{"id":2139,"date":"2017-12-07T22:17:52","date_gmt":"2017-12-07T22:17:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=2139"},"modified":"2017-12-07T22:17:52","modified_gmt":"2017-12-07T22:17:52","slug":"catarina-martins-a-subestimada-vencedora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=2139","title":{"rendered":"Catarina Martins, a subestimada vencedora"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2140\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/catmt_0-300x194.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"194\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/catmt_0-300x194.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/catmt_0.jpg 495w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Catarina Soares Martins, a subestimada\u00a0e irreverente coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, nasceu no Porto a 7 de setembro de 1973. A atriz e deputada portuguesa fez a antiga primeira classe em S. Tom\u00e9 e mais tarde, com o apoio dos seus pais,\u00a0foi para Coimbra para iniciar a sua licenciatura em Direito.<\/p>\n<p>Rapidamente se mudou para um mundo completamente\u00a0novo e integrou o C\u00edrculo de Inicia\u00e7\u00e3o Teatral da Academia de Coimbra (CITAC). Foi nessa mudan\u00e7a que Catarina Martins conhece o ator Nuno Cardoso, que numa entrevista \u00e0 Vis\u00e3o afirma: \u201ca recorda\u00e7\u00e3o que tenho da Catarina \u00e9 que sempre foi uma for\u00e7a da natureza. Determinada. Uma lutadora&#8221;.<\/p>\n<p>A sensibilidade social da ex-atriz e a sua promessa de \u201cfrescura e criatividade\u201d rapidamente a colocaram no mundo pol\u00edtico. Havia um certo ceticismo dentro do Bloco de Esquerda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 deputada, que n\u00e3o era vista como uma figura determinante. Apesar deste entrave, Catarina Martins conquistou o pr\u00f3prio partido e ganhou confian\u00e7a e credibilidade dentro do mesmo. A sua primeira candidatura ao Parlamento acontece em 2005, sem sucesso. Quatro anos mais tarde \u00e9 eleita pela primeira vez, na altura ainda como independente.<\/p>\n<p>Filha de antigos militantes do PCP e de ativistas de diversas organiza\u00e7\u00f5es na esquerda radical, Catarina \u00e9 deposit\u00e1ria de uma heran\u00e7a familiar que involuntariamente a marcou para sempre.<\/p>\n<p>Embora a pol\u00edtica fizesse parte da vida familiar, nem todos seguiram a mesma linha partid\u00e1ria. Talvez tenha vindo da\u00ed a capacidade para negociar e criar consensos, o que lhe permitiu dividir a lideran\u00e7a bic\u00e9fala do partido, com Jo\u00e3o Semedo, entre 2012 e 2014.<\/p>\n<p>Jorge Costa, um dos dirigentes do Bloco de Esquerda, admite que o facto de Catarina Martins se ter tornado a porta-voz do partido lhe permitiu brilhar, \u201cdemoliu uma certa condescend\u00eancia, entre o paternalista e o machista, que havia por ser mulher.&#8221;<\/p>\n<p>Uma das deputadas seniores do grupo parlamentar, Mariana Aiveca, afirma: &#8220;A Catarina era muito discreta, mas fez um percurso sustentado. Inicialmente, perante o p\u00fablico, tinha altos e baixos. Reagia mais a quente. Depois foi ganhando endurance, amadureceu. Hoje transmite muita serenidade e robustez.&#8221;<\/p>\n<p>Catarina Martins tem deixado o seu legado e a sua irrever\u00eancia, n\u00e3o s\u00f3 no Parlamento, mas tamb\u00e9m em todo o pa\u00eds. Agora, aos 44 anos representa um dos partidos que garantiu o apoio parlamentar para que os socialistas formassem governo em 2015.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto: Daniela Parente<\/strong><\/p>\n<p><strong>Imagem:\u00a0Esquerda.net<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catarina Soares Martins, a subestimada\u00a0e irreverente coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, nasceu no Porto a 7 de setembro de<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2140,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[12],"tags":[350,609,608],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2139"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2139"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2139\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2141,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2139\/revisions\/2141"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2140"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}