{"id":7453,"date":"2019-07-04T13:42:18","date_gmt":"2019-07-04T13:42:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=7453"},"modified":"2019-07-05T10:04:43","modified_gmt":"2019-07-05T10:04:43","slug":"tilhon-da-guitarra-classica-ao-rap","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=7453","title":{"rendered":"Tilhon: da M\u00fasica Cl\u00e1ssica ao Hip-Hop"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Andr\u00e9 Castilho, mais conhecido por Tilhon \u00e9 um rapper natural da cidade de Viriato, Viseu. O gosto pela m\u00fasica come\u00e7ou desde muito novo, acabando por frequentar o Conservat\u00f3rio de Guitarra Cl\u00e1ssica. O artista acabou por singrar no mundo do\u00a0hip-hop e a sua hist\u00f3ria na m\u00fasica portuguesa.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>Por In\u00eas Azevedo<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-7458\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/tilhon2.jpg\" alt=\"\" width=\"1440\" height=\"960\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/tilhon2.jpg 1440w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/tilhon2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/tilhon2-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/tilhon2-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" \/><\/p>\n<p><strong>Apresente-se.<\/strong><\/p>\n<p>O meu nome \u00e9 Andr\u00e9 Castilho, conhecido como Tilhon enquanto <em>rapper<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Onde cresceu e como foi a sua inf\u00e2ncia?<\/strong><\/p>\n<p>Nasci em Viseu, desde mi\u00fado, desde a minha inf\u00e2ncia que me dedico \u00e0 parte musical, neste caso como aluno de Conservat\u00f3rio de Guitarra Cl\u00e1ssica e foi a\u00ed que surgiu sempre a minha liga\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica. Estudei guitarra cl\u00e1ssica, comecei a tocar guitarra com 8 anos, entrei na inicia\u00e7\u00e3o musical e fiz o Conservat\u00f3rio, onde continuei nos estudos superiores, mas sempre associado \u00e0 Guitarra Cl\u00e1ssica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 que surgiu o gosto pela m\u00fasica?<\/strong><\/p>\n<p>O gosto pela m\u00fasica surgiu a\u00ed, essencialmente. Agora o gosto pelo <em>rap<\/em> tamb\u00e9m prov\u00e9m daquilo que eu ouvia enquanto era adolescente, que era <em>rap<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Destaque os pontos principais do seu g\u00e9nero musical.<\/strong><\/p>\n<p>Eu acho que quando escrevo e quando tento criar uma m\u00fasica, gosto de relatar um pouco daquilo que eu vou vivendo, ou seja, s\u00e3o sempre alguns desabafos que de alguma maneira me inquietam, ou que sinto a necessidade de me exprimir.\u00a0 \u00c0s vezes \u00e9 um bocado um \u201cconfessionariozito\u201d, que apesar de a gente fazer de uma forma completamente solit\u00e1ria, o p\u00fablico passa a ser um confession\u00e1rio p\u00fablico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Considera que um artista de hip-hop sente mais dificuldade para crescer, comparado com um artista comercial?<\/strong><\/p>\n<p>Eu na verdade, acho que o <em>hip-hop<\/em>, ou o <em>rap<\/em> ou o que queiras designar, <em>hip-hop<\/em> \u00e9 um movimento, o <em>rap<\/em> \u00e9 a parte mais ligada \u00e0 composi\u00e7\u00e3o musical, \u00e9 um estilo, \u00e9 um g\u00e9nero musical que est\u00e1 em voga de alguma maneira e que tem tido aceita\u00e7\u00e3o grande, por parte do p\u00fablico mais jovem. Hoje em dia, acho que \u00e9 um g\u00e9nero que at\u00e9 tem conseguido entrar em espa\u00e7os, em festivais de m\u00fasica, <em>clubs<\/em>, coisa que outrora n\u00e3o se verificava e \u00e9 sempre bom, porque fa\u00e7o isso, ou seja, tamb\u00e9m consigo eventualmente tirar mais partido desse trabalho. Por isso, neste momento n\u00e3o sinto que n\u00f3s estejamos inferiorizados, comparativamente com outros estilos musicais. Mas claro que h\u00e1 estilos musicais que t\u00eam, um peso maior, ou conseguem ter uma abrang\u00eancia maior que o pr\u00f3prio <em>hip-hop<\/em>, por assim dizer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sendo Viseu uma cidade do interior, sentiu algumas dificuldades e o peso da interioridade?