{"id":7412,"date":"2019-07-03T10:28:18","date_gmt":"2019-07-03T10:28:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=7412"},"modified":"2019-07-03T10:28:18","modified_gmt":"2019-07-03T10:28:18","slug":"o-meu-peito-tem-rendinhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=7412","title":{"rendered":"&#8220;O meu peito tem rendinhas&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Rosa Ferreira \u00e9 uma educadora de inf\u00e2ncia natural da freguesia do Campo &#8211; Viseu, onde coordena as atividades do Grupo Folcl\u00f3rico da Associa\u00e7\u00e3o Social Cultural Recreativa e Desportiva de Moure de Madalena. No momento em que o grupo se come\u00e7a a preparar para se tornar um grupo federado pela Federa\u00e7\u00e3o do Folclore Portugu\u00eas, a coordenadora esteve \u00e0 conversa com o #dacomunica\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>Por Ana Cristina Cartaxo<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-7417\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/moure-madalena.png\" alt=\"\" width=\"1027\" height=\"577\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/moure-madalena.png 1027w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/moure-madalena-300x169.png 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/moure-madalena-768x431.png 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/moure-madalena-1024x575.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 1027px) 100vw, 1027px\" \/><\/p>\n<p><strong>Est\u00e1 no rancho h\u00e1 v\u00e1rios anos, consegue precisar h\u00e1 quantos exatamente?<\/strong><\/p>\n<p>Rosa Ferreira [RF]: Eu estou no rancho desde sempre, neste momento posso dizer que estou h\u00e1 23 anos. O rancho vai fazer 22 anos a 8 de dezembro de 2019, foi criado em 1997. Fui a fundadora do grupo, a incentivadora digamos, e porque ningu\u00e9m trabalha sozinha depois houve uma equipa que se juntou, mas posso dizer que j\u00e1 trabalho para o Grupo Folcl\u00f3rico de Moure de Madalena h\u00e1 23 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quem \u00e9 que esteve na origem da cria\u00e7\u00e3o do rancho e quais foram as principais influ\u00eancias? <\/strong><\/p>\n<p>RF: Em 1996 fizemos uma festa muito grande na Associa\u00e7\u00e3o de Moure de Madalena, porque est\u00e1vamos a inaugurar uma parte das suas instala\u00e7\u00f5es. Eu na altura era educadora de inf\u00e2ncia no ATL aqui em Moure de Madalena e preparamos as crian\u00e7as com v\u00e1rias atividades. Para enriquecer mais aquela grande festa, pedimos a alguns jovens se juntarem a n\u00f3s e criamos uma coreografia para eles dan\u00e7arem em palco. Essa coreografia tinha por base o folclore, pedi trajes emprestados ao grupo da Casa do Povo de Abraveses. E esse grupo de jovens, alguns que ainda permanecem no grupo, gostaram muito do que fizeram e as pessoas tamb\u00e9m gostaram muito. Depois achamos que era necess\u00e1rio que aquilo n\u00e3o acabasse ali e que as pessoas continuassem unidas a lutar por uma causa. E depois, qual era a melhor forma de manter um grande n\u00famero de pessoas a trabalhar para o mesmo fim? Era um grupo de folclore. Qualquer outro grupo n\u00e3o leva tantas pessoas a interagir e conforme se criam assim se desfazem. Ent\u00e3o, em conversa com algumas senhoras, com quem, na altura, eu confraternizava, conclu\u00edmos que seria uma boa ideia encetar por esse caminho. E criamos o grupo, com a ajuda preciosa do Professor Carlos Miguel, que \u00e9 um professor de m\u00fasica, e do seu av\u00f4, o senhor Carlos. Eles ajudaram nos muito no canto e na dan\u00e7a, o Professor Carlos Miguel ajudou-nos muito com a tocata. E fomos crescendo. Depois de ultrapassarmos aquela fase em que n\u00f3s copiamos um pouquinho as coisas dos outros come\u00e7amos a investigar, a pedir ajuda, a registar e a tentar que o nosso grupo se identificasse mesmo com o povo de Moure de Madalena.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 que foram os primeiros tempos do grupo?