{"id":733,"date":"2016-07-05T15:09:50","date_gmt":"2016-07-05T15:09:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=733"},"modified":"2016-07-05T15:09:50","modified_gmt":"2016-07-05T15:09:50","slug":"cantar-a-saudade-retrato-do-povo-portugues-alem-fronteiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=733","title":{"rendered":"Cantar \u00e0 saudade: retrato do povo portugu\u00eas al\u00e9m-fronteiras"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-734\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/emig1-300x190.jpg\" alt=\"emig1\" width=\"300\" height=\"190\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/emig1-300x190.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/emig1.jpg 539w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>J\u00falio Monteiro, 69 anos, reside em Prados, uma aldeia do concelho de Pinhel, onde a emigra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma realidade muito presente. Emigrou com 24 anos, casado de fresco, em busca de uma vida melhor. Na d\u00e9cada de 70 Portugal vivia ainda sob um regime ditatorial, a pobreza no pa\u00eds era muita, havia falta de trabalho e os sal\u00e1rios eram baixos. A juntar a isto, o facto de viver numa aldeia do interior, pouco desenvolvida, e onde o trabalho era quase inexistente, levou-o a partir em busca de uma vida melhor. J\u00falio Monteiro confessa que o facto de ter um irm\u00e3o em Fran\u00e7a o ajudou a tomar essa iniciativa.<\/p>\n<p>Emigrado durante oito anos, o reformado conta que a maior dificuldade que sentiu ao chegar ao pa\u00eds acolhedor foi a l\u00edngua e a sua cultura. \u201cN\u00e3o sabia falar franc\u00eas\u201d, recorda.\u00a0A fam\u00edlia apoiou-o nesta decis\u00e3o e foi por ela que emigrou e regressou oito anos mais tarde, j\u00e1 com uma vida financeira mais est\u00e1vel e pronto para recome\u00e7ar uma nova vida em Portugal.<\/p>\n<p>Quem tamb\u00e9m regressou ap\u00f3s sete anos na Alemanha foi Fernanda Mal\u00e9s, natural de Reigadinha, Pinhel, que decidiu abandonar o pa\u00eds devido \u00e0s \u201cdificuldades econ\u00f3micas que se encontravam no dia-\u00e1-dia\u201d e \u201cdevido \u00e1 ambi\u00e7\u00e3o de ter um futuro melhor, de poder dar um futuro melhor \u00e0s filhas&#8221;.<\/p>\n<p>\u201cA primeira dificuldade foi a l\u00edngua, \u00e9 muito dif\u00edcil\u201d, desabafou, dizendo contudo que tinha ido com um objetivo: tornar-se independente. \u00c9 ent\u00e3o que decide ir para uma escola aprender alem\u00e3o. \u201cTrabalhava de dia e estudava \u00e0 noite\u201d, conta. A partir do momento em que come\u00e7ou a aprender a l\u00edngua tudo se tornou mais f\u00e1cil. Recorda que quando n\u00e3o sabia uma palavra, apontava em portugu\u00eas e traduzia para alem\u00e3o. \u201cPodia n\u00e3o escrever corretamente, mas sabia com se dizia\u201d, assume Fernanda.\u201d<\/p>\n<p><strong>\u201cN\u00f3s os portugueses temos uma mentalidade muito retr\u00f3grada\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Quem emigrou primeiro foi o marido e Fernanda admite que a decis\u00e3o est\u00e1 relacionada com a mentalidade do pa\u00eds. \u201cN\u00f3s os portugueses temos uma mentalidade muito retr\u00f3grada\u201d, diz. \u201cNaquela altura, uma mulher emigrar sozinha n\u00e3o era muito bem visto, pois estas ainda tinham um papel muito diminu\u00eddo na sociedade\u201d, acrescenta a ex-emigrante. Ap\u00f3s este estar estabelecido numa casa de apenas uma divis\u00e3o, no quarto andar de um pr\u00e9dio que tinha a casa de banho no r\u00e9s-do-ch\u00e3o, Fernanda juntou-se ao marido.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-735\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/emig2.jpg\" alt=\"emig2\" width=\"272\" height=\"203\" \/><\/p>\n<p>Fernanda conta que a primeira vez que saiu \u00e0 rua se sentiu perdida, sozinha. \u201cPor vezes nem sabia onde estava\u201d, relata. Confessa que foi uma mudan\u00e7a muito grande, pois saiu de um meio rural para um meio urbano, onde \u201cera tudo diferente.