{"id":717,"date":"2016-06-30T14:08:25","date_gmt":"2016-06-30T14:08:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=717"},"modified":"2016-06-30T14:08:25","modified_gmt":"2016-06-30T14:08:25","slug":"fiz-tudo-o-que-planeei-fazer-nos-ultimos-seis-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=717","title":{"rendered":"\u201cFiz tudo o que planeei fazer nos \u00faltimos seis anos\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em>Ana Leit\u00e3o, licenciada em Comunica\u00e7\u00e3o Social e a frequentar o mestrado em Comunica\u00e7\u00e3o e Marketing, \u00e9 aluna da Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o de Viseu (ESEV) h\u00e1 seis anos. Entretanto, foi membro ativo da Associa\u00e7\u00e3o de Estudantes desta escola, tendo sido a sua \u00fanica mulher presidente at\u00e9 hoje. Foi ainda diretora do jornal E-Line, publica\u00e7\u00e3o online gerida pelos estudantes, e \u00e9 atualmente secret\u00e1ria da Federa\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica de Viseu. Neste momento, aos 24 anos, est\u00e1 de partida para ir atr\u00e1s de novos sonhos, mas garante que nesta cidade \u201cn\u00e3o deixou nada por fazer\u201d.<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-718\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ana1-222x300.jpg\" alt=\"ana1\" width=\"222\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ana1-222x300.jpg 222w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ana1.jpg 571w\" sizes=\"(max-width: 222px) 100vw, 222px\" \/><\/p>\n<p><strong>Qual foi o teu primeiro contacto com o associativismo?<\/strong><br \/>\nA AE ESEV aparece na minha vida logo no meu primeiro ano de licenciatura c\u00e1 em Viseu. Antes disso, j\u00e1 tinha estado a estudar um ano na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e, at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o tinha tido qualquer contacto com o mundo do Associativismo. O convite para a AE ESEV surge pela m\u00e3o do Jorge Loureiro, que viria a ser presidente da AE ESEV. Na altura, t\u00ednhamos uma amiga em comum, a Daniela Guerreiro, que lhe indicou o meu nome e o Jorge decidiu confiar em mim. Confesso que me senti lisonjeada, mas tamb\u00e9m muito assustada. Tudo era um mundo novo e tive medo de n\u00e3o estar \u00e0 altura do desafio. At\u00e9 porque a primeira proposta foi logo para integrar um cargo da Dire\u00e7\u00e3o Geral. Estava longe de saber que seria uma das melhores decis\u00f5es que tomei e uma das coisas que mais alegrias, conquistas e vit\u00f3rias me trouxe. A lista com que concorria acabou por ganhar as elei\u00e7\u00f5es desse ano e assim come\u00e7ou esta minha aventura.<\/p>\n<p><strong>O que achas que isso trouxe de positivo para a tua vida?<\/strong><br \/>\nA AE ESEV em particular e o associativismo em geral, trouxeram \u00e0 minha vida um sem n\u00famero de coisas positivas. Desde j\u00e1, trouxeram-me mais realismo, mais dinamismo e mais sentido de responsabilidade. H\u00e1 muitas formas de passar pelo Ensino Superior. H\u00e1 quem venha at\u00e9 aqui para ir \u00e0s aulas, ter boas notas e conseguir um diploma. H\u00e1 quem venha para sair muito, divertir-se e conseguir um diploma. E h\u00e1 quem venha para fazer tudo isso e ainda dedicar-se \u00e0 causa do associativismo. Foi o meu caso. Decidi passar pelo Ensino Superior n\u00e3o apenas para tirar um curso, mas para aprender mais, contactar mais, criar uma rede de interesses e conhecimentos que vai para al\u00e9m do c\u00edrculo da minha turma e dos meus amigos. E nisso a AE ESEV foi fundamental. Dentro de uma associa\u00e7\u00e3o faz-se um bocadinho de tudo, por isso, a nossa participa\u00e7\u00e3o neste tipo de projetos \u00e9, indiscutivelmente, uma mais valia e um acrescento de forma\u00e7\u00e3o enquanto alunos, mas sobretudo enquanto pessoas. Posso, em alguns momentos, ter sacrificado algumas notas melhores, mas tenho a certeza que ganhei nas experi\u00eancias que vivi e nos ensinamentos que ficaram.