{"id":648,"date":"2016-06-22T21:14:27","date_gmt":"2016-06-22T21:14:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=648"},"modified":"2016-06-22T21:14:27","modified_gmt":"2016-06-22T21:14:27","slug":"viver-aos-720-meses-de-idade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=648","title":{"rendered":"Viver aos 720 meses de idade"},"content":{"rendered":"<p>\u201cTenho uma vida maravilhosa,\u00a0 rodeada de pessoas que gosto e espero c\u00e1 permanecer durante muitos mais anos\u201d Assim come\u00e7a o discurso de L\u00eddia Amaral, de \u201c60 anos e 5 meses\u201d, cujo sorriso e brilho no olhar denunciam a serenidade de uma adepta da express\u00e3o <em>carpe diem<\/em>, tatuada no pesco\u00e7o da idosa.<\/p>\n<p>L\u00eddia passou por todas fases. Brincou, teve namoradinhos, mais tarde casou, teve filhos, netos e ficou vi\u00fava. Agora, sem ningu\u00e9m aos seus cuidados, vive ao minuto, sem pensar demasiado, algo que \u00e9, ali\u00e1s, vis\u00edvel pela pigmenta\u00e7\u00e3o rosa, com que escolheu cobrir os seus cabelos h\u00e1 2 semanas. \u201cSinto-me mais realizada que nunca! Posso mesmo dizer que vivo, hoje, uma das melhores fases. Enquanto mais jovem, sempre liguei muito \u00e0 opini\u00e3o dos outros sobre mim. Com o tempo fui gostando mais de mim, aprendi a respeitar-me, tornei-me a minha melhor amiga!\u201d<\/p>\n<p><strong>O outro lado<\/strong><\/p>\n<p>Experi\u00eancia contr\u00e1ria tem Ant\u00f3nio Costa de 71 anos, que partilha o seu saber acerca de um envelhecimento muito negro. \u201cVi muita da minha gente deixar este mundo cedo demais. Sobrei eu, mas e agora o que fa\u00e7o sozinho nestas ruas?\u201d, pergunta-se a si pr\u00f3prio num pensamento em voz alta. Ant\u00f3nio descreve-se como um vulto daquilo que foi em tempos. \u00a0A soma de in\u00fameras desilus\u00f5es resultaram \u201cnum homem sozinho, sem amigos, ap\u00e1tico e de feitio complicado\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-649\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/viver1-300x201.jpg\" alt=\"viver1\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/viver1-300x201.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/viver1.jpg 388w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>As palavras de Ant\u00f3nio Costa s\u00e3o refor\u00e7adas pela opini\u00e3o de Teresa Aguiar, mestre em psicologia e diretora t\u00e9cnica do lar Maria Augusta Gon\u00e7alves, no porto. Teresa fala sobre a conhecida casmurrice \u00a0: \u201c\u00e9 sabido que alguns aspetos da personalidade acentuam-se com a idade e mais dif\u00edcil mudar h\u00e1bitos, o que pode gerar conflitos na conviv\u00eancia com os outros\u201d.<\/p>\n<p><strong>Contagem decrescente para o furo no umbigo<\/strong><\/p>\n<p>Lu\u00edsa Neto tem 15 anos e confessa que pensa todos dias nos preparativos da festa do seu 18.\u00ba anivers\u00e1rio . \u201cQuero furar o umbigo, tirar a carta e ir aos festivais de ver\u00e3o!\u201d, afirma a pr\u00f3pria. Algo curioso acerca o ser humano \u00e9 a vontade de ser mais\u00a0 velho quando se \u00e9 novo e a certa altura deseja parar no tempo ou muitas vezes at\u00e9 ter um comando para carregar o bot\u00e3o <em>rewind. <\/em><\/p>\n<p>No caso da jovem estudante, Ana Magalh\u00e3es, essa op\u00e7\u00e3o seria um sonho tornado realidade para regressar aos tempos de maior ingenuidade. Na recente comemora\u00e7\u00e3o das suas 21 primaveras, diz ter chorado bastante, pois cada vez mais ciente que o mundo n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o cor-de-rosa.