{"id":3634,"date":"2018-07-03T13:41:43","date_gmt":"2018-07-03T13:41:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3634"},"modified":"2018-07-03T13:41:43","modified_gmt":"2018-07-03T13:41:43","slug":"uma-cabeca-um-coracao-e-muitos-corpos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3634","title":{"rendered":"\u201cUma cabe\u00e7a, um cora\u00e7\u00e3o e muitos corpos\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>A<\/strong>\u00a0<strong>DNA &#8211; Dance N\u2019Arts School<\/strong><strong>\u00a0\u00e9 uma Escola de Artes em Coimbra, onde profissionais com d\u00e9cadas de experi\u00eancia e provas dadas nacional e internacionalmente integram v\u00e1rias modalidades art\u00edsticas, desenvolvendo compet\u00eancias transversais.\u00a0<\/strong><strong>Embora o enfoque primordial incida sobre a \u00e1rea da Dan\u00e7a (Ballet, Dan\u00e7a Jazz e Dan\u00e7a Contempor\u00e2nea), o projeto abre portas ao ensino da m\u00fasica (canto e instrumentos), e de \u00e1reas mais abrangentes que se relacionam com o crescimento individual e o bem-estar, tais como o Yoga, Hip Hop e Gin\u00e1stica de Manuten\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3636\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_2996-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_2996-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_2996-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_2996-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>A DNA \u00e9 um projeto com tr\u00eas anos e surgiu de cinco mulheres que tinham um gosto em comum, a dan\u00e7a. \u00c9 uma escola que tem alunos desde os 3 anos at\u00e9 aos sessentas, n\u00e3o havendo uma idade limite.<\/p>\n<p>Teresa Gouveia iniciou os estudos de ballet cl\u00e1ssico em 1977, e \u00e9 professora de ballet no DNA. Existe uma supera\u00e7\u00e3o di\u00e1ria e os alunos conseguem conciliar a dan\u00e7a com a escola com muito esfor\u00e7o e dedica\u00e7\u00e3o, e isso reflete-se no reconhecimento que a escola tem vindo a conquistar. \u201cOs desafios s\u00e3o constantes e di\u00e1rios, \u00e9 tornar todos cada vez melhores levando-os aos seus limites. Trazer tudo o que eles t\u00eam de bom c\u00e1 para fora, melhorar e fazer deles uns alunos fant\u00e1sticos. A escola j\u00e1 \u00e9 uma escola conotada no estrangeiro, temos alguns alunos que t\u00eam ganho pr\u00e9mios a n\u00edvel internacional e aos poucos temos vindo a ser uma das escolas de refer\u00eancia pelo menos a n\u00edvel europeu, sem d\u00favida e quando o esfor\u00e7o e o trabalho s\u00e3o reconhecidos \u00e9 maravilhoso. \u00c9 sinal de que tudo resultou, que todo o trabalho que n\u00f3s tivemos at\u00e9 este ponto n\u00e3o foi em v\u00e3o e teve resultados e obteve frutos&#8221;, afirma Teresa Gouveia.<\/p>\n<p>A dan\u00e7a, em particular o ballet, \u00e9 uma atividade f\u00edsica tal como outra qualquer, ben\u00e9fica para o desenvolvimento de qualquer crian\u00e7a, seja esta, rapaz ou rapariga. A professora do DNA revela que, apesar de os tempos estarem a mudar e as mentalidades come\u00e7arem aos poucos a ficar um bocadinho mais avan\u00e7adas, ainda existe algum preconceito. \u201cTem-se visto alguns progressos a esse n\u00edvel, pelo menos em rela\u00e7\u00e3o aos alunos que aqui andam j\u00e1 n\u00e3o sinto que sejam t\u00e3o gozados na escola e em espa\u00e7os fora do DNA. Contudo penso que daqui a uns anos as coisas j\u00e1 v\u00e3o estar muito mais aceites&#8221;, real\u00e7a.<\/p>\n<p>Para Teresa Gouveia, o preconceito vem de fora das academias. &#8220;Nomeadamente com os colegas das escolas onde andam a trabalhar a parte acad\u00e9mica e \u00e1s vezes nos pais, no elemento paterno principalmente. S\u00e3o muitos preconceituosos em rela\u00e7\u00e3o ao facto de os filhos andarem no ballet. N\u00e3o os que eu tenho aqui na escola porque sen\u00e3o, tamb\u00e9m n\u00e3o andavam c\u00e1 como \u00e9 \u00f3bvio&#8221;, diz.