{"id":3657,"date":"2018-07-05T09:39:47","date_gmt":"2018-07-05T09:39:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3657"},"modified":"2018-07-05T09:39:47","modified_gmt":"2018-07-05T09:39:47","slug":"o-douro-ontem-e-hoje-como-a-barragem-de-bagauste-mudou-o-curso-de-uma-regiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3657","title":{"rendered":"O Douro ontem e hoje: como a Barragem de Baga\u00faste mudou o curso de uma regi\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>O Douro est\u00e1 na moda. Comprova-se com as dezenas de pessoas que todos os dias chegam nos barcos, portugueses e internacionais, que inundam as aldeias e cidades vinhateiras, apreciando todas as curvas dos soca\u00ad\u00ad\u00adlcos e o rio Douro que os perc\u00adorre.\u00a0Este rio, naveg\u00e1vel h\u00e1 28 anos, desde o Porto at\u00e9 Barca D\u2019Alva, transformou esta regi\u00e3o numa oportunidade de neg\u00f3cio que deu um grande impulso ao turismo do Douro Vinhateiro. Por\u00e9m, o rio que hoje \u00e9 visitado e navegado por milhares de turistas, no passado era extremamente violento. Foi a partir da d\u00e9cada de 60, com a constru\u00e7\u00e3o das barragens, que se conseguiu regularizar o curso destas \u00e1guas. A Barragem de Baga\u00faste \u00e9 uma das paragens que atrai aqueles que percorrem a estrada N222, a melhor do planeta para conduzir e que liga o Peso da R\u00e9gua ao Pinh\u00e3o. A sua principal atra\u00e7\u00e3o \u00e9 o desn\u00edvel que os barcos t\u00eam de vencer para navegar no rio Douro. Ramiro da Silva, de 68 anos, nascido em S. Joaninho, no concelho de Armamar, trabalhou na sua constru\u00e7\u00e3o e explica todo o processo existente numa das maiores obras das d\u00e9cadas de 60 e 70 e que envolveu centenas de trabalhadores durienses.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3658\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/douro1.jpg\" alt=\"\" width=\"245\" height=\"163\" \/> <img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3659\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/douro2.jpg\" alt=\"\" width=\"245\" height=\"163\" \/><\/p>\n<p><em>A Via Naveg\u00e1vel do Douro inaugurou-se em 1990. Ao longos dos anos, a cidade do Peso da R\u00e9gua tem sido porto para in\u00fameros barcos que trazem at\u00e9 esta zona milhares de turistas.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quando come\u00e7ou a trabalhar na barragem?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ramiro da Silva<\/strong> Eu inscrevi-me na barragem no dia 29 de abril de 1970 e comecei a trabalhar no dia 30, at\u00e9 ir para a tropa. Assentei pra\u00e7a a 3 de janeiro de 1972 e fui para a guerra, em Mo\u00e7ambique. Quando cheguei em outubro de 1974, a constru\u00e7\u00e3o da barragem j\u00e1 tinha acabado, mas a empresa respons\u00e1vel da obra ainda me indemnizou porque eu estive ao servi\u00e7o do ex\u00e9rcito portugu\u00eas, no Ultramar. Este per\u00edodo de tempo contou como se eu estivesse a trabalhar na barragem e por isso ainda recebi 40 contos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quais foram as suas tarefas na constru\u00e7\u00e3o da barragem?<\/strong><\/p>\n<p><strong>RS<\/strong> Eu fui para l\u00e1 trabalhar como pai-pica, ou seja, trabalhava com uma p\u00e1 ou com uma picareta, mas passado um m\u00eas, o capataz Z\u00e9 Augusto chamou-me para ir trabalhar como servente de pedreiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Do local onde residia at\u00e9 \u00e0 barragem, qual o meio de transporte que utilizava?