{"id":9656,"date":"2020-06-12T10:53:02","date_gmt":"2020-06-12T10:53:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=9656"},"modified":"2020-06-12T10:53:06","modified_gmt":"2020-06-12T10:53:06","slug":"chainho-a-historia-de-um-pentacampeao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=9656","title":{"rendered":"Chainho, a hist\u00f3ria de um pentacampe\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Carlos Chainho, antigo jogador profissional de futebol e atual comentador desportivo na SportTv, nasceu em Angola, mas veio ainda crian\u00e7a para Portugal. Desde muito novo desenvolveu o gosto pelo mundo do futebol sentindo-se diferente dos outros meninos. Passou por clubes como Estrela da Amadora, FC Porto, Zaragoza, Mar\u00edtimo, Nacional, etc, e ir\u00e1 ser sempre lembrado por ter conquistado o famoso Pentacampeonato.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Jo\u00e3o Pinto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"500\" height=\"300\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/371635_ori_.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-9657\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/371635_ori_.png 500w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/371635_ori_-300x180.png 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption>Carlos Chainho<br>(imagem Zero Zero)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O Chainho \u00e9 da\ngera\u00e7\u00e3o que passava grande parte da inf\u00e2ncia na rua, o que \u00e9 que ganhou com\nisso?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Este facto de passar muito tempo na rua fez parte da minha juventude, as coisas n\u00e3o s\u00e3o como hoje, a nossa fuga era brincar com os amigos ou jogar futebol. Essa fase da minha vida foi importante para o resto da minha carreira, tamb\u00e9m pelas amizades que criei. Eu acho que se ganha muito quando os jovens t\u00eam essa possibilidade de estarem com os amigos na rua e usufruir daquilo que nos d\u00e1 a natureza.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O sonho pelo\nfutebol j\u00e1 estava presente na sua inf\u00e2ncia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, eu quando comecei a jogar sentia-me diferente dos outros, no bairro destacava-me sempre, era mais robusto que os outros e acima de tudo tinha t\u00e9cnica. Quando faz\u00edamos equipas era sempre o primeiro a ser escolhido. Obviamente sabia que havia ali um potencial, mas nunca pensei em chegar onde cheguei.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Foi nessa altura\nque surgiu a alcunha Pel\u00e9?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, j\u00e1 tenho essa alcunha desde os 6 anos e tem vivido sempre comigo, a minha mulher chama-me \u201cPel\u00e9\u201d, assim como as pessoas mais pr\u00f3ximas. N\u00e3o era t\u00e3o bom como ele, mas algu\u00e9m pensava que tinha jeito ou parecen\u00e7as com ele, e essa alcunha dura at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como \u00e9 que come\u00e7ou\no processo da forma\u00e7\u00e3o no futebol?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu na altura jogava futsal e um amigo meu um dia convidou-me para ir treinar ao Carcavelos, fiz um teste nos iniciados e acabei por ficar. Na altura quem estava l\u00e1 era o falecido V\u00edtor Damas, que \u00e9 uma grande refer\u00eancia do futebol mundial e foi ele o meu primeiro treinador. Foi um processo natural, normalmente quando n\u00f3s temos equipas no nosso concelho \u00e9 o caminho mais f\u00e1cil, e o Carcavelos era o caminho mais f\u00e1cil.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual foi a import\u00e2ncia do V\u00edtor Damas na sua carreira?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu ainda apanho o V\u00edtor Damas como jogador do Sporting e n\u00f3s, mi\u00fados, sab\u00edamos perfeitamente quem era o V\u00edtor Damas, era uma figura e uma estrela. Marcou-me desde o in\u00edcio por ser uma pessoa muito acess\u00edvel e muito humilde. Ele no fundo era quem patrocinava aquela equipa, as minhas primeiras botas foram oferecidas por ele. Olh\u00e1vamos para ele como um pai, foi uma pessoa que adaptou as minhas caracter\u00edsticas como jogador, foi ele que me mudou de extremo para defesa central e mais tarde para o meio-campo, onde joguei toda a minha carreira enquanto profissional.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como \u00e9 que correu a\nadapta\u00e7\u00e3o ao Carcavelos? O sucesso foi imediato?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A adapta\u00e7\u00e3o foi normal, s\u00f3 com um pequeno percal\u00e7o porque o campo era maior. \u00c9 dif\u00edcil para mi\u00fados de 10\/11 anos jogar em campos com as medidas m\u00e1ximas. Claro que tive dificuldades, mas \u00e0 medida que o tempo vai passando vais adquirindo pratica e os obst\u00e1culos v\u00e3o encurtando, at\u00e9 nos seniores \u00e9 assim.