{"id":7545,"date":"2019-07-10T08:59:10","date_gmt":"2019-07-10T08:59:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=7545"},"modified":"2019-07-10T08:59:10","modified_gmt":"2019-07-10T08:59:10","slug":"acabei-o-curso-e-agora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=7545","title":{"rendered":"Acabei o curso, e agora?"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Tudo come\u00e7a com incerteza, com medo do desconhecido, \u00e9 o in\u00edcio de um percurso mais s\u00e9rio onde o que est\u00e1 em jogo \u00e9 o futuro. \u00c9 uma fase assustadora, mas \u00e9, principalmente, uma fase de mudan\u00e7a. Jo\u00e3o Medeiros, licenciado em Turismo pela Escola Superior de Tecnologia de Viseu, revela o que sentiu neste per\u00edodo da sua vida. \u201cSenti tudo e nada. Senti que foi o fim de um ciclo, de uma etapa. Senti o fim da bo\u00e9mia, dos meus colegas e amigos e o in\u00edcio de responsabilidades acrescidas. Senti o desespero de um rec\u00e9m-licenciado por n\u00e3o encontrar trabalho, ansiedade, m\u00e1 prepara\u00e7\u00e3o no momento de ir a entrevistas de emprego e imaturidade\u201d.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>Por Tiago Pestana<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-7547\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/emprego-2.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"761\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/emprego-2.jpg 1200w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/emprego-2-300x190.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/emprego-2-768x487.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/emprego-2-1024x649.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/p>\n<p>Para Mariana Ribeiro, licenciada em Jornalismo pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, a licenciatura n\u00e3o foi suficiente para que se sentisse preparada para enfrentar este novo mundo: \u201cNo fim da Licenciatura achei que era pouco, que tinha estudado pouco, que ainda n\u00e3o me sentia preparada para o mundo do trabalho e que, mesmo que o sentisse, seria muito complicado conseguir trabalho na \u00e1rea\u201d. Seguiu para o Mestrado onde foi trabalhadora estudante no primeiro ano e, no segundo, a investiga\u00e7\u00e3o para a tese n\u00e3o lhe era suficiente. \u201cInscrevi-me e conclu\u00ed uma P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o no primeiro semestre e, no segundo, fui para Lisboa realizar um est\u00e1gio extracurricular no Setor de Imprensa da Representa\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Europeia em Portugal. Adiei meio ano a entrega da Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado.\u201d Confessa que, no fim do mestrado, se sentiu realizada, mas \u201cao mesmo tempo, perdida\u201d.<\/p>\n<p>O receio tamb\u00e9m \u00e9 uma caracter\u00edstica bem presente nesta fase de mudan\u00e7a. Diogo Figueiredo, finalista no curso de Economia na Universidade Nova de Lisboa, diz que o seu maior receio \u00e9 \u201cfazer algo em que n\u00e3o tenha completa aptid\u00e3o, algo que n\u00e3o goste, algo que n\u00e3o me d\u00ea muito prazer. N\u00e3o quero ter um emprego apenas por trabalhar das 9h \u00e0s 17h e fazer dinheiro, eu quero fazer algo que me diga alguma coisa, que me complete, que me fa\u00e7a sentir que estou a trabalhar n\u00e3o s\u00f3 para mim mas para algo maior\u201d.<\/p>\n<p>Carina Veloso, finalista do curso de Publicidade e Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas na Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o de Viseu, revela que o seu maior receio \u00e9 trabalhar num local onde n\u00e3o se sinta bem. \u201cSe n\u00e3o estivermos bem no nosso ambiente de trabalho, o nosso desempenho n\u00e3o vai ser t\u00e3o bom como se estiv\u00e9ssemos num local onde gostamos de estar verdadeiramente. Por isso, penso que \u00e9 mesmo esse o meu \u00fanico receio&#8230; Ficar &#8220;presa&#8221; a um emprego s\u00f3 por comodismo, mas ficar triste\u201d, afirma a jovem que, no