<\/strong><\/p>\n<p><strong>RS\u00a0<\/strong>Eu ia a p\u00e9 do S. Joaninho at\u00e9 \u00e0 barragem, mas \u00e0s vezes um capataz dos pedreiros, o senhor Z\u00e9 Augusto, da Folgosa, dava-me boleia. Na barragem havia uma passarela, como n\u00f3s cham\u00e1vamos, uma ponte em cabos de a\u00e7o e com um tabuado. Aquilo metia respeito porque com o vento balan\u00e7ava muito e n\u00f3s t\u00ednhamos que a atravessar para poder ir trabalhar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3660\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/douro3.jpg\" alt=\"\" width=\"247\" height=\"164\" \/> <img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3661\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/douro4.jpg\" alt=\"\" width=\"248\" height=\"165\" \/><\/p>\n<p><em>A Barragem de Baga\u00faste \u00e9 diariamente visitada por dezenas de pessoas. A sua paragem torna-se obrigat\u00f3ria devido \u00e0 curiosidade pelo desn\u00edvel que os barcos t\u00eam de ultrapassar para continuarem a navegar no rio Douro<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como eram as refei\u00e7\u00f5es dos funcion\u00e1rios?<\/strong><\/p>\n<p><strong>RS<\/strong> Havia dois tipos de refei\u00e7\u00e3o: cinco escudos a refei\u00e7\u00e3o de segunda e sete e quinhentos a refei\u00e7\u00e3o de primeira, a melhor porque tinha dieta e pod\u00edamos escolher entre carne e peixe. N\u00f3s \u00e0 segunda feira compr\u00e1vamos as refei\u00e7\u00f5es para a semana a seguir. No meu caso, quando as refei\u00e7\u00f5es de segunda eram boas, comprava porque sempre se poupava dois e quinhentos, que naquela altura era muito dinheiro; quando a refei\u00e7\u00e3o n\u00e3o era assim t\u00e3o boa, comprava a refei\u00e7\u00e3o de primeira, porque podia escolher o que comer.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>Como era a rela\u00e7\u00e3o entre trabalhadores e chefes? Como caracteriza o ambiente vivido entre todos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>RS\u00a0<\/strong>N\u00f3s \u00e9ramos perto de 400, 500 trabalhadores e a barragem trabalhava 24 horas por dia, turnos de noite e turnos de dia. A obra s\u00f3 laborava de segunda a s\u00e1bado e aos domingos e feriados n\u00e3o se trabalhava. Lembro-me que o recorde de bet\u00e3o ficou em 1200 metros c\u00fabicos numa noite, no pilar central. Quando ao sal\u00e1rio era igual para toda a gente, s\u00f3 diferenciava entre profiss\u00f5es. Quem ganhava menos era o que andava no pai-pica. Quando eu estive a trabalhar nessa \u00e1rea ganhava seis escudos e depois passei a ganhar sete e quinhentos, por hora.<\/p>\n<p>\u00c0 noite n\u00f3s sab\u00edamos que o engenheiro ia l\u00e1 verificar o nosso trabalho, mas a gente praticamente n\u00e3o o via, ou seja, n\u00e3o havia aquela press\u00e3o porque ele sabia que o pessoal trabalhava sem ser preciso mandar trabalhar. Os engenheiros lidavam diretamente com os encarregados. O ambiente que viv\u00edamos na barragem n\u00e3o tem nada a ver com o que hoje se passa nas empresas, isto porque naquela altura havia muito trabalho e n\u00e3o havia a guerra que h\u00e1 hoje. Atualmente os jovens n\u00e3o t\u00eam trabalho. Naquela altura se a gente ia para uma empresa, aparecia logo outra para nos oferecer trabalho. No Baga\u00faste, embora trabalh\u00e1ssemos muito, a empresa pagava muito bem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tem conhecimento de algum acidente de trabalho ocorrido durante a constru\u00e7\u00e3o da barragem de Baga\u00faste?<\/strong><\/p>\n<p><strong>RS\u00a0<\/strong>A empresa era muito rigorosa quanto \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e9ramos obrigados a usar sempre muito equipamento de seguran\u00e7a. Como deve compreender, em obras daquelas h\u00e1 sempre incidentes, mas nada de grave. Enquanto acidente de trabalho n\u00e3o houve nenhum, mas no dia 14 de agosto de 1971 morreram tr\u00eas senhores de Bai\u00e3o e Cinf\u00e3es na barragem, isto porque n\u00f3s costum\u00e1vamos ir \u00e0 pesca com a caixa dos pregos dos carpinteiros. Os peixes nadam contra a corrente e concentravam-se junto ao desvio do rio porque queriam subir. Ent\u00e3o coloc\u00e1vamos as tais caixas presas c\u00e1 em cima. Provavelmente, alguma se desviou e apanhou a for\u00e7a da \u00e1gua. Eles tentaram salvar-se uns aos outros, mas foram os tr\u00eas levados pela corrente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 construir uma obra com \u00e1gua, pessoas e cimento?