{"id":3606,"date":"2018-06-19T12:29:30","date_gmt":"2018-06-19T12:29:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3606"},"modified":"2018-06-19T12:29:30","modified_gmt":"2018-06-19T12:29:30","slug":"o-ouro-de-resende-e-a-cereja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3606","title":{"rendered":"\u201cO ouro de Resende \u00e9 a cereja!\u201d"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Quem percorre a Estrada Nacional 222 (EN-222) entre o concelho de Cinf\u00e3es e o concelho de Resende, no norte do distrito de Viseu, n\u00e3o fica indiferente \u00e0s famosas \u2018barraquinhas\u2019 que enchem a beira do asfalto por esta altura para vender a cereja da regi\u00e3o, principalmente ao domingo, sempre com o rio Douro como pano de fundo.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A mais conhecida \u00e9 a cereja de Resende, considerada por muitos a atividade mais importante deste concelho por ser uma alavanca para a economia local. Este ano, a meteorologia, entre frio e chuva, n\u00e3o tem ajudado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o deste fruto. A matura\u00e7\u00e3o da cereja est\u00e1 com cerca de tr\u00eas semanas de atraso e depois da precipita\u00e7\u00e3o incessante dos \u00faltimos dias, h\u00e1 quem fale numa quebra de produ\u00e7\u00e3o entre os 40 e os 50 % em algumas variantes\/qualidades de cereja.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3608\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_6105-1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_6105-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_6105-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_6105-1-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>No sentido Cinf\u00e3es \u2013 Resende, \u00e9 \u00e0 sa\u00edda deste primeiro concelho, terra do explorador Serpa Pinto, na freguesia de Oliveira do Douro que descobrimos as primeiras cerejas \u00e0 venda numa barraca instalada do outro lado da estrada, rodeada por meia d\u00fazia de pessoas.<\/p>\n<p>A barraca consiste numa carrinha de caixa aberta, protegida com dois guarda-sol &#8211; que por esta altura, por mais estranho que pare\u00e7a em junho, s\u00e3o mais guarda-chuva &#8211; onde estavam as frutas da \u00e9poca, na sua maioria cerejas. O tempo que demoramos a estacionar o carro em seguran\u00e7a, foi o suficiente para ao sair notarmos a az\u00e1fama ao arrumar de gente trabalhadora que ainda tem mais para fazer \u00e0s quatro da tarde de um domingo.<\/p>\n<p>\u201cOl\u00e1, boa tarde! Est\u00e1 tudo bem? Como \u00e9 que vai o neg\u00f3cio da cereja?\u201d, como que gritamos ainda a uns 30 metros de dist\u00e2ncia, com medo de perder as hist\u00f3rias de quem j\u00e1 tinha vendido a cereja para o dia e se preparava para zarpar. \u201cVai bem, acabou agora, mesmo agora. J\u00e1 foi tudo\u201d, respondeu o Sr. Carvalho com um sorriso t\u00edmido de quem j\u00e1 viu dias melhores para a venda de cereja.<\/p>\n<p>Contou que, al\u00e9m da matura\u00e7\u00e3o da cereja estar atrasada, muita dela est\u00e1 estragada: \u201cS\u00f3 na \u00e1rvore \u00e9 que se consegue ver a realidade. Muita da cereja est\u00e1 rachada, para a\u00ed 50% da produ\u00e7\u00e3o\u201d, confirmou.<\/p>\n<p>Com terrenos pr\u00f3prios em Cinf\u00e3es, este produtor que vende essencialmente ao domingo, confessa que n\u00e3o vive da venda da cereja, mas admite que h\u00e1 muita gente a viver. \u201cPara mim \u00e9 um b\u00f3nus, mas h\u00e1 muita gente que vive s\u00f3 disto, n\u00e3o tem outra forma de rendimento, mas tamb\u00e9m \u00e9 um m\u00eas e meio, dois meses do m\u00e1ximo. A partir da\u00ed acabou, j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1\u201d, explica o produtor, n\u00e3o esquecendo a fugacidade deste fruto.