<\/strong><\/p>\n<p>O facto de a gente ser do interior e n\u00e3o ser das metr\u00f3poles, Lisboa, capital, ou mesmo do Porto, eventualmente, existe uma maior dificuldade em que as pessoas nos conhe\u00e7am. N\u00e3o \u00e9 uma cidade onde exista essa rede de contactos que, porventura, existem mais no Porto e em Lisboa, mesmo por exemplo as r\u00e1dios e tudo isto, ou seja, o acesso pode ser um bocado menos imediato, mas tamb\u00e9m n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o se consiga chegar l\u00e1, eventualmente temos de trabalhar um bocadinho mais que todos os outros, \u00e9 um bocado por a\u00ed.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as principais diferen\u00e7as do Tilhon artista e do Andr\u00e9 pessoa?<\/strong><\/p>\n<p>O Tilhon artista \u00e9 o Andr\u00e9 pessoa, no entanto, o Andr\u00e9 pessoa faz mais do que o Tilhon faz, tem a sua vida familiar, profissional e tudo mais. Dou aulas de guitarra cl\u00e1ssica, tenho projetos associados \u00e0 guitarra tamb\u00e9m, mas o Tilhon est\u00e1 mais ligado \u00e0 parte de <em>rapper<\/em>, embora a guitarra tamb\u00e9m seja trazida \u00e0 cole\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O porqu\u00ea da Guitarra Cl\u00e1ssica?<\/strong><\/p>\n<p>Sempre estudei guitarra cl\u00e1ssica, ou seja, a guitarra est\u00e1 sempre um bocadinho de m\u00e3os dadas comigo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-7455\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/aa3.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/aa3.jpg 480w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/aa3-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual foi o seu maior incentivo para come\u00e7ar a escrever m\u00fasicas?<\/strong><\/p>\n<p>O meu maior incentivo para come\u00e7ar a escrever m\u00fasicas, como te disse<br \/>\nh\u00e1 bocado, na minha adolesc\u00eancia sempre ouvi esse estilo, embora n\u00e3o seja s\u00f3 o estilo que eu ouvia, onde ouvia m\u00fasica rock, m\u00fasica eletr\u00f3nica, tamb\u00e9m ouvia outras coisas, s\u00f3 que tamb\u00e9m ouvia <em>rap<\/em> e como todos n\u00f3s ouvimos e ouvimos, sentimos alguma vontade de querer experimentar. Fui escrevendo e gravando as minhas \u201ccoisinhas\u201d l\u00e1 em casa e houve uma altura que a gente partilhava e a aceita\u00e7\u00e3o foi sendo porreira e depois tamb\u00e9m ganhamos a motiva\u00e7\u00e3o para continuar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as suas maiores influ\u00eancias musicais?<\/strong><\/p>\n<p>Essencialmente, n\u00e3o me considero um ouvinte de <em>rap<\/em> puro, fui muito mais quando era adolescente e quando tinha essa vontade de consumir, at\u00e9 que comecei a experimentar eu pr\u00f3prio, escrever os meus temas. Agora que escrevo, at\u00e9 nem gosto muito de ouvir os outros, claro que os oi\u00e7o, mas n\u00e3o gosto de ouvir muitas vezes, para tamb\u00e9m, de alguma maneira, n\u00e3o cercear o meu processo criativo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 que as suas parcerias musicais surgiram?