato\u201d, que comercializa roupa para crian\u00e7a, mas esta \u00e9 j\u00e1 uma segunda tentativa de neg\u00f3cio no mesmo s\u00edtio. \u201cO gaiato\u201d est\u00e1 aberto h\u00e1 20 anos no mesmo s\u00edtio, mas de l\u00e1 para c\u00e1, foram grandes as mudan\u00e7as no com\u00e9rcio tradicional. \u201cMudou tudo para pior\u201d, come\u00e7a por atirar Jo\u00e3o Alves. E prossegue: \u201cO com\u00e9rcio tradicional antigamente tinha muito mais movimento, a rua estava sempre cheia de gente e neste momento, tudo parou\u201d, queixa-se o negociante.<br \/>\nPara Jo\u00e3o Alves os culpados s\u00e3o os mesmos. \u201cAs grandes \u00e1reas comerciais desviaram as pessoas\u201d, diz, indo mais longe e apontando o dedo a quem deixou que isso acontecesse. \u201cOs pol\u00edticos nunca defenderam o com\u00e9rcio tradicional, caso contr\u00e1rio n\u00e3o tinham aprovado as grandes \u00e1reas comerciais como aprovaram. Viseu \u00e9 neste momento a cidade que mais \u00e1rea comercial tem por habitante. Acho que havia de haver um trav\u00e3o\u201d, afirma o empres\u00e1rio. \u201cAcha que um Pal\u00e1cio do Gelo e um F\u00f3rum faz sentido em Viseu?\u201d, questiona o comerciante, que faz neg\u00f3cio na Rua Direita h\u00e1 40 anos, para responder logo de seguida: \u201cAcho que n\u00e3o faz!\u201d.<br \/>\nJo\u00e3o Alves, \u00e0 espera da reforma, garante que mant\u00e9m as portas abertas com algum esfor\u00e7o e que a curto prazo ser\u00e1 a esposa que ficar\u00e1 mais alguns anos a trabalhar no pronto-a-vestir, mas n\u00e3o tem esperan\u00e7a quanto \u00e0 longevidade do neg\u00f3cio. \u201cA minha esposa vai ficar aqui at\u00e9 ao ponto de atingir a reforma e depois \u00e9 fechar. N\u00e3o tenho esperan\u00e7a que isto melhore muito\u201d, conclui o comerciante t\u00eaxtil.<\/p>\n<p><strong>Nem o Natal serve para salvar o ano<\/strong><br \/>\nA \u00e9poca natal\u00edcia \u00e9, por excel\u00eancia, um tempo de apelo ao consumismo a que grande parte dos portugueses acabam por ceder. Para o com\u00e9rcio tradicional costumava ser uma \u00e9poca em que as vendas alavancavam os neg\u00f3cios, mas h\u00e1 muito que as vendas no Natal deixaram de ser o que eram e apesar de alguns estudos mostrarem uma invers\u00e3o da tend\u00eancia, em Viseu n\u00e3o se verificam melhorias como confirma Jo\u00e3o Alves: \u201cDezembro foi um m\u00eas pior que os outros. H\u00e1 meses de ver\u00e3o que s\u00e3o melhores que dezembro. N\u00e3o houve movimento quase nenhum, esteve parado. Foi um Natal para esquecer\u201d.<\/p>\n<p><strong>Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Distrito de Viseu confirma vendas baixas na \u00e9poca natal\u00edcia<\/strong><br \/>\nGualter Mirandez, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Distrito de Viseu (ACDV) confirmou o relato dos comerciantes sobre a \u00e9poca natal\u00edcia. \u201cO m\u00eas de dezembro era um m\u00eas em que n\u00f3s, os comerciantes, cham\u00e1vamos o \u201cm\u00eas armaz\u00e9m\u201d. Quer isto dizer que se faziam mais vendas nesta altura para, eventualmente, nos meses a seguir, estarmos um bocadinho mais no defeso. De h\u00e1 uns anos a esta parte isso n\u00e3o se tem verificado. Naturalmente que se registam um pouco mais de vendas, mas nem de perto nem de longe \u00e9 o chamado \u201cm\u00eas armaz\u00e9m\u201d. Segundo o dirigente, a recolha de opini\u00f5es junto dos comerciantes permite-lhe concluir que n\u00e3o se verificou o aumento das percentagens de vendas que todos gostariam.<br \/>\nEmbora se verifique esta situa\u00e7\u00e3o no com\u00e9rcio tradicional, segundo n\u00fameros divulgados pela SIBS, rede gestora dos multibancos, os portugueses gastaram mais este Natal do que no ano anterior. Entre o dia 1 e 25 de dezembro, em levantamentos e pagamentos atrav\u00e9s da rede multibanco, os portugueses gastaram \u20ac5,674 mim milh\u00f5es, o que corresponde a um crescimento de 7,3 % face a igual per\u00edodo de 2015.