{"id":3458,"date":"2018-06-18T11:02:36","date_gmt":"2018-06-18T11:02:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3458"},"modified":"2018-06-18T11:02:36","modified_gmt":"2018-06-18T11:02:36","slug":"animais-abandonados-o-olhar-de-quem-os-salva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3458","title":{"rendered":"Animais abandonados: o olhar de quem os salva"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Em Portugal s\u00e3o abandonados, em m\u00e9dia, 10 mil animais por ano, sendo a maioria c\u00e3es. Em 2017, segundo uma not\u00edcia da Ag\u00eancia Lusa, a lei que criminaliza os maus tratos e abandono dos animais contribuiu para o aumento dos casos de abandono. A falta de informa\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o dos donos foram as principais causas que provocaram esta controv\u00e9rsia.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3459\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/animais1.jpg\" alt=\"\" width=\"82\" height=\"82\" \/><\/strong><\/p>\n<p>Uma das associa\u00e7\u00f5es que pretende combater este n\u00famero \u00e9 o \u201cSOS Animais de Nelas\u201d. Criada em setembro de 2014, a associa\u00e7\u00e3o conta com 39 volunt\u00e1rios, sendo 20 deles pertencentes \u00e0 associa\u00e7\u00e3o. O que impulsionou a cria\u00e7\u00e3o desta institui\u00e7\u00e3o foi o facto de Nelas n\u00e3o ter um canil e os animais abandonados serem transportados por atrelados e deixados \u00e0 chuva.<\/p>\n<p>A\u00a0\u201cSOS Animais de Nelas\u201d, segundo a volunt\u00e1ria Patr\u00edcia Loio, tem cerca de 30 c\u00e3es num abrigo, 10 c\u00e3es em tratamento e ainda alguns numa fam\u00edlia de acolhimento tempor\u00e1ria. \u201cNormalmente, s\u00e3o as pessoas que se oferecem para ficar com os animais durante algum tempo, quando n\u00e3o temos espa\u00e7o ou quando \u00e9 um animal especial que n\u00e3o se d\u00e1 com outros e requer cuidados especiais\u201d, explica a volunt\u00e1ria.\u00a0 No entanto, Patr\u00edcia confessa que \u201ca maioria das fam\u00edlias de acolhimento tempor\u00e1rias s\u00e3o os volunt\u00e1rios\u201d. E, no toca ao voluntariado, ser volunt\u00e1rio no \u201cSOS animais de Nelas\u201d tem uma condi\u00e7\u00e3o: tudo o que \u00e9 pedido pela institui\u00e7\u00e3o \u00e9 que gostem de animais e que os respeitem. Inclusive, s\u00e3o v\u00e1rias as crian\u00e7as que visitam a institui\u00e7\u00e3o apenas para brincarem com os c\u00e3es.<\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o, sem fins lucrativos, sobrevive atrav\u00e9s de donativos, companhas de recolhas de alimentos de animais e, ainda, um subs\u00eddio aut\u00e1rquico que, segundo Patr\u00edcia, apenas cobre 10% das despesas. \u00a0No entanto, o mais dif\u00edcil \u201cs\u00e3o as pessoas\u201d, refere a volunt\u00e1ria. \u201cN\u00f3s somos uma associa\u00e7\u00e3o composta por pessoas comuns, temos fam\u00edlia, trabalho e tudo o que fazemos \u00e9 nas nossas horas de lazer. N\u00f3s estamos aqui pelos animais, fazemos os poss\u00edveis e os imposs\u00edveis pelos animais e eles agradecem-nos. As pessoas n\u00e3o compreendem e n\u00e3o s\u00e3o sens\u00edveis com o esfor\u00e7o que fazemos e criam-nos obst\u00e1culos\u201d, adianta Patr\u00edcia. A volunt\u00e1ria refere, ainda, que \u201cs\u00e3o as pessoas que nos d\u00e3o trabalho e n\u00e3o os animais, visto que estes que s\u00e3o muito f\u00e1ceis de cuidar e n\u00f3s estamos c\u00e1 para cuidar