<br \/>\n<strong>Porque n\u00e3o te recandidataste depois do teu primeiro mandato?<\/strong><br \/>\nA minha candidatura enquanto presidente da AE ESEV surge em condi\u00e7\u00f5es muito espec\u00edficas. Foi sempre objetivo da minha primeira equipa ajustar o calend\u00e1rio eleitoral ao ano civil. Assim, teria de existir um mandato intercalar, mais curto e de apenas seis meses, para que tal pudesse acontecer. Na altura, mais nenhum elemento da equipa estava dispon\u00edvel para assumir a continuidade nesses termos e eu acabei por ser a escolha. No entanto, tenho por filosofia que na nossa vida tudo tem um tempo determinado para acontecer. E eu achei que o meu tempo enquanto presidente da AE ESEV terminava ao fim daqueles seis meses. Foi um per\u00edodo de trabalho inesquec\u00edvel, ao lado da melhor equipa que podia ter escolhido. E aproveito mais uma oportunidade para lhes agradecer o facto de me terem facilitado a minha fun\u00e7\u00e3o de presidente e por terem sido todo o apoio que eu precisava. Apesar de n\u00e3o me recandidatar, a minha liga\u00e7\u00e3o \u00e0 associa\u00e7\u00e3o continuou bem vincada e, para mim, isso foi sempre o mais importante.<\/p>\n<p><strong>O que dirias a algu\u00e9m que pretende entrar no mundo do associativismo?<\/strong><br \/>\nQue o fa\u00e7a. E que o fa\u00e7a de corpo e alma se essa for a sua vontade. Mas, acima de tudo, que o fa\u00e7a ciente das responsabilidades e trabalho acrescido que isso implica. Porque fazer parte de uma Associa\u00e7\u00e3o de Estudantes oferece-nos talvez o melhor sentimento de perten\u00e7a e inclus\u00e3o, mas obriga-nos tamb\u00e9m a um esfor\u00e7o redobrado e responsabilidades acrescidas. Sobretudo, diria a algu\u00e9m que se sente essa vontade, que v\u00e1 atr\u00e1s e que d\u00ea o seu melhor.<\/p>\n<p><strong>Como surge o projeto E-line? <\/strong><br \/>\nO E-Line, jornal online da Associa\u00e7\u00e3o de Estudantes, nasceu h\u00e1 cerca de tr\u00eas anos, na altura pelas m\u00e3os da primeira dire\u00e7\u00e3o de que fiz parte. Eu pr\u00f3pria fui membro fundador do jornal. E n\u00e3o h\u00e1 nada que me deixe hoje mais orgulhosa. Este foi um projeto sonhado essencialmente pela Daniela Guerreiro, na altura minha colega de turma e vice Presidente da AE. Na sua perspectiva, faltava na escola um espa\u00e7o onde os alunos em geral, e os de Comunica\u00e7\u00e3o Social em particular, pudessem dar voz aos outros alunos e p\u00f4r em pr\u00e1tica os seus conhecimentos. Depois de alguma pesquisa, de percebermos o que se fazia noutras Universidades e Polit\u00e9cnicos e de tentarmos adaptarmo-nos \u00e0 nossa realidade, nasce o E-Line. Na altura, n\u00e3o tal e qual como o conhecemos hoje, mas j\u00e1 um jornal din\u00e2mico, ativo e cujo objetivo m\u00e1ximo foi sempre dar voz aos alunos da ESEV.<\/p>\n<p><strong>Mais tarde tornaste-te diretora do projeto. Como avalias a evolu\u00e7\u00e3o do jornal at\u00e9 hoje?<\/strong><br \/>\nO E-Line tem tido um percurso not\u00e1vel. Em dois anos e pouco, o jornal cresceu consideravelmente, sofreu reestrutura\u00e7\u00f5es, ganhou notoriedade e visibilidade e, sobretudo, tornou-se conhecido e refer\u00eancia para os alunos e para membros importantes da comunidade escolar e da cidade. Relembro, por exemplo, que no dia em que me despedi como diretora do projeto, o Capel\u00e3o do IPV e o Dr. Guilherme Almeida, vereador da Educa\u00e7\u00e3o, elogiaram o trabalho desenvolvido e deram-nos motiva\u00e7\u00e3o para continuar. E, muitas vezes, s\u00e3o esses incentivos que nos fazem querer fazer ainda mais e melhor. E tudo isto s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0s equipas fant\u00e1sticas que foram passando pelo jornal e pela dire\u00e7\u00e3o da AE ESEV. Pela parte dos alunos colaboradores, notou-se uma ades\u00e3o cada vez maior e um interesse crescente, o que se refletiu em mais e melhores conte\u00fados para o jornal. Relativamente \u00e0 dire\u00e7\u00e3o da AE, notou-se tamb\u00e9m um interesse e preocupa\u00e7\u00e3o crescentes com o jornal, o que se traduziu em mais apoio e, logo, num melhor trabalho.