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como \u00e9 que\naconteceu a passagem para o Casa Pia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu j\u00e1 estava no Carcavelos h\u00e1 alguns anos, mas sentia que podia dar mais. Quando faz\u00edamos torneios apanh\u00e1vamos muitas equipas aqui de Lisboa e o Casa Pia era uma delas, e sentia a diferen\u00e7a de andamento. Um dia compro o jornal e vejo que estavam a fazer capta\u00e7\u00f5es no Casa Pia, pedi dinheiro \u00e0 minha m\u00e3e e fui at\u00e9 ao Casa Pia e pedi para treinar, o que \u00e9 certo \u00e9 que acabei por ficar.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>At\u00e9 que surge o Estrela da Amadora. Como \u00e9 que tudo aconteceu?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na altura com o Casa Pia fomos campe\u00f5es e eu sabia que havia clubes interessados em mim. At\u00e9 que um dia temos um jogo de treino contra o Estrela da Amador, joguei e nesse mesmo dia assinei contrato com o Estrela por vontade do mister Jo\u00e3o Alves.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Estrela da\nAmadora j\u00e1 era uma equipa com outros os objetivos, como \u00e9 que foi a sua\nchegada?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Era um clube j\u00e1 consagrado e com jogadores de alta qualidade. O mister falou comigo e disse que havia a possibilidade de eu ser emprestado a um clube de uma divis\u00e3o inferior, mas eu sempre disse para me verem a treinar. O que \u00e9 certo \u00e9 que me acabo por impor e comecei a ser titular. Foi muito dif\u00edcil no in\u00edcio porque era um ritmo muito elevado, era como se eu estivesse num Fiat e eles num Porsche, nas primeiras semanas era s\u00f3 ver as matr\u00edculas deles.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quando Fernando\nSantos, atual selecionador nacional, chega ao Estrela voc\u00ea sentiu que estava\nali um treinador diferenciado?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Era muito r\u00edgido, os treinos dele era at\u00e9 vomitar como se diz. Eram treinos muito agressivos virados para o lado mais f\u00edsico. O Fernando Santos era uma pessoa incr\u00edvel em todos os setores, concentrado muito no trabalho, mas notava-se que era um l\u00edder.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Porque \u00e9 que encheram o seu cacifo com flores na altura do Estrela?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu sempre gostei de dar a minha opini\u00e3o de uma forma construtiva e soft. Nesse dia o mister perguntou-nos o porqu\u00ea de n\u00e3o estarmos a conseguir obter bons resultados e quando chegou a minha vez eu disse que estava a correr mal porque a flor est\u00e1 morta, a flor n\u00e3o tem sido regada, porque acabaram os almo\u00e7os e os jantares. No dia seguinte tinha o cacifo cheio de flores e come\u00e7aram-me a chamar de flor.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nas \u00e9pocas como jogador do Estrela sempre se destacou por marcar aos grandes. Considerava-se um jogador dos grandes jogos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, tinha a sorte de aparecer e fazer sempre golos, n\u00e3o tinha problemas nenhuns em assumir o jogo e fazia alguns golos. A maioria dos meus golos s\u00e3o contra as equipas grandes.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Faz 112 jogos no Estrela at\u00e9 que surge o Futebol Clube do Porto. Foi uma escolha dif\u00edcil?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu tive v\u00e1rias propostas nos quatro anos que estive no Estrela, tanto do Sporting como do Benfica, mas nunca se chegaram \u00e0 frente. At\u00e9 que em 97\/98 fa\u00e7o uma \u00e9poca fant\u00e1stica e o Porto antecipou-se e logo em janeiro contrataram-me.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na mesma \u00e9poca em\nque vai para o Porto tem a companhia de Fernando Santos, isso facilitou a sua\nadapta\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o vou dizer que n\u00e3o, mas no princ\u00edpio n\u00e3o foi f\u00e1cil. O mister conhecia-me e puxava muito mais por mim do que pelos meus companheiros.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que \u00e9 que\ndiferenciava o balne\u00e1rio do Porto?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Porto era uma equipa que estava habituada a ganhar e tinha uma m\u00edstica enorme. Era uma equipa com jogadores internacionais e grandes estrelas, sabiam que para ter aquelas vit\u00f3rias e conquista era preciso trabalhar e n\u00e3o facilitavam. As minhas caracter\u00edsticas facilitaram a adapta\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o era f\u00e1cil, havia muita press\u00e3o, e isso veio-me ajudar a crescer como jogador e como pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Chainho conquista o seu primeiro campeonato e contribui para o famoso penta. Sentiu, naquele momento, que estava a fazer hist\u00f3ria?