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3638\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3013-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3013-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3013-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3013-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Para a bailarina Catarina Cardoso, a dan\u00e7a \u00e9 uma liberdade e uma felicidade extremas. \u201cH\u00e1 dias em que venho para o DNA e liberto-me de tudo o que corre mal na minha vida, liberto-me de todas as preocupa\u00e7\u00f5es e todos os meus medos e deixo de ser simplesmente eu. Posso limpar a minha cabe\u00e7a, posso relaxar. H\u00e1 dias em venho para c\u00e1 e sinto frustra\u00e7\u00e3o quando nem tudo corre bem, porque tamb\u00e9m h\u00e1 dias assim&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>A aluna do DNA diz que a dan\u00e7a \u00e9 uma das coisas que lhe d\u00e1 mais prazer e descreve-a como &#8220;a maneira\u00a0atrav\u00e9s\u00a0da qual eu consigo conjugar o meu gosto imenso pela arte, mas tamb\u00e9m o meu bem-estar f\u00edsico e mental&#8221;. Ainda assim, Catarina Cardoso n\u00e3o imagina a dan\u00e7a como uma profiss\u00e3o. &#8220;\u00c9 uma parte important\u00edssima da minha vida, mas o meu futuro n\u00e3o ser\u00e1 de todo ser bailarina. Contudo o ballet ajudou-me imenso a desenvolver-me enquanto pessoa, portanto independentemente da minha profiss\u00e3o, a minha vida ser\u00e1 sempre marcada pelo ballet e pelos anos que aqui passei&#8221;, afian\u00e7a.<\/p>\n<p>Para Catarina Cardoso, o DNA distingue-se pela diversidade e uni\u00e3o, sendo que esta aluna considera que os elogios e reconhecimento que t\u00eam vindo a ganhar s\u00e3o o reflexo de todo o trabalho feito. \u201cAqui no DNA n\u00f3s somos uma fam\u00edlia, muito unida e muito forte e \u00e9 por isso que as coisas resultam t\u00e3o bem. As nossas coreografias de grupo t\u00eam ganho in\u00fameros pr\u00e9mios a n\u00edvel internacional porque n\u00f3s dan\u00e7amos como uma s\u00f3, uma cabe\u00e7a um cora\u00e7\u00e3o e muitos corpos&#8221;.<\/p>\n<p>Catarina continua: &#8220;O nosso trabalho individual \u00e9 reconhecido praticamente todos os dias quando nos corre bem, quando conseguimos acertar naquele passo que n\u00e3o consegu\u00edamos e que andamos muito tempo a trabalhar. Mas quando vamos l\u00e1 fora, quando vamos a uma competi\u00e7\u00e3o e somos reconhecidas e elogiadas, isso ainda faz com que isto valha mais a pena. Estar em cima de palco embrulhadas na bandeira de Portugal com uma medalha de ouro ao peito \u00e9 uma das sensa\u00e7\u00f5es que eu guardo com mais carinho porque \u00e9 sem d\u00favida um culminar de todo o nosso trabalho e todo o nosso esfor\u00e7o, e tudo aquilo que abdicamos para estar aqui. Para apresentarmos o melhor que podemos&#8221;, remata.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3637\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3011-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3011-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3011-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3011-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Diogo quer ser bailarino profissional e vai para o DNA treinar todos os dias, na \u00e1rea da dan\u00e7a cl\u00e1ssica e contempor\u00e2nea. Confessa que ainda h\u00e1 algum preconceito em rela\u00e7\u00e3o aos bailarinos, mas a paix\u00e3o e a garra pela dan\u00e7a s\u00e3o superiores.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 tantos bailarinos\u00a0como bailarinas, porque foi uma ideia errada que se foi formando ao longo dos tempos de que a dan\u00e7a \u00e9 para as raparigas. Ainda h\u00e1 algum preconceito. No DNA \u00e9 tranquilo, mas quando eu era mais novo sofri um bocado com isso, por\u00e9m nada me parou e continuei a dan\u00e7ar. \u00c9 ao dan\u00e7ar que me consigo expressar e acima de tudo sinto-me feliz, e j\u00e1 me habituei em ter mais colegas meninas do que meninos&#8221;, diz o jovem bailarino.<\/p>\n<p>Margarida Baptista\u00a0frequenta\u00a0a academia desde a sua cria\u00e7\u00e3o. Solista de ballet contempor\u00e2neo, a bailarina participa tamb\u00e9m nas coreografias de grupo dedicando muitas horas \u00e0 dan\u00e7a. \u201cConfesso que conciliar a escola com a dan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mas acredito que, quando se quer, tudo \u00e9 poss\u00edvel. Estou no 11.\u00ba ano, sou solista e venho \u00e0 DNA quase todos os dias e acho que \u00e9 completamente poss\u00edvel fazer tudo. \u00c9 a paix\u00e3o que me move e que me d\u00e1 for\u00e7as para arranjar tempo para tudo.