{"id":3543,"date":"2018-10-05T14:53:50","date_gmt":"2018-10-05T14:53:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3543"},"modified":"2018-10-05T14:53:50","modified_gmt":"2018-10-05T14:53:50","slug":"ha-outras-formas-de-amor-que-se-pode-dar-a-uma-crianca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3543","title":{"rendered":"\u201cH\u00e1 outras formas de amor que se pode dar a uma crian\u00e7a\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Olga Sousa desde crian\u00e7a que sonha em ser m\u00e3e. Sem parceiro, embarcou na viagem da insemina\u00e7\u00e3o artificial em Espanha. Atualmente, com 45 anos e sem sucesso a engravidar por via da insemina\u00e7\u00e3o, avan\u00e7ou para o processo de ado\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3546\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/olgasousa.jpg\" alt=\"\" width=\"125\" height=\"204\" \/><\/p>\n<p><strong>Como surgiu a ideia de realizar uma insemina\u00e7\u00e3o artificial?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Olga Sousa<\/strong> Surgiu pela grande vontade que tenho de ser m\u00e3e e pelo facto de n\u00e3o ter companheiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 tinha conhecimento de algu\u00e9m que tivesse realizado esse processo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS<\/strong> Sim, uma grande amiga minha teve um filho por via da insemina\u00e7\u00e3o artificial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E a sua amiga deu-lhe alguma dica para a insemina\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS<\/strong> Sim, ela recomendou-me a m\u00e9dica onde tinha ido para tratar do processo. Na altura, em que fiz a insemina\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o era permitido fazer c\u00e1 em Portugal, por isso tive de ir fazer a Espanha. Essa m\u00e9dica, como tinha conhecimento da cl\u00ednica de Espanha, as consultas e os exames foram realizados c\u00e1 e, no meu per\u00edodo f\u00e9rtil, realizei a insemina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Que idade \u00e9 que tinha quando come\u00e7ou com o processo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS<\/strong> Tinha 43 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Da primeira consulta at\u00e9 \u00e0 coloca\u00e7\u00e3o do espermatoz\u00f3ide passou quanto tempo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS<\/strong> Eu comecei a fazer as consultas em setembro de 2015. Fiz o exame das trompas de Fal\u00f3pio em outubro e em novembro fiz a primeira insemina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como decorreu o processo de insemina\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS<\/strong>\u00a0Inicialmente tive de fazer v\u00e1rios exames para saber se ainda era vi\u00e1vel, ou n\u00e3o, engravidar devido \u00e0 minha idade. Fiz an\u00e1lises cl\u00ednicas, exames \u00e0s trompas de Fal\u00f3pio e ecografias. Na altura em que estava a fazer a ovula\u00e7\u00e3o, fiz uma ecografia para ver como \u00e9 que estava a ovula\u00e7\u00e3o, e se estava a fazer muito fol\u00edculo ou n\u00e3o, e mediante isso marquei com a cl\u00ednica de Espanha para poder fazer a insemina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Que cuidados teve de ter antes e depois da insemina\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS<\/strong> No antes, n\u00e3o h\u00e1 que ter muitos cuidados. No ap\u00f3s da insemina\u00e7\u00e3o \u00e9 o que uma gr\u00e1vida tem de ter: nada de esfor\u00e7os, descansar e repousar, at\u00e9 se saber se o teste \u00e9 positivo ou negativo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Realizou quantas tentativas para tentar engravidar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS<\/strong> Quatro e engravidei na terceira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Que sintomas teve de que estava gr\u00e1vida?