{"id":769,"date":"2016-07-11T15:44:18","date_gmt":"2016-07-11T15:44:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=769"},"modified":"2016-07-11T15:44:18","modified_gmt":"2016-07-11T15:44:18","slug":"autorretrato-de-um-bispo-vida-e-vocacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=769","title":{"rendered":"Autorretrato de um bispo: vida e voca\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Dom Il\u00eddio Leandro e \u00e9 o atual bispo da diocese de Viseu.\u00a0Num ambiente calmo e numa conversa relaxada, em sua casa, este revela-nos um pouco de si, da sua carreira e tamb\u00e9m d\u00e1 a sua opini\u00e3o, enquanto homem da igreja, sobre as quest\u00f5es pol\u00e9micas da atualidade.<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-770\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/bispoilidio-300x269.jpg\" alt=\"bispoilidio\" width=\"300\" height=\"269\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/bispoilidio-300x269.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/bispoilidio.jpg 468w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Quem \u00e9 Dom Il\u00eddio Leandro?<\/strong><br \/>\nEu sou algu\u00e9m que nasceu em Pindelo dos Milagres, concelho de S. Pedro do Sul, h\u00e1 65 anos. De uma fam\u00edlia com sete filhos, eu sou o segundo, sou o mais velho. Desde pequeno recordo-me de dizer que gostava de ser padre, que queria ser padre, fui estudar para o semin\u00e1rio menor, em Fornos de Algodres, depois segui todo o percurso e ordenei-me no Dia de Natal de 1973, a partir da\u00ed estive p\u00e1roco, estive em Viseu a trabalhar com a juventude, com o Ensino Superior e com a Universidade Cat\u00f3lica, entretanto estive em Roma onde me licenciei em Teologia Moral, portanto fui tamb\u00e9m professor da Universidade Cat\u00f3lica.<br \/>\nSou Bispo de Viseu desde 23 de julho de 2006. Vou fazer dez anos de bispo no dia 23 de julho coincidindo com os 500 anos da Catedral e coincidindo tamb\u00e9m com o fim de um s\u00ednodo.<\/p>\n<p><strong>Como surgiu a sua voca\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nA minha m\u00e3e cresceu pequenita em casa de um tio dela, meu segundo tio, que era padre, eu n\u00e3o o conheci. Ela esteve l\u00e1 dos 6 aos 23 anos, n\u00e3o me recordo que ela me sugerisse muito, mas falava muito do seu tio, falava com muito entusiasmos o seu tio padre, talvez fosse esse entusiasmo com que a minha m\u00e3e falava dele, que me levasse a pensar que queria ser padre. Sei que pensava nisso desde pequenito e foi sendo de facto a minha orienta\u00e7\u00e3o. Dos meus pais n\u00e3o vi<br \/>\nentusiasmo, O meu pai mostrou obje\u00e7\u00e3o, mais porque pensava em mim para o trabalho agr\u00edcola. Por\u00e9m tudo se conjugou para quer eu fosse para o semin\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Sei que, antes de ser bispo, esteve em algumas par\u00f3quias. Qual a diferen\u00e7a que nota entre ser p\u00e1roco de uma par\u00f3quia e bispo de uma diocese?<\/strong><br \/>\nComecei por estar no semin\u00e1rio como professor. Um ano em Fornos de Algodres e sete no Semin\u00e1rio Maior em Viseu. Mas o meu anseio, o meu desejo era sempre ser p\u00e1roco. Preferia ser p\u00e1roco.\u00a0Para mim ser p\u00e1roco \u00e9 estar pr\u00f3ximo das pessoas, das fam\u00edlias, conviver com jovens e adultos, que s\u00e3o respons\u00e1veis nas tarefas ordin\u00e1rias da vida da igreja. Sempre aceitei que era a express\u00e3o mais feliz do ser padre e mais feliz da minha vida. Fui p\u00e1roco sete anos em Torredeita, depois noutras par\u00f3quias, Boaldeia, Farminh\u00e3o, e Caparrosa. Fui p\u00e1roco sete anos em Canas de Senhorim e depois fui p\u00e1roco dez meses em S\u00e3o Salvador, depois fui nomeado bispo.