{"id":3422,"date":"2018-06-14T12:55:43","date_gmt":"2018-06-14T12:55:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3422"},"modified":"2018-06-14T12:55:43","modified_gmt":"2018-06-14T12:55:43","slug":"o-bullying-escreve-se-com-medo-e-solidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3422","title":{"rendered":"O Bullying escreve-se com medo e solid\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Nuno Pol\u00f3nio da Costa Figueiredo, um rapaz de 18 anos, conta-nos a sua hist\u00f3ria e relata os epis\u00f3dios de bullying, que aconteceram quando tinha 13 anos. Nuno recorda os per\u00edodos em que viveu com medo e diz que a solid\u00e3o era o sentimento que prevalecia. Maria de F\u00e1tima Costa, a m\u00e3e, conta tamb\u00e9m aquela que foi uma das fases mais dif\u00edceis da sua vida.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3423\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/bully1.jpg\" alt=\"\" width=\"171\" height=\"191\" \/><em>Nuno Figueiredo<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Muitas pessoas pensam que o bullying desencadeia apenas dor f\u00edsica, mas essa ideia est\u00e1 errada. Segundo a psic\u00f3loga Anabela Carvalho, para al\u00e9m dos problemas f\u00edsicos, ainda existem os problemas mais graves, que quase ningu\u00e9m consegue ver, ou seja, os problemas psicol\u00f3gicos que a v\u00edtima sofre e vai continuar a sofrer, at\u00e9 que decida procurar ajuda.<\/p>\n<p>Nuno, v\u00edtima de bullying, diz que em termos sociais nunca foi muito de se dar com pessoas. \u201cGosto de estar no meu canto a fazer as minhas coisas, por isso nunca fui, nem sou, muito social\u201d, explica. Para al\u00e9m disso, o rapaz nasceu com algo que o distingue da maior parte dos jovens da sua idade: um problema que afetou os dedos e que faz com que n\u00e3o tenha alguns deles. Para Nuno, essa foi a principal raz\u00e3o para que os outros o olhassem de lado e n\u00e3o se quisessem relacionar consigo. \u201cNa altura tinha no\u00e7\u00e3o de que as outras crian\u00e7as n\u00e3o queriam estar comigo por eu ser assim, mas n\u00e3o percebia o porqu\u00ea de me tratarem mal. Hoje tenho 18 anos e vejo as coisas de maneira diferente. Para mim as crian\u00e7as s\u00e3o um ser muito cruel, porque n\u00e3o t\u00eam medo de dizer e mostrar aquilo que sentem, mesmo que isso magoe os outros. E muitas das vezes isso j\u00e1 vem de casa\u201d, considera o jovem.<\/p>\n<p>Nuno recorda que, ao longo dos anos, as coisas come\u00e7aram a agravar-se: \u201cum grupo de rapazes da minha escola come\u00e7ou a vir ter comigo a fingiam que queriam ser meus amigos. Na altura n\u00e3o percebi e at\u00e9 fiquei contente\u201d.<\/p>\n<p>Nuno pensava que finalmente era um rapaz normal, at\u00e9 ao ponto em que come\u00e7ou a aperceber-se que n\u00e3o era bem assim. \u201cUm dia eles estavam a jogar futebol e tinham-se esquecido das mochilas ao p\u00e9 das mesas de ping pong, pois era l\u00e1 que n\u00f3s as deix\u00e1vamos sempre, e eu n\u00e3o quis ir l\u00e1 busc\u00e1-las , porque n\u00e3o eram minhas e eu n\u00e3o era empregado de ningu\u00e9m. Pelo facto de me ter recusado a ir buscar as mochilas os quatro rapazes come\u00e7aram e tratar-me mal, chamando-me de nomes, dizendo que iriam deixar de ser meus amigos, e at\u00e9 que eu n\u00e3o prestava para nada. Foi a\u00ed que comecei a aperceber-me que eles s\u00f3 me estavam a usar e que n\u00e3o eram realmente meus amigos\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3424\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/bully2.jpg\" alt=\"\" width=\"185\" height=\"226\" \/><em>Nuno Costa, com 14 anos de idade<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nuno Figueiredo explica que foi a partir desse momento que tudo come\u00e7ou. \u201cA partir da\u00ed a minha vida mudou e, desde esse dia, nunca mais fui a mesma pessoa. Primeiro as agress\u00f5es come\u00e7aram por ser a n\u00edvel psicol\u00f3gico e, durante meses e meses, praticamente todos os dias eles me insultavam, passavam e riam-se de mim ou tratavam-me mal, em grande parte por ter este problema\u201d, recorda.