{"id":3415,"date":"2018-06-14T12:54:38","date_gmt":"2018-06-14T12:54:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3415"},"modified":"2018-06-14T12:54:38","modified_gmt":"2018-06-14T12:54:38","slug":"uma-coisa-que-aprendi-com-os-segundos-lugares-e-que-as-finais-sao-para-ganhar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=3415","title":{"rendered":"\u201cUma coisa que aprendi com os segundos lugares \u00e9 que as finais s\u00e3o para ganhar\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Igor Gomes \u00e9 um jovem natural da Lourinh\u00e3 e iniciou-se no Jiu-Jitsu em 2010 na academia Carlson Gracie Portugal, em Torres Vedras. Come\u00e7ou a praticar a modalidade por \u201cbrincadeira\u201d apenas com 12 anos e hoje, ao fim de 8 anos, \u00e9 um atleta federado atrav\u00e9s da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Jiu-Jitsu Brasileiro (FPJJB) e encara o Jiu-Jitsu profissionalmente. \u00a0 Atualmente \u00e9 campe\u00e3o nacional na categoria azul dos 70kg e ao longo destes 8 anos det\u00e9m cerca de 21 t\u00edtulos a n\u00edvel nacional e internacional.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3417\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/jiu-jitsu2.jpg\" alt=\"\" width=\"189\" height=\"221\" \/><em>O jovem atleta ap\u00f3s a vit\u00f3ria no Campeonato Nacional de 2017.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 o Jiu-Jitsu e como \u00e9 que funciona?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Igor Gomes<\/strong> O Jiu-Jitsu \u00e9 uma modalidade baseada no \u201cgrappling\u201d, ou seja, numa luta de corpo com manobras de submiss\u00e3o, quedas, etc. Ou seja, o objetivo numa luta de jiu-jitsu \u00e9 imobilizar o advers\u00e1rio at\u00e9 que este desista. Para al\u00e9m da vertente competitiva, o Jiu-Jitsu \u00e9 praticado tamb\u00e9m como \u201chobbie\u201d ou terapia, como no caso de v\u00edtimas de bullying ou viol\u00eancia dom\u00e9stica, ajudando-as a ganhar mais autoestima e confian\u00e7a em si mesmas.<\/p>\n<p>Nas competi\u00e7\u00f5es, os lutadores s\u00e3o divididos em categorias por faixa, peso e idade, existindo um total de 10 faixas. Cada uma tem 4 graus, exceto a preta que tem 8 graus e \u00e0 medida que os atletas v\u00e3o evoluindo a sua faixa vai subindo. Para al\u00e9m dos atletas competirem nas suas categorias, existe ainda uma categoria aberta, denominada \u201cAbsoluto\u201d, em que lutam os tr\u00eas primeiros do p\u00f3dio de cada categoria. As lutas s\u00e3o ganhas atrav\u00e9s da desist\u00eancia do advers\u00e1rio ou por pontos, pontos esses que s\u00e3o ganhos atrav\u00e9s da boa execu\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas. Em caso de empate, a luta \u00e9 decidida pelas vantagens, tentativas de t\u00e9cnicas n\u00e3o sucedidas, ou de penaliza\u00e7\u00f5es, realiza\u00e7\u00e3o de coisas n\u00e3o permitidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como come\u00e7ou a praticar a modalidade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IG<\/strong> J\u00e1 tinha ouvido falar da modalidade atrav\u00e9s do meu irm\u00e3o e de uns amigos dele que queriam ir experimentar, at\u00e9 ao dia em que cheguei \u00e0 praia e estava l\u00e1 um amigo meu que praticava. Come\u00e7\u00e1mos na brincadeira de experimentar umas t\u00e9cnicas aqui e outras ali e comecei a perceber que gostava daquilo. Um dia decidi ir experimentar os treinos \u00e0 academia Carlson Gracie Portugal, em Torres Vedras, mas na altura era um pouco complicado, a academia ficava longe e por norma ia sempre com amigos muito mais velhos para os treinos, visto que tinha apenas 12 anos.