\u201d Mas n\u00e3o baixou os bra\u00e7os, tentou integrar-se com comunidade local e conta que at\u00e9 participou num rancho folcl\u00f3rico, o que a ajudou a criar novos la\u00e7os afetivos e a integrar-se culturalmente. \u201cLevou-me a viajar por varias cidades com v\u00e1rias ra\u00e7as e isso deu-me uma bagagem de aprendizagem\u201d, admite.<\/p>\n<p>Oito anos depois regressou, decis\u00e3o que lhe causou arrependimento. \u201cAdorava o estrangeiro\u201d, salienta, acrescentando que o regresso a casa foi comandado pelas circunst\u00e2ncias da vida. O facto de as filhas n\u00e3o se terem adaptado \u00e0 l\u00edngua e \u00e0 cultura foi o principal motivo pelo qual regressou. Foram, ali\u00e1s, as filhas, quem mais lhe custou deixar para tr\u00e1s quando partiu.<\/p>\n<p><strong>\u201c\u00c9 o mesmo quando se morre, a alma parte e o corpo fica.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Fernanda relata que o dia anterior \u00e0 sua partida foi muito dif\u00edcil. \u201cNo dia antes, enquanto preparava as malas eu j\u00e1 gritava; quando cheguei a\u00a0Espanha eu chorava. Foram tempos muito dif\u00edceis\u201d, recorda, acrescentando que \u201cno primeiro m\u00eas anda-se sempre com a l\u00e1grima no olho, mas depois supera-se&#8221;.<\/p>\n<p>Recentemente, muitos portugueses partiram em busca de uma vida melhor. A atual situa\u00e7\u00e3o financeira do pa\u00eds leva-os a dar um novo rumo \u00e0 sua vida. Na opini\u00e3o de Fernanda, isto ocorre devido \u00e0 crise que o pa\u00eds atravessa. Ainda assim, a ex-emigrante acredita que os jovens tamb\u00e9m devem emigrar \u201cpara terem um in\u00edcio de vida diferente,\u201d uma nova experi\u00eancia.\u00a0O fen\u00f3meno da emigra\u00e7\u00e3o observa-se sobretudo no interior, por ser um \u201cmeio empresarial nulo\u201d, diz Fernanda. Aqui as pessoas emigram n\u00e3o s\u00f3 para o estrangeiro, mas tamb\u00e9m para os grandes centros urbanos.<\/p>\n<p><strong>Rosto de uma emigra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada.<\/strong><\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o de desemprego dos pais levou-os a emigrarem, para Fran\u00e7a. Jo\u00e3o, sendo menor, emigrou com eles. \u201cNo in\u00edcio foi duro, foi triste, porque sabia que tinha de deixar o meu pa\u00eds natal, a aldeia onde eu nasci e todos os meus amigos que tinha feito at\u00e9 a\u00ed.\u201d, conta.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-736\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/emig3-300x168.jpg\" alt=\"emig3\" width=\"300\" height=\"168\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/emig3-300x168.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/emig3.jpg 720w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m para o jovem \u201cas maiores dificuldades\u201d foram \u201ca barreira da l\u00edngua\u201d, pois alega que sem ela \u00e9 dif\u00edcil \u201cfazer amizades\u201d, \u201cter uma conversa\u201d. Esse \u00e9 um dos motivos que torna a adapta\u00e7\u00e3o ainda mais dif\u00edcil. Jo\u00e3o considera que a \u201caprendizagem da l\u00edngua \u00e9 lenta e leva o seu tempo\u201d, o que no seu caso foi cerca de um ano e meio, altura em que come\u00e7ou a fazer amigos, a sair um pouco e a criar um ritmo de vida.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o conta que uma das maiores diferen\u00e7as que encontrou foi em pequenas situa\u00e7\u00f5es do quotidiano, onde o estudante considera que a popula\u00e7\u00e3o francesa foi mais gentil e mais simp\u00e1tica do que a portuguesa. A disponibilidade para ajudar \u00e9 outro dos elogios que o jovem faz aos franceses, assumindo que quando partiu esperava o contr\u00e1rio. \u201cNo dia-a-dia quando tu passas por um franc\u00eas, ele \u00e9 simp\u00e1tico,\u201d j\u00e1 por seu lado, com o portugu\u00eas \u201cn\u00e3o h\u00e1 nada, nem um olhar e ainda te v\u00e3o olhar de lado,\u201d desabafa.