{"id":5862,"date":"2019-02-14T12:32:55","date_gmt":"2019-02-14T12:32:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=5862"},"modified":"2019-02-14T12:32:55","modified_gmt":"2019-02-14T12:32:55","slug":"furo-de-indignacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=5862","title":{"rendered":"Furo de indigna\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>A 30 de setembro de 2015, o Estado e a empresa Australis Oil &amp; G\u00e1s assinaram uma pesquisa e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo desde Peniche at\u00e9 \u00e0 Figueira da Foz. Em 2018, a empresa australiana comprou um terreno na Bajouca, Leiria, para realizar uma prospe\u00e7\u00e3o de g\u00e1s, prevista para 2019, o que deixou a popula\u00e7\u00e3o indignada.<\/em> <\/strong><\/p>\n<p>\u201cPolui\u00e7\u00e3o na nossa terra N\u00c3O!\u201d, \u00e9 o que real\u00e7a o cartaz que est\u00e1 em frente ao terreno escolhido pela Australis Oil &amp; G\u00e1s para a prospe\u00e7\u00e3o de g\u00e1s na Bajouca.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5892\" aria-describedby=\"caption-attachment-5892\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-5892 size-large\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20181227_145552-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20181227_145552-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20181227_145552-300x169.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20181227_145552-768x432.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20181227_145552.jpg 1958w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5892\" class=\"wp-caption-text\">Um dos cartazes que est\u00e1 em frente ao terreno<\/figcaption><\/figure>\n<p>Jairo Dias soube da petrol\u00edfera atrav\u00e9s de uma publica\u00e7\u00e3o nas redes sociais da Junta de Freguesia da Bajouca. Ap\u00f3s \u00a0falar com algumas pessoas e perceber que ningu\u00e9m tinha conhecimento do caso decidiu criar uma p\u00e1gina no Facebook para falar sobre o assunto e organizou uma reuni\u00e3o, em conjunto com a junta de freguesia, para esclarecimento de d\u00favidas.<\/p>\n<p>Jairo \u00e9 contra a prospe\u00e7\u00e3o de g\u00e1s na sua terra. \u201cAcho, que embora, todos precisemos de combust\u00edveis f\u00f3sseis, o local que foi escolhido na zona da Bajouca n\u00e3o ser\u00e1 o mais apropriado uma vez que estamos no meio das povoa\u00e7\u00f5es. E, como se sabe, as constru\u00e7\u00f5es petrol\u00edferas trazem sempre alguns riscos seja para a \u00e1gua ou para o ar de quem vive aqui ao lado\u201d.<\/p>\n<p>A maioria da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 contra a prospe\u00e7\u00e3o de g\u00e1s, mas h\u00e1 algumas pessoas que consideram que vai ser bom para a regi\u00e3o. No entender de Jairo, essas pessoas \u201c est\u00e3o muito mal informadas e n\u00e3o t\u00eam a real no\u00e7\u00e3o do que isto envolve para a regi\u00e3o centro. Eu conhe\u00e7o a\u00ed um ou dois que est\u00e3o a\u00ed caladinhos que supostamente est\u00e3o sempre envolvidas, mas agora desconfio que est\u00e3o interessados porque t\u00eam m\u00e1quinas\u201d.<\/p>\n<p>Relativamente a benef\u00edcios da constru\u00e7\u00e3o da petrol\u00edfera, Jairo considera que n\u00e3o vai trazer nada de bom. \u201cTanto quanto sei n\u00e3o v\u00e3o haver nenhuns, embora eles digam que v\u00e3o dar dinheiro \u00e0s autarquias, mas n\u00e3o se sabe nada em concreto\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s algumas pesquisas, Jairo concluiu que \u201cpelo que se sabe pelos contratos, o combust\u00edvel n\u00e3o vai ser vendido em Portugal. Eles at\u00e9 o podem vender c\u00e1, mas s\u00f3 se quiserem perder dinheiro\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPortugal vai ter de continuar a comprar fora. Ali\u00e1s, eles v\u00e3o envi\u00e1-lo para o mercado internacional e vendem l\u00e1\u00a0 e Portugal continua a comprar ao mesmo pre\u00e7o. O g\u00e1s igual. Eles falam que temos reserva para v\u00e1rios anos de g\u00e1s, mas n\u00e3o. Os portugueses n\u00e3o v\u00e3o ver este g\u00e1s. Porque h\u00e1 contratos e temos de o comprar na mesma. Portanto, v\u00e3o ter de continuar a importar g\u00e1s, para j\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos\u201d, informa Jairo Dias.