<\/strong><\/p>\n<p>Eu tenho tido algumas, sendo que antigamente com esse grupo chamado de DSL Team, e a\u00ed as parceiras existiram, porque eram colegas, amigos, onde cada um partilhava o meu dia-a-dia. No <em>C\u00e1lix<\/em>, que foi um \u00e1lbum que eu fiz completamente a solo, esse n\u00e3o tem parcerias de ningu\u00e9m, a pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o foi uma produ\u00e7\u00e3o minha e no <em>C\u00e1lix<\/em>, j\u00e1 houve v\u00e1rios artistas de Lisboa, Margem Sul e por a\u00ed. Um <em>rap <\/em>onde me identifico mais, n\u00e3o estando a p\u00f4r de parte o <em>rap <\/em>do Norte e dizer que n\u00e3o gosto, porque gosto tamb\u00e9m, mas n\u00e3o \u00e9 claramente a minha orienta\u00e7\u00e3o, mas surgiu essencialmente, ou porque cruzamos conversas, ou porque lhes encontramos em concertos, ou porque fomos trocando mensagens. Alguns n\u00e3o conhe\u00e7o ou n\u00e3o eram claramente meus amigos, ou seja, pessoas com quem eu privava, diariamente, mas que enfim, existiu qu\u00edmica musical de uma maneira e houve interesse de ambas as partes e as coisas acontecem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>No que diz respeito \u00e0 sua discografia, apresente-a.<\/strong><\/p>\n<p>Come\u00e7amos a fazer o nosso primeiro exemplar discogr\u00e1fico, foi com o grupo DSL Team com quem comecei a escrever desde 2000, mas a gente estava em laborat\u00f3rio. Em 2004 pegamos em <em>beats<\/em> de <em>rappers<\/em> franceses e americanos e fizemos uma <em>mixtape<\/em>, porque n\u00e3o \u00e9 um \u00e1lbum de originais \u00e9 a nossa composi\u00e7\u00e3o de escrita, os nossos instrumentais s\u00e3o de rappers j\u00e1 com uma cota\u00e7\u00e3o forte. Em 2004, <em>Balas Perdidas<\/em>, 2006 foi o <em>Renascer das cinzas, <\/em>tamb\u00e9m um trabalho id\u00eantico desse <em>Balas Perdidas<\/em>, mas j\u00e1 com a voz n\u00e3o t\u00e3o fininha.\u00a0Depois houve outro projeto chamado \u201cEscola de Viseu\u201d que reuniu os <em>rappers <\/em>aqui da zona. Depois disso, lan\u00e7amos para a Internet DSL Team, tamb\u00e9m participo numa ou duas faixas, chamadas <em>Sangue frio<\/em>, que foi em 2011, aproximadamente tamb\u00e9m n\u00e3o sei, se me estou a equivocar na data. Depois disso, eu surjo a solo com o chamado <em>C\u00e1lix<\/em>, onde eu trago para a minha produ\u00e7\u00e3o instrumental que eu n\u00e3o produzi s\u00f3 o <em>rap<\/em>, ou seja, associo \u00e0 guitarra, instrumento que me acompanha desde puto, e comecei a criar os meus instrumentais. Eu acho que esta foi a marca de alguma maneira que n\u00e3o sei, se vinquei mais a minha personalidade enquanto <em>rapper<\/em>, o que tamb\u00e9m trouxe esta sonoridade mais nost\u00e1lgica e espanhola, de alguma forma, para as minhas m\u00fasicas. Acho que isso deu alguma identidade aquilo que eu fazia. 2015 \u00e9 um \u00e1lbum inteiramente a solo, produ\u00e7\u00e3o e letra sem participa\u00e7\u00e3o de <em>rappers<\/em>, nem produtores. 2016 j\u00e1 fa\u00e7o um outro \u00e1lbum que \u00e9 o <em>Bunker<\/em>, onde h\u00e1 participa\u00e7\u00e3o de outros rappers e de outros produtores tamb\u00e9m. Tenho o som com o Malab\u00e1, <em>rapper<\/em> da Margem Sul, com o Sacik Brow, um <em>rapper <\/em>do Algarve, com o Cota e John, rapazes e companheiros aqui da zona, tamb\u00e9m <em>rappers<\/em> pesados.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-7456\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/hqdefault.