<\/p>\n<p>\u201cChorei muito, e acho que os convidados ficaram a achar que eram l\u00e1grimas de felicidade. Era na verdade um choro de muita tristeza e ang\u00fastia\u201d, desabafa. At\u00e9 agora tudo que tinha imaginado para a sua vida, n\u00e3o acontecera como esperado, \u201cdeixei de me relacionar com amigas que achava que achava que iam estar \u00a0sempre ao meu lado, a minha m\u00e3e continua a tratar me como se ainda fosse crian\u00e7a, n\u00e3o me d\u00e1 liberdade nenhuma, n\u00e3o entrei no curso que pretendia,..enfim, s\u00f3 quero voltar a ser crian\u00e7a para n\u00e3o ter consci\u00eancia de nada, acrescenta a estudante.<\/p>\n<p>Mas o porqu\u00ea disto acontecer? A psic\u00f3loga, Teresa Aguiar responsabiliza a sociedade que \u201cexerce uma \u00a0press\u00e3o enorme para\u00a0 uma crian\u00e7a crescer de forma a se tornar mais aut\u00f3noma. Mais tarde, por volta dos 30 anos o indiv\u00edduo sente a press\u00e3o contr\u00e1ria para desacelerar o envelhecimento, pois a este processo est\u00e1 associada a ideia do decl\u00ednio a n\u00edvel psicol\u00f3gico, f\u00edsico e mental\u201d.<\/p>\n<h6><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-650\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/viver2-209x300.jpg\" alt=\"viver2\" width=\"209\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/viver2-209x300.jpg 209w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/viver2.jpg 252w\" sizes=\"(max-width: 209px) 100vw, 209px\" \/>Teresa Aguiar<\/h6>\n<p>Do lado oposto\u00a0encontra-se Ana Costa, professora universit\u00e1ria. Apesar de faltarem apenas 3 anos para atingir os 60 anos, conta pelos dedos os dias que faltam para comemorar 6 d\u00e9cadas de exist\u00eancia. Acredita que a az\u00e1fama do dia-a-dia e as responsabilidades que a profiss\u00e3o acarreta, impossibilita de saborear o que realmente importa. Quer \u201cter tempo, para ler os livros que n\u00e3o leu, viajar por terras desconhecidas, e ver filmes, muitos filmes\u201d, conclui.<\/p>\n<p><strong>Parar \u00e9 morrer<\/strong><\/p>\n<p>L\u00eddia Amaral, a rebelde tardia, como se auto-intitula aproveita a sua aposentadoria antecipada para apreender sobre computadores. \u201c\u00c9 assim que mantenho contacto com os meus netos, que vivem na Sui\u00e7a, tive de criar uma conta no facebook e desde ent\u00e3o sou viciada\u201d assume.<\/p>\n<p>L\u00eddia j\u00e1 n\u00e3o trabalha, contudo passa o seu tempo livre a organizar pequenas festas de anivers\u00e1rio, no sentido de se manter desperta.<\/p>\n<p>Teresa Aguiar, assegura que n\u00e3o faltam casos em que os idosos fazem quest\u00e3o de continuar a exercer uma atividade profissional ou optam por dar seguimento a vida acad\u00e9mica. \u201cExistem profissionais que trabalham ap\u00f3s a reforma. Outro exemplo s\u00e3o as universidades s\u00e9nior, nas quais os idosos aprendem e adquirem novas compet\u00eancias\u201d.<\/p>\n<p>A psicol\u00f3ga aponta para a contribui\u00e7\u00e3o dos idosos no crescimento da comunidade, atrav\u00e9s da partilha de conhecimentos e experi\u00eancias com os mais novos. Refere ainda \u201cum grupo acordeonistas que vai ao lar tocar para os nossos residentes\u201d, como um exemplo de reformados, que por desejo pr\u00f3prio, escolhem manterem-se ativos.<\/p>\n<p>De acordo com a mesma, \u201co conceito da velhice varia consoante a cultura e as condi\u00e7\u00f5es existentes em cada pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p><strong>Pela \u00faltima vez, amo-te<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-651\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/viver3-300x248.jpg\" alt=\"viver3\" width=\"300\" height=\"248\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/viver3-300x248.