{"id":8550,"date":"2019-12-12T12:49:28","date_gmt":"2019-12-12T12:49:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=8550"},"modified":"2019-12-12T12:49:32","modified_gmt":"2019-12-12T12:49:32","slug":"muito-mais-que-rotulos-a-luta-de-duda-salabert-contra-o-preconceito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=8550","title":{"rendered":"Muito mais que r\u00f3tulos: a luta de Duda Salabert contra o preconceito"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>A expectativa de vida de uma pessoa transexual ou travesti no Brasil \u00e9 de 35 anos. Este \u00e9 o pa\u00eds que mais mata LGBTQ+s do mundo. Paralelamente a isso, est\u00e1 uma das lutas de Duda Salabert, de 37 anos: ativista, professora, pol\u00edtica, presidente de uma ONG, vegana, ambientalista, m\u00e3e, esposa e transsexual. <\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Sophie Rodrigues<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es brasileiras, Duda foi a primeira\nmulher Trans a se candidatar para um cargo no Senado da Rep\u00fablica, sendo este por\nMinas Gerais. Ela recebeu votos em todas as cidades mineiras e foi a terceira\nmulher mais votada da hist\u00f3ria do estado. Mas o caminho at\u00e9 a\u00ed n\u00e3o foi f\u00e1cil.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela n\u00e3o ganhou as elei\u00e7\u00f5es, nem acabou sua luta contra\no preconceito. Em abril deste ano, ela anunciou, atrav\u00e9s de suas redes sociais,\nque sairia do pr\u00f3prio partido pelo qual foi candidata, PSOL, alegando ter\nsofrido transfobia. \u201cDeixo o PSOL por n\u00e3o concordar com a transfobia estrutural\ndo partido. Enquanto mulher transexual, n\u00e3o posso endossar uma estrutura que se\napropria da luta e da identidade trans para privilegiar figuras e candidaturas\nj\u00e1 privilegiadas\u201d, afirmou em seu Instagram.<\/p>\n\n\n\n<p>Exemplo de luta para muitas pessoas, Duda tamb\u00e9m \u00e9\nfundadora e presidente de uma ONG, Transvest, que \u00e9 um projeto\nart\u00edstico-pedag\u00f3gico, com o objetivo de combater a transfobia e incluir\ntravestis, transexuais e transg\u00eaneros na sociedade. A ONG oferece\ngratuitamente, para essas pessoas, apoio escolar, pr\u00e9-vestibular, aulas de\nidiomas (ingl\u00eas, franc\u00eas, espanhol e italiano), artes (a fim de impulsionar os\nalunos a criarem formas alternativas de sustento), esportes, defesa pessoal e\nconta com apoio de psicol\u00f3gico e psiqui\u00e1trico.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, a ONG se faz necess\u00e1ria, n\u00e3o porque ela\nsepara essas pessoas da sociedade, mas sim porque cria um espa\u00e7o antes negado a\nelas. \u201cO Transvest existe para ajudar a combater os n\u00fameros alarmantes que\nenvolvem as pessoas travestis e transexuais, que coloca o Brasil como l\u00edder do\nranking dos pa\u00edses que mais matam travestis do planeta\u201d, afirma Duda. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de dar aulas, ser pol\u00edtica, presidente de uma\nONG, e tudo isso que j\u00e1 foi citado, Duda tamb\u00e9m passou a carregar um novo\n\u201ct\u00edtulo\u201d a partir de junho deste ano: tornou-se m\u00e3e. Sol! Duda justificou, em\nsuas redes, a justificativa do nome: \u201cEscolhemos um nome de g\u00eanero neutro: se\nfor uma crian\u00e7a trans, n\u00e3o ter\u00e1 que se preocupar em retificar nome. Chama-se\nSol! \u00c9 m\u00fasica que encanta, \u00e9 luz que revigora. Sol!\u201d. Duda \u00e9 casada h\u00e1 sete\nanos com Ra\u00edsa Novaes. Ela \u00e9 uma travesti l\u00e9sbica e a beb\u00ea \u00e9 filha biol\u00f3gica do\ncasal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os pr\u00f3ximos anos, a vida pol\u00edtica de Duda vai se\nmovimentar ainda mais. Ela pretende se candidatar, em 2020, \u00e0 prefeitura de\nBelo Horizonte, capital de Minas Gerais. N\u00e3o h\u00e1 muitas certezas sobre os\npr\u00f3ximos passos pol\u00edticos no pa\u00eds, mas sobre Duda \u00e9 certo: ela nunca vai parar\nde lutar por seus ideais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A expectativa de vida de uma pessoa transexual ou travesti no Brasil \u00e9 de 35 anos. 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