<br \/>\nPortanto, foram sempre experi\u00eancias bel\u00edssimas como foram tamb\u00e9m aquelas em que eu estive professor no semin\u00e1rio, professor na Universidade Cat\u00f3lica ou a trabalhar com a juventude. Sempre gostei do que fiz, como agora, como bispo desde h\u00e1 dez anos, procuro ser feliz e ajudar as pessoas a serem felizes.<\/p>\n<p><strong>Vida e caminhada da Diocese de Viseu<\/strong><\/p>\n<p><strong>A diocese de Viseu esteve em S\u00ednodo Diocesano entre os anos 2010 e 2015. Quais os momentos fortes desta caminhada?\u00a0Houve dificuldades?<\/strong><br \/>\nPara mim foi redescobrir o Conc\u00edlio Vaticano II, porque o conc\u00edlio Vaticano II foi desde 1962 a 1965, ali\u00e1s o s\u00ednodo foi para celebrar os 50 anos do Conc\u00edlio e portanto, o Conc\u00edlio foi uma experi\u00eancia muito importante na Igreja, foi o acontecimento mais importante do s\u00e9culo XX e do s\u00e9culo XXI que estamos a viver, por\u00e9m foi muito depressa ultrapassado. Depressa\u00a0se esqueceu, depressa os documentos e conclus\u00f5es do Conc\u00edlio Vaticano II se puseram na estante e ali ficaram como um livro bonito, como recorda\u00e7\u00e3o bonita de um acontecimento muito belo na Igreja, mas ficou muito na estante.\u00a0Portanto, o S\u00ednodo teve este t\u00edtulo \u201cViver o Conc\u00edlio Vaticano II, 50 anos depois\u201d. Viv\u00ea-lo hoje. Viver as conclus\u00f5es, as determina\u00e7\u00f5es do Conc\u00edlio hoje. Porque, alias o Papa Bento XVI, na sua atividade de pastor, procurou redescobrir o Conc\u00edlio Vaticano II e o Papa Francisco, aproximando-se os 50 anos do Conc\u00edlio disse \u201cn\u00f3s vamos, a Igreja vai agora come\u00e7ar a viver o Conc\u00edlio\u201d, vai agora come\u00e7ar a redescobrir o que foi o Conc\u00edlio Vaticano II e, no ano passado, a 8 de dezembro de 2015, precisamente nos 50 anos do Conc\u00edlio fez-se uma grande festa. V\u00e3o ser publicadas agora as Conclus\u00f5es e as Constitui\u00e7\u00f5es do S\u00ednodo para os pr\u00f3ximos dez anos na nossa Diocese, vai ser apresentado um Livro no pr\u00f3ximo dia 23 de julho e elas s\u00e3o sobretudo propostas, linhas de conduta para a Diocese de Viseu nestes pr\u00f3ximos dez anos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-771\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/bispoilidio1-300x256.jpg\" alt=\"bispoilidio1\" width=\"300\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/bispoilidio1-300x256.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/bispoilidio1.jpg 472w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Ap\u00f3s esta caminhada sinodal qual a avalia\u00e7\u00e3o que pode fazer e partilhar connosco?<\/strong><br \/>\nPortanto, o que o S\u00ednodo trouxe ao de cima foi: as conclus\u00f5es do Conc\u00edlio Vaticano II, que s\u00e3o hoje atuais, naturalmente n\u00e3o separadas da vida da igreja, porque as conclus\u00f5es v\u00e3o ser como que emolduradas, v\u00e3o ser como que constitu\u00eddas por todas a vida da Igreja nestes 50 anos. E assim, vamos procurar que os pr\u00f3ximos dez anos sejam viver \u00e0 luz do Conc\u00edlio Vaticano II no nosso tempo. Estou convencido que vais ser uma experi\u00eancia bela e nobre na nossa Igreja.<\/p>\n<p><strong>Identidade de uma igreja<\/strong><\/p>\n<p><strong>Olhando para a sociedade em geral, como v\u00ea o &#8220;adormecimento&#8221; de tantos crist\u00e3os na sua viv\u00eancia religiosa? Sente a preocupa\u00e7\u00e3o da aus\u00eancia de crian\u00e7as e jovens nas estruturas eclesiais (movimentos, sacramentos&#8230;)?