{"id":3807,"date":"2018-07-03T13:40:14","date_gmt":"2018-07-03T13:40:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3807"},"modified":"2018-07-03T13:40:14","modified_gmt":"2018-07-03T13:40:14","slug":"folclore-uma-lingua-europeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3807","title":{"rendered":"Folclore, uma l\u00edngua europeia"},"content":{"rendered":"<div class=\"page\" title=\"Page 1\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p><em><strong>Viseu e\u0301 este ano a Cidade Europeia do Folclore. A promoc\u0327a\u0303o desta arte e a partilha desta cultura entre va\u0301rios pai\u0301ses e\u0301 a aposta do munici\u0301pio para 2018. O acolhimento da 55a edic\u0327a\u0303o do Europeade, um festival europeu que promove a cultura tradi- cional popular, trouxe o folclore para a ordem do dia da cidade, embora esta cultura fac\u0327a parte da vida de muitos viseenses, desde sempre. So\u0301nia Teles e Telmo Polo\u0301nio sa\u0303o dois exemplos disso.<\/strong><\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Desde os nove anos no Grupo Folclo\u0301rico da Casa do Povo de Cabril, de Castro Daire, So\u0301nia Teles ja\u0301 participou dezanove vezes no festival Europeade e ja\u0301 teve diversas outras experie\u0302ncias internacionais. A diversidade e partilha de culturas e\u0301 o que mais a marca nestas vive\u0302ncias. Uma das suas primeiras recordac\u0327o\u0303es do rancho foi em Vale\u0302ncia, Espanha, era So\u0301nia crianc\u0327a. \u201cCada escola tem um grupo de cada pai\u0301s diferente e logo ai\u0301 ha\u0301 uma diversidade de culturas. Eu lembro-me de estarmos no hall da escola a danc\u0327ar mu\u0301sicas que cada um estava a tocar. Estavam os nossos acordeonistas e a viola portuguesa a tocar, mas tambe\u0301m estavam a tocar instrumentos doutros pai\u0301ses\u201d, relembra So\u0301nia Teles. \u201cCom nove anos, estar ali com pessoas que na\u0303o conhec\u0327o de lado nenhum, toda a gente a danc\u0327ar o mesmo, e\u0301 como se estive\u0301ssemos a falar a mesma li\u0301ngua\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3808\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/europeade1.jpg\" alt=\"\" width=\"297\" height=\"223\" \/><em>So\u0301nia Teles com o Grupo Folclo\u0301rico de Cabril<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 1\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p><em><strong>DIFERENC\u0327AS NO FOLCLORE EUROPEU<\/strong><\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Telmo Polo\u0301nio integra o Rancho Folclo\u0301rico de Gumira\u0303es, Viseu, desde 1985. Este ano e\u0301 a primeira vez que ira\u0301 participar, juntamente com o seu grupo, no festival Europeade, apesar de ja\u0301 ter estado em festivais europeus em Espanha e Franc\u0327a. Telmo explica que aquilo que mais o marca e\u0301 a unia\u0303o: \u201csabemos que hoje, naquela parte de Espanha onde estivemos, esta\u0301 la\u0301 aquele rancho e que se nos cruzarmos com eles ha\u0301 algue\u0301m que se lembra de no\u0301s e dos nossos momentos\u201d. Para o gumiranense, o que ficam \u201cs\u00e3o os la\u00e7os. \u00c9 como se fossemos uma fam\u00edlia&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column\">\n<p>Por toda a Europa, o folclore e\u0301 uma arte com grande tradic\u0327a\u0303o, apesar de ser muito diferente de pai\u0301s para pai\u0301s. Telmo Polo\u0301nio explica que, \u201cas mu\u0301sicas, o instrumento que e\u0301 usado e as vestes, e\u0301 tudo muito diferente\u201d.<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 1\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Da sua experie\u0302ncia, So\u0301nia Teles explica que na Europa existem pai\u0301ses em que a tradic\u0327a\u0303o e\u0301 representar apenas um traje ou uma situac\u0327a\u0303o, enquanto noutros ha\u0301 uma grande diversidade dentro do pro\u0301prio. \u201cEm Espanha e Ita\u0301lia, num so\u0301 pai\u0301s ha\u0301 uma diversidade enorme. Se falar- mos de pai\u0301ses como a Esto\u0301nia e a Leto\u0301nia, em que o folclore esta\u0301 enraizado nas universidades, verificamos que os grupos danc\u0327am todos da mesma forma, as mesma forma, as mesmas m\u00fasicas com os mesmos trajes&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 2\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>E\u0301 por esta raza\u0303o, esclarece a cabrilense, \u201cque os ranchos portugueses se destacam quando va\u0303o para o estrangeiro. Todos danc\u0327am de forma diferente e te\u0302m as suas caracteri\u0301sticas u\u0301nicas\u201d. Sa\u0303o a representac\u0327a\u0303o de uma localidade e na\u0303o de toda uma regia\u0303o ou pai\u0301s. Os seus trajes retratam \u201cas pessoas que no vera\u0303o iam trabalhar para os campos ou as pessoas que no inverno andam com o burel, ou o pescador, ou os noivos,&#8230; sa\u0303o a representac\u0327a\u0303o dos ha\u0301bitos daquela aldeia\u201d afirma So\u0301nia Teles. Telmo Polo\u0301nio complementa, afirmando que Portugal tem \u201cuma cultura muito pro\u0301pria e que isso e\u0301 visi\u0301vel quando esta\u0303o grupos de va\u0301rios pai\u0301ses uma vez que a diferen\u00e7a entre eles \u00e9 muito grande&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3810\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/europeade3-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/europeade3-300x225.