<\/p>\n<p>Pedro Pedrosa, presidente da Junta de Freguesia da Bajouca, foi convidado pela empresa Australis para ir a uma apresenta\u00e7\u00e3o de prospe\u00e7\u00e3o de g\u00e1s na zona centro. \u201cA junta teve conhecimento numa apresenta\u00e7\u00e3o no Hotel Eurosol no dia 31 de outubro, e foi a\u00ed que tivemos conhecimento que era propriamente num s\u00edtio da Bajouca\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Presen\u00e7a de hidrocarbonetos<\/strong><\/p>\n<p>A empresa Australis refere, no contrato, que a Bajouca foi o local escolhido ap\u00f3s se ter descoberto a presen\u00e7a de hidrocarbonetos. \u201cA justifica\u00e7\u00e3o para a execu\u00e7\u00e3o deste projeto assenta na inten\u00e7\u00e3o de pesquisar a presen\u00e7a de G\u00e1s Natural no subsolo da Bacia Lusit\u00e2nia de Portugal, na \u00e1rea de concess\u00e3o de Pombal, freguesia de Bajouca, concelho de Leira\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSegundo o proponente, os resultados de pr\u00e9vias campanhas s\u00edsmicas 2D e 3D e de algumas sondagens locais revelaram a presen\u00e7a de hidrocarbonetos\u201d, \u00e9 o que se pode ler no contrato. \u00a0Sendo que \u201co projeto ocupa uma \u00e1rea de 0,6 hectares\u201d.<\/p>\n<p>A empresa australiana refere que \u201co trabalho proposto para a concess\u00e3o de Pombal, consiste na execu\u00e7\u00e3o de uma sondagem de um po\u00e7o vertical, no ano de 2019, com o objetivo de atingir a forma\u00e7\u00e3o de Silves, a uma profundidade de aproximadamente 4.350 metros, para testar a forma\u00e7\u00e3o de Lemede para produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a junta de freguesia \u00e9 contra a constru\u00e7\u00e3o de uma petrol\u00edfera.\u00a0 \u201cA junta aprovou uma mo\u00e7\u00e3o, ou o executivo da junta, prop\u00f4s uma mo\u00e7\u00e3o contra a explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s. Prospe\u00e7\u00e3o ou explora\u00e7\u00e3o, vamos esperar para ver. A junta n\u00e3o tem poder para dizer se pode fazer ou n\u00e3o, porque os senhores l\u00e1 do governo, h\u00e1 quatro anos antes das \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es lembraram-se de assinar isso\u201d, afirmou Pedro Pedrosa.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5895\" aria-describedby=\"caption-attachment-5895\" style=\"width: 283px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-5895 size-full\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/21462681_1601058819915215_2188626568135840725_n-e1550079779205.jpg\" alt=\"\" width=\"283\" height=\"295\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5895\" class=\"wp-caption-text\">Pedro Pedrosa, presidente da Junta de Freguesia da Bajouca<\/figcaption><\/figure>\n<p>O contrato que a Australis Oil &amp; G\u00e1s assinou para j\u00e1 \u00e9 de prospe\u00e7\u00e3o de g\u00e1s. \u201cO que est\u00e1 aqui em causa \u00e9 um furo para ver se h\u00e1 g\u00e1s ou n\u00e3o. Se houver g\u00e1s que d\u00ea para explorar, h\u00e1 outras regras que eles t\u00eam de cumprir. T\u00eam de come\u00e7ar o processo do zero, outra vez\u201d, referiu o autarca.<\/p>\n<p>\u201cAinda a semana passada algu\u00e9m me disse que j\u00e1 foram feitos mais de 50 furos desta natureza e nenhum deu g\u00e1s. Portanto, \u00e0s vezes, isto tamb\u00e9m \u00e9\u00a0 mais o alarido porque \u00e9 na nossa casa, porque se fosse na casa do vizinho n\u00e3o nos import\u00e1vamos\u201d, relativiza Pedro Pedrosa.<\/p>\n<p>A C\u00e2mara Municipal de Leiria est\u00e1 a elaborar um Estudo de Impacto Ambiental e s\u00f3 se vai pronunciar ap\u00f3s o lan\u00e7amento da mesma. \u201cA C\u00e2mara Municipal de Leiria em conjunto com o PSD Leiria fez uma mo\u00e7\u00e3o contra o fracking na nossa zona. Portanto, n\u00e3o sei o que \u00e9 que a C\u00e2mara poder\u00e1 fazer mais para agora\u201d, reagiu o presidente da junta.<\/p>\n<p>Edite Rodrigues, de 36 anos, natural da Bajouca, \u00e9 uma das habitantes que n\u00e3o concorda com o avan\u00e7ar da prospe\u00e7\u00e3o de g\u00e1s. \u201cN\u00e3o concordo por v\u00e1rias raz\u00f5es. Por quest\u00f5es econ\u00f3micas, acho que somos uma regi\u00e3o com um elevado n\u00edvel tur\u00edstico e isso n\u00e3o vai beneficiar em nada e a n\u00edvel ambiental acho que \u00e9 uma ind\u00fastria poluidora\u201d.