<\/strong><br \/>\nEncaro com naturalidade. Porque, precisamente, os jovens, casais novos que v\u00e3o crescendo no nosso tempo v\u00e3o sendo marcados por desafios que a sociedade lhes aponta. Desafios que os entusiasmam, que os seduz para determinadas descobertas, para determinadas inova\u00e7\u00f5es, determinadas formas<br \/>\nnovas de pensar, agir, etc., e, portanto, em muitos campos h\u00e1 novidades que, de facto, atraem os jovens, as pessoas, etc.<br \/>\nA Igreja tem a novidade perene de Jesus Cristo. E a novidade da mensagem de Jesus Cristo que hoje \u00e9 uma resposta feliz, uma resposta de alegria, uma resposta de esperan\u00e7a vivemos. Simplesmente, como eu disse, depois do Conc\u00edlio Vaticano II n\u00f3s adormecemos muito no todo, por isso, n\u00f3s pod\u00edamos pensar que o evangelho ou a igreja n\u00e3o tem nada a oferecer aos dias de hoje e poder\u00edamos ficar de bra\u00e7os cruzados convencidos que houve um prazo e esse prazo est\u00e1 esgotado. N\u00f3s vemos grupos bel\u00edssimos de jovens adultos, vemos o Papa Francisco, com a sua novidade de espantar com propostas desafiadoras que nos convidam precisamente a viver e a seguir Jesus Cristo de forma, pod\u00edamos dizer, \u00fanica na hist\u00f3ria As jornadas mundiais da juventude, acontecimentos que s\u00e3o provocados como desafios que a igreja prop\u00f5e que s\u00e3o acontecimentos que entusiasmam.<br \/>\nPor isso a igreja tem um caminho novo para percorrer dando alegria e felicidade \u00e0s pessoas de hoje e, \u00e0 medida que se reencontra com os primeiros tempos da vida crist\u00e3, mais se redescobre e mais se d\u00e1 conta que a verdadeira novidade est\u00e1 sempre \u00e0 nossa frente e n\u00e3o atr\u00e1s de n\u00f3s, quer dizer, a novidade do evangelho est\u00e1 a nossa frente e precisamos de a procurar e de a seguir e n\u00e3o est\u00e1 h\u00e1 dois mil anos atr\u00e1s, h\u00e1 dois mil anos atr\u00e1s estava para aquelas que pessoas que a viveram nesse tempo.<br \/>\nHoje esta novidade existe para n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>O Papa Francisco escreveu uma enc\u00edclica sobre a fam\u00edlia &#8220;A alegria do amor\u201d (Amoris laetitia), no seu ponto de vista quais as novidades que ela nos traz?<\/strong><br \/>\nA principal novidade \u00e9 viver o amor com alegria, este \u00e9 o t\u00edtulo da enc\u00edclica. \u201cAmoris laetitia\u201d, \u201cA alegira do amor\u201d \u00e9 fazer apelo aos casais e \u00e0s fam\u00edlias de redescobrirem no seu amor a alegria de se entregarem, a alegria de se darem um ao outro, a alegria de crescerem com os filhos, a alegria de partilharem o seu amor com as pessoas que vivem ao seu lado e, portanto, \u00e9 redescobrir o amor que entusiasmou um homem e uma mulher a unirem-se no\u00a0matrim\u00f3nio a redescobrirem esse amor a cada dia, a cada instante e a viverem esse amor sempre de uma forma nova, sempre de uma forma entusiasta.<\/p>\n<p><strong>Segundo sei houve um conjunto de perguntas que o Santo Padre pediu para serem refletidas as quais deram mote a uma reflex\u00e3o profunda sobre quest\u00f5es &#8220;fraturantes (se assim as podemos chamar) &#8221; das fam\u00edlias de hoje: &#8211; os casais que vivem em uni\u00e3o de facto e os recasados e a sua participa\u00e7\u00e3o nos sacramentos, nomeadamente comunh\u00e3o e confiss\u00e3o; &#8211; os casamentos entre pessoas do mesmo g\u00e9nero.\u00a0\u00c0 luz da moral crist\u00e3 e, segundo a enc\u00edclica do Santo Padre, o que pensa a igreja acerca destes assuntos?<\/strong><br \/>\nA igreja deve tudo fazer para que as pessoas sejam felizes. E as pessoas s\u00e3o felizes vivendo a sua situa\u00e7\u00e3o concreta em que se encontram da forma mais bela, da forma mais nobre, da forma mais entusiasta, etc.