{"id":19205,"date":"2024-07-04T08:24:47","date_gmt":"2024-07-04T08:24:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=19205"},"modified":"2024-07-04T08:24:49","modified_gmt":"2024-07-04T08:24:49","slug":"caminhos-cruzados-culturas-entrelacadas-bem-vindos-a-viana-do-castelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=19205","title":{"rendered":"Caminhos cruzados, culturas entrela\u00e7adas. Bem-vindos a Viana do Castelo"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Emigrantes de diversas partes do mundo encontram na cidade de Viana do Castelo, no norte de Portugal, um ref\u00fagio acolhedor. A cidade, com a sua tradi\u00e7\u00e3o e cultural torna-se um cen\u00e1rio de novas esperan\u00e7as e desafios, onde as pol\u00edticas de integra\u00e7\u00e3o e o apoio comunit\u00e1rio desempenham um papel crucial na constru\u00e7\u00e3o de novos come\u00e7os para aqueles que chegam.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de Cec\u00edlia Gon\u00e7alves<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A cidade de Viana do Castelo, tornou-se nos \u00faltimos anos um porto seguro para muitos emigrantes de diversas nacionalidades. O esfor\u00e7o para integrar estes novos residentes na comunidade local \u00e9 um processo complexo e cont\u00ednuo.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro passo \u00e9 a regulariza\u00e7\u00e3o dos emigrantes, seguida pela oferta de aulas de portugu\u00eas. Carina Ramos, t\u00e9cnica da coes\u00e3o social, enfatiza a import\u00e2ncia da aprendizagem da l\u00edngua: &#8220;S\u00f3 os podemos ajudar ensinando-lhes a nossa l\u00edngua. Existem aulas de portugu\u00eas para migrantes onde eles fazem inscri\u00e7\u00e3o para aperfei\u00e7oarem e aprenderem o b\u00e1sico&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Festas e sabores e os desafios do dia a dia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Viana do Castelo acolhe cerca de 80 nacionalidades, com uma forte presen\u00e7a de brasileiros. Com o objetivo de promover a integra\u00e7\u00e3o, a cidade organiza eventos como o &#8220;Ch\u00e1 Intercultural&#8221; e &#8220;As Cozinhas do Mundo&#8221;, onde portugueses e estrangeiros compartilham as suas tradi\u00e7\u00f5es gastron\u00f3micas.<\/p>\n\n\n\n<p>A cidade tamb\u00e9m promove visitas culturais a locais hist\u00f3ricos e museus, como o Santu\u00e1rio do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus no Monte de Santa Luzia.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro desafio enfrentado pelos emigrantes \u00e9 a habita\u00e7\u00e3o. &#8220;As casas s\u00e3o muito caras&#8221;, relata Carina Ramos, a oferta \u00e9 limitada e a procura \u00e9 alta. A regulariza\u00e7\u00e3o dos documentos tamb\u00e9m \u00e9 muito demorada. Outro obst\u00e1culo \u00e9 o acesso \u00e0 sa\u00fade e ao emprego, muito emigrantes j\u00e1 vem preparados para exercer trabalhos n\u00e3o qualificados.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vidas Transformadas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para aqueles que como Amina Rahmani, que fogem de conflitos armados, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais delicada. &#8220;Lidar com os emigrantes ilegais, sobretudo os fugidos de guerra, \u00e9 complexo&#8221;, explica Gabriela Martins.<\/p>\n\n\n\n<p>Amina Rahmani encontrou abrigo em Viana do Castelo h\u00e1 quatro anos. A C\u00e2mara Municipal foi crucial no processo de adapta\u00e7\u00e3o de Amina, oferecendo apoio psicol\u00f3gico e orienta\u00e7\u00e3o, assist\u00eancia na obten\u00e7\u00e3o de documentos legais, acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria e aulas de portugu\u00eas. Atualmente, Amina \u00e9 ajudante de cozinha, auxiliando na prepara\u00e7\u00e3o dos pratos e garantindo a higieniza\u00e7\u00e3o da cozinha. &#8220;Conseguir o trabalho no restaurante onde estou foi uma b\u00ean\u00e7\u00e3o, mas as cicatrizes emocionais da guerra ainda continuam&#8221;, relata Amina.<\/p>\n\n\n\n<p>Pedro Silva, de 35 anos, deixou o Brasil \u00e0 procura de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. &#8220;Cheguei a Viana do Castelo h\u00e1 tr\u00eas anos em busca de novas oportunidades&#8221;, conta. Atualmente trabalha nos estaleiros navais de Viana do Castelo, o maior empregador da comunidade migrante na cidade. Pedro Silva refere que enfrentou desafios lingu\u00edsticos e culturais, mas com o apoio da autarquia, conseguiu super\u00e1-los.<\/p>\n\n\n\n<p>Os \u00faltimos dados publicados pelo SEF (Servi\u00e7o de Estrangeiros e Fronteiras) em 2021 indicam a presen\u00e7a de cerca de 3.000 migrantes em Viana do Castelo. &#8220;Mas n\u00e3o s\u00e3o n\u00fameros reais&#8221;, alerta Carina Ramos.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um futuro promissor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Carlota Borges, vereadora da coes\u00e3o social, descreve as pol\u00edticas municipais de integra\u00e7\u00e3o como multifacetadas. &#8220;As pol\u00edticas municipais passam por um grupo de trabalho que t\u00eam como miss\u00e3o receber estas pessoas e encaminh\u00e1-las para tudo aquilo que \u00e9 respostas a n\u00edvel de seguran\u00e7a social e sa\u00fade.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o crescimento da extrema-direita, a C\u00e2mara Municipal tem intensificado a vigil\u00e2ncia sobre quest\u00f5es de xenofobia e racismo. Embora n\u00e3o haja queixas formalizadas, Carlota Borges acredita que estes incidentes ocorram, especialmente nas escolas.<\/p>\n\n\n\n<p>O papel da autarquia minhota na integra\u00e7\u00e3o dos migrantes \u00e9 essencial para um desenvolvimento harmonioso da cidade. \u201cA meu ver, o futuro passa tamb\u00e9m por percebermos que estas pessoas s\u00e3o importantes para o nosso dia a dia&#8221;, conclui Carlota Borges.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Imagem de <a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/mindsteel-2741880\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4046292\">Murilo Osorio<\/a> por <a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4046292\">Pixabay<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emigrantes de diversas partes do mundo encontram na cidade de Viana do Castelo, no norte de Portugal, um ref\u00fagio acolhedor.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":19206,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[462,11],"tags":[299,405],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19205"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=19205"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19205\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19211,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19205\/revisions\/19211"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/19206"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=19205"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=19205"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=19205"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}