<\/p>\n<p>A m\u00e3e da v\u00edtima, Maria Costa, nunca soube de nada, at\u00e9 porque o seu filho escondia isso de toda a gente e ela nunca se apercebeu.\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u201cSim, eu sempre escondi toda esta situa\u00e7\u00e3o da minha m\u00e3e, e tamb\u00e9m nunca contei a nenhum professor, algo de que at\u00e9 hoje me arrependo, pois penso que se tivesse feito alguma coisa nessa altura as coisas n\u00e3o tinham chegado onde chegaram\u201d, lamenta Nuno.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um ano de abusos psicol\u00f3gicos, Nuno diz ter sentido um al\u00edvio grande quando chegou ao \u00faltimo dia de aulas. \u201cSenti a seguran\u00e7a que n\u00e3o senti durante praticamente um ano inteiro\u201d, conta.<\/p>\n<p>Nuno pensava e tentava meter na cabe\u00e7a que durante os tr\u00eas meses de f\u00e9rias o grupo se ia esquecer e n\u00e3o o ia chatear mais, mas isso n\u00e3o aconteceu. \u201cLembro-me, como se fosse hoje, daquilo que senti no primeiro dia de aulas. O medo e a ang\u00fastia eram t\u00e3o grandes que nem sei como explicar. Aquilo que eu imaginei nas f\u00e9rias n\u00e3o passou de imagina\u00e7\u00e3o, pois logo na primeira vez que me viram, eu recuei no tempo e comeceu a viver outra vez aquilo que vivi durante um ano inteiro\u201d.<\/p>\n<p>Nuno acrescenta: \u201cas coisas agravaram-se no dia em que eu j\u00e1 n\u00e3o aguentava mais e decidi enfrent\u00e1-los\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Coragem e desespero<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Esta atitude de coragem ou de desespero, que nem o pr\u00f3prio consegue descrever, provocou aquilo que ele temia que acontecesse desde o in\u00edcio: \u201ceu sabia perfeitamente que era v\u00edtima de bullying e, cada dia que passava, eu rezava para que eles n\u00e3o passassem para a viol\u00eancia f\u00edsica\u201d, mas foi precisamente isso que aconteceu.<\/p>\n<p>Nos meses seguintes, Nuno lembra que o medo de ir para a escola era t\u00e3o grande que s\u00f3 queria ficar em casa e nunca mais sair de l\u00e1. \u201cEu tinha de ir para a escola, n\u00e3o queria que a minha m\u00e3e soubesse porque tinha vergonha de lhe contar\u201d, conta o jovem.<\/p>\n<p>Nuno relata que havia semanas que os agressores n\u00e3o faziam nada al\u00e9m de lhe darem \u201ccacha\u00e7os\u201d, mas havia outras semanas em que as coisas eram muito piores. \u201cHavia semanas em que eles me davam pontap\u00e9s, deitavam-me ao ch\u00e3o, humilhavam-me perante os outros colegas\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Apesar das desculpas que inventava para a m\u00e3e sempre que aparecia em casa com n\u00f3doas negras, Maria Costa come\u00e7ou a desconfiar e a achar que n\u00e3o era normal andar sempre marcado. \u201cN\u00e3o era uma ou duas vezes que ele me aparecia em casa com n\u00f3doas negras no corpo e comecei a estranhar, at\u00e9 que fui \u00e0 escola falar com os professores e eles diziam que n\u00e3o se apercebiam se se passava alguma coisa\u201d, afirma a progenitora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3425\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/bully3.jpg\" alt=\"\" width=\"168\" height=\"166\" \/><em>Maria Costa, m\u00e3e de Nuno<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como os professores n\u00e3o sabiam de nada e o filho n\u00e3o contava a verdade, a m\u00e3e de Nuno nada podia fazer. \u201cEu sabia que se passava alguma coisa, mas n\u00e3o tinha como saber. O Nuno n\u00e3o me contava nada, os professores tamb\u00e9m n\u00e3o e, por mais que eu quisesse, naquela altura eu n\u00e3o conseguia fazer nada\u201d.