{"id":19976,"date":"2025-01-27T17:12:11","date_gmt":"2025-01-27T17:12:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=19976"},"modified":"2025-01-27T17:12:13","modified_gmt":"2025-01-27T17:12:13","slug":"e-muito-mais-do-que-futebol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=19976","title":{"rendered":"\u201c\u00c9 muito mais do que futebol\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>O futebol feminino tem vindo cada vez mais a conquistar o seu espa\u00e7o, enfrentando um percurso marcado por desafios, como a falta de infraestruturas e a desigualdade no apoio em rela\u00e7\u00e3o aos escal\u00f5es masculinos. Num pa\u00eds apaixonado pelo futebol, como Portugal, onde, segundo um estudo feito pela UEFA em 2023, 74% da popula\u00e7\u00e3o se assume adepta da modalidade, esta paix\u00e3o continua a ser maioritariamente reservada ao futebol masculino. Que passos devem ser dados para quebrar estas e outras barreiras e como \u00e9 que se pode promover melhores condi\u00e7\u00f5es para as jogadoras do nosso pa\u00eds, cujo n\u00famero cresce a cada dia?<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de Francisca Bernardes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Portugal \u00e9 o 4.\u00ba pa\u00eds do mundo mais envelhecido e, segundo o Eurobar\u00f3metro em 2023, 73% da popula\u00e7\u00e3o portuguesa admite n\u00e3o praticar qualquer desporto ou atividade f\u00edsica semanalmente. Apesar deste cen\u00e1rio, existem hist\u00f3rias que desafiam esta tend\u00eancia nacional, como a de In\u00eas Reis, uma jovem de 20 anos, natural de Santa Maria da Feira, que encontrou no futebol a sua paix\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>In\u00eas Reis iniciou a sua jornada aos 10 anos, na Associa\u00e7\u00e3o Desportiva Sanjoanense, integrando uma equipa mista. Ainda assim, para a atelta, o verdadeiro in\u00edcio da sua carreira desportiva aconteceu aos 13 anos, quando participou num treino de capta\u00e7\u00e3o do Fi\u00e3es Sport Clube e integrou uma equipa exclusivamente feminina. Mesmo sendo a mais nova entre jogadoras com mais de 20 anos, destacou-se e conquistou a titularidade em praticamente todos os jogos. \u201cO bichinho do futebol que tinha desde pequena s\u00f3 continuou a aumentar\u201d, recorda.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s uma \u00e9poca no Fi\u00e3es, em 2018, seguiu para o Boavista Futebol Clube, onde permaneceu por seis anos. Em 2024, a atleta decidiu abra\u00e7ar um novo desafio e dar continuidade \u00e0 sua carreira no Leix\u00f5es Sport Clube, onde permanece at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/fb1c7641-1b61-4ff7-ab4f-5f3d78bae7ed-1024x682.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-19980\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/fb1c7641-1b61-4ff7-ab4f-5f3d78bae7ed-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/fb1c7641-1b61-4ff7-ab4f-5f3d78bae7ed-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/fb1c7641-1b61-4ff7-ab4f-5f3d78bae7ed-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/fb1c7641-1b61-4ff7-ab4f-5f3d78bae7ed-1536x1023.jpeg 1536w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/fb1c7641-1b61-4ff7-ab4f-5f3d78bae7ed.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Equipa feminina do Leix\u00f5es Sport Clube<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A entrada da jovem no futebol foi adiada pelos pais, que hesitavam devido \u00e0 pouca informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel sobre a modalidade e ao reduzido n\u00famero de equipas e escal\u00f5es femininos. Esse obst\u00e1culo foi um dos primeiros grandes desafios da jovem jogadora: querer jogar futebol, mas n\u00e3o ter onde o fazer. \u201cOs meus pais, mesmo n\u00e3o querendo que eu fosse para o futebol, sabiam que eu tinha o bichinho e sempre me apoiaram, tanto eles como toda a minha fam\u00edlia e amigos\u201d, refor\u00e7a In\u00eas Reis.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>400 mil praticantes at\u00e9 2030<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Arm\u00e9nio Pinho, de 65 anos, um dos oito diretores da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Futebol, revela com confian\u00e7a que o plano estrat\u00e9gico em desenvolvimento poder\u00e1 transformar a modalidade nos pr\u00f3ximos anos. \u201cEstamos convencidos de que, at\u00e9 2030, alcan\u00e7aremos 400 mil praticantes, dos quais 75 mil ser\u00e3o mulheres\u201d, afirma. O plano abrange futebol, futsal e futebol de praia, com metas como: 50 mil jogadoras para futebol e 25 mil para futsal. \u201cAtualmente, fechamos esta \u00e9poca com 250 mil atletas, incluindo 21 mil mulheres. Nos pr\u00f3ximos cinco anos, isto tem de andar para a frente\u201d, sublinha Arm\u00e9nio Pinho, refor\u00e7ando a urg\u00eancia de a\u00e7\u00f5es concretas para atingir os objetivos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_3208.