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Domingues, tem 46 anos, e tamb\u00e9m \u00e9 natural da Bajouca, e \u00e9 da opini\u00e3o de que a explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s n\u00e3o vai ser ben\u00e9fica para a regi\u00e3o. \u201cEu sou totalmente contra. N\u00e3o vai trazer benef\u00edcios e acho que n\u00e3o dev\u00edamos deixar isso ir para a frente. A popula\u00e7\u00e3o deve recorrer aos meios dentro da legalidade para n\u00e3o avan\u00e7ar\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5893\" aria-describedby=\"caption-attachment-5893\" style=\"width: 576px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-5893 size-large\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20181227_145559-576x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"576\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20181227_145559-576x1024.jpg 576w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20181227_145559-169x300.jpg 169w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20181227_145559-768x1365.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/20181227_145559.jpg 1102w\" sizes=\"(max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5893\" class=\"wp-caption-text\">Outro cartaz que est\u00e1 em frente ao terreno<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201cH\u00e1 quem diga que eu sou o culpado por ter vendido o terreno\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Lu\u00eds Agostinho Soares era o propriet\u00e1rio do terreno no qual vai ser feita a prospe\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s um ano de negocia\u00e7\u00f5es, a venda do terreno foi realizada a meio do ano de 2018. \u201cO terreno j\u00e1 estava \u00e0 venda h\u00e1 quatro anos. H\u00e1 quem diga que eu sou o culpado por ter vendido o terreno. Se eu n\u00e3o vendesse, algu\u00e9m venderia, porque estava um ao lado, inclusive, que n\u00e3o foi vendido porque n\u00e3o quiseram comprar\u201d, referiu o antigo propriet\u00e1rio.<\/p>\n<p>Quando concluiu a venda n\u00e3o sabia para que fins seriam. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s \u201cacho mal, segundo dizem como \u00e9. Se \u00e9 prejudicial acho mal\u201d.<\/p>\n<p>Altina Rodrigues, \u00e9 engenheira ambiental, e explica como se realiza uma prospe\u00e7\u00e3o de g\u00e1s. \u201c Numa fase inicial recorrem a estudos s\u00edsmicos e outras t\u00e9cnicas geof\u00edsicas e ou geol\u00f3gicas para identificar potenciais localiza\u00e7\u00f5es. Em seguida podem realizar furos para analisar mais detalhadamente as caracter\u00edsticas do solo e afinar a localiza\u00e7\u00e3o e a dimens\u00e3o do reservat\u00f3rio\u201d.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 est\u00e1 confirmado que h\u00e1 g\u00e1s, \u201cna fase de prospe\u00e7\u00e3o v\u00e3o procurar conhecer as caracter\u00edsticas do reservat\u00f3rio e a quantidade de g\u00e1s efetiva, para avaliar se \u00e9 t\u00e9cnica e financeiramente vi\u00e1vel a explora\u00e7\u00e3o\u201d, refere Altina.<\/p>\n<p>Numa explora\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera h\u00e1 cinco fases: prospe\u00e7\u00e3o, avalia\u00e7\u00e3o, desenvolvimento do projeto, explora\u00e7\u00e3o e, por \u00faltimo, abandono ou reativa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Altina, \u201cneste momento estamos perante a fase de prospe\u00e7\u00e3o. Se os resultados indiciarem boas perspetivas para a viabilidade da explora\u00e7\u00e3o, ir\u00e3o avan\u00e7ar para a avalia\u00e7\u00e3o ( em que v\u00e3o refinar os estudos, os testes de produ\u00e7\u00e3o e v\u00e3o delinear o projeto). Apenas ap\u00f3s esta fase v\u00e3o avan\u00e7ar para o desenvolvimento do projeto e subsequente explora\u00e7\u00e3o. Tudo isto depender\u00e1 da quantidade de g\u00e1s, da qualidade do reservat\u00f3rio e das condi\u00e7\u00f5es poss\u00edveis de explora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A engenheira ambiental refere que s\u00f3 os estudos de avalia\u00e7\u00e3o de impacte ambiental poder\u00e3o indicar se a prospe\u00e7\u00e3o de g\u00e1s ir\u00e1 trazer consequ\u00eancias para a localidade. \u201cDepende do que ser\u00e1 feito, como ser\u00e1 feito, com que objetivo ser\u00e1 feito. De qualquer forma, como acontece em qualquer projeto, em qualquer local do mundo, haver\u00e1 sempre impacto na envolvente, no entanto, o impacto, para al\u00e9m de ser de diferentes \u00edndoles, pode ser positivo, negativo ou nulo, significativo ou n\u00e3o significativo\u201d, refere Altina Rodrigues.