<\/strong><\/p>\n<p><strong>RS\u00a0<\/strong>A \u00e1gua nunca toca na constru\u00e7\u00e3o porque o rio era desviado. Havia umas chapas de cimento com uma altura consider\u00e1vel que colocavam at\u00e9 chegar ao fundo do rio. Depois vinham cami\u00f5es com terra e pedras que encostavam diretamente a essas chapas, para fazer logo parede e assim estancavam a \u00e1gua. Digamos que cort\u00e1vamos o rio ao meio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3663\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/douro5-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/douro5-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/douro5.jpg 331w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><em>A Barragem de Baga\u00faste come\u00e7ou a ser constru\u00edda em 1968 e foi inaugurada em 1973<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como enquadra a empresa, encarregue da constru\u00e7\u00e3o da barragem, na \u00e9poca?<\/strong><\/p>\n<p><strong>RS\u00a0<\/strong>A Itelli \u2013 Empresa T\u00e9cnica Lusitana, Lda, era j\u00e1 naquela altura uma empresa muito \u00e0 frente daquilo a que est\u00e1vamos habituados. Tinha um refeit\u00f3rio e medicina do trabalho, e por isso tinha um posto m\u00e9dico. Antes de irmos trabalhar faziam-nos uma inspe\u00e7\u00e3o para saber se t\u00ednhamos doen\u00e7as, auscultavam-nos os pulm\u00f5es, etc., porque na obra se nos queix\u00e1ssemos de alguma coisa \u00edamos ao posto m\u00e9dico, onde estavam um m\u00e9dico e um enfermeiro diariamente. A empresa tinha uma organiza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o est\u00e1vamos, de todo, habituados porque n\u00e3o havia c\u00e1 empresas que constru\u00edssem uma obra daquela dimens\u00e3o. Naquela altura, as massas j\u00e1 eram temperadas, ou seja, os fiscais colocavam o term\u00f3metro na massa e viam se esta estava muito fria ou muito quente. Os sal\u00e1rios eram certinhos e pagavam consoante as horas de trabalho.<\/p>\n<p>Antes de a barragem ser constru\u00edda, os t\u00e9cnicos andaram c\u00e1 na zona a medir o espa\u00e7o onde iria ser feita a obra. Fizeram os estudos ambientais, espetaram uns ferros a medir a altura da \u00e1gua, a velocidade a que a \u00e1gua passava e a capacidade do leito para saber qual o melhor s\u00edtio para construir a barragem. Tem outra coisa que estava muito \u00e0 frente para a \u00e9poca: n\u00f3s trabalh\u00e1vamos o m\u00eas inteiro e receb\u00edamos o sal\u00e1rio, mas depois t\u00ednhamos um pr\u00e9mio \u2013 a prima. Se n\u00e3o falt\u00e1ssemos dia nenhum, davam-nos 200 escudos; se falt\u00e1ssemos um dia, davam-nos metade, 100 escudos; se falt\u00e1ssemos dois dias cortavam o pr\u00e9mio em 75% e se falt\u00e1ssemos tr\u00eas dias cortavam-nos o pr\u00e9mio todo.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>Na sua opini\u00e3o, qual o impacto da constru\u00e7\u00e3o da barragem de Baga\u00faste na regi\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>RS\u00a0<\/strong>Na altura, a barragem teve um impacto social, econ\u00f3mico e paisag\u00edstico. O concelho de Armamar era rural e sobrevivia gra\u00e7as \u00e0 agricultura, sendo um concelho muito pobre nas d\u00e9cadas de 60 e 70. Os jovens, como eu, mal sa\u00edmos da escola t\u00ednhamos que ir trabalhar para a agricultura porque n\u00e3o havia nada que n\u00f3s pud\u00e9ssemos aprender. Na \u00e9poca acab\u00e1vamos a quarta classe e n\u00e3o havia os estudos que h\u00e1 hoje. Quando surgiu a barragem, foi um bem para a nossa zona toda.