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que os dias passavam, Maria percebia que o seu filho estava cada vez pior. \u201cEu via que ele estava cada vez pior, porque ele chegava a casa e ia sempre direto para o quarto. N\u00e3o falava com ningu\u00e9m, e a \u00fanica vez que eu o via era \u00e0 hora do jantar, mas n\u00e3o falava nada, nada mesmo, coisa que antes nunca acontecia\u201d, relata.<\/p>\n<p>J\u00e1 cansada de ver o filho naquele estado, Maria decidiu agir: \u201cprimeiro confrontei-o e tentei obrig\u00e1-lo a dizer o que se passava, mas como sempre n\u00e3o me disse nada. Ent\u00e3o, decidi ir \u00e0 escola falar com a diretora de turma dele e alert\u00e1-la de que se passava alguma coisa\u201d.<\/p>\n<p>Foi gra\u00e7as e esta atitude que a m\u00e3e de Nuno acabou por descobrir que o filho era v\u00edtima de bullying. \u201cQuando descobri fiquei em choque, de rastos, por saber que durante meses e meses o meu filho sofria e eu n\u00e3o me apercebi de nada mais cedo\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>Maria Costa acabou por confrontar o filho, dizendo que j\u00e1 sabia o que se passava e que o iria ajudar a resolver o problema. \u201cEle, nesse instante, come\u00e7ou a chorar como eu nunca o tinha visto\u201d. A m\u00e3e regressou \u00e0 escola, falou com a diretora de turma, para que a docente contactasse os pais dos agressores, que acabaram por ser castigados.<\/p>\n<p>Apesar de tudo, os pais de Nuno acabaram por mostrar alguma condescend\u00eancia relativamente aos agressores. \u201cOs pais dos mi\u00fados vieram falar connosco pessoalmente e desculparam-se imensas vezes, e pediram tamb\u00e9m para que aquela situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o sa\u00edsse dali. Garantiram-nos tamb\u00e9m que os filhos n\u00e3o voltariam a meter-se com o meu filho e n\u00f3s acab\u00e1mos por chegar a um consenso. A verdade \u00e9 que eles nunca mais voltaram a fazer-lhe nada\u201d, esclarece Maria Costa.<\/p>\n<p>R\u00faben Lopes, amigo de inf\u00e2ncia de Nuno, diz que sempre soube do que se passava, mas que n\u00e3o fazia nada porque Nuno n\u00e3o deixava que ele se envolvesse. \u201cEle contava-me tudo. Acho que eu era a \u00fanica pessoa com quem ele falava\u201d, recorda.<\/p>\n<p>\u201cComo and\u00e1vamos na mesma escola, eu cheguei a presenciar atos de viol\u00eancia, tanto f\u00edsica como psicol\u00f3gica. Nessas ocasi\u00f5es, eu gostava de poder ter feito alguma coisa, mas eles eram mais que n\u00f3s e o medo conseguia vencer a coragem\u201d, lamenta o jovem.<\/p>\n<p>R\u00faben de uma maneira ou de outra queria ajudar o amigo, mas este nunca deixou: \u201ceu dizia-lhe que ia contar aos professores ou \u00e0 diretora de turma, mas ele nunca me deixava, fazia-me at\u00e9 prometer que eu n\u00e3o contava a ningu\u00e9m, e como era meu amigo eu s\u00f3 fazia o que ele me pedia\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>\u201cQueria sentir-me integrado\u201d<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Um dos agressores, que pediu para que a sua identidade n\u00e3o fosse revelada, mostra arrependimento e vergonha por aquilo que fez quando era mais jovem. \u201cNaquela altura s\u00f3 me queria divertir e nunca pensei que o estivesse a magoar daquela maneira. Se alguma vez lhe bati? Sim, bati. Mas admito que s\u00f3 o fiz para n\u00e3o ser o \u00abranhoso\u00bb do meu grupo, pois queria sentir-me integrado e ent\u00e3o fazia o que eles faziam\u201d, relata.