{"id":2733,"date":"2018-04-09T14:58:05","date_gmt":"2018-04-09T14:58:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=2733"},"modified":"2018-04-09T14:58:05","modified_gmt":"2018-04-09T14:58:05","slug":"fornos-a-fumegar-com-iguarias-de-pascoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=2733","title":{"rendered":"Fornos a fumegar com iguarias de P\u00e1scoa"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Existem certamente outros \u00edcones, mas P\u00e1scoa que \u00e9 P\u00e1scoa tem de ter bolos amarelos. \u00c9 na semana que antecede o festejo da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, que se come\u00e7am a ver os fornos a fumegar. Cada regi\u00e3o do pa\u00eds preserva as suas tradi\u00e7\u00f5es, no entanto, no Alto Douro Vinhateiro, n\u00e3o h\u00e1 quem n\u00e3o fa\u00e7a os bolos de azeite.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2734\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/bolosamarelos1-300x151.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"151\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/bolosamarelos1-300x151.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/bolosamarelos1.jpg 425w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Sendo considerada uma tradi\u00e7\u00e3o, Arminda Mendes, natural e residente em Folgosa do Douro, Armamar, recorda-se de cozer bolos h\u00e1 pelo menos 30 anos e revela que foi aprendendo ao ver os outros fazer. \u201cColoca-se a farinha na masseira, ou gamela, como n\u00f3s chamamos, envolve-se o fermento com um bocadinho de leite e de sal, desfaz-se e depois misturamos com a farinha. Batem-se os ovos, deita-se um bocadinho de manteiga e azeite morno, vinho do porto e sumo de laranja\u201d,\u00a0explica Arminda Mendes. Depois de amassar, a massa tem de fintar ou levedar durante algumas horas, dependendo do qu\u00e3o quente e aquecida esteja. \u201c\u00c9 importante a massa ficar em repouso porque \u00e9 para subir, para estar levedada. A massa levedando cresce, aumenta muito mais\u201d, adianta.<\/p>\n<p>Para quem confeciona estes bolos, o segredo do sabor deve-se ao trabalho e dedica\u00e7\u00e3o ao amassar. \u00c9 tradi\u00e7\u00e3o dizer-se uma reza para que estes no fim fiquem bons: \u201cEm louvor de S\u00e3o Vicente, te acrescente. Em louvor de S\u00e3o Jo\u00e3o, que se fa\u00e7a p\u00e3o. Em louvor da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, te bote a tua santa divina b\u00ean\u00e7\u00e3o. E o Sant\u00edssimo Sacramento te acrescente. Eu te pus a sabedoria, e Deus te ponha a virtude\u201d. Segundo Arminda Mendes, na sua regi\u00e3o costumam-se fazer bolos azedos e n\u00e3o doces.<\/p>\n<p>Normalmente este tipo de bolos \u00e9 cozido em fornos de lenha. Este tem de estar a uma temperatura amena. Arminda explica que o forno est\u00e1 \u00e0 temperatura ideal quando \u201cchega o calor a uma padieira (pedra lateral da entrada do forno) e esta fica branca. Depois com um bocadinho de farinha, a gente deita no forno. Se ela incendiar muito, o forno est\u00e1 muito quente; se incendiar pouco, o forno est\u00e1 bom\u201d.<\/p>\n<p>Na confe\u00e7\u00e3o destes bolos, s\u00e3o necess\u00e1rios instrumentos de confe\u00e7\u00e3o como uma gamela, rapadoras, uma p\u00e1 para colocar e tirar os bolos e um arranhador, para arranhar o forno. Esta \u00faltima ferramenta \u00e9 importante porque permite \u201cdar lar aos bolos\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto e imagens: Rute Monteiro<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem certamente outros \u00edcones, mas P\u00e1scoa que \u00e9 P\u00e1scoa tem de ter bolos amarelos. \u00c9 na semana que antecede o<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2735,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[462],"tags":[689,856,854,838,135],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2733"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2733"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2733\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2783,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2733\/revisions\/2783"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2735"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}