\u00a0Claro que h\u00e1 orienta\u00e7\u00f5es para as pessoas viverem o amor do matrim\u00f3nio e portanto, a fidelidade, a unidade, a indissolubilidade s\u00e3o notas marcantes da rela\u00e7\u00e3o homem\/mulher, quer aqueles que t\u00eam f\u00e9 e vivem o matrim\u00f3nio como sacramento, quer para aqueles que n\u00e3o t\u00eam f\u00e9 ou que de alguma forma cresceram fora das indica\u00e7\u00f5es da igreja que vivem o seu amor sem o sacramento do matrim\u00f3nio. Quer para uns, quer para outros o que importa \u00e9 que sejam felizes e que, na unidade, na fidelidade e na indissolubilidade realizem o seu amor.<br \/>\nO Papa procura que cada pessoa na sua situa\u00e7\u00e3o concreta em que est\u00e1 e em que vive, seja feliz, independentemente de a sua situa\u00e7\u00e3o ser de um novo casamento, uma uni\u00e3o de facto, depois de um div\u00f3rcio ou mais do que um div\u00f3rcio viverem uma segunda ou terceira uni\u00e3o. O Papa faz apelo a que cada pessoa procure, na situa\u00e7\u00e3o em que se encontra, ser feliz, fazendo-lhe crer que Deus quer a felicidade de todos independentemente das raz\u00f5es, das motiva\u00e7\u00f5es e das situa\u00e7\u00f5es que os levaram a estar na situa\u00e7\u00e3o em que est\u00e3o.\u00a0Por isso, \u00e9 mais do que um acusar ou incriminar algu\u00e9m, porque est\u00e1 fora da vontade de Deus, \u00e9 ajudar para que as pessoas se reencontrem e, na situa\u00e7\u00e3o em que est\u00e3o, procurem assim construir o seu presente e o seu futuro aprofundando o amor que t\u00eam um ao outro.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 se come\u00e7a a abordar o tema da eutan\u00e1sia. No seu entender, este assunto deve ser abordado e\/ou legislado?<\/strong><br \/>\nA vida \u00e9 um bem t\u00e3o profundo e t\u00e3o grande que n\u00e3o h\u00e1 outro maior. E, por isso, nunca poderia estar de acordo com algu\u00e9m que sentisse que, para ser feliz, deveria provocar a sua morte. Porque a pessoa vive, s\u00f3 ainda enquanto vive, \u00e9 que pode ser feliz, \u00e9 que pode construir o seu projeto de vida. Perante qualquer situa\u00e7\u00e3o de \u00faltima inst\u00e2ncia, concretamente de dor, de defici\u00eancia, de falta de esperan\u00e7a, etc., em rela\u00e7\u00e3o ao futuro, a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre procurar viver a situa\u00e7\u00e3o em que se encontra de forma a que, aquela situa\u00e7\u00e3o, seja para ela uma resposta \u00e0 sua vontade de ser feliz. Naturalmente, estou a falar como algu\u00e9m que tem f\u00e9, e portanto, de ser feliz numa eternidade que, de facto, a morte n\u00e3o elimina, mas mesmo para quem n\u00e3o tem f\u00e9, a minha posi\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre que \u00e9 melhor viver do que n\u00e3o viver. Por isso, por fim \u00e0 vida seja por qualquer circunst\u00e2ncia em que se encontre, o p\u00f4r fim \u00e0 vida \u00e9 sempre um mal.<\/p>\n<p><strong>Como v\u00ea o papel da comunica\u00e7\u00e3o social perante a Igreja nas suas a\u00e7\u00f5es concretas (not\u00edcias de atividades, como por exemplo o s\u00ednodo diocesano e outras), bem como nas interven\u00e7\u00f5es (respostas) a quest\u00f5es problem\u00e1ticas da e na sociedade?<\/strong><br \/>\nA comunica\u00e7\u00e3o social tem uma voca\u00e7\u00e3o muito nobre que \u00e9 de trazer a p\u00fablico aquilo que s\u00e3o as realidades da vida, noticiar, informar e formar as pessoas sobre as mais diversas situa\u00e7\u00f5es. Eu pela minha procura pessoa,l n\u00e3o posso atingir o conhecimento das realidades seja l\u00e1 onde for. Ora, a comunica\u00e7\u00e3o social p\u00f5e-me na m\u00e3o ou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o a informa\u00e7\u00e3o e a capacidade de eu perceber as outras realidades. Claro esta \u00e9 a verdadeira comunica\u00e7\u00e3o social. Agora, naturalmente h\u00e1 tamb\u00e9m perigos na comunica\u00e7\u00e3o social ou tamb\u00e9m existe a utiliza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o social de uma forma n\u00e3o correta. Com certeza que eu gostaria que toda a comunica\u00e7\u00e3o social cumprisse os seus\u00a0objetivos intr\u00ednsecos que s\u00e3o o de serem uma mais valia para as pessoas saberem, conhecerem a realidade, se amarem mais, serem mais felizes e poderem assim, atrav\u00e9s dessas ofertas\/possibilidades, ser mais capazes de contribu\u00edrem para um mundo melhor, para que as pessoas sejam de facto mais felizes e mais fraternas.