{"id":3446,"date":"2018-06-13T08:59:41","date_gmt":"2018-06-13T08:59:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3446"},"modified":"2018-06-13T08:59:41","modified_gmt":"2018-06-13T08:59:41","slug":"nos-primavera-sound-nem-a-chuva-parou-o-festival","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3446","title":{"rendered":"NOS Primavera Sound: nem a chuva parou o festival"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>J\u00e1 terminou a 7\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Nos Primavera Sound. M\u00fasica, emo\u00e7\u00e3o e chuva foi com o que se p\u00f4de contar.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O NOS Primavera Sound deu o mote de abertura \u00e0 \u00e9poca dos festivais de ver\u00e3o em Portugal. Realizou-se entre os dias 7 e 9 de junho. A localiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o podia ser melhor: o Parque da Cidade, no Porto. Sim, o facto de ser no Porto \u00e9 importante. N\u00e3o \u00e9 justo que a maioria dos festivais sejam no sul do pa\u00eds. C\u00e1 para cima tamb\u00e9m h\u00e1 inova\u00e7\u00e3o, tradi\u00e7\u00f5es, boa gastronomia, muito para conhecer e explorar.<\/p>\n<p>No primeiro dia (7), \u00e0 chegada, o cheiro a maresia e a relva que se fazia sentir relembrou-me de uma das raz\u00f5es por escolher este festival \u2013 a aproxima\u00e7\u00e3o com a natureza.<\/p>\n<p>Os concertos come\u00e7aram tarde, para mim, mas de uma forma soberba. Quem melhor me podia receber nesse dia, a n\u00e3o ser Rhye? Com <em>Taste<\/em> a soar, bem depois da entrada, a voz mel\u00f3dica de Mike Milosh, vocalista da banda, envolve-nos pelas batidas suaves num ambiente relaxante. Mas n\u00e3o se engane, pois tamb\u00e9m d\u00e1 vontade de mexer o corpo.<\/p>\n<p>De Rhye pass\u00e1mos para Father John Misty, <em>alter ego<\/em> de Josh Tillman, que, sem d\u00favida, arrebatou o p\u00fablico com a sua presen\u00e7a em palco e abertura do concerto com <em>Nancy from now on<\/em>, o que fez com que os seus f\u00e3s o perdoassem logo pelo atraso. H\u00e1 quem diga que ele \u00e9 um misto de Nick Cave, John Grant e Jarvis Cocker (vocalista dos Pulp). Merecia o anfiteatro \u2013 palco NOS.<\/p>\n<p>A cantora neozelandesa Lorde abriu a noite do festival com um concerto eletrizante. A sua energia e simpatia contagiou toda a gente, at\u00e9 os que pouco ou nada conheciam da artista. Um espet\u00e1culo surpreendente, em especial a partir de meio do concerto, quando cantou alguns <em>hits <\/em>como <em>Magnets<\/em>, <em>400 lux <\/em>e para finalizar em grande, <em>Green Light<\/em>.<\/p>\n<p>De seguida, o t\u00e3o esperado <em>rapper<\/em> norte-americano Tyler, The Creator. Caracter\u00edstico e irreverente, com um colete refletor verde e o palco muito bem conseguido a n\u00edvel c\u00e9nico, levou o p\u00fablico ao rubro com <em>Who dat boy<\/em>. Depois do seu \u00e1lbum \u201cFlower Boy\u201d ter sido destacado como um dos melhores de 2017, o artista fez jus \u00e0 sua reputa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para fechar a primeira noite de festa, dan\u00e7ou-se ao som de Jamie XX.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O regresso do sol<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3448\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3221-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3221-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3221-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3221-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>A banda portuguesa Black Bombaim iniciou o segundo dia do Primavera Sound (8) e trouxe o sol.<\/p>\n<p>O dia foi marcado por conjuntos de irm\u00e3s. Primeiro as Breeders, que vieram presentear-nos com um espet\u00e1culo de comemora\u00e7\u00e3o dos 20 anos da banda. Foi bom recordar Kim Deal nos Pixies e a sua marcante can\u00e7\u00e3o <em>Cannonball<\/em>.<\/p>\n<p>Uns passos ao lado encontravam-se as g\u00e9meas Ibeyi, no palco Pitchfork. Enalteceram o papel da mulher e o feminismo com <em>No Man is Big Enough for My Arms<\/em>, com uma parte de um discurso de Michelle Obama a fazer-se ouvir. Deixaram-nos levar pelo ritmo de <em>Me Voy<\/em> e incentivaram o p\u00fablico \u00e0 rebeli\u00e3o enquanto cantavam \u201cWe are deathless\u201d. Um espet\u00e1culo memor\u00e1vel.