{"id":9666,"date":"2020-06-24T09:33:21","date_gmt":"2020-06-24T09:33:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=9666"},"modified":"2020-06-24T09:33:26","modified_gmt":"2020-06-24T09:33:26","slug":"o-futebol-faz-me-feliz-emociona-me-faz-me-querer-ser-melhor-todos-os-dias-enquanto-pessoa-e-atleta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=9666","title":{"rendered":"&#8220;O futebol faz-me feliz, emociona-me, faz-me querer ser melhor todos os dias enquanto pessoa e atleta&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Iris Silva de 18 anos \u00e9 natural de Almada e jogadora de futebol do Sport Lisboa e Benfica. O gosto pelo futebol come\u00e7ou desde cedo e a evolu\u00e7\u00e3o foi constante at\u00e9 \u00e0 chegada \u00e0s camadas jovens da sele\u00e7\u00e3o nacional. <\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Marta Santos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"380\" height=\"380\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/iris12.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-9771\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/iris12.png 380w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/iris12-150x150.png 150w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/iris12-300x300.png 300w\" sizes=\"(max-width: 380px) 100vw, 380px\" \/><figcaption>Imagem: C\u00e1tia Lu\u00eds\/SLB<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Iniciou o seu percurso futebol\u00edstico muito nova, com apenas 6 anos, no Almada Atl\u00e9tico Clube. Recorda-se como surgiu o gosto pelo futebol? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, comecei a jogar futebol no Almada Atl\u00e9tico Clube com 6 anos, mas acho que a paix\u00e3o pelo futebol est\u00e1 comigo desde que nasci. O meu pai sempre jogou futebol, ent\u00e3o desde pequena que acompanhava os jogos dele com a minha m\u00e3e, que tamb\u00e9m adora futebol e desporto no geral. \u00c9 um desporto que est\u00e1 no sangue da fam\u00edlia e sempre me despertou interesse.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais foram as principais\ndiferen\u00e7as que sentiu na transi\u00e7\u00e3o do futebol masculino para o feminino?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acho que a principal diferen\u00e7a que senti foi mesmo na forma como era tratada e valorizada. Passei por v\u00e1rios clubes e em alguns sofria bastante pelo preconceito que ainda existia com raparigas que gostavam de jogar futebol. No masculino cheguei a ouvir de um treinador que n\u00e3o importava o quanto eu treinasse eu nunca ia jogar na equipa dele, porque futebol era um desporto de homens. Noutra \u00e9poca joguei apenas 25 minutos no total, porque o treinador n\u00e3o queria p\u00f4r uma rapariga \u00e0 baliza. Era complicado e quando fiz a transi\u00e7\u00e3o para o feminino senti que afinal at\u00e9 tinha qualidade, quem trabalhava comigo fazia-me sentir isso.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Teve um percurso muito agitado nos primeiros anos do futebol. O que sentiu quando chegou ao Viseu 2001 em que conseguiu estabilizar e ter estruturas dispon\u00edveis para evoluir?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Passei por v\u00e1rios clubes quando era mais jovem devido ao trabalho da minha m\u00e3e, que nos obrigava a mudar muito de s\u00edtio, o que dificultou a minha evolu\u00e7\u00e3o em alguns momentos, j\u00e1 que cada clube tem os seus m\u00e9todos. O Viseu 2001 foi o clube que fez de mim jogadora de futebol e sempre me senti valorizada de alguma forma. Eram extremamente exigentes comigo e eu nem sempre conseguia compreender isso na altura, pela idade que tinha, mas foi essa exig\u00eancia que me fez crescer e evoluir. Se sou quem sou hoje devo muito \u00e0 estrutura que trabalhou comigo nesses anos, porque deram-me ferramentas e incutiram-me uma mentalidade de trabalho e de esfor\u00e7o que me permitiu ser todos os dias melhor. Foi ali que comecei a entender que com trabalho e esfor\u00e7o os sonhos podem tornar-se realidade e nos 4 anos em que representei o clube mudei imenso, principalmente a n\u00edvel de mentalidade. Fui muito feliz, honestamente. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"384\" height=\"225\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/iris15.