<\/p>\n<p>A despedida fica marcada pela esperan\u00e7a de que os pr\u00f3ximos dias tragam calor e sol para que a cereja que ainda reste vingue, porque, explica o Sr. Carvalho, \u201co calor e sol \u00e9 que d\u00e3o o sabor \u00e0 cereja, a matura\u00e7\u00e3o \u00e9 com o calor e com o sol, sem isso nada feito\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3610\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/cerejas-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/cerejas-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/cerejas-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/cerejas-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/cerejas.jpg 1800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Retomamos a viagem em dire\u00e7\u00e3o a Resende, entre a chuva \u2018molha-tolos\u2019 que vai caindo nesta tarde de domingo. Mais \u00e0 frente, cerca de 6 quil\u00f3metros depois, j\u00e1 estamos em territ\u00f3rio resendense. Chegamos a Caldas de Aregos, conhecida pela est\u00e2ncia termal onde ter\u00e1 sido tratado nas \u00e1guas sulfurosas D. Afonso Henriques, o primeiro Rei de Portugal.<\/p>\n<p>Sem sairmos da EN-222, conseguimos avistar o cais fluvial de Caldas de Aregos inaugurado no ano de 2009, que recebe as embarca\u00e7\u00f5es que navegam no rio Douro. Este cais substituiu uma praia fluvial existente at\u00e9 ent\u00e3o, uma obra um tanto ou quanto pol\u00e9mica na altura. \u00c9 embalados pelo paralelo daquela parte da estrada que voltamos a encontrar mais cerejas, desta vez, s\u00e3o mesmo de Resende.<\/p>\n<p>Ao aproximarmo-nos de uma barraca, assistimos em flagrante \u00e0 compra de cereja de quem vem de fora. A conversa gira em torno da menor qualidade da cereja este ano: \u201cCostuma ter aqui maiores, costuma ter aqui outras qualidades maiores\u201d, afirma a compradora.<\/p>\n<p>\u201cOu\u00e7a, esta cereja ficou mi\u00fada porque n\u00e3o veio calor\u201d, confessa o vendedor. A esperan\u00e7a de que dias melhores vir\u00e3o para a cereja de Resende fica vis\u00edvel na promessa de Alexandre Pinto Almeida: \u201dpara a semana venha c\u00e1 que eu tenho aqui coisa boa!\u201d, remata.<\/p>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas semanas que este produtor monta a barraca (uma mesa de pl\u00e1stico e um guarda-sol, diga-se) junto \u00e0 estrada em Caldas de Aregos, vendendo uma m\u00e9dia de 80 quilos em cada fim-de-semana.\u00a0O produtor\u00a0concorda que a produ\u00e7\u00e3o de cereja \u00e9 a atividade mais importante do concelho.<\/p>\n<p>\u201cSomos gente que vive com a [venda de] cereja todo ano. Se n\u00e3o houver cereja, Resende n\u00e3o tem outro ouro. O ouro de Resende \u00e9 a cereja\u201d, real\u00e7a Alexandre Pinto Almeida.<\/p>\n<p>Aqui, ouvimos tamb\u00e9m a queixa de que a chuva tem estragado muita cereja em Resende, e Alexandre Pinto Almeida at\u00e9 d\u00e1 o exemplo: \u201cHoje trouxe 70 quilos, tirei 13 quilos estragada. Isso \u00e9 muito preju\u00edzo\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da venda \u00e0 beira da estrada durante os meses de maio, junho e julho, esta produ\u00e7\u00e3o familiar costuma tamb\u00e9m estar presente no Festival da Cereja, organizado pela C\u00e2mara Municipal local desde 2001. O deste ano j\u00e1 decorreu a 2 e 3 de junho. Alexandre \u00e9 perent\u00f3rio a afirmar que \u00e9 melhor estar no festival a vender do que \u00e0 beira da estrada.<\/p>\n<p>\u201cNo festival \u00e9 sempre muito mais pessoal, outra conviv\u00eancia. Para mais sossego \u00e9 aqui\u201d, diz Alexandre Pinto Almeida entre risos.<\/p>\n<p>\u201cHavia de haver cereja quatro vezes ao ano para termos mais festivais\u201d, deseja este produtor que insiste na import\u00e2ncia da cereja para as gentes de Resende: \u201cSe n\u00e3o for a cereja, Resende n\u00e3o tem nada\u201d.