{"id":3466,"date":"2018-06-30T08:49:09","date_gmt":"2018-06-30T08:49:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3466"},"modified":"2018-06-30T08:49:09","modified_gmt":"2018-06-30T08:49:09","slug":"um-mero-acaso-que-me-fez-descobrir-a-minha-vocacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3466","title":{"rendered":"\u201cUm mero acaso que me fez descobrir a minha voca\u00e7\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>M\u00e1rcia Gon\u00e7alves tem 25 anos e \u00e9 jornalista na Porto Canal. Apesar de ter sido por um mero acaso, estudou Comunica\u00e7\u00e3o Social na Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o de Viseu (ESEV) entre 2010 e 2013. Durante o curso passou por Salamanca, onde participou no programa Erasmus, e considera que todos os alunos deveriam passar por essa experi\u00eancia. Foi durante essa parte da sua vida que percebeu o que realmente queria seguir, levando-a enveredar pelo jornalismo televisivo. Realizou o est\u00e1gio curricular na Porto Canal e mais tarde, depois de ter feito tamb\u00e9m um est\u00e1gio na SIC, abriu a delega\u00e7\u00e3o da Porto Canal em Viseu e sente que foi um sonho tornado realidade. Mas durante a sua vida acad\u00e9mica nem tudo correu como planeado, a morte do pai tra\u00e7ou a seu caminho n\u00e3o s\u00f3 como pessoa, mas tamb\u00e9m como jornalista.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3467\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/marcia1.jpg\" alt=\"\" width=\"246\" height=\"256\" \/><em>M\u00e1rcia Goncalves durante um direto de Carnaval na Porto Canal<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sempre quiseste seguir Comunica\u00e7\u00e3o Social? De onde veio esse interesse?<\/strong><\/p>\n<p><strong>M\u00e1rcia Gon\u00e7alves<\/strong> N\u00e3o, quando terminei o curso queria seguir Investiga\u00e7\u00e3o Forense, para quem sabe depois conseguir entrar para a Pol\u00edcia Judici\u00e1ria. Mas na altura o curso que me interessava era em Lisboa e n\u00e3o quis sair de Viseu. Como a minha escolha era ficar em Viseu, foi uma quest\u00e3o de aleatoriamente escolher os cursos que existiam no Instituto Polit\u00e9cnico e coloc\u00e1-los nas op\u00e7\u00f5es da candidatura ao Ensino Superior. Comunica\u00e7\u00e3o Social ficou em primeiro lugar por mero acaso. Um mero acaso que me fez descobrir a minha voca\u00e7\u00e3o. Foi o destino.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quais os pontos positivos e negativos que tiras do curso?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> Na minha altura acho que o curso era demasiado te\u00f3rico e fazia-nos perder parte do interesse, at\u00e9 porque quer\u00edamos era aulas pr\u00e1ticas e perceber a \u201cmagia\u201d do jornalismo. Mas houve muitos aspetos positivos, muitos professores, com qualidade, que sabem como ensinar e como cativar a nossa aten\u00e7\u00e3o. Mas a melhor parte do meu curso foi sem d\u00favida o semestre em Salamanca, quando participei do Programa Erasmus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Durante o curso fizeste Erasmus em Salamanca, o que essa experi\u00eancia te trouxe de positivo, n\u00e3o s\u00f3 como pessoa, mas tamb\u00e9m como jornalista? <\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> A experi\u00eancia Erasmus ajudou-me a ser o que sou hoje e, principalmente, a saber o que queria fazer para o resto da vida. \u00c9 uma forma de conhecer muitas pessoas de muitas nacionalidades diferentes, de perceber as diferen\u00e7as entre o ensino em Portugal e no estrangeiro, de ver \u201coutro mundo\u201d, de ver o mundo e a vida real com outros olhos e de evoluir como pessoa e como estudante tamb\u00e9m. O meu plano curricular em Espanha era mais direcionado para as tem\u00e1ticas do cinema e da televis\u00e3o e foi a\u00ed que tive a certeza que era em Televis\u00e3o que iria querer trabalhar quando acabasse o curso, ou pelo menos tentar esse caminho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Na tua opini\u00e3o, Erasmus \u00e9 uma experi\u00eancia que todos os alunos deveriam ter?