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-9774\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/iris15.png 384w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/iris15-300x176.png 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><figcaption>Imagem:  Maria Garcia\/ Sports and Girls <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Em que clube sentiu que\ncome\u00e7ou a ser reconhecido o seu potencial e a ganhar notoriedade?<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>Quando nos estabiliz\u00e1mos em Viseu surgiu a oportunidade de fazer um treino na AF Viseu, que na altura n\u00e3o tinha guarda redes. Eu estava sem clube, n\u00e3o jogava futebol naquele n\u00edvel h\u00e1 quase 2 anos e, quando fui treinar, a treinadora Francisca Martins (selecionadora distrital na altura) gostou do que viu. Ela era tamb\u00e9m treinadora do Viseu 2001, ent\u00e3o levou-me para l\u00e1 digamos assim e deu-me oportunidade de treinar pela primeira vez s\u00f3 com raparigas. Foi a primeira pessoa a acreditar em mim e a ver algum potencial na \u00cdris enquanto atleta e isso foi extremamente importante. Por isso acho que foi na AF Viseu que reconheceram que eu tinha algum potencial, mas foi o Viseu 2001 que alavancou a minha carreira, sem d\u00favida. S\u00e3o duas institui\u00e7\u00f5es muito marcantes no meu percurso, com 15 anos era titular da sele\u00e7\u00e3o distrital e estreei-me na 1\u00ba Liga e na Ta\u00e7a de Portugal. S\u00e3o momentos inesquec\u00edveis e que me marcaram muito. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Considera que uma jogadora\ndo interior sente mais dificuldades para crescer, em compara\u00e7\u00e3o com uma\njogadora dos principais clubes? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Claro que sim, \u00e9 muito mais dif\u00edcil para uma jogadora do interior ganhar notoriedade e ter as mesmas oportunidades que uma jogadora de Lisboa, por exemplo. Primeiro pela quantidade de clubes com equipas femininas que existem e depois pelas condi\u00e7\u00f5es de crescimento que essas equipas podem oferecer. No distrito de Viseu, usando o meu caso como exemplo, s\u00f3 existia uma equipa que tinha condi\u00e7\u00f5es de treino e qualidade para te dar algumas oportunidades e era o Viseu 2001. N\u00e3o \u00e9 desmerecer os outros clubes da regi\u00e3o, \u00e9 olhar para as coisas de forma realista. E mesmo n\u00f3s t\u00ednhamos muitas dificuldades em determinadas alturas, porque os apoios a n\u00edvel financeiro s\u00e3o poucos comparado com outras regi\u00f5es do pa\u00eds, mas tivemos sorte pelas pessoas incr\u00edveis que lideravam o projeto e que faziam de tudo para nos dar condi\u00e7\u00f5es de sonhar com mais e melhor, como por exemplo chegar a uma sele\u00e7\u00e3o nacional ou disputar fases finais com o clube. Gra\u00e7as a essa estrutura nunca nos faltou nada do que era essencial para evoluir e \u00e9 por isso que as oportunidades foram chegando para muitas atletas. Quando algo faltava eles arranjavam forma de contornar a situa\u00e7\u00e3o e continuar a trabalhar. Por isso acho que uma jogadora do interior que quer ter sucesso tem de trabalhar o dobro em compara\u00e7\u00e3o com todas as outras ou as oportunidades podem nunca aparecer, mas tamb\u00e9m \u00e9 preciso estar rodeada de boas pessoas e bons profissionais que saibam implantar uma mentalidade vencedora e trabalhadora nas suas equipas e, muitas vezes, as equipas do interior n\u00e3o t\u00eam este tipo de estrutura, ainda que nos \u00faltimos anos tenha vindo a melhorar. Tal como ouvi imensas vezes enquanto joguei em Viseu \u201cDentro do amadorismo temos de saber ser profissionais\u201d e isso pra mim sempre significou que tens de fazer o melhor que conseguires dentro das condi\u00e7\u00f5es que tens, ent\u00e3o levo esse ensinamento comigo at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"425\" height=\"283\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/iris14.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-9773\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/iris14.png 425w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/iris14-300x200.png 300w\" sizes=\"(max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption>Imagem: SLB<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Como \u00e9 que surgiu a\noportunidade de ir para o Benfica?