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/hqdefault.jpg 480w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/hqdefault-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/p>\n<p>Depois participei com o Kosmo, parceiro do Malab\u00e1, num projeto que na altura tinha com o Malab\u00e1 Da Gun, tamb\u00e9m da Margem Sul e tamb\u00e9m com a Kiara que me faz um refr\u00e3o, uma cantora da zona de Aveiro, e com a produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m de v\u00e1rias pessoas, tem produ\u00e7\u00e3o minha, tem produ\u00e7\u00e3o de um colega chamado 2.0, que \u00e9 daqui de Viseu, tem produ\u00e7\u00e3o de um rapaz que \u00e9 o Logic, que tamb\u00e9m est\u00e1 atualmente no Brasil e se me esquecer de mais algum pe\u00e7o desculpa. Temos do <em>Bunker<\/em> que surgiu este EP que lancei h\u00e1 pouco tempo. Comecei com singles em 2018, no ano anterior, e acabei de apresentar o EP este ano, chama-se <em>Rap Ninja<\/em>, \u00e9 um EP de 6 faixas, conta com a participa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m de v\u00e1rios produtores e tamb\u00e9m minha, Badnappa, 2.0 e Cota que tamb\u00e9m produziu um dos sons e tem participa\u00e7\u00e3o de 2 <em>rappers<\/em>, o Cota que fez o <em>beat<\/em> e tamb\u00e9m cantou comigo nesse som, chama-se <em>Dan\u00e7ar \u00e0 chuva<\/em>, e com o Don, uma participa\u00e7\u00e3o de um <em>rapper <\/em>neste caso tamb\u00e9m da Margem Sul. A discografia \u00e9 essa, mas n\u00e3o sei, vamos caminhar para isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a principal mensagem que tenta transmitir nas suas letras?<\/strong><\/p>\n<p>A mensagem que eu tento sempre p\u00f4r, \u00e9 que eu gosto de pensar na mensagem como ingrediente basilar em tudo o que vou fazendo. Agora \u00e9 claro que se eu hoje estou animado, ou bebo um copito a mais, chego a casa e fa\u00e7o um som mais divertido, fa\u00e7o um som que tamb\u00e9m fala nisso. Embora possa aparentemente ser um som com menos mensagem, n\u00e3o deixa de tamb\u00e9m ter nem que seja o meu ponto de vista, sobre uma determinada coisa, mas gosto tamb\u00e9m de pensar sempre em temas nost\u00e1lgicos, tal e qual como te falei na quest\u00e3o do confession\u00e1rio, s\u00e3o inquietudes que tu tens e que enfim, que surge uma esp\u00e9cie de um di\u00e1rio tamb\u00e9m e a\u00ed se calhar, as mensagens s\u00e3o um bocado mais especiais, mais sentidas e mais <em>deep<\/em>. Mas n\u00e3o me vejo s\u00f3 a fazer esse tipo de abordagem, porque eu acho que n\u00f3s n\u00e3o somos s\u00f3 uma cara, n\u00e3o estou sempre bem-disposto, eu n\u00e3o estou sempre chateado, n\u00e3o estou sempre num ambiente bo\u00e9mio, \u00e9 como tudo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Se tivesse que fazer a <em>playlist <\/em>da sua vida, as suas m\u00fasicas seriam a sua pr\u00f3pria <em>playlist<\/em>?<\/strong><\/p>\n<p>Certamente que inclu\u00eda nessa <em>playlist<\/em> alguns temas meus, porque enfim, s\u00e3o sempre temas que me s\u00e3o especiais. Mas claramente, que inclu\u00eda temas de variados artistas, n\u00e3o ia fazer uma <em>playlist <\/em>s\u00f3 minha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Se pudesse escolher apenas uma m\u00fasica do seu \u00e1lbum para cantar para o resto da sua vida, qual seria? Porqu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p>Eventualmente, a m\u00fasica que eu escolhia para cantar o resto da minha vida seria a <em>Jeremias<\/em>, mas isto pessoalmente, porque \u00e9 um tema sens\u00edvel, \u00e9 um tema que \u00e9 uma autobiografia da minha vida, usando um heter\u00f3nimo, ou seja, da\u00ed chamar <em>Jeremias<\/em> e n\u00e3o estar a dizer que sou eu, porque \u00e9 um som que de alguma maneira, est\u00e1 ali um pouco da minha vida. N\u00e3o se consegue resumir tudo do que a gente faz da vida em 3 minutos de m\u00fasica, mas n\u00e3o \u00e9 um tema que por exemplo, eu uso sempre em concertos, porque acho que nem sempre \u00e9 o ambiente mais prop\u00edcio para cantar esse tema, porque \u00e9 um tema <em>deep<\/em>, tema <em>down<\/em>, e \u00e0s vezes, a malta quer ir para o <em>club<\/em> para se animar e a gente pensa sempre em algumas faixas um pouco mais animadas para partilhar com o p\u00fablico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E o reconhecimento? Acontece-lhe pedirem-lhe fotos e aut\u00f3grafos na rua? Como lida com isso?