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/viver3.jpg 330w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Quem nunca pensou no \u201ce se\u201d? Ficou com d\u00favidas, arrependido do que n\u00e3o fez? R\u00faben Pinho, sente o atormento de no \u00faltimo dia de vida da sua av\u00f3 paterna ter alterado os planos de almo\u00e7o de fam\u00edlia, pela companhia dos amigos, h\u00e1 cerca de 4 anos. \u201cSinto que n\u00e3o fui bom neto, devia ter dito \u201camo-te\u201d mais vezes, gostava de me ter despedido\u201d. Esta foi av\u00f3 que o ensinou a andar, a av\u00f3 que lhe incutiu o gosto pela leitura, a av\u00f3 que foi uma segunda m\u00e3e.<\/p>\n<p>R\u00faben, com agora 23 anos, amadureceu e tenta estar o m\u00e1ximo de tempo com o seu av\u00f4 e av\u00f3 materna. Tem no\u00e7\u00e3o que se outrora eram os seus antecedentes que cuidavam de si, agora a situa\u00e7\u00e3o inverte-se. \u201cTal como eles acompanharam o meu processo de crescimento, neste momento sinto que \u00e9 a minha vez de retribuir o favor. Entristece-me um pouco ver que os meus av\u00f3s j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o na plenitude das suas capacidades, mas fico satisfeito por estar ao lado deles\u201d.<\/p>\n<p>E de duas m\u00e3es tamb\u00e9m \u201cnasceu\u201d Ana Magalh\u00e3es. A sua av\u00f3 morreu quando tinha apenas 13 anos, por\u00e9m as mem\u00f3rias permanecem. \u201cLembro-me de ela me dizer que lamentava o facto de provavelmente n\u00e3o estar presente no meu casamento. Eu ria-me e respondia que se ela n\u00e3o estivesse em vida, na altura, n\u00e3o me casaria\u201d. Hoje, como prometido, Ana garante que n\u00e3o se ir\u00e1 casar sem a m\u00e3o da sua querida av\u00f3, poder apertar.<\/p>\n<p><strong>Na sa\u00fade e na doen\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Teresa Aguiar explica que o envolvimento da fam\u00edlia do s\u00e9nior na adapta\u00e7\u00e3o da nova realidade \u00e9 fulcral, uma vez que afeta diretamente a maneira como o idoso encara a situa\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 importante que os parentes respeitem as suas vontades dos mais velhos, mantendo sua individualidade\u201d. Mas isto nem sempre \u00e9 poss\u00edvel e por isso os familiares recorrem a estruturas para as ajudar a compreender o idoso e a saber lidar com todas as altera\u00e7\u00f5es intr\u00ednsecas \u00e0 velhice.<\/p>\n<p>Ana Magalh\u00e3es conta que muitos dos valores tra\u00e7os da sua personalidade devem-se ao av\u00f4 paterno, que reside num lar. N\u00e3o por falta de carinho da fam\u00edlia mas sim por ser muito complicado tratar de um idoso acamado por falta de conhecimentos em lidar com o doente. \u201cAcho que foi a melhor op\u00e7\u00e3o, mas inicialmente custou muito. Sentia me ingrata. Ele esteve, toda vida, ali para mim, e agora, na altura que ele mais precisava, eu n\u00e3o estava l\u00e1\u201d, confidencia, com uma certa dificuldade em falar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O lar Maria Augusta Gon\u00e7alves, criado em 1986, procura integrar os membros familiares dos seus utentes, no processo de integra\u00e7\u00e3o no novo ambiente, \u201cpara que o o idoso n\u00e3o se sinta abandonado pela fam\u00edlia\u201d. A diretora t\u00e9cnica do lar e psic\u00f3loga, Teresa Aguiar, salienta a import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o das rotinas\u00a0 e das rela\u00e7\u00f5es dos idosos, antes de entrar na casa de repouso, \u201cpois estas ir\u00e3o servir como base segura para os novos la\u00e7os que ir\u00e3o construir no novo contexto.