{"id":22391,"date":"2026-07-01T17:13:28","date_gmt":"2026-07-01T17:13:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=22391"},"modified":"2026-07-01T17:13:30","modified_gmt":"2026-07-01T17:13:30","slug":"entre-pratos-e-preconceitos-a-vida-de-quem-deixou-o-seu-pais-para-servir-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=22391","title":{"rendered":"Entre pratos e preconceitos: A vida de quem deixou o seu pa\u00eds para servir em Portugal"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>O setor da restaura\u00e7\u00e3o em Portugal sofre com a falta de funcion\u00e1rios e a r\u00e1pida troca de pessoal, principalmente por causa dos sal\u00e1rios baixos e das longas horas de trabalho. Cerca de 40% dos jovens portugueses t\u00eam curso superior e preferem procurar empregos que ofere\u00e7am um ordenado melhor, o que faz com que o setor dependa muito dos imigrantes. Em cidades como Lisboa, Porto e Algarve, os estrangeiros fazem parte de 20% e 30% dos trabalhadores da hotelaria e restaura\u00e7\u00e3o. Segundo dados da AIMA, Portugal tem mais de 1,5 milh\u00f5es de residentes estrangeiros, sendo que a grande maioria (85%) s\u00e3o jovens entre os 18 e os 34 anos.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de Ana Luiza Ferreira e Maria Vilas Boas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a do Brasil para Portugal nem sempre \u00e9 motivada por um sonho pessoal. \u00c9 o caso do brasileiro Felipe Siqueira, de 36 anos, a residir no pa\u00eds h\u00e1 tr\u00eas. Profissional de Recursos Humanos na sua terra natal, migrou por decis\u00e3o do companheiro. \u201cNo Brasil, eu tinha uma qualidade de vida muito melhor&#8221;, afirma Felipe Siqueira, evidenciando a realidade de quem deixa carreiras est\u00e1veis para tr\u00e1s. Perante a necessidade de se manter, a restaura\u00e7\u00e3o foi a porta de entrada imediata no mercado local, garantindo emprego nas primeiras semanas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Audio-1-Felipe.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Embora tenha come\u00e7ado por obriga\u00e7\u00e3o financeira, hoje permanece no ramo por estrat\u00e9gia \u201ctrabalho nesta \u00e1rea por escolha, acredito que conseguimos fazer um pouco mais de dinheiro do que em outras \u00e1reas\u201d. Contudo, Felipe Siqueira relata uma rotina de discrimina\u00e7\u00e3o e preconceito di\u00e1rios, que ele afirma serem baseados na nacionalidade e nega\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria l\u00edngua.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Audio-2-Felipe.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Felipe Siqueira rebate o discurso de que os estrangeiros \u201croubam\u201d os postos de trabalho da popula\u00e7\u00e3o portuguesa e afirma que imigrantes sustentam um setor negligenciado pelos locais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Audio-3-Felipe.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao analisar o tratamento de clientes e empregadores, Felipe Siqueira faz um apelo por empatia e tra\u00e7a um paralelo duro com o passado hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"403\" height=\"568\" src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Imagem2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-22529\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Imagem2.jpg 403w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Imagem2-213x300.jpg 213w\" sizes=\"(max-width: 403px) 100vw, 403px\" \/><figcaption>Felipe Siqueira<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Audio-4-Felipe.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>A viv\u00eancia dos estrangeiros ganha tamb\u00e9m a perspetiva dos imigrantes angolanos. Sayonara Costa, de 31 anos, \u00e9 empregada de mesa no Porto. Imigrou crian\u00e7a com a m\u00e3e e permaneceu para estudar. Ingressou na \u00e1rea ap\u00f3s o convite de uma amiga e j\u00e1 soma seis anos no ramo. Sayonara relata ter enfrentado epis\u00f3dios de preconceito e recusa o discurso xen\u00f3fobo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Audio-1-Sayonara.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Para Sayonara Costa, a falta de interesse dos portugueses para trabalhar na restaura\u00e7\u00e3o decorre da rigidez das rotinas e defende que sem os imigrantes a restaura\u00e7\u00e3o n\u00e3o existiria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Audio-2-Sayonara.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Diante disso, Sayonara Costa faz um apelo por empatia dos clientes, refor\u00e7ando os sacrif\u00edcios invis\u00edveis de quem est\u00e1 por tr\u00e1s do balc\u00e3o. &#8220;N\u00f3s, que trabalhamos em restaura\u00e7\u00e3o, somos humanos.