deles\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3460\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/animais2.jpg\" alt=\"\" width=\"156\" height=\"117\" \/><em>Instala\u00e7\u00f5es da SOS Animais de Nelas<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A \u201cSOS Animais de Nelas\u201d \u00e9 constitu\u00eddo por apenas duas <em>boxes <\/em>e, para a volunt\u00e1ria, essa condi\u00e7\u00e3o impede que a associa\u00e7\u00e3o recolha mais animais e tenha um gatil destinados aos gatos que a institui\u00e7\u00e3o recolhe, mesmo n\u00e3o tendo espa\u00e7o. Os pedidos de ajuda e den\u00fancias chegam todos os dias e, nem sempre, \u00e9 poss\u00edvel ajudar o animal, como explica Patr\u00edcia. Devido ao tamanho da institui\u00e7\u00e3o, existem situa\u00e7\u00f5es em que o \u201cSOS animais de Nelas\u201d n\u00e3o consegue resgatar todos os animais. Tal situa\u00e7\u00e3o leva a que haja cr\u00edticas por parte da comunidade, o que acaba por dificultar o trabalho da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando se tratar da ado\u00e7\u00e3o de um dos animais, a institui\u00e7\u00e3o procura sempre perceber que tipo de c\u00e3o o adotante procura e se o animal se ir\u00e1 adaptar. \u201cAntes de mais tentamos perceber que tipo de animal (o adotante) quer, ou ent\u00e3o somos n\u00f3s que aconselhamos\u201d, explica Patr\u00edcia, \u201ce n\u00f3s, conhecendo os nossos animais e as suas hist\u00f3rias damos as nossas sugest\u00f5es, mas alguns animais n\u00e3o recomendamos que sejam adotados por serem especiais\u201d. Segundo a volunt\u00e1ria, o \u201cSOS animais de Nelas\u201d, durante o in\u00edcio da ado\u00e7\u00e3o, mant\u00e9m contato com o adotante, a fim de assegurar que o animal se encontra num bom ambiente. No entanto, verificam-se casos em que o animal \u00e9 devolvido: \u201cn\u00f3s n\u00e3o conseguimos garantir que sejam todas (as ado\u00e7\u00f5es) 100% eficazes\u201d. Para Patr\u00edcia, h\u00e1 ado\u00e7\u00f5es que correm mal devido ao facto de \u201cas pessoas n\u00e3o verem o animal como um ser sens\u00edvel, mas sim como coisas uteis e quando o deixam de o ser, descartam o animal\u201d. Ainda na ado\u00e7\u00e3o, a volunt\u00e1ria confessa que ela mesma, desde que come\u00e7ou a fazer voluntariado na institui\u00e7\u00e3o, j\u00e1 adotou sete gatos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Zona Industrial de Mangualde vista como uma zona cr\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p>Em Mangualde, tamb\u00e9m se regista um n\u00famero elevado de c\u00e3es abandonados. Apesar de no concelho existirem duas institui\u00e7\u00f5es, a \u201cTira-me da rua\u201d e a \u201cGrumapa\u201d, a zona industrial \u00e9, segundo Sandra Costa e Diogo Barbosa, o lar de muitos c\u00e3es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3461\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/animais3.jpg\" alt=\"\" width=\"162\" height=\"118\" \/><em>Zona Industrial de Mangualde<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A cuidar de sete c\u00e3es e cinco gatos, Sandra Costa, apesar de n\u00e3o ser volunt\u00e1ria em nenhuma institui\u00e7\u00e3o, refere que ajuda os animais sempre que pode. \u201cProcuro ajudar os animais que, muitas das vezes, encontro na rua, dando-lhes comida e \u00e1gua\u201d, explica. Como trabalha na zona de industrial de Mangualde, Sandra confessa que \u201cesta situa\u00e7\u00e3o, ver os animais sem terem, muitas vezes, o