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS<\/strong> No processo da insemina\u00e7\u00e3o eu tomei progesterona e, por isso, tive sintomas que s\u00e3o id\u00eanticos aos de uma gravidez. E como j\u00e1 tinha tido alguns sintomas antes da progesterona nunca valorizei, embora, a minha cara estivesse diferente. Houve um dia, em que fui a uma festa da empresa onde trabalho e j\u00e1 estava gr\u00e1vida, mas n\u00e3o sabia, e um amigo meu disse que eu j\u00e1 estava gr\u00e1vida e eu n\u00e3o acreditei. At\u00e9 que na segunda-feira seguinte fiz as an\u00e1lises onde confirmei que estava mesmo gr\u00e1vida. Era engra\u00e7ado, porque as pessoas de fora notavam mais em mim que j\u00e1 estava gr\u00e1vida do que eu. S\u00f3 notei que me cresceram as mamas e que as minhas roupas estavam apertadas. Nas outras insemina\u00e7\u00f5es, as mamas incharam, mas nada igual como quando engravidei.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por que n\u00e3o conseguiu avan\u00e7ar com a gravidez?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS<\/strong> Abortei espontaneamente \u00e0s sete semanas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como percebeu que tinha sofrido um aborto espont\u00e2neo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS<\/strong> Tive um corrimento de sangue durante dois dias. No domingo fui ao hospital, fizeram uma ecografia e disseram-me que estava tudo bem. Vim para casa e na segunda-feira continuei com o corrimento, mas como me disseram que aquilo podia ser normal deixei estar. Na ter\u00e7a-feira notei que tinha um corrimento maior e fui logo de manh\u00e3 ao hospital e disseram de novo que estava tudo bem e \u00e0 noite tive o aborto. Estava no quarto e comecei a sentir um corrimento maior. Como costumo dizer, ao menos se n\u00e3o era para ir para a frente, ainda bem que foi t\u00e3o cedo. Porque uma pessoa j\u00e1 se apega tanto a uma coisa que quase n\u00e3o conhece, pois s\u00f3 vi um pontinho na ecografia, e ao mesmo tempo se aquilo avan\u00e7asse muito mais, acho que o sentimento ainda ia ser pior. A mim ainda me custa falar disto, portanto iria ser muito pior. Apesar de ter perdido o beb\u00e9 com sete semanas, eu ainda recebi presentes para a crian\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que sentiu ao perceber que a gravidez n\u00e3o tinha evolu\u00eddo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS\u00a0<\/strong>Nas duas primeiras tentativas encarei bem o facto de n\u00e3o ter conseguido engravidar, porque \u00e9 um processo que s\u00f3 se consegue ao final de algumas vezes e isso \u00e9 normal, ainda por cima dada a minha idade ainda complicava mais. Ap\u00f3s ter engravidado, foi complicado porque foi um processo de perder algo que tanto queria. Depois de ter sofrido o aborto, a insemina\u00e7\u00e3o que mais me custou n\u00e3o ter conseguido foi a de maio, p\u00f3s-aborto. Essa custou-me mais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual foi o tempo de intervalo entre as quatro tentativas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS\u00a0<\/strong>Foi de apenas um m\u00eas. Nas duas primeiras insemina\u00e7\u00f5es eu fiz tratamento, portanto tomei hormonas para aumentar os fol\u00edculos e para ter mais ovula\u00e7\u00f5es, para que a probabilidade de engravidar fosse maior. Quando fiz a segunda em dezembro de 2015, e que foi sem sucesso, a m\u00e9dica disse que \u00edamos parar com o tratamento e que \u00edamos dar um m\u00eas de pausa. E eu sugeri \u00e0 m\u00e9dica realizar a insemina\u00e7\u00e3o nesse m\u00eas de pausa, foi a\u00ed que engravidei sem medica\u00e7\u00e3o. Depois do aborto, tentei outra vez em maio. Eu abortei em mar\u00e7o e em maio voltei a tentar engravidar. Ia tentar novamente uma quinta vez, s\u00f3 que n\u00e3o pude fazer a insemina\u00e7\u00e3o porque a m\u00e9dica n\u00e3o conseguiu ver se a trompa direita estava em condi\u00e7\u00f5es ou n\u00e3o, e eu s\u00f3 podia fazer a insemina\u00e7\u00e3o quando estivesse a ovular do \u00f3vulo esquerdo. Como estava a ovular do direito