{"id":686,"date":"2016-06-26T14:49:06","date_gmt":"2016-06-26T14:49:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=686"},"modified":"2016-06-28T20:57:49","modified_gmt":"2016-06-28T20:57:49","slug":"maior-tunel-da-peninsula-iberica-derruba-barreiras-para-la-do-marao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=686","title":{"rendered":"Maior T\u00fanel da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica derruba barreiras para l\u00e1 do Mar\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-687\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel1-300x200.jpg\" alt=\"tunel1\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel1.jpg 818w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Uma das maiores obras j\u00e1 concretizadas em Portugal foi, no passado dia 7 de Maio,\u00a0inaugurada. O maior t\u00fanel da pen\u00ednsula ib\u00e9rico, isto \u00e9, o t\u00fanel do Mar\u00e3o estabelece a liga\u00e7\u00e3o\u00a0entre a A4 (Porto\/Amarante) e a Autoestrada Transmontana (Vila Real\/ Bragan\u00e7a). A sua\u00a0import\u00e2ncia para a regi\u00e3o \u00e9 evidente, uma vez que reduz a sinistralidade, reduz o tempo de\u00a0acesso a outras regi\u00f5es do pa\u00eds e melhora o fluxo do tr\u00e1fego e do conforto de circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A A4 \u00e9 uma via com alta capacidade de suporte aos fluxos de pessoas, bens e de servi\u00e7os,\u00a0beneficiando a conetividade territorial no eixo transvers\u00e3o que serve. O t\u00fanel faz, assim, a\u00a0liga\u00e7\u00e3o transfronteiri\u00e7a (Porto-Vila Real-Bragan\u00e7a-Zamora-Madrid\/Sarago\u00e7a- resto da\u00a0Europa). Al\u00e9m disso, o T\u00fanel permite uma liga\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida entre regi\u00f5es,\u00a0nomeadamente entre o Porto, zona metropolitana, e o interior norte, zona de Tr\u00e1s-os-Montes.<\/p>\n<p>O dia da inaugura\u00e7\u00e3o contou com v\u00e1rias iniciativas que visavam comemorar a abertura\u00a0daquela que \u00e9 considerada a segunda obra mais relevante na hist\u00f3ria de Portugal.\u00a0Ao longo de toda a manh\u00e3, passaram cerca de 1250 pessoas no t\u00fanel, incluindo uma partida\u00a0de carros cl\u00e1ssicos.\u00a0A tarde iniciou com a rece\u00e7\u00e3o de convidados \u00e0 entrada do T\u00fanel, embora s\u00f3 pudesse fazer\u00a0parte dos festejos quem possu\u00edsse convite para tal. No local encontravam-se quatro\u00a0autocarros destinados a transportar as pessoas para o onde o primeiro-ministro presidiria\u00a0\u00e0s cerim\u00f3nias formais, tais como o descerramento da placa comemorativa.\u00a0<span style=\"line-height: 1.5;\">Al\u00e9m do\u00a0<\/span><span style=\"line-height: 1.5;\">governante, este local foi ainda palco de discursos do presidente da C\u00e2mara Municipal de\u00a0<\/span><span style=\"line-height: 1.5;\">Vila Real e do ministro das Infraestruturas de Portugal.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-688\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel2-300x194.jpg\" alt=\"tunel2\" width=\"300\" height=\"194\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel2-300x194.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel2-768x495.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel2.jpg 837w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Para Ant\u00f3nio Costa, o T\u00fanel do Mar\u00e3o \u00e9 \u201ca obra mais relevante feita em Portugal, destinada\u00a0a vencer uma barreira natural\u201d. O primeiro-ministro comparou a nova infraestrutura com a\u00a0ponte sobre o Rio Tejo. Saudou ainda \u201ctodos aqueles que do ponto de vista t\u00e9cnico, dos\u00a0empreiteiros, das infraestruturas de Portugal, dos gabinetes de engenharia, projetaram a obra e a tornaram poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o l\u00edder socialista, h\u00e1 uma galeria \u201cque corre em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 fronteira, que corre em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Europa, e que posiciona este territ\u00f3rio, n\u00e3o s\u00f3 que como um territ\u00f3rio que est\u00e1 mais perto do Porto, mas um territ\u00f3rio que \u00e9 vizinho de uma regi\u00e3o espanhola, onde vivem 2 milh\u00f5es e meio de habitantes\u201d.