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Estava e ainda continuo a fazer hist\u00f3ria. 21 anos passaram e s\u00f3 mostra o qu\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 igualar esse record. Vencer um campeonato j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil, ainda para mais ganhar 5 seguidos era impens\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como \u00e9 que surgiu a\noportunidade de ir para o estrangeiro? Era um desejo antigo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nessa altura o mister Oct\u00e1vio disse-me que queria que eu ficasse no plantel, s\u00f3 que ia ter que batalhar muito, porque ele tinha comprado um jogador em quem ia apostar. Depois acabou por ser um processo natural, tive convites de v\u00e1rios pa\u00edses, tanto de Espanha, como Inglaterra, Gr\u00e9cia, M\u00e9xico. Depois surgiu o Zaragoza, que em termos financeiros foi positivo e tamb\u00e9m foi bom para mudar de cen\u00e1rio, sempre gostei muito da cultura espanhola e acabo por ir para l\u00e1, apesar de ter podido ficar no Porto.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Depois de passagens\npor Espanha e Gr\u00e9cia volta a Portugal para jogar no Mar\u00edtimo, como \u00e9 jogar num\nclube de uma ilha?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um espet\u00e1culo, foram 4 anos maravilhosos. Eu estava na Gr\u00e9cia e estava tudo a correr-me bem, depois tive a infelicidade da minha m\u00e3e ter falecido um m\u00eas antes de acabar o campeonato, e parece que me caiu o mundo em cima. No \u00faltimo dia de inscri\u00e7\u00f5es eu estava em Portugal e aparece-me o Mar\u00edtimo que faz uma boa proposta e eu fui. O Mar\u00edtimo tinha uma equipa muito boa, com jovens de qualidade como era o caso do Alan e o Pepe, e acabo passado 2 anos por ir para o Nacional. Foi fundamental para a minha vida e para a minha estrutura emocional ter tido a oportunidade de ir para a ilha.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Volta a sair de\nPortugal para ir para o Chipre e Ir\u00e3o, o que \u00e9 que aprendeu com essas mudan\u00e7as?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi muito em termos culturais. Em Portugal j\u00e1 tinha feito os jogos que tinha feito, j\u00e1 era conhecido e quando apareceu o Chipre foi mais pela cultura e pela l\u00edngua que j\u00e1 conhecia por ter estado na Gr\u00e9cia. Fui atr\u00e1s de fazer e aprender mais e deu-me uma grande bagagem.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como \u00e9 que aconteceu\no processo de fim de carreira?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu sabia que o meu tempo estava a acabar, os meus joelhos j\u00e1 estavam a ceder, ainda tive convites para ir jogar para a Segunda Liga, mas comecei a ver que tinha que estudar e preparar o meu futuro p\u00f3s futebol, porque h\u00e1 vida depois do futebol.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Existe o mito que\nmuitos jogadores de futebol sentem dificuldades em mudar o chip depois de\nacabar a carreira futebol\u00edstica, voc\u00ea sentiu o mesmo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Temos muitos exemplos de jogadores que quando acabam de jogar perdem o seu dinheiro porque v\u00e3o por atalhos dif\u00edceis ou n\u00e3o est\u00e3o preparados. Eu quando deixei de jogar fiz tudo, tive na forma\u00e7\u00e3o Dragon Force, estive a vender material desportivo da Nike e sou eu que come\u00e7o o processo de patroc\u00ednio da marca com o Mar\u00edtimo por exemplo. H\u00e1 falta de acompanhamento aos antigos jogadores, alguns conseguem aguentar tr\u00eas ou quatro anos, mas o dinheiro desaparece logo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Que conselho deixa\naos jovens que pretendem ter uma carreira no mundo do futebol?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ter muita humildade, treinar, saber ouvir, procurar sempre ser melhor, descansar e terem calma, e estudarem, \u00e9 muito importante terem bases, estruturas e forma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Atualmente o Chainho faz coment\u00e1rios com antigos rivais. Qual \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de falar com eles sobre o futebol atual?<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 estamos no quarto ano, e s\u00e3o grandes amigos. Aquilo para mim \u00e9 um orgulho porque eles sabem muito de futebol, n\u00f3s dentro do est\u00fadio falamos aquilo que n\u00f3s pensamos, n\u00e3o ofendemos ningu\u00e9m e depois quando falas com pessoas que percebem tanto como tu ou ainda mais \u00e9 muito mais f\u00e1cil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Chainho, antigo jogador profissional de futebol e atual comentador desportivo na SportTv, nasceu em Angola, mas veio ainda crian\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":9658,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[13],"tags":[2767,2768,20,1386],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9656"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9656"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9656\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9659,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9656\/revisions\/9659"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9658"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9656"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9656"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9656"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}