{"id":3514,"date":"2018-06-17T13:41:18","date_gmt":"2018-06-17T13:41:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3514"},"modified":"2018-06-17T13:41:18","modified_gmt":"2018-06-17T13:41:18","slug":"erasmus-so-nao-chega","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3514","title":{"rendered":"Erasmus, s\u00f3, n\u00e3o chega"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>O programa Erasmus completou 30 anos no passado m\u00eas de novembro de 2017. Para muitos, o que significa aventura \u00e9 tamb\u00e9m, para outros, uma sa\u00edda da zona de conforto. Muitas s\u00e3o as raz\u00f5es que levam os estudantes portugueses a aventurar-se no programa Erasmus. Desde que o programa foi lan\u00e7ado, na \u00e9poca pela Comunidade Econ\u00f3mica Europeia, j\u00e1 conta 116 mil alunos participantes. Em 1987, os primeiros alunos de Erasmus foram convidados diretamente pelas universidades.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3515\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/erasmus.jpg\" alt=\"\" width=\"226\" height=\"127\" \/><\/p>\n<p>\u201cOs nossos alunos Erasmus que v\u00e3o para um per\u00edodo de estudo, t\u00eam todos como objetivo adquirir novos conhecimentos, sobretudo em termos culturais. Aproveitam para desenvolver conhecimentos numa outra l\u00edngua, nomeadamente o espanhol, mas temos outros parceiros. Obviamente trabalhar o curr\u00edculo e ter uma experi\u00eancia diferente, outras maneiras de conviver, todos t\u00eam este tipo de objetivo\u201d. Esta \u00e9 a vis\u00e3o de Veronique Deplancq, docente na Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o de Viseu (ESEV) do Instituto Polit\u00e9cnico de Viseu. Longe de casa, sem fam\u00edlia, sem os confortos da terra Natal, a quest\u00e3o da adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 um fator que leva alunos a fazer Erasmus.<\/p>\n<p>Daniel Santos estudou Comunica\u00e7\u00e3o Social na Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o de Viseu. Fez Erasmus em 2015 e escolheu Espanha, cidade de Granada, para realizar o programa. Afirma que n\u00e3o esquece o primeiro impacto do pa\u00eds. \u201cLembro-me que o primeiro impacto de Granada foi pensar que estava t\u00e3o perto de casa, mas que era tudo t\u00e3o diferente. Espanha \u00e9 um pa\u00eds com uma cultura muito rica e \u00e9 incr\u00edvel como, passando a fronteira, tanta coisa muda\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3516\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/erasmus1-226x300.png\" alt=\"\" width=\"226\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/erasmus1-226x300.png 226w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/erasmus1.png 277w\" sizes=\"(max-width: 226px) 100vw, 226px\" \/><em>Daniel Santos<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Susana Rocha \u00e9 licenciada em Gest\u00e3o pelo Instituto Polit\u00e9cnico de Bragan\u00e7a e frequentou mestrado em economia na Universidade do Minho. Ela relata que existem algumas diferen\u00e7as que sentiu no primeiro impacto com a Rep\u00fablica Checa \u201cAs pessoas checas s\u00e3o bastante c\u00edvicas e mais ambientalistas que os portugueses. Alem disso, o custo de vida \u00e9 inferior ao praticado em Portugal, particularmente os transportes p\u00fablicos\u201d. As raz\u00f5es que levam os estudantes a escolher o pa\u00eds onde querem fazer o programa Erasmus s\u00e3o muitas. No caso de Daniel, foi a op\u00e7\u00e3o certa, embora n\u00e3o tenha sido a primeira. \u201cEscolhi ir estudar para Granada, porque era uma cidade que desconhecia por completo, mas os principais motivos foram a proximidade de Portugal, o custo de vida mais barato e ainda o facto de ter bases para falar espanhol\u201d. J\u00e1 para Susana, os motivos foram sempre os mesmos: diz que a Rep\u00fablica Checa sempre foi o pa\u00eds que mais lhe despertou interesse em conhecer.<\/p>\n<p>Analisa Macedo, ex-aluna do curso de Comunica\u00e7\u00e3o Social da ESEV, tamb\u00e9m realizou Erasmus em 2015. Escolheu a Holanda e afirma que o que mais lhe despertou a aten\u00e7\u00e3o foi o facto de aquele ser um pa\u00eds desenvolvido e \u201cter uma cultura semelhante \u00e0 de Portugal, al\u00e9m de ser um pa\u00eds de oportunidades\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E o aproveitamento escolar?