<\/strong><\/p>\n<p>RF: Muito bons. Inesquec\u00edveis. Houve tanta gente a aderir que t\u00ednhamos sempre receio quando havia uma sa\u00edda de autocarro que o autocarro n\u00e3o tivesse lugar para todos os elementos. Mas quando as coisas s\u00e3o feitas de cora\u00e7\u00e3o\u2026. Havia sempre uma ou outra pessoa que naquele dia n\u00e3o podia ir e nunca ficou ningu\u00e9m de fora. Depois o que nos deu tamb\u00e9m muito \u00e2nimo foi preparar tudo. T\u00ednhamos no nosso grupo na altura a costureira Ermelinda, que trabalha muito bem e ela talhou, costurou e ensinou-nos. Havia senhoras que sabiam coser \u00e0 m\u00e3o e casear e ensinaram a quem n\u00e3o sabia. As meninas cosiam bot\u00f5es, cosiam bainhas. Foi uma \u00e9poca de muito trabalho, mas muito produtiva. Foi mesmo muito bom. Muito bom.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-7415\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/moure-madalena2.png\" alt=\"\" width=\"522\" height=\"929\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/moure-madalena2.png 522w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/moure-madalena2-169x300.png 169w\" sizes=\"(max-width: 522px) 100vw, 522px\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>Atualmente, pode ser intitulada de coordenadora do grupo. Quais s\u00e3o as suas fun\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>RF: Eu n\u00e3o tenho um t\u00edtulo, h\u00e1 um presidente da associa\u00e7\u00e3o [de Moure de Madalena] e, eu sendo s\u00f3cia, sou a respons\u00e1vel pelas atividades do Grupo Folcl\u00f3rico. Na realidade considero que sou a respons\u00e1vel t\u00e9cnica, porque por mim passa a investiga\u00e7\u00e3o, a confe\u00e7\u00e3o e escolha dos trajes, as modas que se v\u00e3o aprender a tocar e a cantar, a forma como se toca, se canta e se dan\u00e7a. Serei mais uma t\u00e9cnica que depois coordena todas as vertentes do grupo. Coordenadora tamb\u00e9m serei, se me quiser chamar assim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Estando por dentro de todas as atividades do grupo, quais \u00e9 que acha que s\u00e3o mais relevantes para o mesmo?<\/strong><\/p>\n<p>RF: Cada pessoa tem o seu pr\u00f3prio gosto e o seu objetivo ao estar no grupo, mas para mim a parte mais importante s\u00e3o os bastidores. A parte da recolha, da investiga\u00e7\u00e3o, de ver como \u00e9 que era, o preservar da mem\u00f3ria. Para algum dos elementos mais jovens o que mais importa no grupo \u00e9 cantar e dan\u00e7ar, para outras pessoas ser\u00e1 talvez o poderem fazerem mais uma viagem a um cantinho ou outro de Portugal quando vamos nas atua\u00e7\u00f5es, para outros \u00e9 importante estarem no grupo porque convivem e \u00e9 a melhor forma que t\u00eam de contatar com as pessoas, de falarem e tamb\u00e9m ensinarem e de aprenderem. Cada pessoa, mediante os seus pr\u00f3prios interesses, v\u00ea mais import\u00e2ncia nesta ou naquela vertente do grupo. Na verdade, para mim, o grupo \u00e9 um todo, mas posso dizer que aquilo que menos me importa, e que para muitas pessoas ser\u00e1 o mais importante, \u00e9 a hora em que estamos em cima do palco, porque estarmos em cima do palco levou a que tiv\u00e9ssemos um trabalho antes que tem muito interesse. Um trabalho que \u00e9 muito bom, que nos diz muito sobre aquilo que n\u00f3s somos e fomos, de como foi a vida dos nossos av\u00f3s, dos nossos bisav\u00f3s. Essa parte de recolher as mem\u00f3rias, de as guardar, \u00e9 aquilo que eu considero mais importante. Respeitando sempre os interesses dos outros membros do grupo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Durante os v\u00e1rios anos em que o rancho est\u00e1 em atividade foram v\u00e1rios os seus membros. Acredita que a diversidade destes influencia o grupo? Como?