<\/p>\n<p>A n\u00edvel social, com a constru\u00e7\u00e3o da barragem, todos os trabalhadores passaram a descontar para a Seguran\u00e7a Social; a n\u00edvel econ\u00f3mico foi muito para a zona daqui de Armamar e tamb\u00e9m para a regi\u00e3o porque muitos trabalhadores de Armamar, do Vacalar, S. Joaninho, Parada do Bispo, Valdigem, Covelinhas e da Folgosa foram trabalhar para a barragem. A n\u00edvel paisag\u00edstico, com a constru\u00e7\u00e3o da barragem tudo mudou por completo. O rio Temilobos, que desagua no Rio Douro, tinha uma ponte que agora est\u00e1 enterrada a 30 metros de profundidade; na Folgosa, o campo era no rio e deixou de existir; o port\u00e3o principal da Quinta dos Frades era tamb\u00e9m junto ao rio e teve de ser retirado e colocado no local onde est\u00e1 hoje; a Quinta de Temilobos tem as suas cubas e armaz\u00e9m enterrados na \u00e1gua; na altura, quando \u00edamos para o rio, t\u00ednhamos ali uma grande praia e at\u00e9 havia uma zona onde consegu\u00edamos atravess\u00e1-lo a p\u00e9 para Covelinhas. Com a barragem de Baga\u00faste, tudo isso ficou destru\u00eddo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3664\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/douro6-300x201.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/douro6-300x201.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/douro6.jpg 327w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><em>Foz do Rio Temilobos que faz liga\u00e7\u00e3o entre S. Joaninho, aldeia natal de Ramiro da Silva, e a estrada N222 que o trabalhador percorria a p\u00e9 at\u00e9 \u00e0 Barragem de Baga\u00faste<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Considera que o Douro perdeu a sua beleza?<\/strong><\/p>\n<p><strong>RS\u00a0<\/strong>Perdeu muito, principalmente a beleza natural que tinha, mas eu direi mais concretamente da foz do rio Temilobos para cima porque n\u00f3s t\u00ednhamos uma praia e hoje n\u00e3o temos nada, ali\u00e1s, s\u00f3 temos \u00e1gua. A barragem em termos econ\u00f3micos e sociais foi muito boa porque deu muito emprego. Mas como tudo na vida, tudo tem um pre\u00e7o. Se me perguntarem se foi bom, sim foi; se me perguntarem se teve impacto ambiente, sim teve. Para mim como para muita gente, monetariamente foi bom. Baga\u00faste foi tamb\u00e9m muito bom para a R\u00e9gua porque passou a controlar as \u00e1guas e deixaram de existir as cheias.<\/p>\n<p>N\u00f3s n\u00e3o podemos ficar agarrados ao passado; a evolu\u00e7\u00e3o dos tempos exige que n\u00f3s acompanhemos a evolu\u00e7\u00e3o das coisas. Qualquer coisa que se fa\u00e7a para o bem da sociedade, tem o seu pre\u00e7o. Se me perguntarem se gostava mais do douro antes ou depois, eu respondo que gostava mais antes, mas uma coisa \u00e9 certa, n\u00f3s tamb\u00e9m temos que compreender que as coisas t\u00eam que mudar. A barragem de Baga\u00faste para n\u00f3s, embora tivesse algum impacto ambiental na regi\u00e3o, trouxe mais benef\u00edcios do que preju\u00edzos. Por isso n\u00e3o tenhamos d\u00favidas que para a regi\u00e3o e para a pr\u00f3pria cidade da R\u00e9gua foi muito ben\u00e9fica.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>Podemos dizer ent\u00e3o que a barragem facilitou a navega\u00e7\u00e3o dos barcos, porque pelo conhecimento comum o rio Douro era considerado um rio indom\u00e1vel. Acha que as barragens trouxeram benef\u00edcios quanto \u00e0 sua navegabilidade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>RS\u00a0<\/strong>Quando fizeram as barragens, j\u00e1 foi para que o Douro fosse naveg\u00e1vel. Na constru\u00e7\u00e3o da barragem, ao lado da eclusa onde hoje passam os barcos, havia l\u00e1 a conduta dos peixes, como n\u00f3s cham\u00e1vamos. Por isso, quando algu\u00e9m teve a ideia de construir a barragem de Baga\u00faste e todas as outras, j\u00e1 se fazia a eclusa para permitir a navegabilidade do rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto e imagens: Rute Monteiro<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Douro est\u00e1 na moda. 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