{"id":22317,"date":"2026-06-25T10:56:55","date_gmt":"2026-06-25T10:56:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=22317"},"modified":"2026-06-25T10:56:57","modified_gmt":"2026-06-25T10:56:57","slug":"jovens-entre-o-interior-e-o-litoral-ficar-ou-partir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=22317","title":{"rendered":"Jovens entre o interior e o litoral: ficar ou partir?"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>O interior de Portugal continua a perder popula\u00e7\u00e3o jovem, mas esta realidade est\u00e1 longe de ser uniforme. Enquanto alguns jovens abandonam Viseu e outras cidades do interior \u00e0 procura de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e emprego, outros optam por permanecer e construir o seu futuro na regi\u00e3o. Entre incentivos, desafios no acesso ao mercado de trabalho e novas formas de empreendedorismo, permanece a quest\u00e3o: ser\u00e1 que o interior tem capacidade para competir com o litoral?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/fad08a53-8fc4-4a3e-9d73-83143857bced-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-22326\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/fad08a53-8fc4-4a3e-9d73-83143857bced-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/fad08a53-8fc4-4a3e-9d73-83143857bced-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/fad08a53-8fc4-4a3e-9d73-83143857bced-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/fad08a53-8fc4-4a3e-9d73-83143857bced.jpeg 1536w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de Beatriz Abreu e Joana Monteiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE), os fen\u00f3menos da litoraliza\u00e7\u00e3o e do despovoamento do interior continuam a acentuar-se. Distritos como Portalegre, Beja, Castelo Branco, Guarda e \u00c9vora registaram perdas populacionais nos \u00faltimos anos. Em contraste, Braga, Faro, Aveiro, Leiria, Set\u00fabal e Viseu apresentam varia\u00e7\u00f5es positivas, sendo Viseu o \u00fanico distrito do interior a registar este crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de oferta de emprego, a escassez de servi\u00e7os e o envelhecimento populacional continuam a ser apontados como algumas das principais causas da sa\u00edda dos jovens para o litoral, onde existe uma maior concentra\u00e7\u00e3o de oportunidades de trabalho, ensino superior e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>No distrito de Viseu t\u00eam sido desenvolvidas algumas iniciativas para contrariar esta tend\u00eancia. A associa\u00e7\u00e3o Interioriza-te promove projetos como o Social Innovation Hub e a Feira de Empregabilidade e Inova\u00e7\u00e3o (FEI), que procuram estimular o empreendedorismo, a participa\u00e7\u00e3o jovem e a fixa\u00e7\u00e3o de talento no interior. A C\u00e2mara Municipal de Viseu tem igualmente apostado em medidas dirigidas aos jovens, atrav\u00e9s do Conselho Municipal da Juventude, do Cart\u00e3o Jovem Municipal e do programa Ver\u00e3o Viseu Jovem.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h5>\u201cNos s\u00edtios onde n\u00e3o h\u00e1 nada, \u00e9 mais f\u00e1cil criar algo novo\u201d<\/h5>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Mota, estudante de mestrado em Comunica\u00e7\u00e3o Aplicada na Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o de Viseu, afirma que a cidade superou as suas expectativas desde que chegou para frequentar o ensino superior. Natural de Seia, destaca a proximidade \u00e0 sua terra natal, a qualidade da forma\u00e7\u00e3o e o ambiente acolhedor como fatores que o levam a querer continuar na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/A\u0300UDIO-1.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Apesar dos desafios financeiros associados \u00e0 vida estudantil, considera que Viseu oferece oportunidades para os jovens iniciarem a sua carreira. Jo\u00e3o critica ainda o preconceito existente em rela\u00e7\u00e3o ao interior e defende que muitos jovens abandonam estas regi\u00f5es sem explorar o seu potencial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/A\u0300UDIO-2.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m Pedro Esteves, rec\u00e9m-licenciado em Comunica\u00e7\u00e3o Social, natural de Vila Real, encontrou em Viseu raz\u00f5es para permanecer ap\u00f3s concluir a licenciatura. Atualmente a trabalhar na \u00e1rea da comunica\u00e7\u00e3o, considera que a qualidade de vida \u00e9 a principal vantagem da cidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/A\u0300UDIO-3.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Embora reconhe\u00e7a que os grandes centros urbanos oferecem mais oportunidades profissionais, acredita que o menor custo de vida e um ritmo mais tranquilo tornam a cidade mais atrativa. Na sua perspetiva, muitos jovens continuam a associar o sucesso \u00e0s grandes cidades, ignorando as oportunidades existentes no interior. \u201c\u00c0s vezes temos essa ideia de que Lisboa \u00e9 que \u00e9 bom e o Porto \u00e9 que \u00e9 bom, Viseu \u00e9 uma aldeia n\u00e3o tem nada, mas Viseu tem mais do que suficiente para n\u00f3s ficarmos aqui\u201d, defende.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/A\u0300UDIO-4.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/75e1d0ef-3c36-4c53-b56d-000ef8b01cd1-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-22323\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/75e1d0ef-3c36-4c53-b56d-000ef8b01cd1-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/75e1d0ef-3c36-4c53-b56d-000ef8b01cd1-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/75e1d0ef-3c36-4c53-b56d-000ef8b01cd1-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/75e1d0ef-3c36-4c53-b56d-000ef8b01cd1.jpeg 1536w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Os dois testemunhos mostram que a fixa\u00e7\u00e3o dos jovens no interior depende n\u00e3o apenas das oportunidades oferecidas pelos territ\u00f3rios, mas tamb\u00e9m da forma como estes s\u00e3o percecionados. Apesar dos desafios que continuam a existir, Viseu surge como um exemplo de um territ\u00f3rio que procura criar condi\u00e7\u00f5es para atrair e reter popula\u00e7\u00e3o jovem. Entre pol\u00edticas de apoio, iniciativas locais e a qualidade de vida apontada pelos entrevistados, a cidade demonstra que o interior pode ser uma alternativa vi\u00e1vel para estudar, trabalhar e construir um projeto de vida. O futuro da fixa\u00e7\u00e3o jovem depender\u00e1, por isso, tanto da cria\u00e7\u00e3o de oportunidades como da capacidade de os jovens reconhecerem o potencial que existe fora dos grandes centros urbanos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O interior de Portugal continua a perder popula\u00e7\u00e3o jovem, mas esta realidade est\u00e1 longe de ser uniforme. 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