\u00a0\u00c9 tamb\u00e9m por isso que Ant\u00f3nio Costa acredita que a obra rec\u00e9m-inaugurada se assume como uma oportunidade para o desenvolvimento da regi\u00e3o e de contacto com os \u201cpa\u00edses para l\u00e1 da fronteira\u201d, e com um mercado com mais de 50 milh\u00f5es de habitantes onde Portugal necessita estar presente.\u00a0Para Costa, esta infraestrutura \u00e9 um \u201cnovo impulso \u00e0 descentraliza\u00e7\u00e3o\u201d da regi\u00e3o transmontana, sendo que esta inaugura\u00e7\u00e3o foi considerada \u201cum dia hist\u00f3rico para o pa\u00eds\u201d j\u00e1 que com este t\u00fanel convergiu-se \u201cnum novo n\u00edvel de patamar e desenvolvimento\u201d para o interior.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Costa n\u00e3o deixou de mencionar a dura batalha que todos os governos tiveram de percorrer para conseguirem ver concretizado o sonho iniciado em 2008. Na \u00e9poca era Jos\u00e9 S\u00f3crates o l\u00edder do executivo e nem as acusa\u00e7\u00f5es de fraude fiscal e branqueamento de capitais que enfrenta atualmente afastaram o antigo primeiro-ministro da inaugura\u00e7\u00e3o da obra que lan\u00e7ou h\u00e1 oito anos.<\/p>\n<p>Com uma parceria p\u00fablico-privada, o contrato de concess\u00e3o foi assinado com a Concession\u00e1ria Autoestrada do Mar\u00e3o, liderado pelo cons\u00f3rcio Somague\/sacyr e MSF, em 2008. Para S\u00f3crates, este projeto seria imprescind\u00edvel para Portugal, pois acabaria com a ideia de que existiam pessoas \u201cpara c\u00e1 ou para l\u00e1 do Mar\u00e3o\u201d, palavras que Ant\u00f3nio Costa retomou durante o seu discurso no dia da inaugura\u00e7\u00e3o da obra. Em 2009, os trabalhos de constru\u00e7\u00e3o foram iniciados.<\/p>\n<p>A primeira fase da obra teve um custo de investimento de 247 milh\u00f5es de euros. Ao longo do percurso de constru\u00e7\u00e3o muitos imprevistos surgiram, j\u00e1 que a escava\u00e7\u00e3o do T\u00fanel do Mar\u00e3o foi suspensa duas vezes gra\u00e7as a um processo judicial oriundo de uma empresa da regi\u00e3o, as \u201c\u00c1guas do Mar\u00e3o\u201d, que acusava a construtora de estar a prejudicar as \u00e1guas da regi\u00e3o com os res\u00edduos das obras.<\/p>\n<p>No entanto, Jos\u00e9 S\u00f3crates j\u00e1 n\u00e3o voltou ao Mar\u00e3o. Em 2011, j\u00e1 no governo de Pedro Passos Coelho, todos os trabalhos decorrentes da constru\u00e7\u00e3o estagnaram, devido \u00e0 alegada incapacidade financeira por parte da concession\u00e1ria.<\/p>\n<p>Dois anos mais tarde decorreu a rescis\u00e3o do contrato de concess\u00e3o por parte do Estado Portugu\u00eas, devido a incumprimento das condi\u00e7\u00f5es contratuais. A obra foi, nessa altura, entregue \u00e0 concess\u00f3ria geral, que na altura correspondia \u00e0s Estradas de Portugal. S\u00f3 no ano de 2014 \u00e9 que a obra arrancou sem interrup\u00e7\u00f5es, conseguindo angariar os financiamentos necess\u00e1rios, seguindo todos os tr\u00e2mites dos procedimentos concurvais e, posteriormente, a consigna\u00e7\u00e3o de quatro empreitadas. A liga\u00e7\u00e3o poente, entre Porto e Amarante foi entregue \u00e0 empresa OPWAY; a constru\u00e7\u00e3o dos 5,6 quil\u00f3metros de t\u00fanel foi da responsabilidade da Teixeira Duarte; e a liga\u00e7\u00e3o Nascente, que abrange o t\u00fanel do Mar\u00e3o,\u00a0bem como o N\u00f3 de Parada de Cunhos, ficou a cargo do cons\u00f3rcio Construtora Lena e a ferrovial durante a \u00e9poca de constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com a obra finalizada, \u00e9 agora poss\u00edvel percorrer 5,6 quil\u00f3metros, com galeria dupla, tr\u00eas n\u00f3s de liga\u00e7\u00e3o (incluindo o N\u00f3 de liga\u00e7\u00e3o ao IP4, o N\u00f3 de Campe\u00e3 e o N\u00f3 de Parada de Cunhos), 12 viadutos, bem como 5 passagens superiores, 5 de passagens inferiores, 7 passagens agr\u00edcolas e 1 passagem superior para pe\u00f5es.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-689\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel3-300x200.jpg\" alt=\"tunel3\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel3-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel3.jpg 523w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> <img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-690\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel4-300x222.jpg\" alt=\"tunel4\" width=\"300\" height=\"222\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel4-300x222.