{"id":3612,"date":"2018-07-13T14:52:33","date_gmt":"2018-07-13T14:52:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3612"},"modified":"2018-07-13T14:52:33","modified_gmt":"2018-07-13T14:52:33","slug":"o-que-eu-queria-era-por-pindo-na-linha-da-frente-foi-isso-que-aconteceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3612","title":{"rendered":"\u201cO que eu queria era por Pindo na linha da frente. Foi isso que aconteceu\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Alberto Gon\u00e7alves, 66 anos de vida, quase 30 anos como presidente da Junta de Freguesia de Pindo, Penalva do Castelo. Nascido numa casa humilde, onde o dinheiro era escasso, viu-se obrigado a viajar at\u00e9 \u00e0 capital em busca de melhores oportunidades. Fez a tropa, e n\u00e3o viajou para \u00c1frica por fruto de um acidente. Depois do 25 de Abril regressou \u00e0 terra natal. A\u00ed come\u00e7ou um neg\u00f3cio pr\u00f3prio e ingressou a vida pol\u00edtica com tenra idade. Chegou o poder na d\u00e9cada de 80\u2019, e a\u00ed se manteve at\u00e9 2017. Esta \u00e9 a hist\u00f3ria do presidente Alberto Gon\u00e7alves.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3613\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/al1.jpg\" alt=\"\" width=\"213\" height=\"285\" \/><\/p>\n<p><strong>Onde nasceu e como foi a sua inf\u00e2ncia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Alberto Gon\u00e7alves<\/strong> Nasci em Pindo de Cima e, em pequeno, frequentei a escola at\u00e9 \u00e0 terceira classe e fazia brincadeiras que hoje em dia j\u00e1 n\u00e3o se fazem. Divert\u00edamo-nos de maneiras simples, com bolas de futebol improvisadas, e os jogos cl\u00e1ssicos que os meninos de hoje est\u00e3o a esquecer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Passou por dificuldades enquanto jovem?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AG<\/strong> T\u00ednhamos algumas, tinha de ajudar os meus pais na agricultura, pois na altura vivia na nossa pequena casa cinco irm\u00e3os meus juntamente com a minha m\u00e3e e o meu pai. Da\u00ed iniciei a minha vida de trabalho nas terras e, j\u00e1 com os meus catorze anos, arranquei para Lisboa para ir ter com o meu irm\u00e3o Serafim. Tenho uma hist\u00f3ria muito grande a partir da\u00ed, foi a primeira vez que vi um comboio. Subi em Mangualde e desembarquei na esta\u00e7\u00e3o de Bra\u00e7o de Prata, em Lisboa, onde me encontrei com o meu irm\u00e3o, que estava a minha espera.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Foi em Lisboa que teve o seu primeiro trabalho remunerado?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>Sim, comecei nas obras. Foi em mi\u00fado que tive um encarregado muito bom, chamado Sr. Gon\u00e7alves, que me proporcionou a aprender a arte da constru\u00e7\u00e3o, ou como se diz pedreiro. Aprendi facilmente a arte. Isto com os meus catorze anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Foi dif\u00edcil ficar longe da fam\u00edlia com t\u00e3o tenra idade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>Pois, em mi\u00fado as saudades eram muitas, mas de vez em quando l\u00e1 v\u00ednhamos \u00e0 terra passar alguns dias. A altura mais dif\u00edcil era \u00e0 noite, onde sentia falta do carinho dos meus pais e dos meus irm\u00e3os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual foi a rea\u00e7\u00e3o dos seus pais acerca da mudan\u00e7a para a capital?\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>Reagiram bastante bem. A minha m\u00e3e sempre mais emocional, com muita saudade, mas compreendeu que era algo que era para o meu bem, para me tornar algu\u00e9m na vida. Atendendo \u00e0s dificuldades que t\u00ednhamos, pois n\u00e3o havia condi\u00e7\u00f5es para continuar os estudos. Com o meu pai foi diferente, pois ele j\u00e1 tinha passado algumas vezes por Lisboa, e como estava com o meu irm\u00e3o mais velho, isso descansava-lhe o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Quanto tempo esteve em Lisboa a trabalhar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>Estive cerca de 3 anos e pouco. Depois voltei para cima j\u00e1 com a arte aprendida, e tive um convite para trabalhar na Pestrafil, na f\u00e1brica de papel situada em Povolide, perto de Viseu. Onde me deram melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho e onde estive at\u00e9 assentar pra\u00e7a, at\u00e9 ir para a tropa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Casou com que idade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>Casei com 18 anos. Apesar de me considerar ainda um mi\u00fado, j\u00e1 era homem por ter trabalho e grandes responsabilidades. \u00c9 diferente de hoje, na altura com 18 anos j\u00e1 se tornava adulto, era assim a vida. Fui habituado a trabalhar de novo e pronto, os tempos eram outros. Torn\u00e1vamo-nos adultos mais cedo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Com que idade teve o primeiro filho?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>Tinha 19 anos quando tive o meu primeiro filho, o Alberto. Depois passados 14 meses tive o segundo, o Lu\u00eds. S\u00f3 depois, passados 6 anos \u00e9 que tive o terceiro, o Rui, e parou por a\u00ed.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como foi ir para a tropa?