<\/p>\n<p>Em jeito de balan\u00e7o e mesmo que o sol e o calor apare\u00e7am nas pr\u00f3ximas semanas, Alexandre projeta um ano mau para quem produz e vende a cereja de Resende. \u201cEste ano \u00e9 fraco para toda a gente, este ano n\u00e3o h\u00e1 balan\u00e7o bom para ningu\u00e9m, \u00e9 fraco porque o tempo n\u00e3o ajuda\u201d, refere Alexandre Pinto Almeida.<\/p>\n<p>\u00c0 hora que finaliz\u00e1vamos a conversa, com a ajuda de familiares, Alexandre arrumava a barraca, porque a cereja apanhada para o dia estava vendida. Passava meia hora depois das quatro da tarde.<\/p>\n<p>Mais abaixo, num outro produtor, ainda havia cereja. Ao contr\u00e1rio do vendedor anterior, esta produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o esteve presente no Festival da Cereja na vila de Resende, uma vez que nessa altura n\u00e3o tinha ainda grande quantidade de cereja. Aqui, a opini\u00e3o pessimista para a colheita deste ano est\u00e1 na linha do que j\u00e1 hav\u00edamos ouvido. \u201cSe vier muito calor vai arrematar tudo\u201d, o que, em linguagem de agricultor, \u00e9 como quem diz que a cereja que ainda resta n\u00e3o vai sobreviver.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um ano muito mau. Mais de 50% [da produ\u00e7\u00e3o] est\u00e1 rachada.\u201d, afirma Abel Paulo enquanto que logo ao lado, outra produtora, Ad\u00edlia Truta sussurra: \u201cprecisamos de uma indeminiza\u00e7\u00e3o do Estado\u201d. Apesar do pessimismo, ainda reside alguma esperan\u00e7a nestes produtores. \u201cSe vier sol, se n\u00e3o vier assim um calor muito apertado, ainda vamos ter boa cereja. Agora depende \u00e9 do tempo\u201d, assinala Abel Paulo.<\/p>\n<p>Deixamos Caldas de Aregos, bem junto ao rio Douro, e subimos em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 vila de Resende. Pelo caminho, nos cerca de 5 quil\u00f3metros, n\u00e3o encontramos mais nenhuma venda de cereja. Percebemos que, muito provavelmente, a cereja que havia j\u00e1 tinha sido vendida \u00e0quela hora.<\/p>\n<p>Na vila, encontramos bastante movimento, entre as pessoas que estavam num leil\u00e3o que acontecia bem pr\u00f3ximo dos Pa\u00e7os de Concelho e as pessoas das excurs\u00f5es de autocarros que nesta altura passam por Resende \u00e0 procura de cereja. Nas traseiras do edif\u00edcio da C\u00e2mara Municipal estavam junto \u00e0 estrada tr\u00eas \u2018barraquinhas\u2019 montadas. Em duas delas, a cereja tinha esgotado.<\/p>\n<p>\u201cO neg\u00f3cio vai bem, n\u00e3o tenho mais nada, j\u00e1 foi tudo. J\u00e1 telefonei para vir mais\u201d, come\u00e7a por dizer Maria Alberta Pereira. A felicidade desta produtora fica esbatida logo de seguida quando se pergunta pela colheita deste ano. \u201cO ano n\u00e3o est\u00e1 a correr muito bem por causa da chuva. V\u00e3o ficar muitas [cerejas] em cima [das \u00e1rvores]\u201d, prev\u00ea Maria Alberta Pereira.<\/p>\n<p>Maria Alberta, que tamb\u00e9m esteve a vender no Festival da Cereja, conta que este ano vendeu melhor junto \u00e0 estrada. \u201c[No Festival da Cereja] vendi muito mal. Vendi pior na festa porque calhou-me ter uma [cereja] mais mi\u00fada e havia mais gra\u00fadas. Toda a gente comprava as gra\u00fadas e as minhas ficavam para tr\u00e1s\u201d,\u00a0relata\u00a0Maria Alberta.<\/p>\n<p>Por causa disso, surge a explica\u00e7\u00e3o desta vendedora, para quem as maiores cerejas n\u00e3o s\u00e3o as melhores: \u201c\u00c9 ao contr\u00e1rio\u2026 [as cerejas mais pequenas] n\u00e3o t\u00eam droga!\u201d,\u00a0afirma.<\/p>\n<p>Ali ao lado, est\u00e1 com outra banca Paulo Rodrigues, que \u00e0quela hora (cinco da tarde) j\u00e1 tinha vendido tudo. \u201cVem mais um bocadinho [de cereja], pouco. Hoje apanhamos muito pouco por causa da chuva. Quase nada. Choveu e os homens n\u00e3o apareceram\u201d, queixa-se Paula Rodrigues.