&nbsp;Abdicamos de muita coisa da nossa vida para poder estar a trabalhar para servir as pessoas&#8221;. A empregada de mesa refor\u00e7a a import\u00e2ncia de nos pormos no lugar do outro. &#8220;Uma coisa que eu gostaria que as pessoas entendessem, que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil estar&nbsp;a abdicar de certas coisas da nossa vida, como finais de semana, folgas que t\u00eam que&nbsp;ser trocadas, trocas de hor\u00e1rios, trabalhar \u00e0 noite&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h5>&#8220;\u00c9 uma \u00e1rea onde pagam mal&#8221;<\/h5>\n\n\n\n<p>Dina Nuelma, 28 anos, natural de Angola, veio para Portugal estudar Arquitetura. Relata que a facilidade de conseguir emprego na \u00e1rea se deve \u00e0s condi\u00e7\u00f5es dif\u00edceis que afastam os locais: &#8220;\u00c9 uma \u00e1rea onde pagam mal. H\u00e1 muito esfor\u00e7o f\u00edsico e psicol\u00f3gico&#8221;, justificando que a alta rotatividade ocorre porque os portugueses procuram algo melhor. Embora n\u00e3o tenha sofrido discrimina\u00e7\u00e3o direta, nota intoler\u00e2ncia por parte dos clientes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Audio-1-Dina.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Sobre os coment\u00e1rios ouvidos de que os estrangeiros ocupam vagas dos portugueses, Dina Nuelma rebate: &#8220;Eu gostaria que os portugueses entendessem que quem trabalha nesta \u00e1rea n\u00e3o \u00e9 menos do que os outros&nbsp;e muitas vezes n\u00f3s trabalhamos nesta \u00e1rea por n\u00e3o ter outras op\u00e7\u00f5es&nbsp;e n\u00e3o por falta de estudo, n\u00e3o por falta de conhecimento&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os profissionais portugueses que resistem, o sentimento \u00e9 de desvaloriza\u00e7\u00e3o. Cristina Vergueiro, com 40 anos de carreira, \u00e9 subchefe de restaurante e entrou na profiss\u00e3o por paix\u00e3o familiar e voca\u00e7\u00e3o, hoje testemunha o decl\u00ednio da \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Audio-1-Cristina.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo Cristina Vergueiro, a restaura\u00e7\u00e3o vive um ponto de depend\u00eancia absoluta da m\u00e3o de obra estrangeira, alterando drasticamente as equipas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Audio-2-Cristina.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Apesar dos anos dedicados ao setor, Cristina n\u00e3o esconde o des\u00e2nimo e revela aconselhar os colegas mais jovens a escolherem outro rumo na vida: &#8220;\u00c9 uma vida muito sacrificada mesmo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Carlos Sousa, portugu\u00eas de 20 anos e estudante de restaura\u00e7\u00e3o e catering, a jornada come\u00e7ou aos 18. Impulsionado por um est\u00e1gio no ensino secund\u00e1rio, apaixonou-se pela profiss\u00e3o e hoje trabalha como barman num hotel, reconhecendo o cen\u00e1rio complexo do setor.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Audio-1-Carlos.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo Carlos Sousa, as desvantagens que afastam os portugueses do setor e tornam a presen\u00e7a de trabalhadores estrangeiros absolutamente vital. &#8220;O sal\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o atrativo, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o agrad\u00e1vel. Os hor\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o dos melhores e, muitas vezes, ou \u00e9 repartido, ou \u00e9 fazer horas extra. Por isso eu diria que h\u00e1 muitas mais desvantagens do que vantagens de\u00a0trabalhar nesta \u00e1rea. E eu vejo que cada vez mais portugueses n\u00e3o querem trabalhar nesta \u00e1rea, porque\u00a0o sal\u00e1rio n\u00e3o compensa e preferem dar prioridade, ou estudar, ou investir o seu tempo e dedica\u00e7\u00e3o\u00a0noutra \u00e1rea de trabalho&#8221;, afirma o jovem.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"394\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Imagem4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-22530\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Imagem4.jpg 394w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Imagem4-219x300.jpg 219w\" sizes=\"(max-width: 394px) 100vw, 394px\" \/><figcaption>Carlos Sousa<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O barman lamenta as cr\u00edticas xen\u00f3fobas de clientes locais, classificando-as como falta de no\u00e7\u00e3o e racismo, lembrando que a pr\u00f3pria hist\u00f3ria de emigra\u00e7\u00e3o dos portugueses deveria apelar \u00e0 toler\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Audio-3-Carlos.