\u201d<\/p>\n<p>Estes jovens acabam por passar muito tempo juntos e, como tal, a uni\u00e3o dentro do DNA \u00e9 not\u00f3ria. \u201cO DNA tem uma componente de amizade e fam\u00edlia. N\u00f3s somos todas muito ligadas umas \u00e0s outras e conseguimos estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o entre todas atrav\u00e9s da dan\u00e7a, acho isso muito importante. N\u00f3s estamos todas em competi\u00e7\u00e3o umas com as outras, mas acho que para al\u00e9m disso n\u00f3s temos uma rela\u00e7\u00e3o muito forte. H\u00e1 uma entreajuda incr\u00edvel, e conseguimos unirmo-nos como uma fam\u00edlia e sermos todas irm\u00e3s umas das outras. Sinto que as minhas colegas s\u00e3o as irm\u00e3s que eu n\u00e3o tenho, e criamos uma rela\u00e7\u00e3o muito forte ao longo dos anos&#8221;, diz Margarida Baptista.<\/p>\n<p>A solista defende que toda a gente tem direito a usufruir da arte independentemente do seu g\u00e9nero, e haver rapazes na dan\u00e7a \u00e9 uma virtude. \u201cAcho que o preconceito em rela\u00e7\u00e3o aos bailarinos \u00e9 algo que n\u00e3o \u00e9 muito divulgado. Rapazes bailarinos ainda \u00e9 assim uma coisa muito distante, parece que se vai concretizar num futuro muito distante. Mas isso \u00e9 n\u00e3o \u00e9 uma verdade. \u00c9 uma mentira bastante clara, os rapazes fazem ballet e isso \u00e9 uma virtude. N\u00e3o tem de haver um preconceito em rela\u00e7\u00e3o a isso e \u00e9 uma falta de informa\u00e7\u00e3o que faz com que isso aconte\u00e7a. Toda a gente tem o direito de usufruir da arte independentemente de ser rapaz ou rapariga&#8221;.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3639\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3015-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3015-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3015-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3015-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Com apenas 11 anos, Sofia Rosado j\u00e1 conquistou pr\u00e9mios em v\u00e1rias competi\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais. Tem o sonho de ser bailarina profissional e revela o que faz antes de entrar em palco e o que sente quando v\u00ea not\u00edcias sobre o seu trabalho.<\/p>\n<p>\u201cPara mim a dan\u00e7a \u00e9 realmente uma arte porque como qualquer uma das outras expressa o que n\u00f3s estamos a sentir. Antes de entrar em palco eu fa\u00e7o quest\u00e3o de rezar um Pai Nosso, sempre me deu mais confian\u00e7a principalmente em atua\u00e7\u00f5es grandes. Quando vejo alguma not\u00edcia sobre mim \u00e9 muito estranho. Sempre olhei para as pessoas que apareciam no jornal como super-her\u00f3is, como \u00eddolos e de repente estou l\u00e1. Ver-me no jornal \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o: eu cheguei l\u00e1, eu consegui, e \u00e0s vezes fico um bocadinho envergonhada&#8221;, relata.<\/p>\n<p>Z\u00e9lia Alves \u00e9 funcion\u00e1ria no DNA e adora trabalhar com crian\u00e7as. \u00c9 ela quem\u00a0as encaminha para os est\u00fadios,\u00a0as ajuda a vestir e a arranjar os cabelos, entre muitas outras coisas. Para esta funcion\u00e1ria, os alunos com quem lida diariamente s\u00e3o um grande orgulho e confessa que tamb\u00e9m ela se sente nervosa quando os mesmos sobem a palco.<\/p>\n<p>\u201cO facto de trabalhar com as crian\u00e7as acho que me faz sentir mais jovem, porque elas acabam por nos transmitir uma alegria imensa. Para mim \u00e9 um orgulho muito grande quando elas s\u00e3o reconhecidas. Quando elas v\u00e3o para competi\u00e7\u00f5es fa\u00e7o quest\u00e3o de estar atenta para ver se elas ganham ou n\u00e3o. Para mim \u00e9 um orgulho imenso, porque a maior parte dos alunos passam aqui muitas horas por dia. Confesso que me sinto nervosa quando elas v\u00e3o para competi\u00e7\u00f5es e estou sempre a torcer por elas. Todas elas t\u00eam muita garra, por exemplo, mesmo que n\u00e3o ganhem, elas no dia a seguir est\u00e3o a batalhar e a trabalhar para a pr\u00f3xima competi\u00e7\u00e3o. Levantam a cabe\u00e7a e seguem em frente&#8221;, sublinha Z\u00e9lia Alvez.<\/p>\n<p><strong><em>Hor\u00e1rios dif\u00edceis e sacrif\u00edcios<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Para as fam\u00edlias tamb\u00e9m os hor\u00e1rios s\u00e3o dif\u00edceis de gerir. Ilda Costa, m\u00e3e da aluna Catarina Cardoso, admite que todos os sacrif\u00edcios que os pais fazem s\u00e3o recompensada com a felicidade que as alunas sentem e transmitem em palco.