<\/strong><\/p>\n<p>Motivos n\u00e3o faltam para fazer Erasmus, mas a quest\u00e3o que se levanta \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao aproveitamento. Ter\u00e3o os alunos um bom aproveitamento desta experi\u00eancia a n\u00edvel de estudo? Veronique Deplancq afirma que sim. \u201cQuando est\u00e3o no estrangeiro, acontece bastante chumbarem a algumas disciplinas, nomeadamente por causa da falta de compreens\u00e3o por parte dos colegas. O nosso regulamento permite marcar provas no regresso e a situa\u00e7\u00e3o vai-se regularizar rapidamente. Nunca tivemos queixas a este n\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que o ritmo de estudo, o sistema e a qualidade de aulas \u00e9 diferente de Portugal? Marlise Silva estudou Desporto na ESEV e realizou Erasmus em 2017, na cidade de Girona, em Espanha. Diz que sentiu diferen\u00e7as not\u00f3rias no que diz respeito ao sistema educativo e acrescenta que o sistema \u00e9 \u201csuperior \u00e0s aulas lecionadas\u201d em Portugal. \u201cDevo dizer que muito gra\u00e7as aos alunos, pois estes t\u00eam uma postura mais assertiva e respeitadora perante as aulas e os docentes. Desta forma consegu\u00edamos dar mais mat\u00e9ria na aula e consegu\u00edamos tirar d\u00favidas na mesma. Al\u00e9m disso, nas aulas seguintes, realiz\u00e1vamos uma breve revis\u00e3o da mat\u00e9ria dada na aula anterior, tendo \u00eanfase a mat\u00e9ria fundamental\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3517\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/erasmus2.jpg\" alt=\"\" width=\"148\" height=\"155\" \/><em>Marlise Silva<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mariana Silva, estudante de Comunica\u00e7\u00e3o Social na ESEV, \u00e9 uma rec\u00e9m-chegada do programa Erasmus na cidade da B\u00e9lgica. Na experi\u00eancia que viveu achou os belgas um povo muito frio e, no que diz respeito ao sistema educativo, afirma que em Portugal os alunos s\u00e3o privilegiados. \u201cO ritmo \u00e9 muito mais acelerado. Na ESEV somos uns privilegiados, porque os professores preocupam-se connosco e t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima. L\u00e1 eu achei que isso n\u00e3o acontecia. N\u00e3o havia professores a fazer piadas, a contar aspetos das vidas pessoais. O que havia era um bom dia e um boa tarde. Sinceramente, prefiro o tipo de avalia\u00e7\u00e3o que tenho em Portugal. Ao fazer os trabalhos vamos aprendendo de maneira diferente. Outra diferen\u00e7a \u00e9 que a maior parte das cadeiras que eles t\u00eam s\u00e3o te\u00f3ricas e, num curso de comunica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o faz sentido. Mas, a maior diferen\u00e7a que notei foi nas instala\u00e7\u00f5es. Quando l\u00e1 entrei apercebi-me da diferen\u00e7a entre um pa\u00eds que investe na educa\u00e7\u00e3o e noutro que n\u00e3o o faz. As salas estavam muito bem equipadas, com boa liga\u00e7\u00e3o \u00e0 internet, e com bons equipamentos digitais. Para dar um exemplo, a sala de trabalho dos alunos era toda equipada com Macs&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo o site da Associa\u00e7\u00e3o de Estudantes da Faculdade de Psicologia e de Ci\u00eancias da Universidade do Porto (AEFPCEUP), Portugal \u00e9 o 7\u00ba. pa\u00eds, entre 33, que mais alunos estrangeiros recebe do programa Erasmus. Veronique Deplanc acrescenta que Portugal foi muito publicitado nos \u00faltimos anos. \u201cVimos que antigamente eram s\u00f3 as grandes cidades e o Algarve para os aspetos tur\u00edsticos. Hoje em dia \u00e9 atrav\u00e9s do Portugal todo, um bocado menos a parte do Norte, algumas zonas do Alentejo, mas mesmo assim estamos a ver cada vez mais pessoas do estrangeiro a virem instalar-se em Portugal.