entanto, espera \u201cter sempre coragem de arriscar e ir em busca de algo melhor ou que me fa\u00e7a mais feliz porque qualidade de vida n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 estarmos bem de finan\u00e7as\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_7551\" aria-describedby=\"caption-attachment-7551\" style=\"width: 954px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-7551\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/52993947_2545512525519820_6926301008716890112_n.jpg\" alt=\"\" width=\"954\" height=\"960\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/52993947_2545512525519820_6926301008716890112_n.jpg 954w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/52993947_2545512525519820_6926301008716890112_n-150x150.jpg 150w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/52993947_2545512525519820_6926301008716890112_n-298x300.jpg 298w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/52993947_2545512525519820_6926301008716890112_n-768x773.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 954px) 100vw, 954px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7551\" class=\"wp-caption-text\">Carina Veloso<\/figcaption><\/figure>\n<p>Pedro Coutinho, coordenador do curso de Comunica\u00e7\u00e3o Social na Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o de Viseu, refere que os receios dos alunos variam consoante as situa\u00e7\u00f5es. Numa situa\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-est\u00e1gio os receios surgem ao n\u00edvel da prepara\u00e7\u00e3o para aquilo que \u00e9 o mercado de trabalho, ap\u00f3s o est\u00e1gio surge aquele que \u00e9 visto como o maior medo. \u201c O principal receio que os alunos por vezes t\u00eam \u00e9 de colocarem o mercado de trabalho num s\u00edtio muito elevado, uma esp\u00e9cie de um sonho inating\u00edvel, e de n\u00e3o sentirem que o mercado de trabalho \u00e9 feito de pessoas como eles, com as mesmas capacidades ou, \u00e0s vezes, at\u00e9 menos\u201d. Para o docente, isto \u00e9 algo que se deve em grande parte aos discursos da falta de trabalho, \u201c Como se ter emprego fosse uma obriga\u00e7\u00e3o ou como se fosse um objetivo de vida. Fazer algo que se goste \u00e9 que devia ser um objetivo de vida\u201d. Real\u00e7a ainda que todos estes receios desaparecem quando a pessoa faz aquilo que gosta.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fase das d\u00favidas e dos conselhos- O papel dos professores<\/strong><\/p>\n<p>Com a fase da mudan\u00e7a e dos receios surge tamb\u00e9m a fase das d\u00favidas e da procura por conselhos.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Ribeiro, licenciado em Design de Comunica\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o Audiovisual na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco, revelou que a maior parte das suas d\u00favidas foram respondidas pela internet, mas quando se tratavam de d\u00favidas de maior import\u00e2ncia, nomeadamente o seu futuro profissional, \u201ccoisas que um rob\u00f4 (ainda) n\u00e3o nos consegue responder, tinha os meus grupos de trabalho, amigos e algumas empresas que, integradas com o programa da minha escola, apresentavam briefings para fazermos alguns trabalhos\u201d.<\/p>\n<p>Para Diogo Figueiredo as d\u00favidas e conselhos s\u00e3o discutidos n\u00e3o s\u00f3 com professores, mas tamb\u00e9m juntos dos colegas de curso, \u201cNa faculdade n\u00f3s falamos bastante sobre o futuro, sobre o tipo de trabalhado que cada um quer, muitos de n\u00f3s somos um pouco direcionados para empregos muito semelhantes\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Nesta fase o papel dos professores ganha outro \u00eanfase, a experi\u00eancia de vida e o conhecimento dos mercados de trabalho fazem deles os melhores conselheiros.