<\/p>\n<p><strong>Verde de esperan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Aos 25 anos, Joana Rita confessa que gostaria de ter o poder de voltar no tempo. Por outro lado mostra-se entusiasmada com a ideia de ter filhos, como j\u00e1 muitas amigas o fizeram e continuar a aprender com as perip\u00e9cias da vida. \u201cAdorava ter muitos filhos, mas tenho plena no\u00e7\u00e3o que s\u00f3 os terei por volta dos 30 anos e se tiver condi\u00e7\u00f5es para isso. Neste momento ainda estou a estudar, mas anseio por esse momento.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o quero mesmo chegar a velha\u201d, responde Joana Rita com um medo percept\u00edvel, sob forma de um riso t\u00edmido. \u201cCada vez mais vejo a sociedade a evoluir, os mais velhos tornam-se um inc\u00f3modo, s\u00e3o vistos como in\u00fateis e mais tardes abandonados em lares\u201d prossegue. A jovem teme sofrer de uma doen\u00e7a terminal no seu 60\u00ba ano de vida, tal como sua m\u00e3e e av\u00f3 que morreram antes do tempo, v\u00edtimas de cancro.<\/p>\n<p>Neste momento, a esperan\u00e7a m\u00e9dia de vida situa-se entre os 75 e os 81 anos e prev\u00ea-se que o n\u00fameros continuem a aumentar cada vez mais devido aos avan\u00e7os na medicina e ao aumento da qualidade de vida.<\/p>\n<p>Teresa Aguiar defende que \u201ca atividade f\u00edsica previne e ajuda a combater algumas doen\u00e7as como a hipertens\u00e3o, obesidade, diabetes, depress\u00e3o, aumenta a for\u00e7a muscular, ajuda a reduzir as dores e a necessidade de tomar uma grande quantidade de medicamentos\u201d.<\/p>\n<p>Nesta linha de pensamento, promove no lar onde trabalha, em articula\u00e7\u00e3o com a animadora s\u00f3cio-cultural a\u00e7\u00f5es variadas. \u201cIncentivamos atividades de motricidade fina e grossa, artes manuais, atividades musicais, atividades de estimula\u00e7\u00e3o cognitiva, etc. Nos dias de anivers\u00e1rios, celebramos com os utentes e os familiares, realizamos passeios, visitas a escolas..e comemoramos tamb\u00e9m eventos sazonais, como as vindimas, o dia da m\u00e3o e o S\u00e3o Jo\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTamb\u00e9m a atividade social \u00e9 importante pois reduz o isolamento comunit\u00e1rio, aumenta a aut-oestima, a confian\u00e7a em si mesmo. Tudo isso ajuda a melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida, prolongando a vida dos nossos ascendentes\u201d, finaliza.<\/p>\n<p>Filipe Dias, conta com 27 anos de experi\u00eancia, quase nada em compara\u00e7\u00e3o aos mais 33 que pretende somar ao seu curr\u00edculo. \u201c\u00c9 uma idade que me traz muita curiosidade, porque acho que aprendemos em todas faixas et\u00e1rias. Acho que \u00e9 uma fase muito libertadora, porque pouco se tem a perder. Filipe, doutorado em engenharia, reconhece a sua ignor\u00e2ncia perto de algu\u00e9m \u201cmil vezes mais vivido\u201d.<\/p>\n<p><strong>Aliona Ndilu (texto e fotos)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cTenho uma vida maravilhosa,\u00a0 rodeada de pessoas que gosto e espero c\u00e1 permanecer durante muitos mais anos\u201d Assim come\u00e7a o<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":651,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[271,272],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/648"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=648"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/648\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":652,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/648\/revisions\/652"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/651"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=648"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=648"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=648"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}