<\/p>\n<p><strong>Proposta para a caminhada espiritual<\/strong><\/p>\n<p><strong>O que acha que ainda est\u00e1 por fazer?<\/strong><br \/>\nUma solidariedade e uma justi\u00e7a social que, de facto, parece que est\u00e1 sempre a (re)come\u00e7ar. Quando pensamos que o mundo est\u00e1 a caminhar numa linha de mais paz, de mais solidariedade, numa linha de mais justi\u00e7a social, de mais proximidade entre as pessoas v\u00eam acontecimentos como estes dos refugiados, como estes da S\u00edria, como estes de pessoas que utilizam o poder para dominar, para absorver aquilo que de facto deveriam ser bens e possibilidades para todos, querendo juntar \u00e0 sua volta aquilo que pensam ser o \u00fanico caminho da felicidade. Por isso, est\u00e1 por fazer, construir verdadeiramente um mundo onde as pessoas sejam verdadeiramente irm\u00e3s, onde as pessoas sejam solid\u00e1rias, justas e felizes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-772\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/bispoilidio2-300x225.jpg\" alt=\"bispoilidio2\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/bispoilidio2-300x225.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/bispoilidio2-768x576.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/bispoilidio2-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/bispoilidio2.jpg 1153w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Qual a mensagem que acha pertinente deixar aos jovens de hoje?<\/strong><br \/>\nQue a vida \u00e9 o melhor dom que t\u00eam e que, porque s\u00e3o jovens, t\u00eam naturalmente as possibilidades que os mais velhos j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam de, vivendo, constru\u00edrem um mundo com outras possibilidades que os mais velhos n\u00e3o quiseram ou n\u00e3o puderam construir, isto \u00e9, aos jovens, dadas as possibilidades que est\u00e3o nas suas m\u00e3os, de saber, de poder estarem pr\u00f3ximos de todos os outros e, portanto, de com uma proximidade grande de poderem influenciar todas as pessoas do mundo de hoje, cabe aos jovens fazer aquele mundo que todos sonhamos, desde sempre, mas que ainda at\u00e9 hoje n\u00e3o fomos capazes de fazer: um mundo onde todos possam ser irm\u00e3os e onde todos possam ser felizes.<\/p>\n<p><strong>Rita Miranda (texto e fotos)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Il\u00eddio Leandro e \u00e9 o atual bispo da diocese de Viseu.\u00a0Num ambiente calmo e numa conversa relaxada, em sua<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":770,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[204,307,213,246,76],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/769"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=769"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/769\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":773,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/769\/revisions\/773"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/770"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=769"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=769"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=769"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}