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-19981\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_3208.jpeg 800w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_3208-240x300.jpeg 240w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_3208-768x960.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>Arm\u00e9nio Pinho<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma evolu\u00e7\u00e3o que reflete os esfor\u00e7os que t\u00eam sido feitos para tornar o futebol feminino mais inclusivo e acess\u00edvel. Contudo, In\u00eas Reis acredita que ainda h\u00e1 por onde melhorar, sendo essencial a inser\u00e7\u00e3o de mais escal\u00f5es no futebol. \u201cQuando eu comecei a jogar, com 13 anos, tive de entrar para um escal\u00e3o sub-19, porque n\u00e3o tinha mais nenhuma equipa para jogar\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel encontrar com maior facilidade, mais equipas e escal\u00f5es, o que torna o processo para todas as raparigas que querem come\u00e7ar a jogar muito mais f\u00e1cil.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Disparidade de condi\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da crescente vontade de aproximar o futebol masculino e feminino, In\u00eas Reis acredita que equiparar ambos na totalidade n\u00e3o \u00e9 realista. \u201cA intensidade e fisionomia s\u00e3o diferentes, e o futebol masculino tem um passado que cresce todos os dias e o acompanha h\u00e1 anos\u201d, explica. Esta diferen\u00e7a hist\u00f3rica traduz-se numa visibilidade distinta, o que, na opini\u00e3o da atleta, justifica as discrep\u00e2ncias salariais entre o feminino e o masculino. \u201cOs dois geram receitas completamente diferentes. Se o masculino gera mais, \u00e9 normal que receba mais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, a jogadora reconhece que \u201co futebol feminino est\u00e1 a ganhar o seu espa\u00e7o\u201d, mas confessa sentir que \u201ch\u00e1 pessoas que ainda o desvalorizam\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Arm\u00e9nio Pinho partilha a vis\u00e3o da jogadora, referindo a sustentabilidade como um dos maiores desafios do futebol feminino. \u201cNa Federa\u00e7\u00e3o, tudo \u00e9 sustent\u00e1vel devido aos desempenhos da sele\u00e7\u00e3o A masculina. \u00c9 isso que nos traz patroc\u00ednios que permitem que tudo o resto funcione. \u00c9 algo frio de se admitir, mas \u00e9 a verdade\u201d, reconhece.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambos destacam que a falta de infraestruturas revela ser um dos maiores entraves no crescimento da modalidade. O diretor refor\u00e7a esta ideia, acrescentando que \u201cpara existirem mais praticantes femininas, \u00e9 necess\u00e1rio existirem campos e pavilh\u00f5es dispon\u00edveis para as receber\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>In\u00eas Reis fala ainda sobre a sua experi\u00eancia pessoal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 falta de condi\u00e7\u00f5es para o futebol feminino. \u201cSe tiverem de dar alguma coisa a algu\u00e9m, priorizam sempre o masculino. J\u00e1 cheguei a ter jogos do outro lado do pa\u00eds e n\u00f3s, equipa s\u00e9nior feminina, \u00edamos com um autocarro alugado, enquanto os sub-7, com jogos a 20 minutos do Boavista, levavam o autocarro do clube\u201d, exemplifica, apontando a tal disparidade nas condi\u00e7\u00f5es recebidas.<\/p>\n\n\n\n<p>A atleta acrescenta ainda que, no Boavista, deixou de haver campos dispon\u00edveis para o feminino treinar e, por isso, a equipa viu-se obrigada a treinar nos arredores do clube. \u201cHouve muitos jogos anulados para disponibilizar o campo para a equipa masculina, e a nossa equipa teve de jogar noutros campos, perdendo a vantagem de jogar em casa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u201cdesvaloriza\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 ainda mais evidente nos hor\u00e1rios de treino, o que contribui para o descontentamento. A jogadora conta que, em todos os clubes que j\u00e1 jogou, a equipa feminina sempre treinou no \u00faltimo hor\u00e1rio poss\u00edvel, sendo, no seu caso atual, \u00e0s 21h30.