{"id":1902,"date":"2017-11-29T11:59:10","date_gmt":"2017-11-29T11:59:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=1902"},"modified":"2017-11-29T12:51:08","modified_gmt":"2017-11-29T12:51:08","slug":"michelle-obama-e-oprah-sao-as-mulheres-negras-mais-representadas-nos-media","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=1902","title":{"rendered":"Michelle Obama e Oprah s\u00e3o as mulheres negras mais representadas nos media"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1903\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/38706625271_f0b4cfcba6_k-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/38706625271_f0b4cfcba6_k-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/38706625271_f0b4cfcba6_k-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/38706625271_f0b4cfcba6_k-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/38706625271_f0b4cfcba6_k.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>A segunda sess\u00e3o do Grupo de Trabalho de Jornalismo e Sociedade decorreu ontem na Aula Magna, naquele que foi o segundo dia do congresso da associa\u00e7\u00e3o de investigadores de ci\u00eancias da comunica\u00e7\u00e3o. O moderador, Pedro Coutinho, teve ao seu lado na mesa os oradores Nelson Oliveira, B\u00e1rbara Avrella, Cl\u00e1udia Cambraia e J\u00falia Barros.<\/p>\n<p>Cl\u00e1udia Cambraia estudou as representa\u00e7\u00f5es das mulheres negras nos m\u00e9dia e analisou o Jornal P\u00fablico e o Folha de S\u00e3o Paulo ,entre os anos 2000 e 2010. A oradora explicou que, no per\u00edodo do Estado Novo, a ideia de \u201cuma l\u00edngua, uma ra\u00e7a e uma religi\u00e3o\u201d ajudou a consolidar a vis\u00e3o da na\u00e7\u00e3o portuguesa.<\/p>\n<p>Segundo\u00a0Cl\u00e1udia Cambraia, existem pessoas que est\u00e3o a considerar estes \u00faltimos anos como uma segunda onda de feminismo, facto que tem express\u00e3o em acontecimentos medi\u00e1ticos, como\u00a0o caso VuVu, em 1994, o caso Alcindo Monteiro, em 1995 e o arrast\u00e3o de Carcavelos, em 2005. Numa das suas conclus\u00f5es,\u00a0a investigadora\u00a0mostrou que as mulheres negras que mais aparecem na internet s\u00e3o Michelle Obama e Oprah e isto pode dever-se ao facto de serem personalidades norte-americanas.<\/p>\n<p>Em 130 pe\u00e7as com fotografias de mulheres negras analisadas, a autora n\u00e3o encontrou o nome das mulheres, concluindo que aquelas imagens eram utilizadas para\u00a0representar a exclus\u00e3o, a fome e a pobreza. Um dos exemplos foi Naide Gomes, que em 2000, no in\u00edcio da pesquisa de Cl\u00e1udia Cambraia, era apresentada nos media como tendo nacionalidade S\u00e3o-tomense\/portuguesa. No entanto, depois de a atleta ganhar diversas medalhas, passou a ser denominada somente como portuguesa.<\/p>\n<p>Nelson Oliveira veio falar de imprensa regional, assim como Barbara Avrella. O investigador deu como exemplo as diversas publica\u00e7\u00f5es dos dramas dos refugiados antes e durante a crise na s\u00edria e relembrou a \u201cchocante\u201d foto de Aylan, o menino que foi encontrado morto na praia.\u00a0A sua conclus\u00e3o aponta no sentido de os meios de comunica\u00e7\u00e3o regionais serem, hoje, um recurso transcendente na media\u00e7\u00e3o cultural, para as popula\u00e7\u00f5es que servem.<\/p>\n<p>J\u00falia Barros teve como t\u00edtulo da sua apresenta\u00e7\u00e3o \u201cDa Lusa \u00e1s reda\u00e7\u00f5es\u201d e mostrou a invisibilidade das elei\u00e7\u00f5es de Cabo verde nos m\u00e9dia portugueses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto:\u00a0Ana Filipa Pimenta<\/strong><\/p>\n<p><strong>Imagem: In\u00eas Loureiro\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A segunda sess\u00e3o do Grupo de Trabalho de Jornalismo e Sociedade decorreu ontem na Aula Magna, naquele que foi o<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":1903,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[10,11],"tags":[467,578,579,580,345,576,577,466],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1902"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1902"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1902\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1911,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1902\/revisions\/1911"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1903"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1902"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1902"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1902"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}