<\/p>\n<p>Entre a conversa, aparecem mais clientes \u00e0 procura da cereja. \u201cVem j\u00e1 mais\u201d, alertam as produtoras. Tratam-se de tr\u00eas madeirenses, duas delas a viver no continente, uma em Espinho e outra em Aveiro. Visitam Resende de prop\u00f3sito para comprar cereja. \u201cDecidimos vir at\u00e9 Resende para conhecer as cerejas, mas aqui no centro n\u00e3o se v\u00ea muito\u201d, diz uma das visitantes.<\/p>\n<p>Na verdade, as cerejeiras est\u00e3o espalhadas por todo o concelho, essencialmente nas freguesias mais ribeirinhas junto ao rio Douro onde o microclima especial em que a cereja se desenvolve f\u00e1-la amadurecer cerca de duas a tr\u00eas semanas antes de toda a Europa.<\/p>\n<p>Estas duas produtoras olham tamb\u00e9m com otimismo para os pr\u00f3ximos dias e semanas, na esperan\u00e7a de que a colheita deste ano ainda possa melhorar. \u201cSe vier um solzinho e que se o tempo se compuser, ainda se aproveitam muitas\u201d, espera Maria Alberta Pereira. Paula Rodrigues vai mais longe no otimismo: \u201cvamos ter cereja este m\u00eas todo e at\u00e9 ao fim de julho\u201d, anseia.<\/p>\n<p>Nos dias 2 e 3 deste m\u00eas decorreu, pela d\u00e9cima s\u00e9tima vez, o Festival da Cereja em Resende. Na altura, o presidente da C\u00e2mara Municipal considerou a produ\u00e7\u00e3o de cereja muito importante para o concelho. \u201cA atividade agr\u00edcola da cereja \u00e9 aquela que contribui mais para a sustentabilidade econ\u00f3mica do nosso concelho\u201d, declarou Garcez Trindade.<\/p>\n<p>O edil resendense deu ainda conta de algumas medidas que o munic\u00edpio tem tomado para fazer crescer o setor. \u201cN\u00f3s em tempo ressuscitamos a nossa Associa\u00e7\u00e3o de Produtores de Cereja que estava praticamente muribunda. Temos um Gabinete de Desenvolvimento Rural no nosso munic\u00edpio, precisamente para tratar de assuntos ligados \u00e0 cereja e temos ao longo do ano feito diversos col\u00f3quios, com a ajuda da Dire\u00e7\u00e3o Regional de Agricultura e Pescas do Norte que nos tem dado o apoio necess\u00e1rio, para formarmos e para avisarmos todos os nossos produtores das especificidades que tem este cultivo\u201d, elucidou Garcez Trindade.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3609\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_6109-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_6109-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_6109-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_6109-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><em><strong>Entidades da regi\u00e3o querem fazer o setor crescer<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Recentemente, por altura do Festival da Cereja, um Ser\u00e3o de Aldeia organizado pela Associa\u00e7\u00e3o Dolmen no \u00e2mbito projeto Economia Ativa no Douro Verde, apoiado pelo Norte 2020, com o objetivo de olhar os produtos end\u00f3genos da regi\u00e3o colocou em discuss\u00e3o a produ\u00e7\u00e3o de cereja de Resende nas suas v\u00e1rias vertentes.<\/p>\n<p>Sob o tema \u201cTradi\u00e7\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o: Resili\u00eancia em Meio Rural: Produ\u00e7\u00e3o de Cereja\u201d, o debate gerou-se em torno da necessidade de aumentar a competitividade do setor com medidas como a certifica\u00e7\u00e3o da cereja, o apoio t\u00e9cnico ao fruticultor, o desenvolvimento de novos produtos e a aposta no marketing territorial.<\/p>\n<p>Este foi o terceiro de treze ser\u00f5es que est\u00e3o programados para os pr\u00f3ximos meses, como explica Jorge Caetano: \u201cNo \u00e2mbito desta candidatura do Economia Ativa, n\u00f3s estamos a correr o territ\u00f3rio, a correr os munic\u00edpios onde a Dolmen est\u00e1 implementada e a tocar naquilo que s\u00e3o as nossas marcas, as marcas do Douro Verde\u201d.