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Na perspetiva dos clientes, a nacionalidade \u00e9 irrelevante desde que o servi\u00e7o tenha qualidade. Para a estudante brasileira Christine Galv\u00e3o, a escassez de locais deve-se aos sal\u00e1rios baixos, hor\u00e1rios pesados e ao facto de a profiss\u00e3o ser rotulada como &#8220;menos digna&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"409\" height=\"577\" src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Imagem5-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-22532\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Imagem5-1.jpg 409w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Imagem5-1-213x300.jpg 213w\" sizes=\"(max-width: 409px) 100vw, 409px\" \/><figcaption>Christine Galv\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A estudante portuguesa Diana Martins concorda que a falta de valoriza\u00e7\u00e3o financeira afasta os nacionais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Audio-1-Diana.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>A empres\u00e1ria brasileira Fabiana Ferreira tamb\u00e9m exige apenas um bom atendimento. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Audio-1-Fabiana.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Contudo, Fabiana Ferreira confessa que n\u00e3o trabalharia na \u00e1rea devido aos baixos ordenados e \u00e0 carga hor\u00e1ria pesada, defendendo que o setor deveria ser mais valorizado: &#8220;Acredito que cada vez menos os portugueses est\u00e3o indo para a \u00e1rea da restaura\u00e7\u00e3o,&nbsp;justamente pelo sal\u00e1rio ser baixo e ser muito trabalho bra\u00e7al.&nbsp;Com esse valor, eles t\u00eam condi\u00e7\u00e3o de ganhar o mesmo valor em trabalhos menos bra\u00e7ais,&nbsp;menos pesados, menos desgastantes&#8221;. Na opini\u00e3o da empres\u00e1ria, &#8220;os imigrantes acabam fazendo trabalhos que os portugueses n\u00e3o querem&nbsp;justamente porque muitas vezes eles n\u00e3o t\u00eam como escolher&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"372\" height=\"495\" src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Imagem6.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-22520\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Imagem6.jpg 372w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Imagem6-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 372px) 100vw, 372px\" \/><figcaption>Fabiana Ferreira<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O trabalhador brasileiro Kau\u00e3 Quintanilha refor\u00e7a que o profissionalismo importa mais do que a origem.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Audio-1-Kaua\u0303.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Com experi\u00eancia no ramo, assume que seria dif\u00edcil regressar e nota que a fuga dos portugueses em busca de estabilidade deixa as vagas em aberto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Audio-2-Kaua\u0303.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>A restaura\u00e7\u00e3o em Portugal parece ter um problema claro: o setor \u00e9 muito importante para o turismo e para a economia, mas oferece condi\u00e7\u00f5es de trabalho que afastam os portugueses e pesam muito sobre os estrangeiros. Os trabalhadores locais n\u00e3o deixam a \u00e1rea por falta de emprego, mas sim porque os sal\u00e1rios s\u00e3o baixos e o cansa\u00e7o f\u00edsico n\u00e3o compensa o esfor\u00e7o. \u00c9 por isso que os imigrantes vindos de pa\u00edses como o Brasil, Angola, Cabo Verde ou Marrocos&nbsp; se tornaram essenciais para evitar que muitos neg\u00f3cios v\u00e3o \u00e0 fal\u00eancia. \u00c9 preciso uma mudan\u00e7a real: melhorar os ordenados e, acima de tudo, tratar com respeito e humanidade quem trabalha a servir o p\u00fablico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor da restaura\u00e7\u00e3o em Portugal sofre com a falta de funcion\u00e1rios e a r\u00e1pida troca de pessoal, principalmente por<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":22519,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,462,11],"tags":[2115,920,3356],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22391"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22391"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22391\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22533,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22391\/revisions\/22533"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/22519"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22391"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22391"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22391"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}