\u201d<\/p>\n<p>A docente diz ainda que as condi\u00e7\u00f5es que o pa\u00eds oferece s\u00e3o tamb\u00e9m causas para a solicita\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. \u201c Por causa do clima, n\u00e3o est\u00e1 muito longe dos outros pa\u00edses europeus, o n\u00edvel de vida continua mais baixo que o resto da Europa. As pessoas com alguma idade, reformados, antes iam para o sul de Espanha agora v\u00eam para Portugal, porque o pa\u00eds facilitou ao n\u00edvel fiscal. Os alunos Erasmus gostam muito por estas raz\u00f5es todas, nomeadamente o n\u00edvel de vida, mas n\u00e3o s\u00f3. Os alunos perceberam que temos aqui bom acolhimento, um bom n\u00edvel de integra\u00e7\u00e3o, qualidades de vida, como a seguran\u00e7a, que j\u00e1 n\u00e3o se encontra em todos os pa\u00edses europeus.\u201d<\/p>\n<p>Espanha, It\u00e1lia e Pol\u00f3nia mant\u00eam-se entre os tr\u00eas destinos mais escolhidos pelos portugueses. S\u00f3 para o pais vizinho foram estudar 1862 estudantes, para It\u00e1lia 986 e para a Pol\u00f3nia 944. As institui\u00e7\u00f5es espanholas s\u00e3o, ali\u00e1s, as que recebem mais alunos Erasmus \u2013 precisamente 42 537. Portugal foi escolhido por 11459, dos quais 2516 espanh\u00f3is. As universidades de Lisboa, do Porto e Nova de Lisboa foram as que receberam mais alunos Erasmus. O programa voltou a registar novos recordes no ano letivo 2014-2015, com um total de 678 mil participantes, dos quais 16 116 portugueses. Em 30 anos, foram 116 mil os estudantes nacionais envolvidos.<\/p>\n<p>A falta da fam\u00edlia e dos amigos s\u00e3o algumas das dificuldades relatadas pelos estudantes quando est\u00e3o a fazer o programa Erasmus.\u00a0 Marlise Silva afirma que a falta da fam\u00edlia e a falta do apoio do seu lar, estar sozinha e n\u00e3o ter ningu\u00e9m pr\u00f3ximo, afetou um pouco o seu percurso. J\u00e1 Mariana Silva revela que o que mais lhe custou foi a quest\u00e3o da l\u00edngua. \u201cComo o meu franc\u00eas era muito pouco, eu s\u00f3 falava ingl\u00eas, o que tamb\u00e9m era dif\u00edcil porque, como j\u00e1 disse, eles n\u00e3o falam muito ingl\u00eas. Assim, n\u00e3o consegui desenvolver o franc\u00eas como gostaria e n\u00e3o consegui conviver com muita gente. Eu s\u00f3 falava com as pessoas que eu sabia que conseguiam falar ingl\u00eas, que n\u00e3o eram muitas\u201d, relata.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3518\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/erasmus4.jpg\" alt=\"\" width=\"185\" height=\"215\" \/><em>Mariana Silva, na B\u00e9lgica<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Daniel Santos relata que se vivem tamb\u00e9m momentos \u201cincr\u00edveis\u201d, a par com outros \u00a0\u201cmenos bons\u201d. \u201cA dist\u00e2ncia e as saudades aparecem em algumas ocasi\u00f5es. A n\u00edvel acad\u00e9mico tamb\u00e9m n\u00e3o foi f\u00e1cil, os professores eram exigentes foi preciso estudar e trabalhar para poder passar, tal como em Portugal, com a diferen\u00e7a que era tudo em espanhol.\u201d No que diz respeito a divers\u00f5es e espa\u00e7os noturnos, Daniel afirma que \u201cGranada \u00e9 para Espanha aquilo que Coimbra \u00e9 para Portugal, no que diz respeito \u00e0 vida acad\u00e9mica. Acho que isso diz tudo\u201d. \u00a0Embora existissem portugueses na mesma universidade, Daniel Santos preferia passar o seu tempo com locais e com pessoas de outros pa\u00edses. \u201cGranada \u00e9 uma cidade com muitos estudantes de Erasmus vindos de v\u00e1rias partes do mundo, n\u00e3o s\u00f3 no programa Erasmus, mas tamb\u00e9m em outros tipos de programas de interc\u00e2mbio\u201d, conta.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia investiu 2,1 mil milh\u00f5es de euros no Erasmus+ que, desde 2014, tamb\u00e9m abrange outros programas al\u00e9m do interc\u00e2mbio no Ensino Superior, como a forma\u00e7\u00e3o de adultos, est\u00e1gios ou voluntariado. \u201cSabemos que ao longo dos \u00faltimos anos, as bolsas tiverem tend\u00eancia a diminuir e a vida no exterior \u00e9 cada vez mais cara. Numa tend\u00eancia geral, atrav\u00e9s da Europa, estamos a ver que de facto, as bolsas, j\u00e1 n\u00e3o permitem pagar muito mais do que a viagem e um pouco da viv\u00eancia no local. Existe uma incoer\u00eancia, porque a pol\u00edtica da Europa \u00e9 cada vez mais de promover a mobilidade, promover as transfer\u00eancias de conhecimento e de compet\u00eancias e tamb\u00e9m promover a diversidade lingu\u00edstica e cultural. De facto, n\u00e3o est\u00e3o a apoiar a n\u00edvel financeiro da forma mais adequada\u201d, defende Veronique Deplancq, no que diz respeito ao financiamento do programa.