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>Bem, eu assentei pra\u00e7a com um bra\u00e7o ao peito, fruto de um acidente, pois j\u00e1 nessa altura gostava muito de futebol e quando me deslocava para Mangualde de motorizada fui atropelado por um autom\u00f3vel. Assentei no quartel 14 aqui em Viseu, cheguei \u00e0 enfermaria e passados 3 dias mandaram-me para Coimbra para o hospital militar. Passei l\u00e1 uma semana e enviaram-me para o hospital da Estrela em Lisboa. Mais tarde veio o anexo na rua Artilharia 1 em Campolide.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Chegou a ir para a guerra do Ultramar?\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>N\u00e3o cheguei a ir por causa dessa minha situa\u00e7\u00e3o. S\u00f3 passado 8 meses, j\u00e1 com o 25 de Abril quase \u00e0 porta, a dia 10 de abril de 1974 vim-me embora por ter sido submetido a uma junta m\u00e9dica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Com a tropa \u201cacabada\u201d, voltou para cima e come\u00e7ou a sua empresa. Teve influ\u00eancia de algu\u00e9m ou foi por iniciativa pr\u00f3pria?\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>Tenho uma empresa de constru\u00e7\u00e3o civil, que comecei em 1977. Foi tudo por iniciativa pr\u00f3pria. Comecei com uma pequena empresa sozinho, e fui adquirindo empregados ao longo dos anos. Cheguei a ter 18 empregados e fui fazendo trabalhos de constru\u00e7\u00e3o por todo o distrito de Viseu.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ajudou muita gente conhecida conseguindo-lhes oportunidades de emprego&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>Muita gente se formou comigo, muita gente aprendeu esta arte comigo, mesmo dentro da pr\u00f3pria fam\u00edlia. Com falta de outras oportunidades tive de me chegar \u00e0 frente, tanto para familiares, como para outros empregados. O que me orgulha muito \u00e9 todos eles estarem bem de vida e, apesar de alguns terem sido obrigados a emigrar, todos se safaram. E n\u00e3o fui s\u00f3 eu a ajud\u00e1-los, eles tamb\u00e9m me ajudaram a tornar-me a pessoa que sou hoje, aprendi. Aprendi muito sobre o que \u00e9 a vida. Quando temos muitas pessoas a dependerem de n\u00f3s, sentimos essa responsabilidade, e percebemos o que \u00e9 ser um homem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Falando agora de pol\u00edtica, como come\u00e7ou o seu envolvimento neste ramo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>Desde muito novo. Em 1976 foram as primeiras elei\u00e7\u00f5es livres e fui convidado a ingressar a lista do PPD-PSD e eu, como sempre gostei de desafios, aceitei. Era ainda muito jovem e fiz logo parte da assembleia de freguesia. Passados tr\u00eas anos, pois os mandatos eram dessa dura\u00e7\u00e3o, em 1979, form\u00e1mos uma lista e nessa altura volt\u00e1mos a ganhar e fui tesoureiro da mesma for\u00e7a pol\u00edtica,\u00a0tendo feito tr\u00eas\u00a0mandatos de tesoureiro. A partir dali, assumi eu a lideran\u00e7a da Junta de Freguesia de Pindo,\u00a0da qual fui presidente at\u00e9 2017.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-3615\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/al3.jpg\" alt=\"\" width=\"227\" height=\"170\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3616\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/al4.jpg\" alt=\"\" width=\"228\" height=\"171\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Recorda-se do seu primeiro mandato como presidente? Como sentiu com tamanha responsabilidade?\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>Senti-me realizado. Porque j\u00e1 tinha alguma experi\u00eancia do of\u00edcio e, com muita aprendizagem, n\u00e3o foi dif\u00edcil assumir a lideran\u00e7a. Sempre gostei daquilo que fazia. Sempre foi f\u00e1cil relacionar-me com o meu povo, com os fregueses de Pindo. E com muito orgulho sempre servi tudo e todos. Ainda hoje, j\u00e1 reformado, j\u00e1 no descanso, sou muito bem-recebido por toda a gente e tentam-me convencer para voltar ao cargo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como era a rela\u00e7\u00e3o com as pessoas?\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>Costuma-se dizer que Deus n\u00e3o agrada a todos. Sempre me dei muito bem com toda a gente. N\u00e3o tenho nada a dizer de ningu\u00e9m, o que me d\u00e1 muito orgulho. Ainda hoje as pessoas me dizem para voltar. As pessoas relacionavam-se mais nas festas, no nosso S\u00e3o Martinho de Pindo, onde todos se juntam e abra\u00e7am uma tradi\u00e7\u00e3o que eu espero que se prolongue por muitos anos.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mudou alguma coisa hoje em rela\u00e7\u00e3o h\u00e1 30 anos atr\u00e1s?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>Os tempos eram diferentes, mas a humildade manteve-se. Hoje com a evolu\u00e7\u00e3o dos tempos \u00e9 diferente. As pessoas t\u00eam outras ocupa\u00e7\u00f5es, outros cargos, e h\u00e1 alguns anos atr\u00e1s as pessoas eram mais pr\u00f3ximas umas das outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como era a rela\u00e7\u00e3o com a C\u00e2mara Municipal de Penalva do Castelo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>Sempre foi razo\u00e1vel. Houve momentos menos bons, mas sempre conseguimos estar em harmonia para o bem da popula\u00e7\u00e3o de Pindo. O \u00faltimo mandato n\u00e3o foi assim t\u00e3o bom, mas\u2026 n\u00e3o h\u00e1 muito a dizer. Super\u00e1mos os nossos atritos, pondo sempre os interesses das pessoas de qualquer conflito que pudesse haver.