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u00c9 engra\u00e7ado, porque surgiu de forma inesperada. Estava a sair de um treino quando chego ao carro e a minha m\u00e3e est\u00e1 em chamada com o meu pai e um senhor chamado Ricardo Derri\u00e7a Pinto, que atualmente \u00e9 o meu gestor de carreira. Foi ele que apresentou a proposta e o projeto do Benfica, que estava \u00e0 procura de uma guarda redes para a forma\u00e7\u00e3o e eu encaixava nas caracter\u00edsticas que eles definiam. Nessa altura a minha \u00e9poca ainda n\u00e3o tinha terminado e eu tinha uma final para disputar, ent\u00e3o preferi n\u00e3o pensar muito no assunto, mas sabia que era uma oportunidade gigantesca. Lembro-me de inicialmente pensar que era uma brincadeira, foi dif\u00edcil acreditar que o Sport Lisboa e Benfica estava interessado em mim e quando entrei no Est\u00e1dio da Luz pela primeira vez para reunir com o representante do projeto fiquei completamente convencida que era a melhor decis\u00e3o para mim.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais as principais diferen\u00e7as entre um clube relativamente desconhecido, como o Viseu 2001, e um Benfica que \u00e9 um dos 3 grandes?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acho que a maior diferen\u00e7a s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es. Sais de uma realidade onde tens o b\u00e1sico para evoluir e passas para uma onde tens tudo, literalmente. Desde acompanhamento nutricional a trabalho especializado no gin\u00e1sio, em situa\u00e7\u00f5es de les\u00e3o temos todo o acompanhamento da cl\u00ednica e fisioterapia, uma mental coach presente e dispon\u00edvel para nos ajudar a gerir expectativas e emo\u00e7\u00f5es e uma infinidade de outras coisas a que n\u00e3o temos acesso na maioria dos clubes em Portugal quando falamos de futebol feminino. \u00c9 muito f\u00e1cil ficar deslumbrada com essa realidade quando n\u00e3o est\u00e1s habituada a ter esta conjuntura que facilita a evolu\u00e7\u00e3o como um todo, \u00e9 totalmente diferente do padr\u00e3o do futebol feminino portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Foi chamada pela primeira\nvez \u00e0 sele\u00e7\u00e3o nacional em 2019. Lembra-se onde estava quando soube? Qual foi o\nsentimento?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Lembro-me de todos os detalhes. Estava em casa quando recebi uma chamada do meu treinador das sub 19 do Benfica e ele diz-me \u201cOlha \u00cdris s\u00f3 te estou a ligar porque recebemos a not\u00edcia de que foste chamada para o pr\u00f3ximo est\u00e1gio da Sele\u00e7\u00e3o Nacional sub 19 e queria dizer-te eu primeiro e dar-te os parab\u00e9ns, porque se h\u00e1 algu\u00e9m que merece esta oportunidade \u00e9s tu pelo teu trabalho\u201d. N\u00e3o tive rea\u00e7\u00e3o, nem sequer consegui responder-lhe nada de jeito porque as l\u00e1grimas j\u00e1 escorriam. Senti um orgulho e uma felicidade sem igual, foi um dos momentos mais bonitos da minha carreira e era algo para o qual eu j\u00e1 trabalhava h\u00e1 muitos anos. Foi um sonho tornado realidade.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual foi o momento mais\nmarcante da sua carreira at\u00e9 agora?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Existem dois momentos que eu considero os mais marcantes at\u00e9 agora, que foram a primeira chamada \u00e0 Sele\u00e7\u00e3o Nacional e ser campe\u00e3 nacional de juniores ao servi\u00e7o do Benfica. Foi o meu primeiro t\u00edtulo e a chamada \u00e0 Sele\u00e7\u00e3o foi a cereja no topo do bolo depois de uma \u00e9poca sensacional. S\u00e3o dois momentos muito bonitos e importantes para mim. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que a motiva a jogar\nfutebol?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A paix\u00e3o que sinto todas as vezes que entro em campo para treinar ou para jogar. Quero jogar futebol enquanto for completamente apaixonada por ele e continuar a sentir-me feliz cada vez que estou entre os postes ou piso o relvado. O que me motiva \u00e9 continuar a sentir aquele nervoso miudinho e a adrenalina quando saio para o aquecimento, ou o frio na barriga quando estou a chegar ao treino. O futebol faz-me feliz, emociona-me, faz-me querer ser melhor todos os dias enquanto pessoa e atleta e \u00e9 isso que me faz querer continuar.