n\u00e3o deu para avan\u00e7ar com a insemina\u00e7\u00e3o. A\u00ed percebi que era um sinal e que teria de avan\u00e7ar para a ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Desde a primeira consulta at\u00e9 \u00e0 insemina\u00e7\u00e3o passou quanto tempo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS\u00a0<\/strong>Eu comecei a fazer as consultas em setembro de 2015. Fiz o exame das trompas de Fal\u00f3pio em outubro e em novembro fiz a\u00a0primeira insemina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quanto custou no total o processo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS\u00a0<\/strong>A\u00a0primeira insemina\u00e7\u00e3o \u00e9 mais cara porque tem de se fazer mais exames. Cada insemina\u00e7\u00e3o custou 550 euros, sem contar com a viagem para Espanha e alojamento, ou seja, cada insemina\u00e7\u00e3o custou \u00e0 volta de 750 euros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quanto tempo ficava em Espanha?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS\u00a0<\/strong>Era r\u00e1pido. Fazia a insemina\u00e7\u00e3o, estava 15 minutos a repousar e depois podia vir embora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O facto de ter o seu filho atrav\u00e9s de um dador an\u00f3nimo de esperma era motivo de preocupa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS\u00a0<\/strong>N\u00e3o, se me preocupasse n\u00e3o o faria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Recebeu apoio psicol\u00f3gico durante o processo de insemina\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS\u00a0<\/strong>N\u00e3o, porque era uma coisa que eu queria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Explicaram-lhe porque n\u00e3o conseguia engravidar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS\u00a0<\/strong>N\u00e3o, h\u00e1 v\u00e1rios fatores que podem condicionar uma gravidez. Eu nunca tive de fazer os testes de coagula\u00e7\u00e3o. H\u00e1 v\u00e1rios testes que h\u00e1 necessidade de fazer quando se tem v\u00e1rios abortos. Eu s\u00f3 tive um aborto e quando ia tentar mais uma vez p\u00f3s-aborto n\u00e3o podia e ent\u00e3o percebi que estava na altura de parar. H\u00e1 outras formas de amor que se pode dar a uma crian\u00e7a\u00a0atrav\u00e9s da ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Foi dif\u00edcil perceber que teria de desistir da ideia de engravidar e optar por ter o seu filho por via da ado\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS\u00a0<\/strong>\u00c9 dif\u00edcil porque ainda se pensa em tentar mais vezes, e na possibilidade de ainda ser capaz. \u00c9 sempre um e se. Fica sempre no ar, porque se consegui uma vez, podia conseguir mais vezes, mas dado o processo que \u00e9 t\u00e3o doloroso psicologicamente preferi parar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3547\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/olgasousa1.jpg\" alt=\"\" width=\"215\" height=\"156\" \/><\/p>\n<p><strong><em>Um ano e tr\u00eas meses<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Como se processa o pedido de ado\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS\u00a0<\/strong>Eu j\u00e1 estou no Banco de Ado\u00e7\u00e3o h\u00e1 um anos e tr\u00eas meses. \u00c9 preciso ir \u00e0 Seguran\u00e7a Social da nossa \u00e1rea de resid\u00eancia e depois ir a uma sess\u00e3o de esclarecimento. Depois dessa sess\u00e3o \u00e9 que se podem colocar os pap\u00e9is para ado\u00e7\u00e3o, porque nessa reuni\u00e3o, ou tu queres mesmo adotar ou as tua ideias v\u00e3o-se embora. Porque eles pintam o pior cen\u00e1rio de ado\u00e7\u00e3o. Porque as crian\u00e7as que l\u00e1 est\u00e3o s\u00e3o crian\u00e7as que j\u00e1 perderam muita coisa, j\u00e1 passaram por v\u00e1rios traumas. Ou vais buscar ao hospital pequenino e mesmo assim pode ter sofrido traumas durante a gravidez devido aos processos que os pais passaram, alcoolismo, drogas, o que quer que seja. Mas na reuni\u00e3o pintam o pior cen\u00e1rio. E