{"id":2750,"date":"2018-04-11T14:53:51","date_gmt":"2018-04-11T14:53:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=2750"},"modified":"2018-04-11T14:53:51","modified_gmt":"2018-04-11T14:53:51","slug":"populacao-de-boidobra-lamenta-tradicoes-perdidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=2750","title":{"rendered":"Popula\u00e7\u00e3o de Boidobra lamenta tradi\u00e7\u00f5es perdidas"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Algumas das tradi\u00e7\u00f5es quaresmais como o \u201cCantar dos Mart\u00edrios\u201d perderam-se na vila da Boidobra, Covilh\u00e3. Habitantes sentem que as tradi\u00e7\u00f5es est\u00e3o a desaparecer na localidade. <\/em><\/strong><\/p>\n<p>As constantes mudan\u00e7as da sociedade atual e a fragilidade da manuten\u00e7\u00e3o de tradi\u00e7\u00f5es consideradas \u201cancestrais\u201d s\u00e3o cada vez mais evidentes. Na pequena vila de Boidobra, situado na Covilh\u00e3, o \u201cCantar dos Mart\u00edrios\u201d j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 realizado. Esta tradi\u00e7\u00e3o inicialmente era cumprida pelo povo, na altura da Quaresma. Nesta altura os Mart\u00edrios eram um exemplo bem vivo do que eram os c\u00e2nticos religiosos nestas festividades. Este ritual tornou-se para os habitantes uma necessidade e uma obriga\u00e7\u00e3o de relembrar o sofrimento de Cristo nos seus \u00faltimos momentos de vida.<\/p>\n<p>Este costume, antigamente era realizado num meio rural, onde a polui\u00e7\u00e3o sonora quase n\u00e3o existia e onde ainda n\u00e3o havia televis\u00f5es. Estes cantares decorriam \u00e0 noite e antes da sexta-feira santa, a popula\u00e7\u00e3o ficava atenta \u00e0 espera dos primeiros sinais. Eram cantados por duas pessoas, s\u00f3 homens, que o faziam alternadamente. Cada cantadeiro descreve o sofrimento de todas as partes do corpo, desde a cabe\u00e7a aos p\u00e9s. Essas duas pessoas que cantam n\u00e3o se podiam ver, ent\u00e3o mantinham uma certa dist\u00e2ncia um do outro e subiam a um ponto elevado, o que implicava que tivessem um grande poder vocal.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Isabel Bicho, de 66 anos, \u201cestas tradi\u00e7\u00f5es n\u00e3o deviam acabar, porque era bonito e fazia lembrar mais a P\u00e1scoa e agora s\u00f3 \u00e9 consumismo dos doces\u201d.\u00a0J\u00e1 Mariana Ramos, com 20 anos, e residente na Boidobra desde que nasceu, acha \u201cmal que estas tradi\u00e7\u00f5es se percam, porque fazem parte da nossa cultura enquanto freguesia e que devem perdurar de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>As pessoas v\u00e3o envelhecendo e as tradi\u00e7\u00f5es desaparecem da mem\u00f3ria, contudo o Rancho Folcl\u00f3rico da Boidobra \u00e9 quem recria esta tradi\u00e7\u00e3o nas ruas mais emblem\u00e1ticas da freguesia de forma a relembrar as experi\u00eancias que eram vividas. Apesar de este ano ser o primeiro ano que n\u00e3o foi realizada, esta associa\u00e7\u00e3o sempre mostrou interesse para que esta tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja esquecida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto: In\u00eas Vaz<\/strong><\/p>\n<p><strong>Imagem: Rancho Folc\u00f3rico da Boidobra<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algumas das tradi\u00e7\u00f5es quaresmais como o \u201cCantar dos Mart\u00edrios\u201d perderam-se na vila da Boidobra, Covilh\u00e3. 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