que comer nem beber mexe com qualquer pessoa. Isto em Mangualde, apesar de j\u00e1 ter sido pior, ainda est\u00e1 bastante mal\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Para a mangualdense, os principais culpados desta situa\u00e7\u00e3o s\u00e3o as pessoas e a GNR que, apesar as novas leis, nada faz na maioria das vezes. \u201c\u00c9 inadmiss\u00edvel que as pessoas ainda achem que os animais s\u00e3o coisas, os c\u00e3es s\u00e3o os nossos melhores amigos e, falando por mim, s\u00e3o a minha companhia\u201d, afirma Sandra. A habitante considera que a liga\u00e7\u00e3o que criou com os c\u00e3es da zona industrial \u00e9 \u201cincr\u00edvel\u201d. \u201cOs c\u00e3es conhecem-me, o carinho que eu lhes dou, eles d\u00e3o-me em dobro\u201d, concretiza. Quando questionada sobre o que falta fazer para combater o abandonado de animais, Sandra refere que, para ela, \u201cfalta ver os animais como seres sens\u00edveis que s\u00e3o, falta respeitar os animais, falta amar os animais e falta respeitar as leis e aplic\u00e1-las\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3462\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/animais4.jpg\" alt=\"\" width=\"110\" height=\"142\" \/> <img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-3463\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/animais5.jpg\" alt=\"\" width=\"106\" height=\"141\" \/><em>Sandra Costa e Diogo Barbosa<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Diogo Barbosa mora em S\u00e3o Cosmado, perto da Zona Industrial de Mangualde. O jovem lida com o abandonado di\u00e1rio de c\u00e3es naquela zona desde que chegou a Portugal, em 2005. \u201cTodos os dias \u00e0 noite passo pela zona industrial de Mangualde e encontro sempre imensos c\u00e3es abandonados, custa imenso v\u00ea-los, mas ao menos sei que eles comem, porque conhe\u00e7o uma senhora que tem um bar l\u00e1 perto e que todos os dias os alimenta, o que por si s\u00f3 \u00e9 um ato heroico\u201d, refere Diogo. \u00a0Ao longo destes anos em que se encontra em Portugal, Diogo destaca um caso de abandono que, segundo este, foi o que mais desumano que presenciou. \u201cNo in\u00edcio de 2015, o meu pai, numa das suas caminhadas matinais. encontrou dois c\u00e3es beb\u00e9s abandonados num pequeno riacho, do qual n\u00e3o conseguiam sair. Nesse mesmo dia fui l\u00e1 com ele e resgat\u00e1mos os c\u00e3es, conseguindo, posteriormente, arranjar um lar c\u00f3modo para ele\u201d.<\/p>\n<p>As novas leis que criminalizam os maus tratos e abandono de animais s\u00e3o aquilo que, tanto Diogo, como a volunt\u00e1ria Patr\u00edcia Loio, mais destacam. Para o jovem de Mangualde, \u201cas leis, apesar de serem bastante importantes, acabam por ainda prever poucas san\u00e7\u00f5es\u201d. Diogo refere, ainda, que \u201co c\u00e3o tem de ser visto como um ser humano, pois embora se diga que n\u00e3o, eles t\u00eam sentimentos, eles mostram dor e conseguem muitas das vezes ser melhores que as pessoas. \u00c9 por isso que eu defendo que a proposta para que as penas sejam mais pesadas faz muito sentido\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 para a volunt\u00e1ria, as novas leis e o partido PAN t\u00eam diminu\u00eddo os casos de maus tratos de animais. \u201c(O PAN) tem tido um papel bastante ativo em termos de prote\u00e7\u00e3o do animal e, seguramente, \u00e9 gra\u00e7as ao partido que existem as novas leis\u201d, acrescenta.