<\/p>\n<p>Para Frederico Garcia, finalista no curso de Ci\u00eancia Pol\u00edtica e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Universidade da Beira Interior, os professores s\u00e3o as pessoas mais indicadas para, nesta etapa, darem conselhos. \u201cA n\u00edvel de aconselhamento, s\u00e3o sem d\u00favida os professores que lidaram connosco 3 anos durante a nossa forma\u00e7\u00e3o as melhores pessoas para nos aconselhar para a \u00e1rea de estudos seguinte e mercado de trabalho\u201d, considera o estudante.<\/p>\n<p>No entanto, os conselhos por parte dos professores s\u00e3o, na sua maioria, dados ao longo do percurso acad\u00e9mico, sendo que muitos alunos s\u00f3 lhes reconhecem a devida import\u00e2ncia mais tarde, como revela Carina Veloso. \u201cOs professores d\u00e3o sempre imensos conselhos, como \u00e9 \u00f3bvio. S\u00e3o uma voz experiente e devem mesmo ser ouvidos. Pena que por vezes n\u00e3o damos o devido valor ao que eles dizem e s\u00f3 mais tarde percebemos que dev\u00edamos ter estado mais atentos e levado mais \u201ca s\u00e9rio\u201d aqueles conselhos\u201d.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Mariana Ribeiro, a prepara\u00e7\u00e3o que os professores transmitem aos alunos para o final do curso \u00e9 importante, embora pense que muitos dos conselhos que recebeu n\u00e3o foram de encontro ao estado atual do mundo de trabalho (em particular, na \u00e1rea da comunica\u00e7\u00e3o). \u201cPenso que os professores j\u00e1 n\u00e3o estavam muito atualizados do que \u00e9, efetivamente, o mundo do trabalho na \u00e1rea da comunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 mais cruel do que o pintam nas aulas. Por\u00e9m, quem for bom, consegue tudo. \u00c9 uma quest\u00e3o de persist\u00eancia e profissionalismo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cOs professores j\u00e1 n\u00e3o existem apenas para ensinar. Devem tamb\u00e9m ter mais capacidade de incentivar os seus alunos e supervision\u00e1-los para os poder corrigir de forma correta e intervir no momento certo\u201d. Esta \u00e9 a opini\u00e3o de Jo\u00e3o Ribeiro que sublinha ainda que \u201ca prepara\u00e7\u00e3o para o mercado de trabalho n\u00e3o deve ser de total responsabilidade do professor para com o aluno\u201d, uma vez que as pr\u00f3prias Escolas deviam ter um papel mais ativo nesse sentido, como por exemplo a realiza\u00e7\u00e3o de mais workshops, mais confer\u00eancias e, essencialmente, \u201cmais trabalho de meter as m\u00e3os na massa\u201d.<\/p>\n<p>Para o docente Pedro Coutinho, o principal conselho, que partilha com os alunos ao longo do curso, \u00e9 \u201cApaixonem-se pelo que est\u00e3o a fazer e, se estiverem apaixonados, deem flores todos os dias \u00e0 vossa paix\u00e3o\u201d, esta \u00e9 a receita dada pelo docente para um futuro risonho a n\u00edvel profissional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O papel das Escolas<\/strong><\/p>\n<p>A escola tem um papel muito importante no que toca \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o dos alunos para enfrentarem esta nova etapa com confian\u00e7a. No entanto, esta prepara\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 igual em todas as Universidades. Mariana Ribeiro revela que n\u00e3o teve uma prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e9via e, na sua opini\u00e3o, a solu\u00e7\u00e3o passa por tornar os est\u00e1gios obrigat\u00f3rios nas licenciaturas pois \u201c\u00e9 muito importante contactar com a realidade com a qual se vai viver no futuro pr\u00f3ximo, perceber os entraves, as dificuldades e o trabalho prec\u00e1rio que ainda existe em muitas \u00e1reas\u201d.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Lu\u00eds Madeira, estudante no 2\u00ba ano no curso de Comunica\u00e7\u00e3o Social na Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o de Viseu, devem ser feitas algumas coisas para preparar os alunos para o mundo, em particular, do trabalho, mas a iniciativa tamb\u00e9m deve partir dos pr\u00f3prios alunos. \u201cA iniciativa deve partir dos pr\u00f3prios alunos, s\u00e3o eles que devem demonstrar interesse para procurar o aconselhamento necess\u00e1rio, devem ser eles a procurar pessoas que estejam em ramos que lhes interessem de forma a receberem o melhor aconselhamento poss\u00edvel\u201d, refere.