<\/p>\n<p>Sempre fui um rapaz muito ligado ao desporto, pratiquei futebol, surf e sempre adorei tudo o que fossem desportos aqu\u00e1ticos, mas nunca me especializei em nada, acho que nunca fui bom o suficiente num deporto espec\u00edfico para continuar. Quando me iniciei no Jiu-Jitsu, os meus pais diziam que ia ser s\u00f3 uma coisa de 3 ou 4 meses e que eu em ia fartar, no entanto, o tempo foi passando e eu fui gostando daquilo cada vez mais e hoje j\u00e1 passaram cerca de 8 anos e sou atleta federado atrav\u00e9s da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Jiu-Jitsu Brasileiro (FPJJB).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quando surgiu a primeira oportunidade de competi\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IG<\/strong> Ao fim de tr\u00eas meses de treino surgiu-me a primeira oportunidade de lutar no Campeonato Nacional. Inicialmente n\u00e3o era para ir lutar, lembro-me que todos os meus colegas andavam a fazer a prepara\u00e7\u00e3o para irem ao Nacional e come\u00e7aram a insistir com o meu mestre para eu ir. O mestre pediu-me para falar com os meus pais para ver se eles me deixariam ir, ainda nem sabia ao certo o que era o Jiu-Jitsu, mas acabei por ir competir. Na altura tinha 13 anos e apenas 3 meses de treino, nem sabia bem para o que \u00e9 que ia e, quando l\u00e1 cheguei, fiquei mesmo a pensar \u201co que \u00e9 isto\u201d. Acabei por ficar em 2\u00balugar no Campeonato Nacional de 2010 e fiquei contente, nunca tinha recebido nenhuma medalha sem ser de participa\u00e7\u00f5es e foi uma alegria para mim.<\/p>\n<p>Depois desta vit\u00f3ria subi de faixa pela primeira vez, fui continuando a treinar e voltei a competir em outros campeonatos mais a n\u00edvel regional e foi nestes campeonatos que procurei ser melhor que os meus advers\u00e1rios e a corrigir erros e falhas, pois na altura, as categorias das crian\u00e7as tinham sempre algumas discrep\u00e2ncias e lembro-me de lutar com advers\u00e1rios com bem mais peso que eu. Pensava sempre que n\u00e3o era por essas diferen\u00e7as que que n\u00e3o podia ganhar e sempre fui uma pessoa que n\u00e3o gosto de perder.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quando ganhou o primeiro t\u00edtulo de campe\u00e3o nacional?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IG<\/strong> O meu primeiro t\u00edtulo como Campe\u00e3o Nacional da minha categoria, na altura, foi no Campeonato Nacional de 2011 onde fiz apenas uma luta e foi uma verdadeira festa com a conquista do 1.\u00ba lugar. Nesta altura ainda via o Jiu-Jitsu como um passatempo, fazia s\u00f3 entre um a dois treinos por semana, ainda n\u00e3o levava aquilo muito a s\u00e9rio. Lembro-me que nesta altura a minha m\u00e3e proibiu-me de treinar durante cerca de tr\u00eas meses por causa das notas na escola. Apesar de ainda n\u00e3o levar a modalidade muito a s\u00e9rio, adorava aquilo e o objetivo dela foi tirar-me aquilo que eu mais gostava, para ver se conseguia subir as minhas notas. Nessa fase os meus colegas de treino pediam-me para voltar a treinar, para levar os trabalhos de casa e os livros que eles podiam-me ajudar a estudar e isso foi fundamental, at\u00e9 que comecei a preocupar-me mais com as minhas notas para n\u00e3o me sujeitar a ficar novamente sem treinar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A partir de que momento \u00e9 que come\u00e7ou a ver o Jiu-Jitsu de forma mais \u201cs\u00e9ria\u201d?