<\/strong><\/p>\n<p>RF: Passaram pelo grupo Folcl\u00f3rico de Moure de Madalena pessoas de v\u00e1rios estratos sociais, que t\u00eam atividades diversificadas, que t\u00eam n\u00edveis de escolaridade diversificados, idades diversificadas, dos 90 aos 8 anos. Num grupo folcl\u00f3rico tentamos mostrar como era a vida do povo h\u00e1 mais de um s\u00e9culo. Dentro do povo havia pessoas com mais cultura ou menos, com acesso a livros ou n\u00e3o, com uma forma mais rica ou mais pobre, com mais posses e menos posses, com uma atividade ou outra. Quantas mais pessoas estiverem dentro do grupo e quanto mais diversificadas forem as suas viv\u00eancias mais o grupo fica enriquecido. Sempre com esta ideia de que o Grupo Folcl\u00f3rico de Moure de Madalena representa o povo portugu\u00eas de h\u00e1 mais de cem anos, aqui da regi\u00e3o da freguesia do Campo, alargando mais at\u00e9 ao concelho de Viseu e at\u00e9 um pouco mais\u2026 Porque um povo n\u00e3o vivia dentro de muros e as pessoas conviviam, comercializavam e iam a romarias e iam a ceifas fora, levavam coisas para ensinar e traziam outras aprendizagens de outros lugares por onde passavam. Portanto, quanto mais forem diversificadas as atividades e as idades das pessoas mais rico fica o Grupo Folcl\u00f3rico de Moure de Madalena. E ent\u00e3o, as portas est\u00e3o sempre abertas a quem quiser participar de cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-7416\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/moure-madalena1.png\" alt=\"\" width=\"679\" height=\"1031\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/moure-madalena1.png 679w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/moure-madalena1-198x300.png 198w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/moure-madalena1-674x1024.png 674w\" sizes=\"(max-width: 679px) 100vw, 679px\" \/><\/p>\n<p><strong>Falando nos membros, s\u00e3o v\u00e1rias as fam\u00edlias que fazem parte do mesmo, pais, av\u00f3s, netos, tios e primos. Acha que o ambiente familiar que se vive no grupo \u00e9 transmitido para fora?<\/strong><\/p>\n<p>RF: \u00c0s vezes as pessoas acham que o grupo \u00e9 formado apenas por algumas fam\u00edlias, portanto n\u00e3o vale a pena porque aquilo \u00e9 s\u00f3 daquelas fam\u00edlias. Pode dar essa ideia, mas na verdade entra uma senhora para o grupo, sente-se mais \u00e0 vontade se for acompanhada pelo marido, se depois entram os filhos andam mais \u00e0 vontade se com eles estiverem os filhos. E depois, se h\u00e1 uma av\u00f3 e essa av\u00f3 tenta levar a filha, tenta levar a neta ou o neto \u00e9 natural que depois haja v\u00e1rias fam\u00edlias. H\u00e1 sim pessoas que tamb\u00e9m v\u00eam sozinhas. Eu tentei sempre, desde que o grupo foi fundado, que as pessoas achassem que dentro do nosso grupo h\u00e1 um bom ambiente. As pessoas tentam partilhar, ser educadas, respeitar. Tivemos j\u00e1 v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es para promover essas pr\u00e1ticas de bom relacionamento entre n\u00f3s e de relacionamento com os outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como qualquer outro rancho, o seu principal objetivo \u00e9 relembrar as tradi\u00e7\u00f5es dos nossos antepassados, mas o que \u00e9 que o rancho de Moure de Madalena tem que mais nenhum tem?<\/strong><\/p>\n<p>RF: O nosso grupo come\u00e7ou, como muitos outros, por querer imitar um pouquinho o que se fazia, porque quem n\u00e3o sabe \u00e9 como quem n\u00e3o v\u00ea\u2026 Mas depois fomos adquirindo uma postura que achamos que era a postura pr\u00f3pria dos antepassados de Moure de Madalena. E tentamos saber aqui no nosso povo como \u00e9 que se cantava, como \u00e9 que se dan\u00e7ava. Temos por exemplo, aquela moda, \u201c<em>O Meu Peito Tem Rendinhas<\/em>\u201d, que eu ainda n\u00e3o vi cantar em lugar algum, dan\u00e7ar j\u00e1 poderei dizer que sim, porque as nossas dan\u00e7as s\u00e3o todas muito id\u00eanticas at\u00e9 a de grupos que s\u00e3o daqui de perto. Mas esta modinha aprendemos aqui em Moure de Madalena com uma senhora que j\u00e1 faleceu e eu nunca a ouvi em outro lugar. Depois, a verdade \u00e9 que somos um grupo e nos completamos uns aos outros, mas o nosso conselho para todos os membros do grupo \u00e9 que sejam humildes e eu acho que a humildade \u00e9 uma grande