<\/p>\n<p>Sendo um adolescente, quando partiu, com apenas 12 anos, o jovem assume que se revoltou um pouco. \u201cSim \u00e9 claro que me revoltou um bocado, \u00e9 claro que me doeu o cora\u00e7\u00e3o porque tinha criado o meu ritmo de vida, tinha criado os meus amigos.\u201d Contudo, diz que compreendeu a decis\u00e3o. \u201cQuando os nossos pais tomam uma decis\u00e3o \u00e9 para o nosso bem e para termos uma vida melhor\u201d, reconhece Jo\u00e3o, acrescentando que cabe tamb\u00e9m aos filhos ajudar naquilo que conseguirem.<\/p>\n<p>Para Jo\u00e3o a experi\u00eancia da emigra\u00e7\u00e3o traduziu-se em crescimento mental, pois ao ter contactado com um novo mundo, novos sabores e uma nova cultura evoluiu como pessoa. \u201cClaro que n\u00e3o vais pensar da mesma maneira, como por exemplo eu pensava h\u00e1 5 anos atr\u00e1s, tens uma abertura para um mundo completamente diferente\u201d, garante. No entanto, Jo\u00e3o admite que se aprende a dureza a vida. \u201dQuando olhas para os teus pais que chegam tarde a casa todos os dias, v\u00eas o quanto a vida \u00e9 dif\u00edcil e os sacrif\u00edcios que tens de fazer para conseguires ter um estilo de vida mais confort\u00e1vel\u201d, resume.<\/p>\n<p>No futuro Jo\u00e3o n\u00e3o pensa regressar a Portugal, a n\u00e3o ser no per\u00edodo de f\u00e9rias, pois a conjuntura econ\u00f3mica em que o pa\u00eds se encontra n\u00e3o o permite. E ao observar de longe a realidade portuguesa, os sal\u00e1rios e o poder de compra de cada um dos pa\u00edses percebesse a diferen\u00e7a. \u201cQuando tu v\u00eas que a\u00ed o salario m\u00ednimo \u00e9 de 500 euros e aqui \u00e9 tr\u00eas vezes mais, tu dizes para ti mesmo que n\u00e3o vais voltar para um pa\u00eds assim em termos econ\u00f3micos\u201d, desabafa o jovem.<\/p>\n<p>Confrontado com o elevado n\u00famero de emigra\u00e7\u00e3o jovem em Portugal, o adolescente considera que estes o fazem por obriga\u00e7\u00e3o, pois no pa\u00eds de origem \u201cn\u00e3o h\u00e1 vagas, n\u00e3o h\u00e1 trabalho\u201d, o que torna muitas vezes o estrangeiro na \u00fanica sa\u00edda vis\u00edvel no horizonte.<\/p>\n<p><strong>Em busca do desconhecido<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-737\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/emig4-300x300.jpg\" alt=\"emig4\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/emig4-300x300.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/emig4-150x150.jpg 150w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/emig4.jpg 405w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Quem tamb\u00e9m emigrou devido \u00e0 falta de emprego na sua \u00e1rea foi Adriano Pina. Com 26 anos, licenciado em Enfermagem, emigrou para Inglaterra \u00e0 procura de uma nova oportunidade, movido pelo desejo de aventura, na busca do desconhecido. \u201cFoi mesmo uma aventura n\u00e3o sabia o que estava do lado de l\u00e1\u201d, conta. Foi com alguns colegas de curso, contudo assume n\u00e3o conhecia ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Adriano conta que uma das maiores dificuldades foi o tempo. Habituado ao clima mediterr\u00e2nico, confessa que a chuva lhe fez alguma confus\u00e3o. Contudo, a maior dificuldade que sentiu foram as saudades de casa. \u201cPorque para quem emigra custa sempre, pouco ou muito tu sentes sempre saudades de casa\u201d, afirma. O enfermeiro admite ainda que sente falta dos amigos, da rotina e at\u00e9 dos programas de televis\u00e3o.