<\/strong><\/p>\n<p>Vai havendo pessoas que me pedem para tirar fotos, para pedir aut\u00f3grafos e vou sendo abordado na rua, por essencialmente, da camada mais jovem e n\u00e3o s\u00f3. Para o fazer, claro que me sinto contente, por ver que as pessoas t\u00eam essa vontade e que ficam contentes, em tirar uma foto comigo ou pedir um aut\u00f3grafo, e isso \u00e9 fruto da exposi\u00e7\u00e3o que \u00e9 feita, porque a partir do momento, em que o som est\u00e1 no Youtube e \u00e9 partilhado publicamente tem uma repercuss\u00e3o maior do que se guardar em casa.\u00a0 Por isso, \u00e9 que as pessoas v\u00e3o dando<em> love<\/em>, e isso \u00e9 sempre algo que \u00e9 gratificante para n\u00f3s, enquanto compositores, m\u00fasicos ou <em>rappers<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o os seus pr\u00f3ximos projetos?<\/strong><\/p>\n<p>Acabei de lan\u00e7ar um EP, chamado <em>Rap Ninja<\/em>, ou seja, na verdade o projeto a n\u00edvel de disco, \u00e1lbum ou EP n\u00e3o tenho em mente, agora isso, os projetos que v\u00e3o sair s\u00e3o certamente singles, um tema ou outro que me identifico mais e que decido fazer v\u00eddeo, \u00e1udio e partilhar com as pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que considera o futuro da m\u00fasica em Portugal, acha que est\u00e1 inclu\u00eddo?<\/strong><\/p>\n<p>A m\u00fasica em si \u00e9 um bocado estranho falar, porque, dava conversa longa se referir o <em>rap<\/em>. O que eu vejo de futuro no <em>rap<\/em> em Portugal, como te disse ainda h\u00e1 pouco, uma evolu\u00e7\u00e3o brutal, uma aceita\u00e7\u00e3o brutal, coisa que tem sido completamente crescente, n\u00e3o sei at\u00e9 que ponto \u00e9 que vai ser sempre esta tend\u00eancia crescente das coisas, claro que h\u00e1-me de haver algum momento em que as coisas estagnam ou n\u00e3o. O valor tamb\u00e9m dos artistas est\u00e1 cada vez a ser maior a n\u00edvel de \u201ccach\u00eas\u201d, ou seja, entramos nos <em>clubs<\/em>, mas a malta j\u00e1 est\u00e1 a subir a fasquia e j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 <em>clubs <\/em>que consigam pagar esse valor. Ent\u00e3o, secalhar estamos a ir para <em>open airs <\/em>e vais ao ar livre, n\u00e3o fa\u00e7o a m\u00ednima ideia, talvez seja essa a evolu\u00e7\u00e3o das coisas, se eu estou l\u00e1 ou n\u00e3o, eu vou estando \u00e0 minha maneira, a partir do momento, em que tu trabalhas, vais sempre estando, se h\u00e1 pessoas que est\u00e3o marcadas na hist\u00f3ria da m\u00fasica, seja no <em>rap<\/em> ou n\u00e3o, porque aquilo que eles fizeram enquanto m\u00fasicos, no tempo que trabalhavam tens v\u00e1rios exemplos, de quem nem sempre a qualidade, nem sempre o trabalho \u00e9 sinal que ficas marcado na hist\u00f3ria, tens o exemplo de Mozart, Beethoven, Bach, compositores marcantes na hist\u00f3ria da m\u00fasica, que secalhar s\u00f3 foram reconhecidos depois de mortos. \u00c9 sempre complicado saberes se vais ficar marcado ou n\u00e3o, tenho a certeza que vou ficar marcado para quem me conhece, pelo menos esses que me conhecem, pelo menos eles conheceram-me, ent\u00e3o eu j\u00e1 fiquei marcado, se n\u00e3o ficar mais marcado que os outros, n\u00e3o tenho como te dar essa certeza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andr\u00e9 Castilho, mais conhecido por Tilhon \u00e9 um rapper natural da cidade de Viriato, Viseu. 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