<\/p>\n<p>\u201cO facto de terem horas marcadas para ir para o ballet ajuda-as a n\u00e3o desperdi\u00e7ar tempo, e quando elas querem conseguem ter tempo para tudo, para a escola, para o ballet, para os amigos, ou simplesmente para n\u00e3o fazer nada. Para as fam\u00edlias \u00e9 um bocado mais complicado, pois h\u00e1 sempre horas para come\u00e7ar nunca h\u00e1 horas para acabar. E quando temos em conta de a aula durar uma hora dura tr\u00eas, e os jantares v\u00e3o atrasar, as idas para outras atividades s\u00e3o canceladas, mas \u00e9 assim, a felicidade com que elas saem do ballet, e entram em palco acaba por compensar todos estes sacrif\u00edcios que n\u00f3s temos de fazer&#8221;, considera Ilda Costa.<\/p>\n<p>&#8220;Para n\u00f3s pais, \u00e9 sempre um reconhecimento muito grande, porque temos vindo a acompanh\u00e1-las desde pequeninas e nota-se uma evolu\u00e7\u00e3o de ano para ano que traduz o trabalho intensivo que elas t\u00eam durante o ano. Ficamos sempre babados com aquilo que vemos, conforme elas v\u00e3o crescendo as exig\u00eancias s\u00e3o maiores e as coreografias tornam-se tamb\u00e9m mais bonitas. Quando est\u00e3o em palco, transmitem-nos a n\u00f3s a felicidade completa daquilo que est\u00e3o a fazer&#8221;,\u00a0acrescenta a m\u00e3e da bailarina, reconhecendo que a filha \u00e9 feliz no ballet e que \u00e9 uma coisa que a faz sentir bem.<\/p>\n<p>\u201cA Catarina \u00e9 feliz no ballet, e anda l\u00e1 porque \u00e9 uma coisa que a faz sentir bem. A regra l\u00e1 em casa \u00e9 sempre: vai continuar no ballet at\u00e9 ao dia em que sinta bem l\u00e1, independentemente dos resultados que tenha ou n\u00e3o. No dia em que ela deixar de se sentir bem, vai deixar o ballet garantidamente, mas isso vai ser ela a decidir. Nunca pensando em termos de pr\u00e9mios nem de competi\u00e7\u00f5es porque n\u00e3o \u00e9 esse o objetivo com que ela anda no DNA&#8221;, salienta.<\/p>\n<p>Catarina Cardoso defende que o DNA se distingue &#8220;pela diferen\u00e7a entre as pessoas. Temos todo o tipo de pessoas e todo o tipo de objetivos. Existem aqui pessoas que querem ser bailarinas profissionais, temos pessoas a fazer ballet pela primeira vez quando j\u00e1 s\u00e3o m\u00e3es, temos muitos tipos de dan\u00e7a diferentes e al\u00e9m disso temos a oportunidade de todas as pessoas se encontrarem e se exprimirem de maneira diferente e fazerem o que mais gostam\u201d.<\/p>\n<p>A Escola de Artes envolve-se em v\u00e1rias competi\u00e7\u00f5es, nacionais e internacionais. Festival Internacional de Dan\u00e7a Tanzolymp; Dance Wordl Cup; VIBE \u2013 Vienna Inetrnational Ballet Experience; YAGP (Youth America Grand Prix), Dan\u00e7arte \u2013 competi\u00e7\u00e3o anual de dan\u00e7a que acontece em Faro; Got Talent Portugal; CIB \u2013 Concurso Internacional de Bailado do Porto e o Leiria Dance Competition s\u00e3o algumas das muitas apresenta\u00e7\u00f5es a que a DNA se prop\u00f5e.<\/p>\n<p>Dia 9 de Julho ir\u00e1 realizar-se o III Summer Course da DNA, onde o p\u00fablico ter\u00e1 a oportunidade para experimentar disciplinas, aprofundar t\u00e9cnicas, contactar com professores especialistas e preparando assim o pr\u00f3ximo ano letivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto e imagens: Maria In\u00eas Gon\u00e7alves<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00a0DNA &#8211; Dance N\u2019Arts School\u00a0\u00e9 uma Escola de Artes em Coimbra, onde profissionais com d\u00e9cadas de experi\u00eancia e provas dadas<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3635,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[1127,51,1128],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3634"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3634"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3634\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3814,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3634\/revisions\/3814"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3635"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3634"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3634"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3634"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}