<\/p>\n<p>Adriano recorda Portugal com saudade. Refere que a sua ida para Inglaterra fez com que desse mais valor os s\u00edmbolos portugueses, como o fado. E que por vezes sinta uma nostalgia quando joga a sele\u00e7\u00e3o ou com a simples refer\u00eancia a Portugal numa televis\u00e3o inglesa. Por\u00e9m, revela que o sente mais falta \u00e9 \u201cdefinitivamente da qualidade da comida e da fam\u00edlia&#8221;.<\/p>\n<p>A cultura gastron\u00f3mica inglesa foi tamb\u00e9m um fator complicado de assimilar. Assumindo que \u201cos ingleses n\u00e3o tem cultura gastron\u00f3mica\u201d, Adriano estranhou alguns h\u00e1bitos que, considera, s\u00e3o at\u00e9 prejudiciais para a sa\u00fade. Exemplifica com o facto de, em Inglaterra, ser muito natural ver uma crian\u00e7a de 2 anos, de manh\u00e3, a beber coca-cola e a comer batatas fritas.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, financeira e social, Adriano considera que Portugal ainda tem um longo caminho a percorrer. Na sua opini\u00e3o, a cultura moderna \u00e9 muito subsidiodependente, ou seja, o enfermeiro defende que atualmente a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 muito dependente de subs\u00eddios, nomeadamente de ajudas sociais.\u00a0Quanto \u00e0 sua \u00e1rea profissional, Adriano Pina critica o fato de muitos enfermeiros terem de se sujeitar a empregos em regime de recibos verdes, bem como os baixos sal\u00e1rios que recebem. \u201cNa minha \u00e1rea ainda h\u00e1 enfermeiros a ganhar 4 euros \u00e0 hora. Isso n\u00e3o \u00e9 trabalho, \u00e9 escravid\u00e3o\u201d, critica o jovem.<\/p>\n<p>Confrontado com a elevada percentagem de emigra\u00e7\u00e3o em Portugal, o emigrante considera que esta \u00e9 impingida. Adriano considera que em Portugal n\u00e3o se valorizam os licenciados, j\u00e1 que estes ganham ordenados a rondar os 500, o mesmo que por exemplo ganha um funcion\u00e1rio de balc\u00e3o. \u00a0Perante este cen\u00e1rio, percebe-se que se desvaloriza por vezes o m\u00e9rito de quem tira um curso de 3\/4 anos, de quem tem responsabilidades acrescidas, como \u00e9 caso de enfermeiro. Adriano termina dizendo que se deve valorizar a forma\u00e7\u00e3o e que devemos ser pagos de acordo com a nossa responsabilidade.<\/p>\n<p><strong>O que dizem as estat\u00edsticas oficiais<\/strong><\/p>\n<p>O Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE) revela que, contrariamente ao esperado, o ano de 2015 registou uma ligeira diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de pessoas a abandonar o pa\u00eds. De acordo com os dados disponibilizados pelo instituto, no ano de 2015 cerca de 49,5 mil pessoas emigraram, uma redu\u00e7\u00e3o de 7,8 % em compara\u00e7\u00e3o com 2014. Regista-se contudo, o uma subida de 14,4 %, relativamente de pessoas que pretendem regressar no prazo de um ano.<\/p>\n<p>A emigra\u00e7\u00e3o tem atingido nos \u00faltimos anos um pico elevado. O desemprego \u00e9 uma das principais causas apontadas, contudo este deve-se \u00e0 conjuntura econ\u00f3mica em que o pa\u00eds se encontra. Os jovens s\u00e3o que aqueles que mais partem na busca de uma vida melhor, sendo no interior onde se encontra maior vaga de emigra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Cristiana Pina<\/strong><\/p>\n<p>Imagens: Direitos Reservados<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00falio Monteiro, 69 anos, reside em Prados, uma aldeia do concelho de Pinhel, onde a emigra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma realidade muito<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":734,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[299,252,271],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/733"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=733"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/733\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":738,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/733\/revisions\/738"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/734"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}