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> Sim, acho que todos os alunos que tenham essa oportunidade devem entrar no programa e embarcar na \u201caventura\u201d Erasmus. Consigo, pelo menos tento, perceber a opini\u00e3o daqueles que n\u00e3o consideram que valha a pena entrar no programa, mas ir\u00e3o mudar rapidamente de opini\u00e3o se se inscrevessem e conseguissem ir estudar para fora de Portugal. Erasmus muda-nos, faz-nos crescer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fizeste o est\u00e1gio curricular no Porto Canal. Consideras que os est\u00e1gios no final do curso de Comunica\u00e7\u00e3o Social s\u00e3o uma mais valia para o futuro profissional dos estudantes? Porque?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> Uma das mais-valias no plano curricular da nossa licenciatura na Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o de Viseu (ESEV) \u00e9 precisamente a oportunidade de realizar um est\u00e1gio curricular. At\u00e9 porque, s\u00f3 se aprende realmente a trabalhar em jornalismo se acompanharmos o dia-a-dia de uma reda\u00e7\u00e3o, por exemplo. As aulas d\u00e3o-nos a teoria e alguma parte da pr\u00e1tica, mas \u00e9 na \u201cvida real\u201d que se aprende realmente. E \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de percebermos a nossa voca\u00e7\u00e3o e aquilo que realmente queremos fazer. Podemos achar que \u00e9 em televis\u00e3o que se quer trabalhar e chegar a uma reda\u00e7\u00e3o e perceber que n\u00e3o \u00e9 nada disso que gostamos ou gostar\u00edamos de fazer, por exemplo. Os est\u00e1gios s\u00e3o tamb\u00e9m importantes porque nos ajudam a tomar decis\u00f5es para o futuro profissional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3469\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/marcia3-273x300.jpg\" alt=\"\" width=\"273\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/marcia3-273x300.jpg 273w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/marcia3.jpg 277w\" sizes=\"(max-width: 273px) 100vw, 273px\" \/><\/strong><em>M\u00e1rcia \u00e9 jornalista da Porto Canal<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quais os obst\u00e1culos que sentiste logo depois de acabares o curso? <\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> No meu caso n\u00e3o posso dizer que tive obst\u00e1culos, as coisas n\u00e3o correram como planeado porque a vida deu uma grande volta com a morte do meu pai e isso mudou o rumo de tudo. Podia dar-me por felizarda, estava a ter muita sorte at\u00e9 tudo ter mudado.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Consideras que tirar um mestrado depois da licenciatura \u00e9 uma coisa indispens\u00e1vel, visto que tiraste um mestrado na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra? Porqu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> N\u00e3o \u00e9 algo indispens\u00e1vel. Tirei o mestrado porque na altura estava um pouco \u201cperdida\u201d e ainda a tentar organizar ideias ap\u00f3s o falecimento do meu pai. Acho que \u00e9 bom, caso se queira estudar mais e tentar aprender algo diferente. No meu caso, o mestrado foi muito positivo porque me permitiu estagiar na SIC e isso sim foi uma grande mais-valia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Estagiaste na SIC, um dos grandes media de Portugal, o que podes tirar dessa experi\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> Tanta coisa. Aprendi muito e com jornalistas muito bons, grandes profissionais. Fiz amizades que provavelmente v\u00e3o manter-se por muitos e bons anos, cresci ainda mais como pessoa e acabei tamb\u00e9m por evoluir como estagi\u00e1ria e futura jornalista. Todas as experi\u00eancias, de uma maneira ou de outra, contribuem para o nosso futuro e para a nossa vida. S\u00f3 posso estar grata por tudo o que os colaboradores da reda\u00e7\u00e3o da SIC no Porto me ensinaram e me ajudaram. Os est\u00e1gios s\u00e3o, sem d\u00favida, uma das melhores formas de aprendizagem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como te sentiste quando a Porto Canal te convidou para abrir a delega\u00e7\u00e3o em Viseu?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> Foi a melhor coisa que me podia ter acontecido. Voltar para o Porto Canal era um dos desejos e \u201csonhos\u201d para o futuro. Poder voltar para o Canal e ainda por cima ficar na minha cidade e no meu distrito, foi uma d\u00e1diva. O sonho tornado realidade. Chorei v\u00e1rias vezes de alegria pela oportunidade que me estavam a dar, pelo significado que tinha, e tem, ter voltado a fazer parte da fam\u00edlia Porto Canal e luto todos os dias por n\u00e3o desiludir quem confiou e acreditou em mim. \u00a0Depois de tudo o que j\u00e1 tinha perdido pelo caminho, agora represento o meu canal na minha cidade. Tenho muito orgulho na delega\u00e7\u00e3o de Viseu, na &#8220;minha&#8221; delega\u00e7\u00e3o e em tudo o que j\u00e1 conquistei (juntamente com os dois rep\u00f3rteres de imagem que trabalham comigo) desde setembro de 2016.