<\/p>\n<p><strong>Contra a corrente<\/strong><br \/>\nA situa\u00e7\u00e3o a que chegou o com\u00e9rcio tradicional deixou a maior parte dos comerciantes a tentar sobreviver, mas com poucas armas para combater as grandes superf\u00edcies. Outros acabaram mesmo por fechar portas. Como em tudo, h\u00e1 sempre quem saiba dar a volta por cima e remar contra a corrente. \u00c9 o caso do pronto-a-vestir Tavares, ou melhor, das lojas de roupa Tavares. A primeira Loja Tavares foi fundada em 1954, h\u00e1 62 anos, em Viseu. Desde ent\u00e3o, a empresa soube expandir-se, contando j\u00e1 com quatro lojas, um site de vendas e 18 colaboradores a trabalhar nas v\u00e1rias lojas e na plataforma online.<br \/>\nPaulo Tavares \u00e9 a 3.\u00aa gera\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio de fam\u00edlia, est\u00e1 h\u00e1 25 anos no ramo e atualmente \u00e9 o \u00fanico respons\u00e1vel pela empresa Tavares. Quando questionado sobre as principais diferen\u00e7as face aos primeiros tempos em que trabalhou no com\u00e9rcio de rua, Paulo Tavares \u00e9 perempt\u00f3rio: \u201cas diferen\u00e7as s\u00e3o enormes: em termos do comportamento do cliente, das pr\u00f3prias lojas quer na sua apresenta\u00e7\u00e3o quer nos seus produtos e depois toda a din\u00e2mica das cidades que hoje tamb\u00e9m s\u00e3o completamente diferentes do que h\u00e1 25 anos atr\u00e1s\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1074\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/IMG_1125-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/IMG_1125-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/IMG_1125-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/IMG_1125-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><br \/>\nApesar do crescimento da marca, a Tavares tamb\u00e9m sentiu na pele os efeitos dos novos tempos e s\u00f3 consegue manter o n\u00famero de funcion\u00e1rios fruto do aumento do n\u00famero de lojas, admite o empres\u00e1rio: \u201cComo temos mais lojas do que t\u00ednhamos h\u00e1 alguns anos, obviamente que o n\u00famero de vendedores \u00e9 maior, mas h\u00e1 alguns servi\u00e7os que deix\u00e1mos de ter, como o departamento de atelier de costura onde t\u00ednhamos tr\u00eas pessoas e hoje n\u00e3o temos nenhuma. O departamento de contabilidade tamb\u00e9m ocupava tr\u00eas pessoas e hoje s\u00f3 ocupa uma. No geral, o n\u00famero de pessoas que trabalham connosco acaba por ser menor, mas o n\u00famero de vendedores \u00e9 bastante superior\u201d, afirma.<br \/>\n\u201cA situa\u00e7\u00e3o que atravessamos n\u00e3o \u00e9 muito f\u00e1cil, porque o com\u00e9rcio n\u00e3o atravessa momentos exuberantes, mas isso \u00e9 um mal de que todos os setores carecem. Estamos num momento dif\u00edcil, mas estamos a conseguir ultrapassar, atrav\u00e9s de estrat\u00e9gias m\u00faltiplas e diversas\u201d, como por exemplo a venda online.<br \/>\nSobre o estado do com\u00e9rcio em geral, Paulo Tavares diz que n\u00e3o gosta de se queixar. &#8220;Eu sou mais pragm\u00e1tico e percebo o mundo atual. Houve algumas transforma\u00e7\u00f5es do com\u00e9rcio, que tiveram muito a ver com a abertura dos centros comerciais. O mundo moderno tem que ter centros comerciais, n\u00f3s n\u00e3o somos contra os centros comerciais, embora tenhamos algumas cr\u00edticas a solu\u00e7\u00f5es que se encontraram no \u00e2mbito dos centros comerciais, mas elas est\u00e3o feitas e t\u00eam de ser contornadas. Em termos de aposta pol\u00edtica, houve um mal porque infelizmente as cidades portuguesas de norte a sul foram varridas da sua principal caracter\u00edstica que \u00e9 a vitalidade e a din\u00e2mica dos centros. Por exemplo, os turistas quando v\u00e3o \u00e0s cidades n\u00e3o v\u00e3o aos centros comerciais, o que eles querem \u00e9 a vitalidade das cidades e isso est\u00e1 nos centros. Infelizmente, houve alguns erros estrat\u00e9gicos, eu penso que Viseu n\u00e3o foi das piores cidades a sofrer essas politicas mal conduzidas, mas hoje em dia come\u00e7a-se a olhar de maneira diferente para o centro das cidades&#8221;, considera Paulo Tavares.<br \/>\nO empres\u00e1rio acredita ainda que vai acontecer uma nova viragem para o com\u00e9rcio tradicional em Viseu, tal como nas restantes cidades do pa\u00eds, dando o exemplo dos centros das cidades de Lisboa e Porto onde \u201ch\u00e1 meia d\u00fazia de anos se tinha medo de andar \u00e0 noite e hoje em dia andam l\u00e1 milhares de pessoas\u201d.