<\/p>\n<p>Depois de 2014 ter tido uma ligeira quebra, no ano seguinte (\u00faltimo per\u00edodo sobre o qual existem dados), mais 1077 estudantes portugueses, num total de 8034, beneficiaram do programa. Portugal subiu um lugar no ranking, passando a ser o 11.\u00b0 pais, entre os que enviam mais estudantes para fora. Ainda longe da Fran\u00e7a, onde quase 40 mil alunos estudaram noutros pa\u00edses em 2015. Estatisticamente, tudo indica que depois de os alunos fazerem Erasmus, as oportunidades no mundo de trabalho ser\u00e3o maiores, tal como acredita Veronique Delplancq. \u201cN\u00f3s, internamente, nunca fizemos esse estudo, mas estou convencida que sim. Porque aparecer no curriculum que tivemos a experi\u00eancia no estrangeiro, quer a n\u00edvel da \u00e1rea de estudo, mas sobre tudo a n\u00edvel do est\u00e1gio, permite perceber que a pessoa tem mais compet\u00eancias. Nomeadamente ao n\u00edvel do esp\u00edrito de equipa ao n\u00edvel de adaptabilidade, disponibilidade, curiosidade, para alem das experi\u00eancias no estrangeiro\u201d.<\/p>\n<p>Susana Rocha e Analisa Macedo partilham a mesma vis\u00e3o e defendem que a experi\u00eancia de Erasmus no curr\u00edculo \u00e9 uma mais valia. Susana considera que esse dado \u201crevela que o candidato n\u00e3o tem medo de arriscar e viajar e\/ou contactar com outras pessoas n\u00e3o ser\u00e1 problema ou pelo menos, ao passar por essa experi\u00eancia, n\u00e3o lhe \u00e9 algo desconhecido\u201d. De acordo com o site do jornal\u00a0 Observador, um estudo sobre o impacto do programa da UE de interc\u00e2mbio revela que os estudantes Erasmus ganham em empregabilidade, curr\u00edculo e personalidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3521\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/erasmus5.jpg\" alt=\"\" width=\"194\" height=\"130\" \/><em>Susana Rocha, em Praga<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois da experi\u00eancia vivida, Analisa Macedo e Marlise Silva dizem n\u00e3o se arrependerem e acrescentam que foi uma \u201cexperi\u00eancia \u00fanica\u201d e que as ajudou a crescer enquanto pessoas. No caso de Mariana Silva , depois de ter experienciado o programa,\u00a0 deixou \u201ca ideia de ir trabalhar para o estrangeiro um bocado para tr\u00e1s. N\u00f3s temos muita sorte por estarmos em Portugal. A comida, o clima, o povo, n\u00e3o t\u00eam compara\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. Contudo, gostava de ter a experi\u00eancia de trabalhar noutro pa\u00eds, n\u00e3o s\u00f3 para enriquecer o curr\u00edculo, mas tamb\u00e9m para perceber como o sistema de trabalho funciona\u201d.<\/p>\n<p>Hoje, Daniel vive no estrangeiro e afirma que o facto de ter experienciado Erasmus facilitou-lhe no processo de mudan\u00e7a para outro pa\u00eds. Acrescenta ainda que s\u00f3 Erasmus n\u00e3o chega. \u201cTer Erasmus no curr\u00edculo \u00e9 uma mais valia. \u00c9 \u00f3bvio. Mas isto n\u00e3o \u00e9 sin\u00f3nimo de emprego garantido. Pela minha experi\u00eancia \u00e9 apenas um ponto de interesse que os recrutadores gostam de mencionar e de perguntar uma coisa ou outra\u201d. Acrescenta ainda \u201coutro fator que j\u00e1 n\u00e3o toma o Erasmus t\u00e3o diferenciador num curr\u00edculo \u00e9 o de cada vez mais pessoas participarem em programas de interc\u00e2mbio\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o jornal Observador, os diplomados\u00a0com experi\u00eancia internacional t\u00eam mais \u00eaxito no mercado de trabalho. A possibilidade de sofrerem uma situa\u00e7\u00e3o de desemprego de longa dura\u00e7\u00e3o \u00e9 50 % menor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0queles que n\u00e3o estudaram ou obtiveram uma forma\u00e7\u00e3o no estrangeiro e, cinco anos ap\u00f3s terminarem o ensino superior, a taxa de desemprego \u00e9 inferior em 23 %.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto: Andr\u00e9 Ribeiro<\/strong><\/p>\n<p><strong>Imagens: DR<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O programa Erasmus completou 30 anos no passado m\u00eas de novembro de 2017. 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