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/europeade3.jpg 309w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><em>Rancho Folclo\u0301rico de Gumira\u0303es numa atuac\u0327a\u0303o <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>O FOLCLORE VISTO PELOS EUROPEUS<\/strong><\/em><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 2\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Em Portugal, o folclore sempre foi associado a\u0300s aldeias, uma vez que foi ai\u0301 que apareceram a maioria dos grupos. \u201cAs pessoas mais pobres tinham uma desculpa para se juntar, porque na\u0303o tinham cinema, nem teatro, nem tinham outras atividades que existem na cidade, e por isso comec\u0327aram a criar estes grupos\u201d, explica So\u0301nia Teles.<\/p>\n<p>Para a cabrilense, \u201co folclore em Portugal e\u0301 visto de forma negativa, mas e\u0301 devido ao que e\u0301 transmitido. As televiso\u0303es nacionais na\u0303o transmitem o melhor folclore que existe no mercado, o que faz com que as pessoas mudem de canal e na\u0303o se interessem\u201d. A pro\u0301pria palavra folclore e\u0301 usada num sentido pejorativo, como a pro\u0301pria relembra numa \u201cdiscussa\u0303o no parlamento em que um dos parlamentares disse \u00abesta\u0301s para ai\u0301 a tentar convencer com esse folclore\u00bb\u201d.<\/p>\n<p>Esta e\u0301 \u201cmais uma forma de ajudar a po\u0302r a imagem negra que temos no nosso folclore\u201d. So\u0301nia Teles considera que muitos grupos se esforc\u0327am para mostrar as tradic\u0327o\u0303es e cativar as pessoas, mostrando a importa\u0302ncia do folclore e isso na\u0303o e\u0301 valorizado pelos portugueses. Alexandre Gonc\u0327alves, viseense, sempre teve uma ideia negativa do folclore. \u201cPara mim folclore sempre foi uma coisa de idosos, uma forma deles passarem o tempo\u201d, explica. \u201cNunca me tinha apercebido que e\u0301 uma transmissa\u0303o de cultura de gerac\u0327a\u0303o em gerac\u0327a\u0303o. Hoje em dia temos telemo\u0301veis, podemos fotografar e filmar, mas antigamente as coisas eram recordadas desta forma&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 2\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Ja\u0301 em alguns pai\u0301ses europeus, o folclore e\u0301 uma cultura presente e enraizada em toda a sociedade. Nos pai\u0301ses no\u0301rdicos, \u201ce\u0301 seguido em diversas televiso\u0303es e todos os festivais Europeade sa\u0303o transmitidos em va\u0301rios canais. Em Franc\u0327a, o bilhete dia\u0301rio para o festival era 25\u20ac e ti\u0301nhamos o esta\u0301dio cheio. As pessoas na\u0303o se importam de pagar para assistir a folclore e te\u0302m muito gosto e interesse em assistir. E\u0301 esta a grande diferenc\u0327a entre a mentalidade destes pai\u0301ses e, por exemplo, Portugal&#8221;, clarifica S\u00f3nia Teles.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p><strong><em>A 55.\u00aa EDI\u00c7\u00c3O DO FESTIVAL EUROPEADE<\/em><\/strong><\/p>\n<div class=\"column\">\n<div class=\"page\" title=\"Page 3\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>O Europeade 2018 tera\u0301 lugar na cidade de Viseu de 25 a 29 de julho, contando com mais de 5000 participantes. Esta edic\u0327a\u0303o contara\u0301 com 188 grupos de 23 nacionalidades diferentes. De acordo com os dados estati\u0301sticos fornecidos pela Ca\u0302mara Municipal de Viseu, Portugal sera\u0301 representado por 25 grupos, dentre os quais 16 viseenses. O pai\u0301s que ira\u0301 ter o maior nu\u0301mero de participante e\u0301 Espanha, de onde sa\u0303o esperados 40 grupos e mais de mil participantes.<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 3\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Almeida Henriques, presidente da Ca\u0302mara Municipal de Viseu, afirma em comunicado que \u201ceste festival e\u0301 uma grande montra europeia da diversidade e riqueza cultural das tradic\u0327o\u0303es de folclore, mas e\u0301 mais do que isso. E\u0301 tambe\u0301m uma oportunidade de gigante para a qualificac\u0327a\u0303o do nosso folclore e a internacionalizac\u0327a\u0303o da cidade-regia\u0303o de Viseu\u201d. Em declarac\u0327o\u0303es, o presidente afirma que vai iniciar \u201cum novo ciclo na programac\u0327a\u0303o do patrimo\u0301nio imaterial de Viseu, nomeadamente do folclore e da etnografia\u201d, acrescentando que o munici\u0301pio quer \u201cdar um forte contributo para que o folclore entre na moda, para que haja uma reconcilia\u00e7\u00e3o do pa\u00eds com as suas tradi\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 3\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Viseu recebera\u0301 o festival nos dias 25 a 29 de julho. Os pontos altos do festival sera\u0303o as cerimo\u0301nias de abertura e as de encerramento, as atuac\u0327o\u0303es de rua, o desfile e o baile. Estes momentos realizar-se-a\u0303o em diferentes locais da cidade para dar oportunidade aos participantes do evento que ve\u0302m de fora de conhecerem a cidade toda e na\u0303o apenas o centro, bem como a cultura e a hist\u00f3ria da mesma.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Texto: Alexandre Ferreira, Ine\u0302s Vaz e Rafaela Sousa<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viseu e\u0301 este ano a Cidade Europeia do Folclore. 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