\u00a0 A implementa\u00e7\u00e3o da lei que criminaliza os maus tratos e abandono dos animais, em outubro de 2014, \u00e9 \u201cuma mais valia\u201d, pois, segundo Patr\u00edcia, at\u00e9 esta lei ser implementada \u201cs\u00f3 era crime dependendo da sensibilidade do GNR em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 causa. Depois notou-se uma diferen\u00e7a, e inclusive houve pol\u00edcias a fazerem den\u00fancias\u201d.<\/p>\n<p>Muitos dos casos de maus tratos de animais s\u00e3o denunciados por vizinhos ou pessoas pr\u00f3ximas de quem comete este crime. No entanto, para Patr\u00edcia, faz parte do ADN das pessoas terem medo de denunciar. \u201cO que me choca s\u00e3o as pessoas que t\u00eam coragem de fazer mal a um animal, pois quando veem que este d\u00e1 trabalho deixam de o querer\u201d, refere a volunt\u00e1ria. \u201c\u00c9 crime abandonar e maltratar os animais, as pessoas t\u00eam de deixar de ter medo e, de certeza forma, compactuar com estes crimes\u201d, acrescenta. \u00a0Tamb\u00e9m Diogo Barbosa considera que o medo que as pessoas t\u00eam em denunciar impede que muitos crimes sejam julgados. \u201cAquilo que mais magoa algu\u00e9m que adora c\u00e3es \u00e9 v\u00ea-los ao abandono, quem os salva \u00e9 um her\u00f3i\u201d, refere Diogo, que desde novo que sempre sentiu carinho por animais, em especial c\u00e3es. Para o jovem \u201cn\u00e3o se entende como existem pessoas que querem ter os c\u00e3es, mas que, quando eles come\u00e7am a dar problemas ou a fazer asneiras, algo que \u00e9 perfeitamente normal, os abandonam de imediato\u201d. Como tal, o jovem apela para que todos, que tenham possibilidades, adotem c\u00e3es, mas acima de tudo, que denunciem estes maus tratos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>78 den\u00fancias por m\u00eas<\/strong><\/p>\n<p>Diariamente s\u00e3o abandonados e maltratados dezenas de c\u00e3es em todo o pa\u00eds. Segundo uma not\u00edcia da revista Vis\u00e3o, a GNR registou cerca de 78 den\u00fancias por m\u00eas, em 2017. As den\u00fancias feitas n\u00e3o eram apenas contra particulares, mas tamb\u00e9m contra institui\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o dos animais. Esta mesma not\u00edcia refere que uma das cr\u00edticas mais comum \u00e0s novas leis \u00e9 o facto de apenas abrangerem animais de companhia, deixando de fora outros animais.<\/p>\n<p>Set\u00fabal \u00e9 o distrito onde se registam mais queixas, com um total de 126 den\u00fancias em 2017, segundo uma not\u00edcia do Jornal de Not\u00edcias. Logo a seguir surge o distrito do Porto com 110 den\u00fancias. O distrito Coimbra \u00e9 outro com maior n\u00famero de den\u00fancias (100) e \u00e9 tamb\u00e9m naquela regi\u00e3o que se regista uma das maiores taxas de abandono de c\u00e3es: cerca de mil por ano, diz tamb\u00e9m o Jornal de Not\u00edcias. Apesar destes n\u00fameros alarmantes, desde 2010 que se\u00a0 verifica uma diminui\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros de abandono e maus tratos de animais. Uma not\u00edcia do Jornal de Not\u00edcias, em 2010, referia que eram abandonados por ano 10 mil animais e estimava-se que meio milh\u00e3o de animais n\u00e3o teriam dono.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto e imagens: Alice Santos<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Portugal s\u00e3o abandonados, em m\u00e9dia, 10 mil animais por ano, sendo a maioria c\u00e3es. 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