carater\u00edstica do Rancho Folcl\u00f3rico de Moure de Madalena. O nosso grupo \u00e9 formado por pessoas que praticam a humildade em ensaios, conv\u00edvios e atividades e isso diferencia-nos um bocadinho de alguns grupos que acham que j\u00e1 sabem tudo; ningu\u00e9m sabe tudo e a humildade \u00e9 uma base para estarmos abertos a aprendizagem, ao crescimento. E sim, h\u00e1 caracter\u00edsticas diferentes. N\u00f3s vestimo-nos de uma forma muito, muito simples porque em Moure de Madalena era tudo muito simples, direi que era tudo, quase tudo muito pobre. Pessoas com pouqu\u00edssimas posses e isso v\u00ea-se at\u00e9 na dificuldade que existe em recolher pe\u00e7as, porque as pessoas tinham pouco e gastaram o que tinham.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>No \u00faltimo ano o grupo participou na Europeade. Como classifica esta experi\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p>RF: Excelente. Obrigou-nos a sair da nossa casca, das nossas casa e vidas para estarmos dispon\u00edveis aqueles dias todos. E depois vimos coisas que desconhec\u00edamos, partilhamos os nossos dias com pessoas com estilos de vida diferentes, formas de estar diferentes. Foi excelente a todos os n\u00edveis, s\u00f3 nos enriqueceu. Foi mais do que bom termos participado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-7414\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/moure-madalena3.png\" alt=\"\" width=\"1089\" height=\"614\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/moure-madalena3.png 1089w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/moure-madalena3-300x169.png 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/moure-madalena3-768x433.png 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/moure-madalena3-1024x577.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 1089px) 100vw, 1089px\" \/><\/p>\n<p><strong>Por fim, e quase a terminar esta entrevista, o grupo j\u00e1 tem mais de 20 anos. O que \u00e9 que o futuro vos reserva?<\/strong><\/p>\n<p>RF: Neste momento, eu estou a preparar o grupo para entrarmos na Federa\u00e7\u00e3o de Folcl\u00f3rico Portugu\u00eas. At\u00e9 l\u00e1 chegar sei que h\u00e1 um grande trabalho a fazer, h\u00e1 um caminho a percorrer, h\u00e1 melhorias que t\u00eam de ser aplicadas. N\u00f3s agora n\u00e3o sentimos a responsabilidade de ser um grupo federado e, sabendo que muitas vezes a nossa representa\u00e7\u00e3o tem erros, como n\u00e3o somos federados, vamos deixando passar. Quando chegar o momento de eu pedir a federa\u00e7\u00e3o para nos virem avaliar, o trabalho ter\u00e1 de ser muito mais rigoroso. E claro que isto acarreta, depois, um peso de responsabilidade, que no fundo tamb\u00e9m nos vai fazer crescer mais e sermos mais aut\u00eanticos. Mas, o passo a seguir agora ser\u00e1 o da federa\u00e7\u00e3o e temos j\u00e1 o caminho aberto. Tenho certeza de que no dia em que quisermos encetar por esse caminho as portas estar\u00e3o abertas porque eu confio plenamente que temos um trabalho muito s\u00e9rio que temos feito e que nos ir\u00e1 abrir as portas da federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rosa Ferreira \u00e9 uma educadora de inf\u00e2ncia natural da freguesia do Campo &#8211; Viseu, onde coordena as atividades do Grupo<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":7413,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[462],"tags":[1179,2278,643,2277,844,76],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7412"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7412"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7412\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7418,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7412\/revisions\/7418"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7413"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7412"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7412"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7412"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}