{"id":7200,"date":"2019-05-29T09:45:15","date_gmt":"2019-05-29T09:45:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=7200"},"modified":"2019-05-29T09:45:24","modified_gmt":"2019-05-29T09:45:24","slug":"portugal-e-o-mar-de-abstencao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=7200","title":{"rendered":"Portugal e o mar de absten\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Portugal registou uma taxa de absten\u00e7\u00e3o de 68.6%, batendo o recorde\u00a0com o\u00a0n\u00famero mais alto de sempre. As elei\u00e7\u00f5es, que tiveram lugar no passado domingo, dia 26 de maio, ditaram Portugal como o sexto pior pa\u00eds em termos de n\u00fameros de votantes, ficando apenas \u00e0 frente da Eslov\u00e1quia, Eslov\u00e9nia, Cro\u00e1cia, Bulg\u00e1ria e Rep\u00fablica Checa.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Por Jo\u00e3o Morais e Vasco Fernandes<\/strong><\/p>\n<p>Apesar dos v\u00e1rios apelos, efectuados por diversas personalidades como o pr\u00f3prio Presidente da Rep\u00fablica, o primeiro-ministro Ant\u00f3nio Costa, entre outros, a maior parte das pessoas acabou por n\u00e3o exercer o seu direito natural ao voto, abstendo-se.<\/p>\n<p>Paulo Santos, de 22 anos, estudante de gest\u00e3o de empresas em Viseu, diz sentir-se revoltado com esta situa\u00e7\u00e3o e com o elevado n\u00famero de pessoas, de todas as idades que n\u00e3o foram votar: \u201cSinto que muita gente n\u00e3o se deu ao trabalho de se informar devidamente sobre o que realmente estava em jogo nestas elei\u00e7\u00f5es. Eram elei\u00e7\u00f5es important\u00edssimas para a Europa e para o pa\u00eds, e julguei que de tanto reclamarem, os portugueses iriam exercer o seu direito a votar, pelos vistos estava enganado\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 Joaquim Almeida, taxista de 55 anos, na sua cidade natal, Viseu, revela que n\u00e3o se sente surpreendido com a taxa de absten\u00e7\u00e3o: \u201cJ\u00e1 esperava que fosse assim, o povo portugu\u00eas gosta muito de reclamar, mas n\u00e3o gosta de mudar as coisas\u201d.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia do voto dos jovens tem vindo a ser salientada, mas os n\u00fameros continuam-se a repetir. Em 2014, s\u00f3 foram \u00e0s urnas 19% dos portugueses com idades entre os 18 e os 24 anos. Lu\u00eds Borges, estudante do secund\u00e1rio que j\u00e1 exerce do direito de voto, afirmou que a maior parte dos jovens n\u00e3o se interessam por pol\u00edtica. \u201cA verdade \u00e9 que temos um papel importante nestas decis\u00f5es que marcam o nosso futuro, mas muitos dos jovens n\u00e3o querem saber\u201d, considera o estudante, acrescentando que os jovens \u201cacham que pol\u00edticas \u00e9 uma coisa de adultos e nem se d\u00e3o ao trabalho de pesquisar, acabando depois por tamb\u00e9m n\u00e3o ir votar e os resultados s\u00e3o o que s\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com o Euro bar\u00f3metro, este ano, o n\u00famero aproximado de jovens que afirmaram que era \u201cextremamente prov\u00e1vel\u201d irem votar no passado domingo era de 3%, um espelho dos resultados finais, que mostraram que a participa\u00e7\u00e3o em Portugal nas elei\u00e7\u00f5es europeias foi de 31.01%<\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es parlamentares europeias t\u00eam como objetivo escolher os 21 deputados para o Parlamento Europeu, que representam Portugal nas decis\u00f5es que s\u00e3o tomadas de forma conjunta com a Europa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Portugal registou uma taxa de absten\u00e7\u00e3o de 68.6%, batendo o recorde\u00a0com o\u00a0n\u00famero mais alto de sempre. 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