<\/p>\n\n\n\n<p>Relativamente aos hor\u00e1rios de treino tardios, Arm\u00e9nio Pinho considera que \u00e9 inconceb\u00edvel que as raparigas treinem t\u00e3o tarde. O diretor ilustra o problema com um exemplo concreto: \u201cUma jogadora de Ovar que apanha um comboio at\u00e9 Famalic\u00e3o, onde uma carrinha a vai buscar para treinar em Braga, no final do treino, \u00e0 noite, tem de repetir todo o percurso de volta. N\u00f3s precisamos de ter mais clubes e mais infraestruturas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;<strong>\u00c9 preciso mais<\/strong>&#8220;<\/p>\n\n\n\n<p>No ano de 2024, a Federa\u00e7\u00e3o destinou 10,8 milh\u00f5es de euros para apoiar 414 clubes a n\u00edvel nacional com infraestruturas. No entanto, Arm\u00e9nio Pinho refuta que, apesar de ser um valor significativo, ainda est\u00e1 longe de ser suficiente. \u201c\u00c9 preciso mais\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>No clube atual de In\u00eas Reis, as infraestruturas s\u00e3o mais favor\u00e1veis, com um balne\u00e1rio exclusivo para a equipa feminina, sempre dispon\u00edvel, assim como campos para treinos e jogos. Contudo, a jogadora revela que os hor\u00e1rios continuam a ser tardios. In\u00eas explica que isto tamb\u00e9m se deve ao facto de muitas atletas trabalharem, o que torna imposs\u00edvel realizar os treinos mais cedo.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos obst\u00e1culos enfrentados ao longo do seu percurso, tornar-se jogadora profissional \u00e9 um sonho que a atleta n\u00e3o descarta. Ainda assim, reconhece que, neste momento, tamb\u00e9m existam outras prioridades na sua vida. \u201cDesde que entrei para o futebol, \u00e9 um sonho para mim. Agora, \u00e9 mais complicado. Nenhuma jogadora consegue viver apenas do futebol. Se um homem estivesse na posi\u00e7\u00e3o em que eu estou, provavelmente j\u00e1 estaria a ganhar um bom sal\u00e1rio, mas connosco isso n\u00e3o acontece\u201d, revela In\u00eas Reis.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a feirense, os estudos e a sua carreira exterior ao desporto s\u00e3o agora o foco principal. \u201cQuero terminar o curso, fazer um mestrado e arranjar trabalho. Faz parte. N\u00e3o posso estar no futebol para sempre\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/aab4227d-1e78-45cd-b842-ff503d863751-1024x682.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-19979\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/aab4227d-1e78-45cd-b842-ff503d863751-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/aab4227d-1e78-45cd-b842-ff503d863751-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/aab4227d-1e78-45cd-b842-ff503d863751-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/aab4227d-1e78-45cd-b842-ff503d863751-1536x1023.jpeg 1536w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/aab4227d-1e78-45cd-b842-ff503d863751.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>In\u00eas Reis a jogar pelo Leix\u00f5es<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Com 15 anos de dedica\u00e7\u00e3o ao futebol, In\u00eas Reis mant\u00e9m praticamente sempre a mesma rotina desde o seu in\u00edcio. Embora saiba que, um dia, poder\u00e1 ter de abandonar o desporto que tanto ama, esse momento ainda n\u00e3o faz parte dos seus planos. Para j\u00e1, o foco \u00e9 continuar a aproveitar cada momento dentro das quatro linhas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Muito mais do que futebol&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Arm\u00e9nio Pinho destaca ainda o impacto que conquistas recentes t\u00eam tido na visibilidade do futebol feminino: \u201cO impacto da sele\u00e7\u00e3o para o Mundial foi uma conquista muito especial para todos n\u00f3s. J\u00e1 estamos no Europeu e isto traz muita visibilidade para todas as meninas que est\u00e3o no futebol, o que acaba por atrair ainda mais jogadoras.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto a atleta como o diretor concordam que o futuro da modalidade depende de um esfor\u00e7o cont\u00ednuo e inclusivo. Arm\u00e9nio Pinhp destaca que \u201cse queremos mais mulheres no futebol feminino, temos de ter mais mulheres como jogadoras, treinadoras, dirigentes, \u00e1rbitras, staff para os balne\u00e1rios, presidentes&#8230; porque sen\u00e3o as coisas n\u00e3o funcionam.\u201d In\u00eas Reis refor\u00e7a a import\u00e2ncia do lado humano, aconselhando todas as meninas que querem come\u00e7ar a jogar a \u201cterem paci\u00eancia e arriscar\u201d, num desporto que promete proporcionar muitas amizades e aprendizagens, e que, segundo a jogadora, \u201c\u00e9 muito mais do que futebol\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O futebol feminino tem vindo cada vez mais a conquistar o seu espa\u00e7o, enfrentando um percurso marcado por desafios, como a falta de infraestruturas e a desigualdade no apoio em rela\u00e7\u00e3o aos escal\u00f5es masculinos. Num pa\u00eds apaixonado pelo futebol, como Portugal, onde, segundo um estudo feito pela UEFA em 2023, 74% da popula\u00e7\u00e3o se assume adepta da modalidade, esta paix\u00e3o continua a ser maioritariamente reservada ao futebol masculino. 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