{"id":22753,"date":"2026-10-23T11:57:28","date_gmt":"2026-10-23T11:57:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=22753"},"modified":"2026-10-23T11:57:30","modified_gmt":"2026-10-23T11:57:30","slug":"habitacao-em-portugal-com-rendas-altas-para-salarios-baixos-a-pessoa-ou-mora-ou-come","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=22753","title":{"rendered":"Habita\u00e7\u00e3o em Portugal com rendas altas para sal\u00e1rios baixos: \u201cA pessoa ou mora ou come&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/ddd.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-22754\" width=\"845\" height=\"563\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/ddd.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/ddd-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/ddd-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 845px) 100vw, 845px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong><em>O aumento dos pre\u00e7os das casas e das rendas tem dificultado o acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o em Portugal sobretudo para os jovens e para as fam\u00edlias mais necessitadas. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE), o pre\u00e7o m\u00e9dio das casas vendidas em Portugal atingiu valores de 2.076 euros, por metro quadrado, enquanto que a renda m\u00e9dia dos novos contratos chegou a 9,29 euros por metros quadrados, mais 9,7% que em 2024 (dados da INE). O pre\u00e7o das rendas muda consoante a zona do pa\u00eds, na Grande Lisboa, o pre\u00e7o mediano atingiu cerca de 3.500 euros por metro quadrado, enquanto na regi\u00e3o do Algarve chegou aos 3.200 euros por metro quadrado. No concelho de Viseu os valores s\u00e3o inferiores, mas continuam a representar um esfor\u00e7o financeiro importante para quem procura casa (valores que rondam os 1.595 euros).<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por: Diogo Loureiro, Sim\u00e3o Francisco e Guilherme Ramalho<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00edlvia Dias, imigrante que reside em Portugal h\u00e1 8 meses, considera que os sal\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o suficientes para acompanhar o custo de vida: \u201cum T0 que dizem que \u00e9 um T1 est\u00e1 na faixa dos 300\/400 euros, enquanto o sal\u00e1rio m\u00ednimo est\u00e1 nos 920 euros\u201d. Para a entrevistada, o aumento da renda e dos alimentos obriga as pessoas a fazerem escolhas dif\u00edceis: \u201cA pessoa ou mora ou come\u201d, acrescentando ainda que, segundo o marido que vive h\u00e1 5 anos em Viseu o custo associado \u00e0 vida na cidade tamb\u00e9m tem aumentado.<\/p>\n\n\n\n<p>A dificuldade em sair de casa dos pais \u00e9 outra das preocupa\u00e7\u00f5es apontada por S\u00edlvia Dias. Na sua opini\u00e3o, conciliar os estudos com o trabalho e ainda pagar uma renda tornou-se um desafio para muitos jovens: \u201cSe n\u00e3o tiv\u00e9ssemos uma base que \u00e9 o pai e a m\u00e3e ou algum parente, t\u00ednhamos que ir trabalhar para pagar uma renda\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00edlvia Dias real\u00e7a ainda que esta realidade leva muitos jovens a adiar a independ\u00eancia financeira, por n\u00e3o conseguirem suportar uma renda e as restantes despesas.<\/p>\n\n\n\n<p>Chris Muller, empres\u00e1rio imigrante em Portugal, apresenta uma perspetiva diferente sobre o problema: \u201ch\u00e1 investidores, h\u00e1 dinheiro para construir, h\u00e1 vontade, s\u00f3 que n\u00e3o est\u00e1 a ser aproveitado\u201d, refere o entrevistado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os testemunhos revelam duas formas distintas de olhar para a crise da habita\u00e7\u00e3o, enquanto S\u00edlvia Dias destaca o peso das rendas e das despesas nos rendimentos nas fam\u00edlias, j\u00e1 Chris Muller aponta a organiza\u00e7\u00e3o do investimento e a utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos como um aspeto importante para enfrentar o problema, chegando \u00e1 conclus\u00e3o que num contexto de pre\u00e7os elevados, permanece a quest\u00e3o de como tornar a habita\u00e7\u00e3o mais acess\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento dos pre\u00e7os das casas e das rendas tem dificultado o acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o em Portugal sobretudo para os jovens e para as fam\u00edlias mais necessitadas. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE), o pre\u00e7o m\u00e9dio das casas vendidas em Portugal atingiu valores de 2.076 euros, por metro quadrado, enquanto que a renda m\u00e9dia dos novos contratos chegou a 9,29 euros por metros quadrados, mais 9,7% que em 2024 (dados da INE). O pre\u00e7o das rendas muda consoante a zona do pa\u00eds, na Grande Lisboa, o pre\u00e7o mediano atingiu cerca de 3.500 euros por metro quadrado, enquanto na regi\u00e3o do Algarve chegou aos 3.200 euros por metro quadrado. 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