<\/p>\n<p>Vince Staples veio mostrar o que vale com as suas rimas sobre racismo, pol\u00edtica, pobreza, enquanto passavam imagens de emiss\u00f5es televisivas num painel. Cantou, dan\u00e7ou e deu energia ao p\u00fablico. Por\u00e9m, aten\u00e7\u00e3o que n\u00e3o foi do agrado do p\u00fablico em geral.<\/p>\n<p>O artista Kieran Hebden, mais conhecido por Four Tet, animava o palco Superbock e em simult\u00e2neo, no palco Pitchfork, os norte-americanos Thundercat seduziram o p\u00fablico com o seu jazz de fus\u00e3o.<\/p>\n<p>Fever Ray, a banda da sueca Karin Dreijer (antiga vocalista dos The Knife),\u00a0 conquistou os portugueses com a sua banda somente feminina. A estranheza que nos fizeram sentir com a parte visual passou, rapidamente, a ser uma viagem (positiva) complexa pelo mundo da personalidade dissociada com <em>When I Grow Up <\/em>e <em>IDK About You<\/em>.<\/p>\n<p>Quem trocou A$AP Rocky por Unknown Mortal Orchestra tomou uma boa decis\u00e3o. O <em>rapper<\/em> norte-americano deixou a desejar, com um concerto repleto de sons de explos\u00f5es e incentivos a <em>mosh pits<\/em>. Por outro lado, Unknown Mortal Orchestra vieram confirmar aquilo que j\u00e1 sab\u00edamos \u2013 s\u00e3o <em>So Good at Being in Trouble <\/em>mesmo com problemas de som.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Festivaleiros \u00e0 chuva<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3447\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3308-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3308-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3308-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_3308-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Por fim, o t\u00e3o aguardado \u00faltimo dia (9). A chuva n\u00e3o quis migrar para outro lado, mas isso n\u00e3o foi impedimento para qualquer artista ou f\u00e3, ali\u00e1s, intensificou muitos concertos.<\/p>\n<p>Kelela emocionava-se ao ver a chuva a cair sobre o p\u00fablico que tinha. \u201cSignifica tanto para mim que me estejam a ouvir mesmo com chuva\u201d, dizia a cantora. <em>LMK <\/em>foi a m\u00fasica de abertura, que p\u00f4s os f\u00e3s a dan\u00e7ar desde o in\u00edcio.<\/p>\n<p>Enquanto a organiza\u00e7\u00e3o preparava os festivaleiros para a chuva, dando imperme\u00e1veis para a noite chuvosa que se adivinhava, os brasileiros Met\u00e1 Met\u00e1, no palco principal, deram-nos um cheirinho de jazz, rock e funk \u00e0 mistura.<\/p>\n<p>De seguida, no Pitchfork, uma boa surpresa \u2013 Kelsey Lu. A artista mostrou que a solo estava completa, acompanhada de uma mesa com um <em>sampling pad<\/em>, um pedal de <em>loops<\/em> e a sua guitarra.<\/p>\n<p>Por volta das 22h00 come\u00e7ava um dos espet\u00e1culos mais marcantes desta edi\u00e7\u00e3o do festival \u2013 Nick Cave &amp; the Bad Seeds. O anfiteatro do Parque da Cidade ficou lotado para assistir ao espet\u00e1culo. Nem a chuva impedia as pessoas, pelo contr\u00e1rio. Nick Cave cantou \u00e0 chuva, comoveu o p\u00fablico e para finalizar, com <em>Push the Sky Away<\/em> deixou que dezenas de pessoas subissem ao palco. A idade \u00e9 s\u00f3 um n\u00famero e ningu\u00e9m melhor do que Cave para comprova-lo.<\/p>\n<p>War on Drugs vieram a seguir, mantendo a fasquia elevada ap\u00f3s Nick Cave. Deram principal destaque ao \u00faltimo \u00e1lbum, \u201cA Deeper Understanding\u201d, com a magn\u00edfica balada <em>Strangest Thing<\/em> e temas mais antigos como <em>Lost in the Dream<\/em>.<\/p>\n<p>Com chuva torrencial no concerto de Mogwai, a banda escocesa deu-nos m\u00fasica (<em>post-rock<\/em>) para encerrar o palco principal no NOS Primavera Sound.<\/p>\n<p>Esta edi\u00e7\u00e3o do festival contou com novos palcos \u2013 o palco Seat (considerado o segundo mais importante) e o Bits (uma esp\u00e9cie de pavilh\u00e3o e armaz\u00e9m dedicado \u00e0 vertente eletr\u00f3nica).<\/p>\n<p>O festival do Porto, pela primeira vez, teve para l\u00e1 de cem mil espectadores, tendo sido esta a edi\u00e7\u00e3o\u00a0com maior aflu\u00eancia.<\/p>\n<p>Aguardemos pelo pr\u00f3ximo ano, que ser\u00e1 de 6 a 8 de junho de 2019 no s\u00edtio do costume, rezando para que o sol se fa\u00e7a mostrar e S. Pedro nos ajude.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto e imagens: Romana Martins<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 terminou a 7\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Nos Primavera Sound. 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