a partir da\u00ed tem de se preencher um inqu\u00e9rito, que se entrega na seguran\u00e7a social e a partir da\u00ed tem-se seis meses para colocar o processo inicial onde se passa por duas sess\u00f5es. Uma com as t\u00e9cnicas da a\u00e7\u00e3o social e outra com uma psic\u00f3loga\u00a0em que perguntam tudo sobre a nossa vida, a inf\u00e2ncia, como \u00e9 a tua rela\u00e7\u00e3o com os teus pais, quem s\u00e3o as pessoas que te podem apoiar se for necess\u00e1rio com a crian\u00e7a, a tua rede de apoio. V\u00eam ver as condi\u00e7\u00f5es que tu tens, e no final, antes de passarem o certificado h\u00e1 uma reuni\u00e3o com v\u00e1rios pais que tamb\u00e9m querem adotar em que nos apresentam casos de crian\u00e7as que est\u00e3o para adotar. Eu j\u00e1 estou apta para ser m\u00e3e de ado\u00e7\u00e3o, j\u00e1 tenho o certificado, daqui a dois anos tenho de o renovar porque o certificado s\u00f3 tem tr\u00eas anos de validade e as ado\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito atrasadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 h\u00e1 alguma crian\u00e7a em vista para a Olga adotar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS\u00a0<\/strong>N\u00e3o. Agora estou \u00e0 espera e quando o perfil de uma crian\u00e7a que esteja numa institui\u00e7\u00e3o seja adequado com o meu perfil, vou\u00a0ter a\u00a0sorte de ser a escolhida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tem de indicar algum perfil que prefere relativamente \u00e0 crian\u00e7a que vai adotar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS\u00a0<\/strong>N\u00e3o, a \u00fanica coisa que se indica \u00e9 a faixa et\u00e1ria que preferimos, se quero menino ou menina, se pode ser de outra ra\u00e7a ou n\u00e3o, se pode ter determinado tipo de doen\u00e7as, se pode ser filho de m\u00e3e que tenha HIV, hepatite C, ou m\u00e3e alco\u00f3lica. Portanto, todas as crian\u00e7as que nascem de pais assim, o tratamento \u00e9 feito logo \u00e0 nascen\u00e7a e a crian\u00e7a acaba por n\u00e3o ter a doen\u00e7a. Normalmente, n\u00e3o s\u00e3o portadoras. Portanto, eu n\u00e3o me importo de ter uma crian\u00e7a dessas, porque n\u00e3o t\u00eam culpa de vir ao mundo. Para mim \u00e9 indiferente ser m\u00e3e de um menino ou de uma menina, mas a faixa et\u00e1ria que escolhi foi at\u00e9 aos tr\u00eas anos. Na escolha da faixa et\u00e1ria tive mais cuidado, mas \u00e9 a faixa et\u00e1ria que todas as pessoas optam, portanto \u00e9 mais complicado. Um dos requisitos da ado\u00e7\u00e3o \u00e9 que com o avan\u00e7ar da idade, n\u00e3o se pode ter uma diferen\u00e7a de 50 anos com a crian\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O facto de tentar adotar uma crian\u00e7a e ser m\u00e3e solteira est\u00e1-lhe a dificultar o processo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS\u00a0<\/strong>N\u00e3o, acho que n\u00e3o porque isso tamb\u00e9m a haver com as condi\u00e7\u00f5es e com a nossa forma de estar na vida. Portanto, tenho a certeza que h\u00e1-de haver um casal que n\u00e3o deve ter tantas condi\u00e7\u00f5es quanto eu para ter uma crian\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Que processo considera ser mais dif\u00edcil: o da insemina\u00e7\u00e3o artificial ou o da ado\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>OS\u00a0<\/strong>A insemina\u00e7\u00e3o \u00e9 mais violenta psicologicamente, porque a ado\u00e7\u00e3o agora \u00e9 a espera. Tu vives a tua vida, n\u00e3o pensas muito nisso porque se pensares come\u00e7as a stressar e n\u00e3o vale a pena. \u00c9 viver a vida um dia de cada vez e \u00e0 espera de uma crian\u00e7a que venha ter \u00e0s tuas m\u00e3os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto: Carolina Dias <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olga Sousa desde crian\u00e7a que sonha em ser m\u00e3e. Sem parceiro, embarcou na viagem da insemina\u00e7\u00e3o artificial em Espanha. 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