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que podes contar sobre esta tua experi\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> Foi e \u00e9 todos os dias um desafio constante, mas o desafio mais feliz e mais enriquecedor da minha vida. Come\u00e7ar uma delega\u00e7\u00e3o do zero n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, n\u00e3o temos a \u201cpapinha\u201d toda feita.\u00a0 Temos de nos mexer, desenrascar e por vezes conseguir fazer \u201cmilagres\u201d com as poucas informa\u00e7\u00f5es que temos. Trabalhar numa delega\u00e7\u00e3o, fora da sede, torna-nos mais rijos, mais fortes e acho que at\u00e9 mesmo com uma capacidade diferente para enfrentar todo o tipo de situa\u00e7\u00f5es e acontecimentos. Nem sempre temos hor\u00e1rios certo, nem sempre conseguimos idealizar como vai acabar o dia ou a que horas acaba. Mas tudo isso faz-nos crescer todos os dias e evoluir muito. Tudo isso vale a pena.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Houve algum momento em que pensaste desistir desta carreira?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> Sim, depois da morte do meu pai desisti completamente do jornalismo. O meu pai acompanhou a 1000% o meu est\u00e1gio no Porto Canal (a minha m\u00e3e e irm\u00e3 tamb\u00e9m, mas o pai era diferente) esteve presente, mesmo a v\u00e1rios quil\u00f3metros, em cada pequeno passo e em cada reportagem. Quando o perdi, perdi o meu apoio. Foi mais f\u00e1cil desistir de tudo do que continuar sem ele. Mas n\u00e3o consegui estar muito tempo longe. Da\u00ed o mestrado na Universidade de Coimbra. N\u00e3o ter desistido totalmente e voltar a tentar acaba por ser tamb\u00e9m uma homenagem ao meu pai.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 o dia a dia de um jornalista?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> Todos os dias s\u00e3o diferentes, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel descrever como \u00e9 o dia-a-dia porque nunca \u00e9 igual. Tudo depende do que acontece, dos temas da atualidade, das reportagens que est\u00e3o agendadas. \u00c9 sempre muito diversificado. Acho que nunca h\u00e1 dois dias iguais em jornalismo, no m\u00ednimo h\u00e1 dois semelhantes, mas nunca iguais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Nos dias da fuga do Pedro Dias fizeste a cobertura dos acontecimentos. Para ti foi o momento mais tenso que viveste ao longo da tua carreira como jornalista? O que sentiste nessa circunst\u00e2ncia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> At\u00e9 hoje foi o momento mais assustador. Foi a primeira vez que o tema da reportagem era um homic\u00eddio, ali\u00e1s mais do que um. E foi complicado conseguir gerir o lado emocional e o lado profissional porque foi um choque, chegar ao local e depararmo-nos com todo aquele cen\u00e1rio horr\u00edvel. Acompanhar aquele dia e os que se seguiram enquanto o Pedro Dias esteve em fuga n\u00e3o foi nada f\u00e1cil. Foi a primeira vez que enfrentei uma situa\u00e7\u00e3o daquelas, nem sabia muito bem o que fazer ou como gerir todas as informa\u00e7\u00f5es que nos iam chegando. Tive a sorte de ter colegas, bons colegas, que me ajudaram e me orientaram.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3470\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/marcia4-239x300.jpg\" alt=\"\" width=\"239\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/marcia4-239x300.jpg 239w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/marcia4.jpg 265w\" sizes=\"(max-width: 239px) 100vw, 239px\" \/><em>M\u00e1rcia durante uma entrevista a Diogo Infante<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual o momento mais caricato ou mais engra\u00e7ado que tiveste enquanto jornalista?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> Inc\u00eandio em S\u00e3o Pedro do Sul no ano passado. Estava a meio de um direto quando o helic\u00f3ptero da For\u00e7a A\u00e9rea aterrou mesmo ao meu lado. Fiquei com cara de p\u00e2nico enquanto tentava continuar a falar e a relatar o que estava a acontecer. Foi sem d\u00favida o momento mais caricato. Na altura n\u00e3o teve muita piada porque fiquei sem saber o que fazer, at\u00e9 porque a aterragem levantou muito p\u00f3 e a pessoa que eu ia entrevistar tamb\u00e9m ficou assustada, mas agora j\u00e1 me consigo rir da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Quais as coberturas\/not\u00edcias\/acontecimentos que te deram mais gosto de fazer?