{"id":21518,"date":"2026-01-02T15:36:51","date_gmt":"2026-01-02T15:36:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=21518"},"modified":"2026-01-06T09:15:48","modified_gmt":"2026-01-06T09:15:48","slug":"comercio-local-impactos-da-primeira-decada-de-pai-natal-em-agueda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=21518","title":{"rendered":"Com\u00e9rcio local: Impactos da primeira d\u00e9cada de Pai Natal em \u00c1gueda"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por: <\/strong>Catarina Pereira <strong>Foto: <\/strong>C\u00e2mara Municipal de \u00c1gueda<\/p>\n\n\n\n<p>I<em>naugurado em 2015, o maior Pai Natal do mundo em \u00c1gueda tem como principal objetivo dinamizar a cidade e desenvolver o turismo e com\u00e9rcio local. O \u00eaxito do projeto levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de outro, o menor Pai Natal do mundo, apresentado ao p\u00fablico pela primeira vez em 2018. O aumento da dinamiza\u00e7\u00e3o da cidade trouxe desafios, nomeadamente na \u00e1rea da restaura\u00e7\u00e3o. Em entrevista com alguns comerciantes de estabelecimentos locais, foi poss\u00edvel perceber um pouco mais sobre o impacto dos Pais Natais no com\u00e9rcio local de \u00c1gueda.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Antes de 2015, \u00c1gueda era uma cidade pouco ativa, apenas conhecida pelas suas cheias no inverno. Na procura de associar a cidade a algo mais positivo, a C\u00e2mara Municipal decidiu avan\u00e7ar com o projeto que mudou para sempre a vida dos Aguedenses.&nbsp;&nbsp;\u201cInicialmente \u00c1gueda em dezembro era um deserto onde n\u00e3o se passava nada, era apenas conhecida pelas cheias, mas atualmente n\u00e3o\u201d, revela Ana Sapage, uma das comerciantes entrevistadas. A din\u00e2mica que os Pais Natais trouxeram \u00e0 cidade foi imediatamente vis\u00edvel, com os comerciantes a terem de se \u201cadequar a responder a uma solicita\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea, onde a aflu\u00eancia \u00e9 t\u00e3o grande que toda a log\u00edstica \u00e9 diferente\u201d, partilha Eduardo Chula, dono de um estabelecimento comercial. De acordo com os entrevistados, as multid\u00f5es chegam assim que o Pai Natal \u00e9 montado, e n\u00e3o apenas perto da quadra. A mudan\u00e7a de aflu\u00eancia nos per\u00edodos em que esta atra\u00e7\u00e3o est\u00e1 montada e de quando n\u00e3o est\u00e1 \u00e9 not\u00f3ria, verificando-se uma \u201cavalanche\u201d de pessoas que visitam a cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, celebram-se os 10 anos do Pai Natal gigante e, durante estes anos de projeto, \u00c1gueda apostou e desenvolveu a sua vertente tur\u00edstica. De acordo com Ana Sapage, a dinamiza\u00e7\u00e3o da cidade tem sido \u00f3tima, com o surgimento de novos cen\u00e1rios e aldeias natais todos os anos na baixa da cidade. Com uma opini\u00e3o um pouco diferente, Eduardo Chula diz que os projetos s\u00e3o repetitivos e sempre \u201cmais do mesmo\u201d. Afirma ainda que os turistas, por vezes, acabam por ficar desiludidos, pois pensam, atrav\u00e9s da propaganda, que ser\u00e1 um grande evento, mas quando chegam a maior parte das decora\u00e7\u00f5es encontram-se junto ao Pai Natal na baixa de \u00c1gueda. De um modo geral, os comerciantes est\u00e3o satisfeitos com o desenvolvimento da cidade, que traz visibilidade tanto \u00e0 localidade em si, mas tamb\u00e9m ao com\u00e9rcio.&nbsp;&nbsp;\u201cVenham mais dez anos de Pai Natal\u201d, afirma Eduardo Chula.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na procura de dar mais resposta \u00e0 procura tur\u00edstica, a C\u00e2mara Municipal de \u00c1gueda (CMA) tem apostado num per\u00edodo de exposi\u00e7\u00e3o prolongado. A atra\u00e7\u00e3o que no in\u00edcio s\u00f3 era exposta mais perto da quadra, \u00e9 agora montada ainda durante o m\u00eas de outubro e inaugurada em meados de novembro, com fim oficial ap\u00f3s o dia de reis, 6 de janeiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1gueda tem ambos os Pais Natais, tanto o maior como o mais pequeno. Ser\u00e1 que o menor tem tanta visibilidade como o gigante? Os comerciantes de \u00c1gueda concordam unanimemente que o maior ir\u00e1 ter sempre mais visibilidade e popularidade. O maior obst\u00e1culo das visitas ao Pai Natal min\u00fasculo \u00e9 a espera. Os comerciantes afirmam que enquanto o Pai Natal gigante \u00e9 de f\u00e1cil acesso e poss\u00edvel de ser visitado e observado ao longe, o mais pequeno requer que se espere numa fila, que se olhe para ele atrav\u00e9s de um microsc\u00f3pio e se tenha paci\u00eancia. Ana Sapage revela que \u201co Pai Natal gigante consegue ter uma abrang\u00eancia maior porque \u00e9 de mais f\u00e1cil e r\u00e1pido acesso\u201d. Os entrevistados apontam para a falta de paci\u00eancia e colabora\u00e7\u00e3o por parte da popula\u00e7\u00e3o numa sociedade \u201cimpaciente\u201d e que \u201cquer tudo muito r\u00e1pido\u201d. Segundo os entrevistados, muitas pessoas n\u00e3o veem&nbsp;o Pai Natal min\u00fasculo porque n\u00e3o sabem que existe, deslocando-se \u00e0 cidade apenas para ver o grande.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s dez anos de projeto, a iniciativa da CMA \u00e9 vista em geral como muito positiva. O com\u00e9rcio, nome e visibilidade da cidade cresceram desde 2015 at\u00e9 aos dias de hoje. Os entrevistados acham o projeto muito promissor, destacando que um dos fatores que mais sobressai todos os anos \u00e9 a mudan\u00e7a de cen\u00e1rios e ilumina\u00e7\u00f5es. Os comerciantes afirmam que, se esta aposta nos novos cen\u00e1rios se mantiver todos os anos, os Pais Natais v\u00e3o continuar a ser focos de turismo e receita para a cidade. \u201cVai crescer e manter-se se continuar esta forma de acrescentar sempre algo novo, dinamizar sempre algo diferente\u201d, declara Ana Sapage. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Catarina Pereira Foto: C\u00e2mara Municipal de \u00c1gueda Inaugurado em 2015, o maior Pai Natal do mundo em \u00c1gueda tem<\/p>\n","protected":false},"author":42,"featured_media":21519,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15,462],"tags":[34,328,4981],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21518"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/42"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21518"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21518\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21574,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21518\/revisions\/21574"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/21519"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21518"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21518"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21518"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}