<\/p>\n<p><strong>Na comemora\u00e7\u00e3o do primeiro anivers\u00e1rio, coordenaste a primeira edi\u00e7\u00e3o impressa do E-line. Como foi esse desafio? <\/strong><br \/>\nFoi cansativo, exaustivo diria, mas maravilhoso e infinitamente compensador. A primeira edi\u00e7\u00e3o impressa do E-Line foi muito sonhada por mim e pelo Miguel Dias, na altura sub diretor do E-Line. Com todo o apoio do Presidente da Dire\u00e7\u00e3o, Rui Ferreira, conseguimos concretizar essa ambi\u00e7\u00e3o e tornar a primeira edi\u00e7\u00e3o impressa do E-Line uma realidade. Na altura, foi um desafio que sab\u00edamos \u00e0 partida complicado, mas que mesmo assim quisemos assumir. Tudo era novidade para n\u00f3s, mas, no final, percebemos que n\u00e3o fazia sentido ter sido de outra maneira. Depois de concretizado o projeto, a equipa do E-line saiu mais unida e coesa, com o sentimento de miss\u00e3o cumprida e de que t\u00ednhamos todos estado a empenhar esfor\u00e7os num objetivo comum. Foram, sem d\u00favida, semanas muito complicadas de trabalho, com horas de muitas indecis\u00f5es, mas que valeram muito, muito a pena. Porque a sensa\u00e7\u00e3o de ter nas m\u00e3os, ter fisicamente, algo que t\u00ednhamos sonhado tanto, foi indescrit\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Enquanto licenciada em Comunica\u00e7\u00e3o Social, o que \u00e9 que a participa\u00e7\u00e3o no E-line te trouxe de positivo? <\/strong><br \/>\nTrouxe-me de mais positivo, sobretudo, aquilo que foi o nosso principal objetivo quando fundamos o E-Line: uma aproxima\u00e7\u00e3o ao mundo real. Na verdade, o E-Line funciona como um laborat\u00f3rio, em que os alunos podem colocar em pr\u00e1tica muitos dos conhecimentos que adquirem nas aulas. \u00c9 uma esp\u00e9cie de \u201cest\u00e1gio\u201d mais prolongado e pr\u00f3ximo, de que os alunos podem ir usufruindo desde o primeiro ano de curso. A mim, e por ter sido sua diretora, este projeto trouxe-me tamb\u00e9m desafios ao n\u00edvel da gest\u00e3o de pessoas, gest\u00e3o de equipa e gest\u00e3o de conflitos. Ofereceu-me a oportunidade de liderar v\u00e1rias equipas e coordenar os seus trabalhos, com vista a um objetivo comum. E isso foi tamb\u00e9m um grande desafio e que me dotou de ensinamentos que, tenho a certeza, ainda me ser\u00e3o muito \u00fateis.<\/p>\n<p><strong>A que se deveu o teu afastamento do jornal?<\/strong><br \/>\nUsei para o E-Line a mesma m\u00e1xima que usei para a associa\u00e7\u00e3o. A determinada altura do percurso considerei que j\u00e1 tinha dado tudo de mim ao projeto, que j\u00e1 tinha conquistado tudo o que conseguia e que, por isso, era hora de o deixar em novas m\u00e3os. Senti-me, como disse na altura, como uma m\u00e3e que deixa um filho com os av\u00f3s: sabe que fica bem entregue, mas vai sempre com o cora\u00e7\u00e3o apertado. Na altura, deixei o E-Line nas m\u00e3os da Susana Oliveira e deixei-o com a certeza de que ficava bem entregue. No entanto, foi uma decis\u00e3o dif\u00edcil e o E-Line \u00e9 ainda um projeto que me deixa muitas saudades.