<\/p>\n<figure id=\"attachment_7552\" aria-describedby=\"caption-attachment-7552\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-7552\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/50781437_237144250549292_301673890076164096_n.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"960\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/50781437_237144250549292_301673890076164096_n.jpg 960w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/50781437_237144250549292_301673890076164096_n-150x150.jpg 150w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/50781437_237144250549292_301673890076164096_n-300x300.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/50781437_237144250549292_301673890076164096_n-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7552\" class=\"wp-caption-text\">Lu\u00eds Madeira<\/figcaption><\/figure>\n<p>Diogo Figueiredo partilha de uma opini\u00e3o semelhante, pois, segundo o mesmo, \u201ccada um escreve a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, pressup\u00f5e-se que se andas num curso superior tens de andar informado, tens de estar atento de tudo o que se passa \u00e0 tua volta\u201d.\u00a0 No entanto, a ser implementada alguma medida para ajudar nesta prepara\u00e7\u00e3o o estudante diz j\u00e1 ter pensado numa rede de mentores. \u201dJ\u00e1 pensei numa rede de mentores, n\u00e3o sei se era um projeto a ir para a frente, n\u00e3o sei se era algo vi\u00e1vel em Portugal, nem sei se j\u00e1 esta implementado em algum lado, mas um grupo de ex-alunos ou j\u00e1 empregados que se reunia em cada faculdade e falava com os alunos, uma coisa anual em cada faculdade, para partilhar ideias sobre o mercado de trabalhos e as dificuldades que v\u00e3o enfrentar, seria um projeto bastante interessante a meu ver\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEu acredito que existe uma triangula\u00e7\u00e3o entre escolas-jovens-empresas, onde cada um deve saber formar e saber receber essa forma\u00e7\u00e3o: por exemplo, as escolas precisam de preparar os alunos para as empresas, como as empresas precisam de saber receber esses licenciados, seja no momento em que se integram nos quadros da empresa, ou na forma como damos o \u201cn\u00e3o\u201d\u00a0 a um candidato \u00e0 vaga\u201d, diz Jo\u00e3o Ribeiro que acrescenta ainda o que, na sua opini\u00e3o, deveria ser mais explorado por parte das escolas \u201ca realiza\u00e7\u00e3o de workshops, visitas a empresas, confer\u00eancias, projetos internos aliciantes e modernos\u201d, algo que no entanto, \u201cn\u00e3o deve ser apenas feito no final do curso, mas em todo o seu programa\u201d.<\/p>\n<p>Para o professor Pedro Coutinho \u201ch\u00e1 um desfasamento claro do modelo escolar, em rela\u00e7\u00e3o aquilo que \u00e9 o s\u00e9culo XXI. N\u00f3s continuamos a usar o modelo educativo industrial, em que preparamos as pessoas para fazerem parte de uma linha de montagem, est\u00e3o sentados e algu\u00e9m inculca ideias ali\u201d, apesar disto t\u00eam sido feitas mudan\u00e7as muito positivas para alterar esta situa\u00e7\u00e3o, \u201ca quest\u00e3o \u00e9 que muitas vezes os alunos n\u00e3o v\u00eam equipados para essa mudan\u00e7a, est\u00e3o habituados a sentar-se e a receber\u201d. O docente real\u00e7a ainda que \u201cas escolas preparam de forma bastante clara para o que existe mas o que existe precisa de ser melhorado\u201d, no caso do campo jornal\u00edstico revela que \u201cas escolas conseguem formar jornalistas capazes de fazer o jornalismo que est\u00e1 a ser feito, o problema \u00e9 que o jornalismo que est\u00e1 a ser feito j\u00e1 n\u00e3o chega\u201d, para combater isso \u00e9 necess\u00e1rio que os alunos que entram no ensino superior sejam ainda melhores e isso \u00e9 algo que vai potenciar as Universidades pois estas t\u00eam os mecanismos necess\u00e1rios para isso, e \u201cnessa altura sim, as escolas podem fazer a mudan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fase das dificuldades<\/strong><\/p>\n<p>As dificuldades v\u00e3o sempre aparecer, mas n\u00e3o \u00e9 por saber que elas existem que o medo diminui.