{"id":532,"date":"2016-05-18T15:39:04","date_gmt":"2016-05-18T15:39:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=532"},"modified":"2016-05-18T15:39:04","modified_gmt":"2016-05-18T15:39:04","slug":"10-anos-de-carreira-por-tras-do-scratch-vanguardista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=532","title":{"rendered":"10 anos de carreira por tr\u00e1s do scratch vanguardista"},"content":{"rendered":"<p><em>Entrevista ao DJ Ride, campe\u00e3o mundial em 2011 como Beatbombers (com Stereossauro), scratch avantgardist, DJ, designer de som e produtor. Ride \u00e9 uma parte inerente da cena e uma refer\u00eancia na m\u00fasica urbana<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-533\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Dj_ride-200x300.jpg\" alt=\"Dj_ride\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Dj_ride-200x300.jpg 200w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Dj_ride-768x1151.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Dj_ride-684x1024.jpg 684w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Dj_ride.jpg 1367w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><br \/>\n<strong>Ganhou v\u00e1rios t\u00edtulos internacionais nos \u00faltimos 5 anos, parte de um curr\u00edculo bastante invej\u00e1vel. Todo este sucesso funciona como um impulso ou\u00a0cria ainda\u00a0mais press\u00e3o?<\/strong><br \/>\nAs duas coisas, porque sou uma pessoa ambiciosa q.b e chegas a um certo patamar onde, por exemplo, os pr\u00e9mios das competi\u00e7\u00f5es acabam por ser um grande v\u00edcio. J\u00e1 fiquei em todos os lugares, desde o \u00faltimo ao primeiro, mas, acima de tudo, no primeiro tenho sempre vontade de repetir. E depois a press\u00e3o existe porque vais evoluindo e isso tamb\u00e9m faz com que pises o palco de outra maneira. E depois pensas \u201ceu agora tenho que fazer melhor do que ontem\u201d, mas isso \u00e9 a base para o trabalho e para estar sempre atualizado tamb\u00e9m. No fundo lido bem com isso.<br \/>\n<strong>Tem feito v\u00e1rias participa\u00e7\u00f5es com bandas, tanto ao vivo como em disco. \u00c9 uma experiencia enriquecedora?<\/strong><br \/>\nSim, porque no in\u00edcio a parte de dj veio um bocado por acr\u00e9scimo. Eu considero um dj convencional algu\u00e9m que se baseie, principalment,e na produ\u00e7\u00e3o e se me perguntarem o que sou primeiro eu digo: &#8220;um m\u00fasico experimental, depois scratch (algu\u00e9m que usa o gira discos como instrumento) e depois disso dj&#8221;. \u00c9 engra\u00e7ado que a maior parte das pessoas dizem-me \u201cah o teu concerto foi muito fixe\u201d, ou seja, n\u00e3o dizem \u201cset\u201d, porque sabem que eu fa\u00e7o muita coisa em cima do palco. Tenho o pc, o sampler, remixes em tempo real, passo scratchs, passo m\u00fasica minha, etc. Acaba por ser um pouco um live act e isso \u00e9 engra\u00e7ado, porque n\u00e3o faz muito sentido, nem me estimula estar em cima do palco durante duas horas a acertar batidas. Respeito isso, mas como sou o &#8220;nerd&#8221; das m\u00e1quinas gosto muito mais de estar a manipular e a fazer o m\u00e1ximo de coisas poss\u00edveis. \u00c0s vezes \u00e9 um bocado confuso, mas \u00e9 o que eu tento fazer.<br \/>\n<strong>Existem muitas pessoas que consideram que, nos dias de hoje, em Portugal, ser dj \u00e9 uma coisa muito f\u00e1cil. O que \u00e9 que acha desta forma de pensar de algumas pessoas?<\/strong><br \/>\nSer dj \u00e9 f\u00e1cil, ter uma carreira como dj, em Portugal, \u00e9 totalmente diferente. Nos dias de hoje os mi\u00fados podem ir ao Youtube e ver o set do seu \u00eddolo e fazem igual com um programa para dj&#8217;s, mas acabam por ser mais um. Ter uma carreira, ter uma entidade, constru\u00edres a tua cena e um circuito \u00e9, sem d\u00favida, um campeonato totalmente diferente. Mas sim, \u00e9 verdade que agora qualquer um \u00e9 dj: sacas um programa pirata, j\u00e1 tens mp3, um software que te acerta as batida, e pronto, \u00e9 canja. O problema aqui \u00e9 seres produtor e fazer algo diferente, a\u00ed sim, requer muito tempo e muitos ensaios e muita teimosia tamb\u00e9m.<br \/>\n<strong>Como \u00e9 que define a noite em Portugal?<\/strong><br \/>\nMarada, (risos) muito marada. A noite j\u00e1 foi muito espec\u00edfica, j\u00e1 foi dominada apenas por dois ou tr\u00eas estilos, como house, techno, e pouco mais. H\u00e1 uns anos abriram-se muitas portas a um circuito completamente diferente, pois antes\u00a0era impens\u00e1vel haver drum, dubstep, e hip hop no mesmo palco ou no mesmo festival. O pessoal mais novo ouve coisas totalmente diferentes e desperta mais estilos, enquanto que h\u00e1 uns anos atr\u00e1s ou s\u00f3 eras do punk, ou do harcore, ou do house ou eras s\u00f3 hip hop. Basicamente era tudo muito mais limitado e n\u00e3o havia esta mistura t\u00e3o grande, por isso \u00e9 brutal, neste momento, porque podes ir a um festival e consegues ouvir muitos estilos diferentes. Quanto ao meu estilo, acho que \u00e9 das melhores alturas de sempre a n\u00edvel de musica eletr\u00f3nica. Mas se falarmos em house, se calhar \u00e9 diferente, porque j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 s\u00edtios que passam aquele house puro. Ok, tens a Lux, mais um ou dois s\u00edtios e pronto. Em certos s\u00edtios est\u00e3o agora a passar uma fase m\u00e1, mas no meu estilo concreto, que \u00e9 o hip hop e a musica urbana, acho que est\u00e1 em alta.<\/p>\n<p><strong>Ana Formigo<\/strong><\/p>\n<p>Imagens:\u00a0Rita Carmo e\u00a0FreeImages.com\/lorenzo Novia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista ao DJ Ride, campe\u00e3o mundial em 2011 como Beatbombers (com Stereossauro), scratch avantgardist, DJ, designer de som e produtor.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":534,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[109,72,216,218,217],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/532"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=532"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/532\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":535,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/532\/revisions\/535"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/534"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=532"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=532"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=532"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}