<\/p>\n<p><em>As colabora\u00e7\u00f5es n\u00e3o se prendem apenas no associativismo estudantil<\/em><\/p>\n<p><strong>A Federa\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica de Viseu \u00e9 tamb\u00e9m um dos projectos em que colaboras. Como surge o convite para a FAV? <\/strong><br \/>\nO convite para a Federa\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica surgiu no ano passado, quando eu j\u00e1 era aluna de Mestrado. Na verdade, acho que o convite \u00e9 apenas uma consequ\u00eancia l\u00f3gica do meu trabalho e envolvimento na associa\u00e7\u00e3o. Ao fim de alguns anos na AE ESEV, foi natural que o meu trabalho fosse conhecido (e reconhecido, felizmente) por membros de outras associa\u00e7\u00f5es, o que culmina na equipa que lidera atualmente a FAV. Quando fui convidada ponderei ainda algum tempo, por n\u00e3o ter a certeza de conseguir fazer decentemente face a todas as responsabilidades, mas acabei por decidir aceitar. Sei, hoje, que se n\u00e3o tivesse aceite o convite j\u00e1 estaria arrependida e teria perdido a oportunidade de viver muitas e boas experi\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>Quais as principais diferen\u00e7as entre fazer parte de uma Associa\u00e7\u00e3o de Estudantes e uma Federa\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica?<\/strong><br \/>\n\u00c0 partida, pode pensar-se que o trabalho que se desenvolve numa Associa\u00e7\u00e3o de Estudantes e numa Federa\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica \u00e9 muito semelhante, mas isso n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o linearmente verdade. T\u00eam em comum o facto de ambos se desenvolverem no meio estudantil, de visarem sobretudo os superiores interesses dos alunos e de serem desenvolvidos por equipas multifacetadas de outros alunos que a eles decidiram dedicar-se. No entanto, t\u00eam tamb\u00e9m muitas diferen\u00e7as significativas. O trabalho numa Associa\u00e7\u00e3o de Estudantes \u00e9 uma coisa muito mais di\u00e1ria e que implica o nosso envolvimento presencial, sen\u00e3o todos os dias, praticamente. Existem, ao longo do ano, in\u00fameras atividades e mesmo o acompanhamento aos alunos tem de ser di\u00e1rio. Ao passo que o trabalho numa Federa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais concentrado em algumas semanas. N\u00e3o que n\u00e3o seja desenvolvido ao longo de tempo, porque \u00e9, mas \u00e9 mais notado e concentrado em per\u00edodos de tempo mais curtos e, consequentemente, mais intensos.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 tua inten\u00e7\u00e3o recandidatares-te \u00e0 FAV?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o. O meu envolvimento com o meio associativo termina aqui. Estou, neste momento, de partida de Viseu e, por isso, n\u00e3o faria sentido estar a assumir projetos que n\u00e3o poderei cumprir. Tenho a certeza de que a pr\u00f3xima equipa far\u00e1 t\u00e3o bem ou melhor e, por isso, saio com o sentimento de miss\u00e3o cumprida.<\/p>\n<p><em>Uma jornalista, aspirante a blogger<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-719\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ana2-300x199.jpg\" alt=\"ana2\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ana2-300x199.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ana2-768x510.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ana2.jpg 805w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Paralelamente a todos estes projetos em que est\u00e1s envolvida, criaste ainda um blog na \u00e1rea da moda e beleza. Como surge mais esta paix\u00e3o?