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel4.jpg 628w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h6>Viaduto e\u00a0estrada sobre o rio Mar\u00e3o, em Gi\u00e3o<\/h6>\n<p><strong>Trabalhadores sentiram obst\u00e1culos na retoma do projeto<\/strong><br \/>\nSegundo Artur Freitas, um dos principais respons\u00e1veis pelas obras desenvolvidas pela empresa que estabeleceu a liga\u00e7\u00e3o entre Porto e Amarante (a OPWAY), foram encontrados muitos obst\u00e1culos durante a concess\u00e3o da obra. \u201cFoi necess\u00e1rio recorrer a muitas explos\u00f5es em locais onde as casas estavam demasiado perto. A responsabilidade foi enorme, mas devido \u00e0 grande tecnologia, bem como \u00e0s equipas de trabalho, nenhum incidente ocorreu durante todo o per\u00edodo de obras\u201d. Durante os procedimentos de constru\u00e7\u00e3o das infraestruturas foram escavados em t\u00fanel quase 1 400 000 metros quadrados, usadas mais de 1 700 toneladas de explosivos, bem como 3 500 pegas de fogo. N\u00e3o houve qualquer incidente a registar.<\/p>\n<p>Carla Lopes, engenheira na empresa OPWAY que participou nas constru\u00e7\u00f5es da obra, referiu que os principais obst\u00e1culos que os trabalhadores encontraram foram \u201cas condi\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas associadas a um volume de terra que estava muito alta, em termos de quota, havendo por isso perigo\u201d. A mesma fonte acrescenta que a retoma foi ainda mais dif\u00edcil pelo facto de se tratar de uma obra abandonada durante muito tempo. \u201cHavia muita coisa que n\u00f3s n\u00e3o sab\u00edamos e que s\u00f3 \u00e0 medida que \u00edamos fazendo os trabalhos \u00e9 que fomos descobrindo\u201d, revela.<\/p>\n<p><strong>Popula\u00e7\u00e3o descontente<\/strong><br \/>\nApesar de a maioria dos transmontanos estarem contentes com o T\u00fanel do Mar\u00e3o, outros tantos revelam-se insatisfeitos. \u201cPara as popula\u00e7\u00f5es de Ansiais e das redondezas \u00e9 que a obra n\u00e3o se mostrou t\u00e3o vantajosa\u201d, afirmou Carla Lopes. Estes indiv\u00edduos acabaram por \u201csofrer alguns preju\u00edzos\u201d, j\u00e1 que ningu\u00e9m foi empregado e muitas fam\u00edlias tiveram de abandonar as suas casas ou vender terrenos \u00e0 obra. A maioria da popula\u00e7\u00e3o mostra-se ainda descontente com a quantidade de p\u00f3 que viram pairar sobre as suas casas, bem como dos barulhos vindos das explos\u00f5es e m\u00e1quinas ao longo do processo de constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Existem habitantes de Ansiais que se queixam das estradas da regi\u00e3o estarem gravemente danificadas e as empresas n\u00e3o pretenderem arranja-las futuramente. Segundo Artur Freitas, j\u00e1 foram anunciadas obras a fim de resolverem todas as controv\u00e9rsias provocadas ao longo dos trabalhos.<\/p>\n<p>Nas obras subterr\u00e2neas chegaram a trabalhar, em simult\u00e2neo, 786 pessoas, num total de 1 710 000 horas. Alguns destes trabalhadores eram da regi\u00e3o, principalmente de Vila Real. Um desses casos foi Andr\u00e9 Canelas Pinto, que entrou em junho nas terraplanagens e conseguiu emprego at\u00e9 \u00e0 atualidade, gra\u00e7as \u00e0 obra. O trabalhador acredita que \u201cpara al\u00e9m de j\u00e1 ter dado emprego a muita gente, vai continuar a dar, essencialmente na parte da manuten\u00e7\u00e3o da obra\u201d. Andr\u00e9 defende ainda que a nova infraestrutura ir\u00e1 \u201cajudar as empresas que j\u00e1 est\u00e3o\u201d patente na regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Impacto ambiental<\/strong><br \/>\nUma das quest\u00f5es levantadas durante a obra prende-se com o impacto ambiental. Podemos afirmar que houve a preocupa\u00e7\u00e3o de manter o equil\u00edbrio entre os v\u00e3os e a altura dos pilares, bem como manter a simplicidade das formas, de forma a harmonizar a obra com o meio envolvente, integrando-a na paisagem e est\u00e9tica da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, foram adaptadas setes passagens hidr\u00e1ulicas, uma passagem superior e duas passagens agr\u00edcolas, de modo a assegurar a permeabilidade da via para a fauna.