{"id":9635,"date":"2020-06-15T09:47:41","date_gmt":"2020-06-15T09:47:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=9635"},"modified":"2020-06-15T10:06:08","modified_gmt":"2020-06-15T10:06:08","slug":"entrevistamarianapestana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=9635","title":{"rendered":"\u201cO design na\u0303o e\u0301 so\u0301 uma resposta ao mundo, e\u0301 uma disciplina que nos permite pensar\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>A viseense Mariana Pestana ser\u00e1 a pr\u00f3xima curadora da Bienal de Design de Istambul. A arquiteta, que viveu durante dez anos em Londres, \u00e9 a primeira portuguesa comiss\u00e1ria da Bienal. Desde 2012, a Bienal de Design de Istambul, que decorre a cada dois anos, explora a diversidade ideol\u00f3gica concernente ao design. Criada pela Istambul Foundation For Culture And Arts (IKSV), a Bienal desenvolve uma rede criativa nacional e internacional, em colabora\u00e7\u00e3o com artistas, institui\u00e7\u00f5es, entidades e universidades. A quinta edi\u00e7\u00e3o da Bienal de Design de Istambul decorrer\u00e1 entre 26 de setembro e 8 de novembro do vigente ano. Em entrevista, Mariana Pestana conta a sua experi\u00eancia. <\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entrevista por Carla Almeida, In\u00eas Sa\u00fade e Sim\u00e3o Almeida <\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"425\" height=\"280\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/mariana-pestana.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-9636\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/mariana-pestana.png 425w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/mariana-pestana-300x198.png 300w\" sizes=\"(max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption> A arquiteta v\u00ea a pandemia como um desafio que a entusiasma  <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Quando \u00e9 que\nnasceu o gosto pela arquitetura? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 dif\u00edcil&#8230; [RISOS] As primeiras mem\u00f3rias que tenho da arquitetura ou de contacto com a profiss\u00e3o s\u00e3o de quando eu vivia em Viseu. O meu vizinho da frente tinha uma <em>plotter <\/em>(impressora de grandes dimens\u00f5es) e eu achava bastante incr\u00edvel ver as impress\u00f5es a sa\u00edrem. Era uma experi\u00eancia muito tecnol\u00f3gica que me marcou. Depois penso que foi uma coisa que foi acontecendo, porque quando estava no Liceu comecei por ir para o campo das ci\u00eancias e depois senti-me desconfort\u00e1vel e mudei para a \u00e1rea de artes. Quando tive de escolher um curso profissional pareceu-me que a arquitetura era um compromisso mais ou menos justo entre as duas coisas dentro dos meus interesses. Claro que depois a realidade \u00e9 muito diferente e hoje, embora tenha estudado arquitetura acho que sou arquiteta no sentido em que acho que a minha pr\u00e1tica \u00e9 arquitet\u00f3nica, mas n\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica de construir edif\u00edcios. O design n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma resposta ao mundo, n\u00e3o se limita s\u00f3 a produzir novas coisas, \u00e9 uma disciplina que nos permite pensar sobre o mundo. \u00c9 uma disciplina que nos pode permitir refletir sobre as grandes quest\u00f5es do nosso tempo, como as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Foi escolhida\ncomo curadora para a Bienal de Design de Istambul, que decorre em setembro deste\nano. O que \u00e9 uma Bienal e o que faz um curador? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma Bienal \u00e9 um evento cultural que acontece de dois em dois anos. H\u00e1 Bienais de arte, de design ou de arquitetura. No fundo a Bienal \u00e9 uma grande mostra de trabalhos ao p\u00fablico, de uma determinada \u00e1rea. Muitas vezes, as Bienais acabam por ser um espa\u00e7o de reflex\u00e3o sobre uma produ\u00e7\u00e3o de trabalho como aconteceu nos dois \u00faltimos anos, s\u00e3o sempre de pensamento contempor\u00e2neo. H\u00e1 v\u00e1rios tipos de bienais, a Bienal de design de Istambul \u00e9 uma Bienal que come\u00e7ou h\u00e1 10 anos, esta \u00e9 a quinta edi\u00e7\u00e3o e que tem uma tradi\u00e7\u00e3o de ser uma Bienal de pensamento critico, ou seja, o design \u00e9 usado para posicionado enquanto uma disciplina de reflex\u00e3o sobre o mundo. O termo curador tem a ver com uma ideia de cuidar, na sua origem est\u00e1 ligado \u00e0 profiss\u00e3o que normalmente existe em museus de conservadores, uma pessoa que cuida da cole\u00e7\u00e3o de um museu ou de um esp\u00f3lio de uma cole\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como surgiu a\noportunidade de ir para Istambul? Na sua opini\u00e3o, foi o seu trabalho no\nestrangeiro que influenciou a escolha dos j\u00faris? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A bienal de Istambul tem um <em>advisor reporter, <\/em>um grupo de pessoas que decide o curador da pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o. Eu fui nomeada por esse grupo para ser a curadora desta edi\u00e7\u00e3o, foi uma surpresa para mim. Quando recebi o telefonema, depois de me informarem que eu estava a ser considerada para essa fun\u00e7\u00e3o, tivemos uma conversa para assegurar que est\u00e1vamos alinhados e depois comecei a trabalhar. Quanto \u00e0 escolha dos j\u00faris \u00e9 poss\u00edvel, at\u00e9 pelo facto de o meu trabalho se ter cruzado com alguns dos membros e eles terem tido oportunidade de ver o que eu fiz. Alguns trabalhos foram em Lisboa, eu participei na Trienal de Arquitetura de Lisboa, em 2013. O facto de ter trabalhado em diferentes lugares pode ter aumentado a probabilidade de eles verem o meu trabalho. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual a\nsensa\u00e7\u00e3o de ser a primeira portuguesa a ocupar o cargo em Istambul? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre ser a primeira portuguesa, n\u00e3o sei bem o que dizer sobre isso, at\u00e9 porque esta bienal \u00e9 a 5a edi\u00e7\u00e3o, houve s\u00f3 quatro curadores anteriores e todos eles eram de diferentes nacionalidades. Quase todos tinham nacionalidades n\u00e3o turcas. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Est\u00e1 a ser\nposs\u00edvel trabalhar a dist\u00e2ncia? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fazer a bienal neste momento \u00e9 um enorme desafio. Antes j\u00e1 era um desafio para mim, porque nunca tinha trabalhado \u00e0 escala de uma bienal que \u00e9 um programa mais extenso, mas com esta conjuntura da pandemia tornou-se mais dif\u00edcil, mas tamb\u00e9m mais entusiasmante. Antes do isolamento social e destas medidas de confinamento eu j\u00e1 tinha feito algumas viagens a Istambul e adiantado muito trabalho ao visitar alguns est\u00fadios e estar em contacto com a equipa, mas o meu trabalho iria sempre ser feito numa grande dist\u00e2ncia. Quando tudo isto aconteceu eu estava em Istambul e tive de voltar sem contar, portanto, n\u00e3o consegui concluir todas as coisas que queria fazer no terreno. \u00c9 um desafio, torna tudo um pouco mais dif\u00edcil, mas acho que vamos conseguir dar resposta. Claro que vai ser uma bienal diferente, penso que tudo isto acaba por ser um desafio e uma oportunidade ao mesmo tempo. As Bienais enquanto modelo t\u00eam alguns problemas, por exemplo, em termos ambientais n\u00e3o \u00e9 muito sustent\u00e1vel fazer centenas de pessoas viajarem para uma cidade ao mesmo tempo ou transportar pe\u00e7as de um pa\u00eds ou continente para outro&#8230; Tudo isso s\u00e3o modelos que j\u00e1 est\u00e3o muito estabelecidos, mas que se calhar tamb\u00e9m \u00e9 importante questionar. Esta vai ser nesse sentido, \u00e9 uma bienal que n\u00e3o pode funcionar como as outras funcionaram at\u00e9 agora e, por isso, obriga-nos a reimaginar o modelo, acho que isso acaba por ser diferente. O que me parece importante \u00e9 fazer uma Bienal mais vocacionada para as comunidades locais, uma bienal que apoia trabalho de designers e arquitetos que est\u00e3o a fazer trabalho importante na \u00e1rea tem\u00e1tica que nos interessa ao apoi\u00e1-los e apoiar n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 mostrar o trabalho, \u00e0s vezes \u00e9 mais importante apoiar de outras formas, \u00e9 nisso que estamos a pensar. Temos de pensar na Bienal como uma estrutura de suporte \u00e0 pr\u00e1tica do design, art\u00edstica e da arquitetura. \u00c9 esse o desafio que temos em m\u00e3os e que nos entusiasma. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Porque decidiu\nemigrar e afirmar-se no estrangeiro? Sentiu dificuldades com a adapta\u00e7\u00e3o? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando fui para o estrangeiro tinha acabado de tirar o curso de arquitetura e havia um interesse em arquitetura e narrativa e fic\u00e7\u00e3o. Na altura fui \u00e0 procura de um lugar onde pudesse explorar mais isso. Eu trabalhei [em Portugal] em arquitetura com o Rui Mendes, que \u00e9 um arquiteto que eu gosto imenso, e com o Pedro Gadanho. Quando trabalhei com o Pedro Gadanho fiz uma exposi\u00e7\u00e3o e nessa altura interessou-me muito pensar na exposi\u00e7\u00e3o como uma sequ\u00eancia narrativa e que essa narrativa era constru\u00edda num espa\u00e7o, ao contr\u00e1rio de um livro em que a narrativa \u00e9 feita numa sequ\u00eancia de p\u00e1ginas. No contexto de uma exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 tridimensional e, portanto, interessava-me muito explorar mais isso. Na altura encontrei um curso de mestrado na Central Saint Martin [Universidade das Artes de Londres] de ambientes narrativos e foi \u00e0 procura desse meu interesse que eu fui para Inglaterra. Depois tive muita sorte, tive uma bolsa de estudo que me permitiu completar o mestrado no estrangeiro e fui ficando, porque tamb\u00e9m no contexto desse mestrado conheci os meus colegas com os quais contru\u00ed este coletivo dos <em>The Decorators<\/em>. At\u00e9 h\u00e1 um ano quando regressei. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Porque decidiu\nvoltar a Portugal? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu regressei, por ter vontade de, por um lado, estar pr\u00f3xima da minha fam\u00edlia, por outro por querer ter um estilo de vida mais calmo, sem tanta correria no dia a dia. Eu sentia que por vezes n\u00e3o tinha tempo para parar e pensar. Fez todo o sentido para mim regressar ao fim deste tempo. N\u00e3o foi uma coisa planeada, eu n\u00e3o voltei com um objetivo muito claro, foi mais espont\u00e2neo, eu senti que era o que eu devia fazer. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual o prisma\nprofissional entre as oportunidades no estrangeiro e em Portugal? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acho que \u00e9 muito diferente, por exemplo, em termos das ind\u00fastrias culturais. H\u00e1 cidades e pa\u00edses onde as oportunidades s\u00e3o maiores, porque a ind\u00fastria \u00e9 muito mais ativa, h\u00e1 muito mais produ\u00e7\u00e3o, h\u00e1 muita rotatividade e cria\u00e7\u00e3o de emprego na \u00e1rea dos museus e centros de arte porque h\u00e1 muitos tamb\u00e9m. Portugal comparado com Inglaterra, tem menos oportunidades de trabalho. Penso que h\u00e1 talvez menos transpar\u00eancia, pelo menos de uma forma imediata, em termos dessas oportunidades. Em Inglaterra, todos os trabalhos e oportunidades de emprego est\u00e3o listadas no mesmo s\u00edtio que \u00e9 acess\u00edvel, aqui n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o \u00f3bvio onde \u00e9 que essas oportunidades est\u00e3o e onde nos podemos ter conhecimento delas. Temos uma cultura onde, \u00e0s vezes, privilegiamos mais o conhecimento pessoal, n\u00e3o estou a falar de \u201cfavores\u201d, n\u00e3o \u00e9 nesse sentido, mas tem a ver com uma certa forma de abordar as profiss\u00f5es e os empregos que no norte da Europa, mais racional, acaba por a sele\u00e7\u00e3o ser um pouco mais objetiva. No geral acho que Portugal \u00e9 um pa\u00eds com uma escala mais pequena e uma produ\u00e7\u00e3o cultural menor, que n\u00e3o gere a mesma quantidade de oportunidades. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para terminar, um dos projetos com o qual trabalha \u00e9 o <em>\u201c<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/TheDecoratorsStudio\/\">The Decorators<\/a>\u201d<\/em>. Tem outros planos e projetos em mente para o futuro? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu estou muito dedicada para entregar a Bienal at\u00e9 ao final de 2020, mas tenho outros projetos em curso. Um deles \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o que estou a desenvolver com os <em>The Decorators<\/em>, que vai ter lugar na Galeria Standley Picker [em Kingston, no Reino Unido] e que reflete sobre a rela\u00e7\u00e3o entre design e alimenta\u00e7\u00e3o. Parte da ideia sobre futuros poss\u00edveis de alimenta\u00e7\u00e3o mais ecol\u00f3gicos, mais higi\u00e9nicos e ritual\u00edsticos. Tem a ver com uma investiga\u00e7\u00e3o que estamos a desenvolver e que vem no seguimento de um trabalho que fizemos com os <em>The Decorators, <\/em>na rela\u00e7\u00e3o entre espa\u00e7o, p\u00fablico, colabora\u00e7\u00e3o, comunidade e alimenta\u00e7\u00e3o, que, muitas vezes, \u00e9 o ve\u00edculo que potencia o conv\u00edvio. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A viseense Mariana Pestana ser\u00e1 a pr\u00f3xima curadora da Bienal de Design de Istambul. 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