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IG\u00a0<\/strong>Muito provavelmente depois de ter perdido o Campeonato Nacional de 2012. Nessa altura, n\u00e3o usando isso como desculpa, estava cheio de dores no corpo, as t\u00edpicas dores de crescimento e acho que n\u00e3o estava na minha melhor forma. Perdi as duas lutas que fiz e foi a\u00ed que comecei a pensar que me devia aplicar mais na modalidade e tentei mudar certos h\u00e1bitos e rotinas t\u00edpicos de um rapaz de 15 anos. Comecei a procurar mais as minhas dificuldades, aquilo que fazia mal e a focar-me nisso para melhorar, tornando o meu \u201cjogo\u201d mais abrangente. Se me perguntarem que t\u00e9cnicas mais gosto, n\u00e3o sei responder porque acabei por saber fazer um pouco de tudo. Ao longo destes oito anos tamb\u00e9m treinei com tr\u00eas ou quatro professores diferentes o que me tornou um lutador mais flex\u00edvel e mudou o meu modo de luta.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Quais foram tr\u00eas internacionaliza\u00e7\u00f5es que fez e como correram?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IG\u00a0<\/strong>Tinha 16 quando fiz a minha primeira viagem e o destino foi a Holanda, sendo que na altura j\u00e1 estava a tentar profissionalizar-me. Estive l\u00e1 cerca de 7 dias e deparei-me com uma realidade de Jiu-Jitsu completamente diferente daquele que tinha na altura em Portugal. Antes da viagem para a Holanda costumava treinar cerca de 4 a 5 vezes por dia e quando l\u00e1 chegou passei a treinar cerca de 3 a 4 vezes por dia. Fui lutar o campeonato l\u00e1 e, curiosamente, foi a primeira vez que o meu pai me viu a lutar. A primeira luta que fiz foi contra o antigo campe\u00e3o holand\u00eas e venci, sendo que ganhei a segunda luta e consegui o 1.\u00ba lugar no p\u00f3dio.<\/p>\n<p>Em 2016 voltei a competir na Alemanha e em Londres, na categoria dos 64kg. Na Alemanha participei em duas competi\u00e7\u00f5es, uma com kimono e outra sem kimono, e consegui o 2\u00balugar na competi\u00e7\u00e3o sem kimono, depois de perder a segunda luta. A segunda luta foi quase como uma luta de sonho, uma luta muito em p\u00e9, sempre a tentar levarmo-nos um ao outro para o ch\u00e3o, no entanto acabei por perder, ficando em segundo lugar, mas sai de l\u00e1 bastante contente porque sabia que n\u00e3o estava na minha melhor forma naquele peso.<\/p>\n<p>Em Londres a experi\u00eancia j\u00e1 foi bastante diferente, pois tanto para a Holanda como para a Alemanha tinha viajado sozinho, e desta vez fui com mais colegas meus da academia, mas acabei por perder a luta nos quartos-de-finais contra o antigo campe\u00e3o ingl\u00eas e fiquei em 3.\u00ba lugar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quando voltaram a surgir os t\u00edtulos de Campe\u00e3o Nacional?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IG<\/strong> Estive tr\u00eas campeonatos sem conseguir ganhar o 1.\u00ba lugar, ou seja, no Campeonato Nacional de 2012, 2013 e 2014. Por norma, competia na categoria dos 64kg e comecei a pensar em mudar de categoria, mas subir para um peso superior n\u00e3o podia, porque nunca conseguia atingir o peso suficiente, ent\u00e3o pensei em perder peso e lutar numa categoria mais baixa.<\/p>\n<p>Na altura lutava nos 64kg e decidi lutar na categoria de 58kg, o que ainda era uma diferen\u00e7a de peso grande e foi bastante dif\u00edcil. Decidi come\u00e7ar uma dieta rigorosa, sempre acompanhado por um nutricionista e custou-me muito. Normalmente, acordava \u00e0s 5h da manh\u00e3 para ir correr, chegava da corrida comia e ia treinar, andava muitas vezes mal-humorado e a minha vida, durante essa altura, baseava-se em treinar e perder peso. Treinava constantemente e quando cheguei ao Nacional de 2015 fiz aquilo que n\u00e3o fazia desde 2011, que foi ganhar o 1.\u00ba lugar da categoria dos 58kg, com cerca de 3 lutas, tornando-me assim campe\u00e3o nacional. Ao fim de 3 campeonatos sem ganhar o primeiro lugar foi uma lufada de ar fresco.