<\/p>\n<p>Relativamente, aos benef\u00edcios da prospe\u00e7\u00e3o de g\u00e1s, Altina garante que h\u00e1 v\u00e1rios. \u201cNaturalmente que sim. Basta olhar em redor e ver que usamos sistemas de aquecimento a g\u00e1s natural, produzimos eletricidade em centrais t\u00e9rmicas alimentadas a g\u00e1s natural. Como imagina, este g\u00e1s que usamos foi extra\u00eddo numa terra qualquer, que mesmo n\u00e3o se chamando Bajouca, teria uma comunidade envolvente\u201d, refere a engenheira ambiental.<\/p>\n<p>\u201cO processo de prospe\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio para a avalia\u00e7\u00e3o da viabilidade do neg\u00f3cio. O processo de explora\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio para a efetiva\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio. Vamos supor que este g\u00e1s serve para produzir eletricidade e que essa eletricidade vai substituir outra fonte f\u00f3ssil de energia mais poluente. Nesse caso, teria um impacto positivo\u201d, conclui Altina Rodrigues.<\/p>\n<p>O jornal S\u00e1bado referiu, no dia 11 de janeiro deste ano, que a Ag\u00eancia Portuguesa do Ambiente (APA) exige que sejam realizados Estudos de Impacte Ambiental completos \u00e0s sondagens de prospe\u00e7\u00e3o e pesquisa de petr\u00f3leo em Pombal e na Batalha. Para a APA, os contratos t\u00eam \u201cv\u00e1rias lacunas, tanto de car\u00e1cter global como de car\u00e1cter espec\u00edfico ao n\u00edvel dos v\u00e1rios fatores ambientais, e \u00e9 necess\u00e1ria uma nova consulta p\u00fablica alargada\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5891\" aria-describedby=\"caption-attachment-5891\" style=\"width: 393px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-5891\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/HgOuVG3.jpg\" alt=\"\" width=\"393\" height=\"591\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/HgOuVG3.jpg 393w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/HgOuVG3-199x300.jpg 199w\" sizes=\"(max-width: 393px) 100vw, 393px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5891\" class=\"wp-caption-text\">As duas zonas previstas para em 2019 extra\u00edrem g\u00e1s (Bajouca e Batalha)<\/figcaption><\/figure>\n<p>O jornal indica, ainda, que no estudo de impacte ambiental realizado, pela Australis, para a prospe\u00e7\u00e3o de g\u00e1s na zona de Pombal h\u00e1 v\u00e1rias lacunas como \u201cfalhas e algum descuido que parecem resultar de uma deficiente tradu\u00e7\u00e3o de documentos t\u00e9cnicos em l\u00edngua inglesa\u201d. Bem como, a falta \u00a0de identifica\u00e7\u00e3o de linhas de \u00e1gua na \u00e1rea onde o projeto ser\u00e1 implementado, ou o texto \u201cpouco esclarecedor\u201d no que toca \u00e0s mudan\u00e7as na paisagem, entre outras imprecis\u00f5es.<\/p>\n<p>No final do ano de 2018, a C\u00e2mara Municipal de Pombal aprovou por maioria, numa Assembleia Municipal, uma medida contra \u201co desenvolvimento de trabalhos de prospe\u00e7\u00e3o de hidrocarbonetos prevista para a regi\u00e3o, no \u00e2mbito da concess\u00e3o atribu\u00edda \u00e0 Australis Oil &amp; G\u00e1s\u201d.<\/p>\n<p>Jairo Dias mostra-se com esperan\u00e7as que a prospe\u00e7\u00e3o n\u00e3o avance. \u201cNo dia 21 de dezembro, na Assembleia da Rep\u00fablica, tr\u00eas propostas do Bloco de Esquerda, PAN e Verdes foram debatidas, sendo que a proposta dos Verdes foi aprovada, que \u00e9 uma recomenda\u00e7\u00e3o para o cancelamento destes contratos\u201d.<\/p>\n<p>A pedido da Junta de Freguesia da Bajouca, a Australis Oil &amp; G\u00e1s no dia 29 de janeiro realizou-se uma sess\u00e3o de esclarecimento na A.B.A.D. Pis\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Reportagem: Carolina Dias<\/strong><\/p>\n<p><strong>Imagens: DR<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 30 de setembro de 2015, o Estado e a empresa Australis Oil &amp; G\u00e1s assinaram uma pesquisa e produ\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":5892,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[44,1883,1881,1882,503,1880],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5862"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5862"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5862\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5896,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5862\/revisions\/5896"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5892"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5862"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5862"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5862"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}