<\/p>\n<p>Para o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Dolmen, a atividade deixa a conclus\u00e3o de que h\u00e1 margem para a regi\u00e3o crescer, mas que para isso \u201c\u00e9 preciso acrescentar as t\u00e9cnicas certas e, no fundo, o enquadramento daquilo que s\u00e3o os parceiros para conseguirmos atingir um objetivo comum que \u00e9: melhor a quantidade, melhorar a qualidade e chegar aos mercados que podem valorizar os produtos\u201d, vincou Jorge Caetano.<\/p>\n<p>Neste encontro, ficou ainda a ideia de que a Dolmen est\u00e1 preparada para assumir a lideran\u00e7a da cria\u00e7\u00e3o de parcerias entre as v\u00e1rias entidades da regi\u00e3o Douro Verde.<\/p>\n<p>Em Resende, coube a Garcez Trindade as honras da casa. O anfitri\u00e3o do ser\u00e3o, referiu a import\u00e2ncia da atividade para os produtores de cereja: \u201cEu penso que o objetivo principal \u00e9 sensibilizar os produtores de que existe uma outra maneira de trabalhar a cereja, na sua produ\u00e7\u00e3o e na sua comercializa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O presidente da C\u00e2mara de Resende n\u00e3o tem d\u00favidas de que a produ\u00e7\u00e3o de cereja \u00e9 a atividade mais importante do concelho, mas admite que o munic\u00edpio est\u00e1 ainda longe da organiza\u00e7\u00e3o que apresenta o Fund\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA produ\u00e7\u00e3o de cereja \u00e9 a atividade agr\u00edcola que mais contribui para a sustentabilidade econ\u00f3mica do concelho de Resende\u201d, afirmou Garcez Trindade.<\/p>\n<p>Da Fund\u00e3o viajou Paulo \u00c1guas, vereador da C\u00e2mara Municipal e, em tempos produtor de cereja, que trouxe a experi\u00eancia de um concelho que se dedica a esta produ\u00e7\u00e3o desde a d\u00e9cada de 90.<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00f3s n\u00e3o nos organizarmos, n\u00e3o temos qualquer hip\u00f3tese, pulverizados, de ter poder de negocia\u00e7\u00e3o com a procura organizada. A oferta, que somos n\u00f3s produtores, tem que ser tamb\u00e9m organizada\u201d, salientou Paulo \u00c1guas, que concordou com a necessidade de organiza\u00e7\u00e3o entre os produtores e profissionaliza\u00e7\u00e3o do setor para projetar a marca da cereja de Resende.<\/p>\n<p>As atividades do Plano de A\u00e7\u00e3o do projeto Economia Ativa no Douro verde da Dolmen, onde se inserem os Ser\u00f5es de Aldeia, t\u00eam como objetivo promover o empreendedorismo, capacitar a organiza\u00e7\u00e3o e refor\u00e7ar as compet\u00eancias dos atores que estimulam o esp\u00edrito empresarial, promover a cria\u00e7\u00e3o de novas empresas, valorizar as atividades agropecu\u00e1rias e os produtos locais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Texto e imagens: Jo\u00e3o Pereira<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem percorre a Estrada Nacional 222 (EN-222) entre o concelho de Cinf\u00e3es e o concelho de Resende, no norte do<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3607,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[462],"tags":[1118,1117,323,1119,321],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3606"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3606"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3606\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3611,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3606\/revisions\/3611"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3607"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3606"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3606"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3606"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}