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> Pergunta dif\u00edcil, mas de resposta com teor muito especial. No in\u00edcio de junho fui a enviada especial do Porto Canal ao Parlamento Europeu em Estrasburgo. Fui acompanhar o Evento Europeu da Juventude e profissionalmente foi uma experi\u00eancia incr\u00edvel, foi a primeira vez que viajei para fora de Portugal a representar o canal e, ainda por cima, para um evento no Parlamento Europeu. Foi um grande desafio tanto para mim como o rep\u00f3rter de imagem que me acompanhou e deu muito gosto de fazer aquelas reportagens fora da &#8220;zona de conforto&#8221;. foi um marco no meu percurso como jornalista e como jornalista do Porto Canal.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o me posso ficar por essa reportagem apenas. Ao fim de quase dois anos, h\u00e1 muitas outras reportagens que me marcaram e que me deram um gozo especial em fazer. Em maio deste ano acompanhei um grupo de cerca de 60 peregrinos de Tondela que foi a F\u00e1tima a p\u00e9 e estar lado a lado com o esfor\u00e7o, a dedica\u00e7\u00e3o e por vezes o sofrimento deles marcou-me bastante. \u00c0s vezes o dif\u00edcil at\u00e9 foi n\u00e3o tornar as reportagens demasiado sentimentalistas e a intera\u00e7\u00e3o com o grupo foi muito boa e foi ainda melhor a forma como eles nos acolheram. Mas l\u00e1 est\u00e1, s\u00e3o apenas dois exemplos em dezenas que podia dar. Todas as reportagens s\u00e3o diferentes, todas t\u00eam algo de novo, todas nos ensinam algo ou pelo menos despertam a nossa ten\u00e7\u00e3o para temas que podem ser ou n\u00e3o da atualidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quais os pontos negativos e positivos da carreira de jornalista?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> Esta \u00e9 a pergunta mais dif\u00edcil de toda a entrevista. A verdade \u00e9 que n\u00e3o sei o que responder. Talvez, neste momento, o ponto mais negativo seja a falta de emprego na \u00e1rea para quem est\u00e1 agora a terminar os cursos. Na minha experi\u00eancia profissional, acho que ainda n\u00e3o posso apontar pontos ou aspetos negativos \u00e0 profiss\u00e3o. Quanto aos pontos positivos, a carreira de jornalista permite-nos conhecer muita coisa, muitas pessoas, viver muitas experi\u00eancias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quais os teus objetivos para o futuro? Pretendes ir para outro meio de comunica\u00e7\u00e3o social?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> N\u00e3o gosto de pensar no futuro. Nem consigo imaginar onde estarei daqui a um ano ou dois. Primeiro, porque a vida \u00e9 muito imprevis\u00edvel e segundo, porque o pr\u00f3prio mundo do jornalismo n\u00e3o \u00e9 propriamente est\u00e1vel.\u00a0 Todos estamos sujeitos a ser despedidos ou a receber propostas melhores e s\u00f3 nessa altura devemos e temos de avaliar todas a situa\u00e7\u00e3o, todos os pr\u00f3s e contras. Mudar de meio de comunica\u00e7\u00e3o social n\u00e3o est\u00e1 nos planos a curto prazo. Para j\u00e1, hoje, quero estar aqui em Viseu com o Porto Canal. Amanh\u00e3&#8230;amanh\u00e3 logo se v\u00ea.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Vias-te a fazer outra coisa sen\u00e3o ser jornalista?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> N\u00e3o me via a fazer mais nada. Ser jornalista faz-me ser feliz e sentir realizada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quais os conselhos que darias aos futuros jornalistas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> N\u00e3o desistam \u00e0 primeira dificuldade. Trabalhem com qualidade, esforcem-se, dediquem-se \u00e0 profiss\u00e3o. Com empenho, dedica\u00e7\u00e3o e responsabilidade abrem-se portas para o futuro. As oportunidades aparecem a quem luta por elas. Por isso n\u00e3o desistam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto: Ana Beatriz Almeida<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e1rcia Gon\u00e7alves tem 25 anos e \u00e9 jornalista na Porto Canal. 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