<\/p>\n<p>Para a finalista Carina Veloso, a maior dificuldade que pensa que vai encontrar \u201cvai ser aprender a ir de encontro \u00e0 forma como cada um dos meus colegas trabalha, e a forma como me posso dirigir a cada um deles. Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, o contacto com as pessoas e o saber interagir com elas \u00e9 algo complexo pois as pessoas s\u00e3o todas diferentes! A n\u00edvel de conte\u00fado tamb\u00e9m&#8230; parece sempre que a informa\u00e7\u00e3o que temos connosco n\u00e3o \u00e9 a suficiente para conseguir trabalhar, parece que n\u00e3o sabemos fazer nada. Mas isso por vezes s\u00e3o s\u00f3 as inseguran\u00e7as a vir ao de cima. Temos que nos manter abertos \u00e0 aprendizagem\u201d.<\/p>\n<p>Para aqueles que v\u00e3o continuar o percurso acad\u00e9mico, nomeadamente para Mestrado, estas dificuldades n\u00e3o s\u00e3o algo que gere preocupa\u00e7\u00e3o neste momento, como \u00e9 o caso de Frederico Garcia. \u201cQuanto a dificuldades, n\u00e3o tenho pensado muito nisso, uma vez que a minha entrada no mercado de trabalho n\u00e3o ser\u00e1 para j\u00e1\u201d, no entanto, na sua opini\u00e3o, a maior dificuldade que ir\u00e1 encontrar ser\u00e1 a concorr\u00eancia , \u201ctendo em conta a minha \u00e1rea de estudos, ser\u00e1 a concorr\u00eancia a maior dificuldade, no sentido de postos de trabalho, mesmo sendo uma \u00e1rea hoje muito procurada e abordada, h\u00e1 imensa concorr\u00eancia a n\u00edvel de postos de trabalho e elevada dificuldade de encontrar trabalho nesta \u00e1rea em Portugal, da\u00ed haver tanta concorr\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Apesar de ainda estar no segundo ano de licenciatura, Lu\u00eds Madeira, revela j\u00e1 ter uma ideia dos obst\u00e1culos que vai encontrar, no entanto diz que \u201cn\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil estar agora a especular quais \u00e9 que v\u00e3o ser as dificuldades, porque \u00e9 algo vai depender muito do estado das coisas daqui por um ano\u201d. Na sua opini\u00e3o, a melhor forma de neste momento se preparar para as dificuldades \u00e9 \u201cfalar com pessoas que j\u00e1 trabalham na \u00e1rea e passaram por dificuldades que eu, provavelmente, tamb\u00e9m vou encontrar\u201d.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Mariana Ribeiro as maiores dificuldades que um rec\u00e9m-licenciado encontra s\u00e3o \u201ca precariedade e a falta de condi\u00e7\u00f5es no trabalho\u201d, nomeadamente propostas de trabalho sem contrato e meses de experi\u00eancia n\u00e3o remunerados.<\/p>\n<p>As dificuldades v\u00e3o sempre surgir, mas com elas surgem tamb\u00e9m momentos de aprendizagem e de reflex\u00e3o. \u201cQuem \u00e9 bom tem sempre lugar em qualquer lado, e se n\u00e3o tiver lugar em qualquer lado tamb\u00e9m cria a sua pr\u00f3pria oportunidade. O meu grande conselho passa sempre por isto, serem felizes com aquilo que est\u00e3o a fazer\u201d, remata o docente Pedro Coutinho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tudo come\u00e7a com incerteza, com medo do desconhecido, \u00e9 o in\u00edcio de um percurso mais s\u00e9rio onde o que est\u00e1<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":7548,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[26,30,290,2303],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7545"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7545"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7545\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7553,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7545\/revisions\/7553"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7548"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7545"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7545"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7545"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}