<br \/>\nNa mesma linha de pensamento, o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Distrito de Viseu, que agrega os comerciantes do distrito, afirma que \u201co com\u00e9rcio continua numa fase bastante expectante, porque \u00e9 um dado adquirido que, neste momento, a maioria das fam\u00edlias ainda n\u00e3o consegue ter proveitos suficientes para fazer algumas compras fora do estritamente necess\u00e1rio. Hoje, as fam\u00edlias t\u00eam um or\u00e7amento e esse or\u00e7amento est\u00e1 praticamente dilu\u00eddo nos seus compromissos mensais. Sendo assim, resta pouco dinheiro para a compra da camisola, a compra do t\u00eaxtil, a compra dos sapatos. Tudo o que n\u00e3o \u00e9 priorit\u00e1rio, fica para segundo plano\u201d, diz Gualter Mirandez.<br \/>\nO dirigente admite a expectativa que tem para os pr\u00f3ximos anos, esperando que haja uma retoma no or\u00e7amento das fam\u00edlias, para poderem fazer compras no com\u00e9rcio de proximidade. \u201cO comerciante de rua est\u00e1 um pouco melhor do que estava h\u00e1 alguns anos atr\u00e1s, porque at\u00e9 h\u00e1 relativamente pouco tempo, as ruas e os centros das cidades estavam desprovidas de gente. N\u00e3o h\u00e1 empres\u00e1rio nenhum que consiga sobreviver em zonas onde n\u00e3o passam pessoas. A maior parte das cidades esqueceram bastante os seus centros hist\u00f3ricos, mas creio que hoje a aposta dos munic\u00edpios \u00e9 um pouco diferente, come\u00e7a a haver uma grande preocupa\u00e7\u00e3o (e nisso Viseu tamb\u00e9m est\u00e1 inclu\u00eddo) da parte dos munic\u00edpios para a recupera\u00e7\u00e3o dos centros da cidades. Se a oferta melhorar em todos os sentidos, naturalmente que os comerciantes v\u00e3o poder usufruir de mais pessoas a visitar o centro das cidades\u201d, real\u00e7a o comerciante.<br \/>\n\u201cN\u00e3o creio que seja a breve trecho, mas acredito sinceramente que o com\u00e9rcio de proximidade vai ter novamente oportunidade e vai voltar (n\u00e3o digo que seja aos dias que j\u00e1 viveu) mas vai voltar a ter expetativa de criar melhores dias\u201d, termina, confiante, Gualter Mirandez.<\/p>\n<p><strong>Centros a perder express\u00e3o<\/strong><br \/>\nA expetativa de Gualter Mirandez parece ter raz\u00e3o de ser: segundo um estudo IPAM \u2013 The Marketing School relacionado com o Natal passado, os centros comerciais est\u00e3o a perder express\u00e3o e h\u00e1 cada vez mais consumidores a optar pelo com\u00e9rcio de rua e pelas compras online. De acordo com o mesmo estudo, a op\u00e7\u00e3o das compras no shopping e no com\u00e9rcio tradicional convenceu 31,4 %, enquanto 9% acabou por fazer as compras da \u00e9poca natal\u00edcia online.<br \/>\nDe acordo com este estudo, em 2011, 47% dos consumidores disse que faria as compras exclusivamente em centros comerciais; este ano, apenas 29,1% deu essa resposta, o que \u00e9 revelador deste novo consumidor que faz as compras no com\u00e9rcio tradicional e que j\u00e1 fazia pesquisa\u00a0online\u00a0mas, agora, efetua de facto compras&#8221;, aponta Mafalda Ferreira, citada pelo DN, docente do IPAM e coordenadora do estudo realizado h\u00e1 oito anos consecutivos durante os primeiros onze dias de dezembro.<\/p>\n<p>Texto e fotos: Jo\u00e3o Pereira, Lu\u00eds Moita e o Miguel Campos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O centro do com\u00e9rcio tradicional de Viseu fica localizado na famosa Rua Direita, durante s\u00e9culos o principal motor do com\u00e9rcio<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":994,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[75,329,327,328,76],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/990"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=990"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/990\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1075,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/990\/revisions\/1075"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/994"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=990"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=990"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=990"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}