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Alguma vez considerou candidatar-se a Presidente da C\u00e2mara?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>Nunca passou pelos meus objetivos. Fui, sim, convidado por um elenco da c\u00e2mara, mas eu, gostando muito da minha terra natal, que \u00e9 Pindo, nunca quis. Gostava muito daquilo que fazia e, mesmo sabendo que teria outros benef\u00edcios, fazendo parte da\u00a0verea\u00e7\u00e3o da c\u00e2mara, entendi que Pindo estava sempre em primeiro. Nunca foi meu objetivo. N\u00e3o procurava grandes vencimentos. O que eu queria era por Pindo na linha da frente. Foi isso que aconteceu e que muito me orgulha.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3614\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/al2-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/al2-225x300.jpg 225w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/al2.jpg 263w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/p>\n<p><strong>P\u00f4s de parte a vida pol\u00edtica por alguma raz\u00e3o espec\u00edfica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>Terminei por op\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, por problemas familiares. Senti que n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es emocionais para continuar o projeto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Incentivou os seus filhos a envolverem-se na pol\u00edtica?\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>N\u00e3o fui eu a incentivar. Dois deles envolveram-se, mas talvez para copiarem o pai, digamos assim, para seguir as minhas passadas. O do meio, o Lu\u00eds, chegou a ser vereador da C\u00e2mara de Penalva e assessor. O mais velho nunca fez parte de algo muito grande, mas chegou a pertencer \u00e0 comiss\u00e3o da Juventude do PSD.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tamb\u00e9m faz parte da Adega Cooperativa de Penalva do Castelo. Como come\u00e7ou esse envolvimento?\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>Na adega comecei h\u00e1 18 anos, quando me convidaram para fazer parte. Numa lista proposta pelo Jos\u00e9 de Frias Clemente. A partir dali chamaram-me, aceitei e fui secret\u00e1rio durante um mandato e depois tesoureiro at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A sua vida profissional alguma vez o levou para fora do pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>J\u00e1 fui a feiras internacionais, passando por Mil\u00e3o ouEspanha v\u00e1rias vezes. J\u00e1 estive\u00a0em Fran\u00e7a tamb\u00e9m e cheguei a fazer uma grande viagem ao Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fez \u201cinimigos\u201d por causa da vida pol\u00edtica?\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>Penso que n\u00e3o tenho inimigos. Alguns opositores, mas no fundo sempre tive boa rela\u00e7\u00e3o com eles. Nem familiares se opuseram. Sempre me ajudaram, nunca se envolvendo a ponto de me atropelarem.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tem algum arrependimento passados estes anos todos?\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>N\u00e3o, sinto-me realizado. Aquilo que pretendia fazer, desde cal\u00e7adas ao desenvolvimento de Pindo, \u00e1rvores plantadas inicialmente por mim que hoje d\u00e3o sombras, ruas todas pavimentadas. E deix\u00e1mos uma grande obra, um pavilh\u00e3o com cerca de 1000 metros quadrados, com tudo\u2026 cozinha, balne\u00e1rios tudo o que \u00e9 preciso para servir a popula\u00e7\u00e3o. Uma obra que custou \u00e0 volta de 400 mil euros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o seu maior defeito?\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>N\u00e3o sei dizer qual. Mas um defeito de mim pr\u00f3prio \u00e9 por sempre as outras pessoas \u00e0 minha frente. Portanto nunca olhar s\u00f3 para mim, olhar mais pela minha gente. Sinto-me bem com este defeito. Talvez tivesse uma vida melhor se olhasse mais para mim, mas assim sinto-me mais rico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Pensa em recandidatar-se ao cargo de Presidente da Junta de Freguesia de Pindo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AG\u00a0<\/strong>\u00c9 uma pergunta dif\u00edcil. Mas n\u00e3o est\u00e1 posto de parte. Pois eu costumo dizer, nunca digas nunca. Pode vir a acontecer ou n\u00e3o. Para j\u00e1 n\u00e3o fecho a porta, ainda faltam 3 anos e tal e depois logo veremos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto: Lu\u00eds Pina <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alberto Gon\u00e7alves, 66 anos de vida, quase 30 anos como presidente da Junta de Freguesia de Pindo, Penalva do Castelo.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3617,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[462],"tags":[1121,213,1113,1005,1120],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3612"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3612"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3612\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3619,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3612\/revisions\/3619"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3617"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3612"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3612"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3612"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}