<\/strong><br \/>\nComunicar foi sempre um processo que me foi inato e quis sempre faz\u00ea-lo de muitas e diferentes maneiras. A somar a essa vontade de comunicar, as \u00e1reas da moda e beleza sempre me despertaram particular interesse. Assim sendo, e depois de ter ponderado muito, decidi iniciar-me tamb\u00e9m no mundo da blogosfera. At\u00e9 hoje, tem sido um desafio constante, uma enorme aprendizagem e, sobretudo, tem-me permitido uma descoberta constante sobre as diversas plataformas de comunica\u00e7\u00e3o, o que, para algu\u00e9m que \u00e9 licenciada na \u00e1rea, se torna duplamente desafiante e estimulante. No fundo, o blog come\u00e7ou por ser um hobbie e funcionar como uma liberta\u00e7\u00e3o, mas, neste momento, tornou-se um projeto mais s\u00e9rio, pelo qual quero lutar e fazer com que cres\u00e7a ainda muito.<\/p>\n<p><em>De sa\u00edda rumo a outros sonhos<\/em><\/p>\n<p><strong>Recentemente pediste o teu afastamento da AE ESEV. Qual a raz\u00e3o?<\/strong><br \/>\nComo disse anteriormente, estou de partida desta cidade. Por isso, tornou-se l\u00f3gico para mim, colocar o meu lugar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. O atual mandato termina apenas em dezembro e eu n\u00e3o estaria presencialmente c\u00e1 a partir do pr\u00f3ximo m\u00eas. Ent\u00e3o, para mim n\u00e3o faria sentido estar sem estar a 100%. Ponderei e decidi deixar o meu lugar a algu\u00e9m que se possa agora dedicar de corpo e alma e fazer mais e melhor do que eu.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 que te sentes agora que est\u00e1s de sa\u00edda? <\/strong><br \/>\nNost\u00e1lgica. Mas com um sentimento absoluto de miss\u00e3o cumprida e com a certeza inabal\u00e1vel de que o bom trabalho continuar\u00e1 a ser o mote principal da equipa que fica em fun\u00e7\u00f5es. A AE ESEV foi para mim o grande projeto que vivi em Viseu. Foi \u201ca minha menina\u201d, aquela a que me dediquei, muita vezes, a 200% e tamb\u00e9m aquela que me deu a oportunidade de conhecer grande parte dos amigos que levo hoje daqui. Por isso tudo, parto j\u00e1 com algumas saudades, mas com a certeza de que n\u00e3o podia ter sido melhor e de que tudo aconteceu como estava determinado e no seu tempo certo.<\/p>\n<p><strong>Achas que ficou alguma coisa por fazer? <\/strong><br \/>\nAcredito que ficam sempre muitas coisas por fazer. Talvez porque eu sou daquelas pessoas que quer sempre mais, que sonha sempre mais. Mas, se me abstrair dessa veia sonhadora, realisticamente, n\u00e3o ficou assim tanto por fazer. A n\u00edvel pessoal, fiz tudo o que planeei fazer nestes \u00faltimos seis anos, ou mais ainda. Terminei a minha licenciatura, estou a terminar o meu mestrado, fui membro ativo da Associa\u00e7\u00e3o, incluindo sua Presidente, conheci muitas e boas pessoas, sa\u00ed muito, vivi tudo a que tinha direito e fui, maioritariamente, muito feliz. Por isso, n\u00e3o. N\u00e3o ficou assim nada por fazer. Agora, s\u00f3 h\u00e1 ainda para fazer o que tenho sonhado e planeado daqui para a frente, j\u00e1 n\u00e3o em Viseu, mas com a certeza de que tudo o que vivi e aprendi aqui ser\u00e1 fundamental para conseguir estar realizada e feliz.<\/p>\n<p><strong>M\u00e1rcia Gomes (texto e fotos)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Leit\u00e3o, licenciada em Comunica\u00e7\u00e3o Social e a frequentar o mestrado em Comunica\u00e7\u00e3o e Marketing, \u00e9 aluna da Escola Superior<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":718,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[10],"tags":[291,289,290,213,292],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/717"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=717"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/717\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":720,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/717\/revisions\/720"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/718"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=717"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=717"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=717"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}