<\/p>\n<p>Depois disto, Nuno come\u00e7ou a ir a consultas de psicologia, que frequentou durante cerca de 2 anos.<\/p>\n<p>Anabela Carvalho, psic\u00f3loga na escola onde tudo aconteceu, diz que isto \u00e9 muito comum em idades mais jovens: \u201cestes casos s\u00e3o muitos comuns, sobretudo entre as crian\u00e7as do primeiro ciclo e do segundo, e muitos deles fazem isto s\u00f3 para se integrarem no grupo, tal como acontece neste caso\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3426\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/bully4.jpg\" alt=\"\" width=\"231\" height=\"210\" \/><em>Anabela Carvalho, psic\u00f3loga<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo a psic\u00f3loga, \u201cpara que haja bullying \u00e9 necess\u00e1rio que o agressor percecione a v\u00edtima como sendo o mais forte, psicologicamente e fisicamente, porque se isso n\u00e3o acontecer j\u00e1 n\u00e3o se pode considerar bullying, mas sim conflito entre pares Agora fez-me a mim, depois fa\u00e7o-lhe a ele\u201d, concretiza a t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>No caso de Nuno era bem explicito que ele se sentia como a parte mais fraca. \u201cEles eram v\u00e1rios, eu era s\u00f3 um. O que \u00e9 que eu podia fazer?\u201d, acrescenta o jovem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>9% de v\u00edtimas em Viseu<\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u201cO Bullying \u00e9 mais raro que o conflito de pares. Segundo um estudo que estou a fazer juntamente com alguns colegas, existe uma percentagem de 9% das crian\u00e7as e jovens que se sentem v\u00edtimas de bullying aqui em Viseu, sendo esta pr\u00e1tica \u00e9 mais frequente no primeiro ciclo\u201d, afirma Anabela Carvalho.<\/p>\n<p>Segundo Anabela Carvalho, \u201ceste tipo de comportamentos pode surgir de casa, porque as crian\u00e7as tendem a imitar aquilo que observam. Mau ambiente em casa e falta de aten\u00e7\u00e3o s\u00e3o muitas vezes as causas para este tipo de comportamento.\u201d<\/p>\n<p>Para evitar que as crian\u00e7as tenham este tipo de comportamentos \u201ccabe aos pais ensinar os filhos a arranjarem estrat\u00e9gias de resolu\u00e7\u00e3o de problemas, pois muitas vezes as crian\u00e7as n\u00e3o sabem resolv\u00ea-los e passam imediatamente para a agress\u00e3o\u201d, salienta a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>Nuno Figueiredo remata: \u201cn\u00e3o desejo a ningu\u00e9m que passe por aquilo que passei, e se h\u00e1 alguma coisa de que me arrependo at\u00e9 hoje foi n\u00e3o ter pedido ajuda quando tudo isto come\u00e7ou, porque se o tivesse feito se calhar isto n\u00e3o tinha chegado onde chegou\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto: Alexandre Ferreira<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nuno Pol\u00f3nio da Costa Figueiredo, um rapaz de 18 anos, conta-nos a sua hist\u00f3ria e relata os epis\u00f3dios de bullying,<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3427,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[1076,271,76],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3422"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3422"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3422\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3428,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3422\/revisions\/3428"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3427"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3422"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3422"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3422"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}