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o Campeonato Nacional de 2015, fui lutar o Campeonato Europeu que \u00e9 realizado c\u00e1 em Portugal, durante cerca de 5 dias. Aproveitei a minha descida de peso e um patroc\u00ednio que consegui para lutar, mas entre o Campeonato Nacional e o Europeu lesionei-me numa costela e fui lutar quase sem treino nenhum. Apesar de lesionado, consegui ficar em 3.\u00ba lugar, o que foi muito bom, foi a primeira medalha de um Europeu na minha academia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como foi alcan\u00e7ar o bicampeonato?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IG<\/strong> Em 2016 fui lutar novamente o Campeonato Nacional, mas, comparado com os anos anteriores, passei o ver\u00e3o inteiro parado e o \u00fanico desporto que fazia era nata\u00e7\u00e3o. S\u00f3 voltei aos treinos de Jiu-Jitsu no final do ver\u00e3o e fazia cerca de 2 a 3 treinos por dia para me preparar para o nacional. N\u00e3o me sentia nada confiante nem preparado para o campeonato, achava que faltava qualquer coisa, mas felizmente acabei por ganhar as tr\u00eas lutas que fiz, na minha categoria, que foi a dos 64kg, e consagrei-me assim Bicampe\u00e3o Nacional. A sensa\u00e7\u00e3o de renovar o t\u00edtulo foi \u00f3tima e tive o apoio da minha fam\u00edlia sempre nas bancadas a torcer por mim.<\/p>\n<p>Durante o ano de 2017 tive algumas les\u00f5es que me impediram um pouco de treinar, mas mesmo com essas complica\u00e7\u00f5es fui lutar ao Nacional e consagrei-me Campe\u00e3o Nacional na categoria dos 70kg. Foi um orgulho enorme, ao fim de tr\u00eas anos sem subir ao primeiro lugar e depois estar tr\u00eas anos seguidos a ser campe\u00e3o em tr\u00eas categorias diferentes e poder ver a minha evolu\u00e7\u00e3o, o meu esfor\u00e7o e dedica\u00e7\u00e3o a serem recompensados e valorizados. Uma coisa que aprendi com os segundos lugares \u00e9 que as finais s\u00e3o para ganhar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Para al\u00e9m do Jiu-Jitsu pratica outra modalidade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IG<\/strong> Sim. Com a ida de um dos meus professores para o Benfica, surgiu-me a ideia de experimentar algo novo e inicializei-me no Kickboxing, no Boxe e no Muaythay. Comecei a ir com ele para o ajudar numa aula ou outra e decidi experimentar, come\u00e7ar a lutar em p\u00e9. Uma das principais dificuldades \u00e9 transformar os lutadores de p\u00e9 em lutadores de ch\u00e3o sendo que eu j\u00e1 era um bom lutador de ch\u00e3o e tinha um esp\u00edrito persistente, o que ajudava. Durante cerca de um ano treinei s\u00f3 boxe e depois comecei tamb\u00e9m a fazer treinos de Muaythay e Kickboxing, sendo que nunca parei os treinos de Jiu-jitsu. Infelizmente nunca competi em nenhuma destas modalidades, mas espero realizar no futuro, tanto numa destas modalidades como nas Artes Marciais Mistas (MMA).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto: Adriana Santos<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Igor Gomes \u00e9 um jovem natural da Lourinh\u00e3 e iniciou-se no Jiu-Jitsu em 2010 na academia Carlson Gracie Portugal, em<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3544,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[13],"tags":[213,1075,1074],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3415"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3415"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3415\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3545,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3415\/revisions\/3545"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3544"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3415"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3415"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3415"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}