{"id":19895,"date":"2025-01-16T15:08:20","date_gmt":"2025-01-16T15:08:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=19895"},"modified":"2025-01-16T15:08:23","modified_gmt":"2025-01-16T15:08:23","slug":"joana-mortagua-a-filha-de-abril-que-marca-a-atualidade-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=19895","title":{"rendered":"Joana Mort\u00e1gua, a filha de abril que marca a atualidade pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Joana Rodrigues Mort\u00e1gua nasceu a 24 de junho de 1986 em Alvito no munic\u00edpio de Beja. Filha do antifascista Camilo Mort\u00e1gua, exilado no Brasil e em Fran\u00e7a, \u00e9 deputada na Assembleia da Rep\u00fablica. Nunca foi rebelde e nunca teve uma educa\u00e7\u00e3o exigente, no entanto mostra ter um punho firme nas quest\u00f5es pol\u00edticas que defende.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por In\u00eas Sousa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma das principais figuras da dire\u00e7\u00e3o do Bloco de Esquerda, integrando a sua comiss\u00e3o permanente. Eleita deputada pela primeira vez em 2015 e eleita vereadora na C\u00e2mara Municipal de Almada em 2017, Joana Mort\u00e1gua marca a atualidade pol\u00edtica com as suas vis\u00f5es e ideias de esquerda. Quanto \u00e0s \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o, insere-se na educa\u00e7\u00e3o, direitos humanos e sociais e pol\u00edtica feminista.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2016, quando foi interrogada acerca do que faltava na educa\u00e7\u00e3o, a deputada respondeu ao jornal P\u00fablico: \u201cUma das nossas batalhas, que \u00e9 das mais imediatas, \u00e9 o ensino especial. H\u00e1 lacunas enormes na educa\u00e7\u00e3o dos alunos com necessidades educativas especiais. Existem meninos exclu\u00eddos do direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o por falta de apoios.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O pai, Camilo Mort\u00e1gua, que tamb\u00e9m \u00e9 conhecido no mundo pol\u00edtico fala de Joana com orgulho e admira\u00e7\u00e3o. A deputada \u00e9 conhecida na fam\u00edlia por gostar muito de trabalhar com as ideias e ser intuitiva e espont\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p>Joana Mort\u00e1gua interessou-se pela pol\u00edtica desde cedo, quando tinha apenas 13\/14 anos e andava no ensino b\u00e1sico. Em casa durante as refei\u00e7\u00f5es era habitual discutir-se assuntos pol\u00edticos \u00e0 mesa, e a educa\u00e7\u00e3o que o pai lhe deu despertou-lhe o bichinho essencial para entrar neste mundo. &#8220;O meu pai n\u00e3o contava muitas hist\u00f3rias. N\u00e3o sei o que me influenciou&nbsp;mais, se foi o ativismo dele ou se foi a perspetiva que foi passando em&nbsp;casa, de que devemos ser inconformistas em rela\u00e7\u00e3o a um conjunto de&nbsp;coisas que n\u00e3o est\u00e3o bem na sociedade. N\u00e3o podemos ver qualquer tipo de&nbsp;normalidade em coisas que est\u00e3o mal, em coisas injustas como a pobreza ou&nbsp;o desemprego. Sempre me incentivou para perceber o que est\u00e1 errado&#8221;, diz a Joana Mort\u00e1gua ao P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>O facto de ter uma irm\u00e3 g\u00e9mea e que tamb\u00e9m est\u00e1 no mundo pol\u00edtico, Mariana Mort\u00e1gua, faz com que muitas vezes sejam confundidas na rua. No entanto, Joana Mort\u00e1gua sempre se mostrou tranquila e habituada \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o que tem tanto no dia a dia com nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>Empenhada em defender causas democr\u00e1ticas, Joana Mort\u00e1gua, que \u00e9 uma revolucion\u00e1ria e feminista n\u00e3o esquece que \u201ca democracia precisa de p\u00e3o, habita\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o\u201d, como disse \u00e0 revista Vis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A deputada considera-se uma \u201cfadisteira\u201d e na sua estante l\u00e1 de casa tem os livros de Am\u00e1lia Rodrigues, uma das caras mais emblem\u00e1ticas do fado que \u00e9 patrim\u00f3nio portugu\u00eas. Em tom de brincadeira, Joana Mort\u00e1gua esclarece ao jornal Sat\u00e9lite: \u201cAcham que quem gosta dos fados \u00e9 fadista. O problema \u00e9 que se eu disser que sou fadista as pessoas pendem-me para cantar e, portanto, digo que sou \u201cfadisteira\u201d que \u00e9 para n\u00e3o haver confus\u00e3o. Para n\u00e3o haver esse risco\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A paix\u00e3o pelo fado surgiu por causa do seu av\u00f4 e da rela\u00e7\u00e3o do estilo musical com o canto alentejano.<\/p>\n\n\n\n<p>Joana Mort\u00e1gua \u00e9 ent\u00e3o uma mulher repleta de of\u00edcios, dividindo o seu dia entre a pol\u00edtica, os encontros de fam\u00edlia e o fado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Joana Rodrigues Mort\u00e1gua nasceu a 24 de junho de 1986 em Alvito no munic\u00edpio de Beja. Filha do antifascista Camilo Mort\u00e1gua, exilado no Brasil e em Fran\u00e7a, \u00e9 deputada na Assembleia da Rep\u00fablica. 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