{"id":21424,"date":"2025-11-22T10:25:44","date_gmt":"2025-11-22T10:25:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=21424"},"modified":"2025-11-22T10:25:46","modified_gmt":"2025-11-22T10:25:46","slug":"pinguinhas-entre-tradicoes-petiscos-e-fados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=21424","title":{"rendered":"Pinguinhas: entre tradi\u00e7\u00f5es, petiscos e fados"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>A casa de fados O Pinguinhas, escondido na rua Alberto Sampaio, em Viseu, criada h\u00e1 quase dez anos, \u00e9 \u201co ponto perfeito para quem procura m\u00fasica tradicional num ambiente familiar\u201d.                                                                       O que h\u00e1 para saber sobre o pinguinhas ?<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por: Adriana Moita e Renato Rodrigues <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O conceito nasceu de uma constata\u00e7\u00e3o simples \u201cem Viseu n\u00e3o havia nenhuma casa de fados\u201d, o objetivo era criar um espa\u00e7o que mantivesse o esp\u00edrito das antigas casas lisboetas, mas adaptado ao contexto local, algo pequeno, pr\u00f3ximo do p\u00fablico e centrado na m\u00fasica ao vivo, \u00e9 como recorda o propriet\u00e1rio. S\u00edlvio Marques, fadista viseense de 66 anos, \u00e9 a figura central da casa. A liga\u00e7\u00e3o de S\u00edlvio com os fados come\u00e7ou cedo e manteve-se ao longo da vida, sempre conciliada com outras profiss\u00f5es. Aos dias de hoje, confessa ter deixado de tocar concentrando-se apenas na gest\u00e3o da petisqueira.<\/p>\n\n\n\n<p>O nome da casa n\u00e3o vem da m\u00fasica, nem da \u201cbo\u00e9mia.\u201d O nome, Pinguinhas, tem origem numa hist\u00f3ria familiar, era a alcunha que o pai do fundador lhe dava em crian\u00e7a, por ser demasiado chato, palavras do pr\u00f3prio. A fam\u00edlia fez ent\u00e3o quest\u00e3o de recuperar essa mem\u00f3ria quando S\u00edlvio abriu o espa\u00e7o, uma homenagem ao pai que j\u00e1 partiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo dos anos Pinguinhas recebeu v\u00e1rios m\u00fasicos que hoje figuram entre os melhores do pa\u00eds. O propriet\u00e1rio afirma que guitarristas que passaram pela casa est\u00e3o atualmente \u201cno top 10 a n\u00edvel nacional\u201d, e cita Jos\u00e9 Manuel Neto como \u201co maior guitarrista portugu\u00eas\u201d a ter atuado ali.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estrutura e funcionamento da casa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O espa\u00e7o funciona como bar durante a semana e como casa de fados \u00e0s quintas-feiras. A sala dedicada ao fado tem capacidade para cerca de quarenta pessoas. O ambiente \u00e9 descrito pelo propriet\u00e1rio como mais familiar e menos tur\u00edstico do que o das casas de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<p>As noites seguem uma estrutura fixa: primeiro atuam os m\u00fasicos e fadistas residentes; depois, \u201cQuem quiser cantar, pode cantar\u201d, refere S\u00edlvio, destacando o car\u00e1cter participativo das noites.<\/p>\n\n\n\n<p>A Gastronomia da casa segue o modelo tradicional. Entre os petiscos mais comuns est\u00e3o caldo verde, chouri\u00e7a assada, morcela, farinheira, queijos e pratos tradicionais, e tamb\u00e9m op\u00e7\u00f5es vegetarianas. Mas entre tanta comida, \u201co vinho acaba por ser o produto mais procurado durante as noites de fado\u201d refere o propriet\u00e1rio com o tom c\u00f3mico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Impacto da pandemia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pandemia teve um impacto profundo no Pinguinhas. O espa\u00e7o esteve fechado e, segundo o propriet\u00e1rio, \u201cainda hoje estamos a pagar d\u00edvidas que contra\u00edmos nessa altura\u201d. Silvio sublinha que n\u00e3o teve apoio do munic\u00edpio, apontando que, ao contr\u00e1rio de Viseu, \u201cem Lisboa existiu apoio\u201d e as casas de fado foram subsidiadas para se manterem abertas no p\u00f3s-Covid. Para o respons\u00e1vel, \u201cem Viseu n\u00e3o h\u00e1 pol\u00edtica [\u2026] de apoiar a cultura dessa maneira\u201d, o que considera estar errado.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das dificuldades, o Pinguinhas permanece ativo e consolidou-se como um dos espa\u00e7os culturais da cidade de Viseu, e usando das palavras de S\u00edlvio Marques: \u201cH\u00e1 lugares pequenos que guardam mundos inteiros\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A casa de fados O Pinguinhas, escondido na rua Alberto Sampaio, em Viseu, criada h\u00e1 quase dez anos, \u00e9 \u201co<\/p>\n","protected":false},"author":36,"featured_media":21425,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15,462,11],"tags":[276,854,72,76],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21424"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/36"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21424"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21424\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21426,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21424\/revisions\/21426"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/21425"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21424"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21424"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21424"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}