<\/p>\n<p>Uma vez que as entidades envolvidas na constru\u00e7\u00e3o foram anteriormente acusadas de estarem a afetar as \u00c1guas do Mar\u00e3o, foi constru\u00edda uma conduta no viaduto 2, de forma a drenar e impedir descargas de \u00e1gua da plataforma da via, permitindo assim a salvaguarda de qualquer afeta\u00e7\u00e3o da qualidade da \u00e1gua utilizada. Foram tamb\u00e9m colocados dois sistemas de recolha e drenagem de efluentes contaminados que poderiam vir a ser derramados no interior das galerias e das \u00e1guas.<\/p>\n<p>A obra possui ainda sete barragens ac\u00fasticas, de modo a diminuir os impactos decorrentes das emiss\u00f5es sonoras.<\/p>\n<p>Para assegurarem que tudo estaria em conformidade com a natureza, foram realizados planos de gest\u00e3o ambiental, do Patrim\u00f3nio Cultural (acompanhamento arqueol\u00f3gico) e ainda planos de Monitoriza\u00e7\u00e3o Ambiental dos fatores ruido, sistemas ec\u00f3logos, recursos h\u00eddricos superficiais, recursos h\u00eddricos subterr\u00e2neos, bem como da eros\u00e3o h\u00eddrica.<\/p>\n<p><strong>Cerca de mil pessoas viram a luz ao fundo do t\u00fanel na inaugura\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nOito anos depois, quase seis quil\u00f3metros de um t\u00fanel que viu finalmente a luz do dia e que os habitantes acreditam que melhorar\u00e1 a qualidade de vida de toda a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-692\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel6-300x216.jpg\" alt=\"tunel6\" width=\"300\" height=\"216\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel6-300x216.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel6.jpg 596w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Os primeiros a atravessarem o t\u00fanel foram os 160 ciclistas convidados para o efeito. Por volta das 10h00, o t\u00fanel foi contemplado com a passagem de cerca de 700 caminhantes. Segundo Rui Magalh\u00e3es, um dos participantes na caminhada, afirmou que os quil\u00f3metros percorridos foram interessantes visto que \u201co ambiente era muito agrad\u00e1vel, e a temperatura estava muito boa. Inicialmente disseram aos caminhantes que poderia estar\u00a0frio, para virem agasalhados, mas n\u00e3o estava\u201d. Hern\u00e2ni Carvalho mostrou o seu contentamento com o projeto inaugurado. \u201c\u00c9 uma maravilha para a nossa regi\u00e3o, sobretudo para a regi\u00e3o transmontana. J\u00e1 era um s\u00edtio rico e com isto ficou ainda mais. \u00c9, portanto, um marco importante na nossa vida\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A maioria dos participantes na caminhada vieram de Vila Real e admitem ser a popula\u00e7\u00e3o mais privilegiada com a obra. Filomena Alves, que foi tamb\u00e9m uma das primeiras a estrear o t\u00fanel, real\u00e7ou o fato de a obra encurtar dist\u00e2ncias, \u201cvisto que o IP4 era a estrada mais perigosa e motivava v\u00e1rios acidentes. Esta obra vai beneficiar os moradores\u201d, destacou.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-691\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel5-300x240.jpg\" alt=\"tunel5\" width=\"300\" height=\"240\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel5-300x240.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tunel5.jpg 670w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Nos primeiros oito dias ap\u00f3s a inaugura\u00e7\u00e3o do T\u00fanel, este recebeu mais de 93 mil pessoas. Todos os dias passam mais de 9000 ve\u00edculos pelo maior t\u00fanel da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, o T\u00fanel do Mar\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Andreia Freitas (texto e fotos)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das maiores obras j\u00e1 concretizadas em Portugal foi, no passado dia 7 de Maio,\u00a0inaugurada. O maior t\u00fanel da pen\u00ednsula<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":687,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[280,281,271,279],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/686"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=686"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/686\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":694,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/686\/revisions\/694"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/687"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=686"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=686"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=686"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}