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sente que houve uma mudan\u00e7a de mentalidades desde quando come\u00e7ou at\u00e9 agora?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, sem d\u00favida. Quando comecei a jogar passei por muitas coisas que atualmente n\u00e3o acontecem ou pelo menos n\u00e3o com tanta frequ\u00eancia. As equipas femininas est\u00e3o a crescer, a ganhar mais visibilidade, mais apoios, mais credibilidade dentro do mundo do futebol e essas s\u00e3o evolu\u00e7\u00f5es muito bonitas e positivas. Vejo meninas com 12\/13 anos a terem oportunidades que eu com a idade delas nunca sonhei poder ter sequer, o que s\u00f3 mostra que o futebol feminino e toda a realidade que o envolve est\u00e1 a crescer e melhorar.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma vez que acompanhou a\nevolu\u00e7\u00e3o do futebol feminino em Portugal, at\u00e9 onde pensa que este pode chegar\nno nosso pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sei onde pode chegar, mas sei que desejo ver um desporto cada vez mais competitivo e desafiante. Espero poder ver o futebol feminino Portugu\u00eas tornar-se competitivo n\u00e3o s\u00f3 a n\u00edvel nacional, mas tamb\u00e9m a n\u00edvel internacional, ver equipas portuguesas chegar cada vez mais longe na Champions League e mais jogadoras portuguesas em destaque pelos seus clubes e pela nossa sele\u00e7\u00e3o. Gostava de ver Portugal ganhar um t\u00edtulo internacional a n\u00edvel da Sele\u00e7\u00e3o A e gosto de acreditar que vamos evoluir cada vez mais nesse sentido porque acho que, com os apoios certos, Portugal pode chegar ao mesmo n\u00edvel onde j\u00e1 se encontram outros pa\u00edses da Europa j\u00e1 que claramente tem jogadoras com imensa qualidade que v\u00e3o marcar a diferen\u00e7a no futuro. Basta olhar para o que as camadas jovens da Sele\u00e7\u00e3o Nacional t\u00eam feito para perceber o potencial que o pa\u00eds tem para ser cada vez melhor. Acompanhar este processo e de alguma forma ser parte dele tem sido incr\u00edvel e acho que daqui para a frente vamos continuar a crescer. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"372\" height=\"266\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/iris13.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-9772\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/iris13.png 372w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/iris13-300x215.png 300w\" sizes=\"(max-width: 372px) 100vw, 372px\" \/><figcaption>Imagem: SLB<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Em rela\u00e7\u00e3o ao futuro,\nquais s\u00e3o os seus objetivos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O meu principal objetivo \u00e9 continuar a ser feliz a jogar futebol, porque \u00e9 o que mais gosto de fazer e perdi um pouco isso nos \u00faltimos tempos. Estou numa fase onde n\u00e3o quero definir demasiados objetivos, quero focar-me na minha evolu\u00e7\u00e3o e em ser todos os dias melhor do que fui no dia anterior. Se somado a isso puder ganhar t\u00edtulos ou voltar a ser chamada \u00e0 Sele\u00e7\u00e3o Nacional era a cereja no topo do bolo, como se costuma dizer, mas o meu foco principal \u00e9 estar a 200% para representar o clube.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iris Silva de 18 anos \u00e9 natural de Almada e jogadora de futebol do Sport Lisboa e Benfica. O gosto<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":9771,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[13],"tags":[230,2207,2771,888],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9666"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9666"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9666\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9775,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9666\/revisions\/9775"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9771"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9666"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9666"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9666"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}