{"id":18631,"date":"2024-01-15T11:43:39","date_gmt":"2024-01-15T11:43:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=18631"},"modified":"2024-01-15T11:43:41","modified_gmt":"2024-01-15T11:43:41","slug":"e-tempo-de-visitar-os-museus-municipais-de-viseu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=18631","title":{"rendered":"\u00c9 tempo de visitar os Museus Municipais de Viseu"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>\u201cUma cidade \u00e9 feita de tempo. Do passado, presente e do seu devir.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>De recorda\u00e7\u00f5es e desejos. De quem chega e de quem parte. De mem\u00f3rias e sonhos. De fixa\u00e7\u00f5es e imagin\u00e1rios\u201d. \u00c9 sobre o tempo, que nos fala o Museu de Hist\u00f3ria da Cidade.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Um tempo que j\u00e1 l\u00e1 vai e que agora se revive nos oitos espa\u00e7os museol\u00f3gicos municipais em Viseu. Um tempo que corre e n\u00e3o parar\u00e1\u2026<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem (texto e imagens): Carla Ferreira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"578\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/museu-do-linho-1024x578.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18632\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/museu-do-linho-1024x578.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/museu-do-linho-300x169.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/museu-do-linho-768x433.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/museu-do-linho.jpg 1304w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Museu do Linho<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Um manto de nevoeiro cobre a pequena aldeia de V\u00e1rzea de Calde que se localiza a cerca de 12 quil\u00f3metros de Viseu. Por aquelas bandas, o dia come\u00e7a cedo para os poucos habitantes que ainda se dedicam \u00e0s tarefas agr\u00edcolas e de cria\u00e7\u00e3o de gado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longe, os campos do linho ainda se encontram cobertos de geada. \u00c9 inverno, a manh\u00e3 \u201cacorda\u201d debaixo de um frio que faz as faces ficarem mais rosadas. Os primeiros raios de Sol abra\u00e7am a aldeia e, com isso, abre-se a porta do Museu do Linho.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi o primeiro museu municipal a ser criado no concelho de Viseu. Est\u00e1vamos no ano de 2006. Seguiram-se mais sete ao longo dos anos: Museu Almeida Moreira em 2010, Museu do Quartzo em 2012, Polo Arqueol\u00f3gico de Viseu &#8211; Ant\u00f3nio Almeida Henriques tamb\u00e9m em 2012, Casa da Ribeira em 2013, Quinta da Cruz \u2013 Centro de Arte Contempor\u00e2nea em 2014, Museu de Hist\u00f3ria da Cidade em 2018 e, por \u00faltimo, Museu Keil Amaral em 2021.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"578\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/museu-almeida-moreira-1024x578.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18633\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/museu-almeida-moreira-1024x578.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/museu-almeida-moreira-300x169.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/museu-almeida-moreira-768x433.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/museu-almeida-moreira.jpg 1304w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Museu Almeida Moreira<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>A origem dos museus municipais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os museus municipais de Viseu re\u00fanem um acervo valioso e diversificado, capaz de transpor os visitantes para as diferentes \u00e9pocas e contextos hist\u00f3ricos do concelho. Apresentam-se como espa\u00e7os repletos de arte, hist\u00f3ria e tradi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o lugares que preservam a identidade da regi\u00e3o e mostram o passado, mas tamb\u00e9m o presente e o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Na cria\u00e7\u00e3o dos museus, a inten\u00e7\u00e3o da autarquia foi \u201cadaptar cada espa\u00e7o a vertentes espec\u00edficas com que cada um se identificasse\u201d, refere Liliana Tavares coordenadora da Rede Municipal de Museus de Viseu. \u201cO Museu do Quartzo foi especificamente direcionado para o que ele \u00e9 hoje, foi constru\u00eddo com esse prop\u00f3sito. J\u00e1 o Museu do Linho resulta de um espa\u00e7o que existia e foi readaptado a partir de uma casa cl\u00e1ssica de um lavrador abastado para mostrar a identidade de uma aldeia, de uma regi\u00e3o\u201d, acrescenta Liliana Tavares.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta, foi tamb\u00e9m a l\u00f3gica seguida na cria\u00e7\u00e3o dos restantes museus.&nbsp; A Quinta da Cruz que vive do contacto com a Natureza, foi e \u00e9, o espa\u00e7o ideal para a implementa\u00e7\u00e3o de um Centro de Arte Contempor\u00e2nea. A Casa da Ribeira resulta de um antigo espa\u00e7o que foi reformulado para receber a etnografia da regi\u00e3o com especial incid\u00eancia para o artesanato.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do Museu Keil Amaral existia o acervo, existia a Casa da Cal\u00e7ada, ainda que sem liga\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia Keil Amaral, portanto, a autarquia adaptou o espa\u00e7o para receber esse acervo. O Museu Almeida Moreira resulta \u201ccomo n\u00e3o podia deixar da ser, da necessidade de preserva\u00e7\u00e3o da casa onde morou t\u00e3o ilustre figura viseense e que deixou em testamento todo o seu esp\u00f3lio \u00e0 cidade\u201d, conta Liliana Tavares.<\/p>\n\n\n\n<p>No fundo, \u201ca preocupa\u00e7\u00e3o foi conciliar a exist\u00eancia dos edif\u00edcios com o esp\u00f3lio que havia, at\u00e9 porque, a maioria dos espa\u00e7os n\u00e3o tinha acervo concretamente dito\u201d, conclui a coordenadora da Rede Municipal.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"597\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/museu-do-quartzo-1024x597.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18634\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/museu-do-quartzo-1024x597.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/museu-do-quartzo-300x175.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/museu-do-quartzo-768x448.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/museu-do-quartzo.jpg 1304w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Museu do Quartzo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Oito museus. Uma identidade: Viseu<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As paredes de granito d\u00e3o forma aos tr\u00eas espa\u00e7os do <strong>Museu do Linho<\/strong> que recebem a exposi\u00e7\u00e3o que recria o quotidiano agr\u00edcola da regi\u00e3o com destaque para o ciclo do linho. Em V\u00e1rzea de Calde, o linho foi e continua a ser o ingrediente que d\u00e1 corpo a alguns produtos artesanais da regi\u00e3o. \u201cAinda hoje existem 16 tecedeiras na aldeia que produzem para consumo pr\u00f3prio ou por encomenda\u201d, afirma Sandra Martins, t\u00e9cnica do museu.<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>Museu Almeida Moreira<\/strong>, para al\u00e9m de mostrar a casa onde o pr\u00f3prio viveu, tamb\u00e9m exibe as obras da sua cole\u00e7\u00e3o privada. Trata-se de casa com os olhos postos para o Jardim das M\u00e3es e uma cole\u00e7\u00e3o diversificada de pintura, escultura, cer\u00e2mica, ourivesaria e mobili\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 no Monte de Santa Luzia que se localiza o <strong>Museu do Quartzo<\/strong>, no s\u00edtio de uma pedreira onde, de 1961 a 1968, se explorou o quartzo do mais volumoso fil\u00e3o, de entre muitos que atravessam o substrato geol\u00f3gico do territ\u00f3rio. \u00danico no mundo por se dedicar a uma s\u00f3 esp\u00e9cie mineral, \u00e9 o espa\u00e7o privilegiado para visitas escolares no \u00e2mbito da aprendizagem da geologia, at\u00e9 porque \u201co facto de se encontrar distante da cidade, constitui o espa\u00e7o ideal para o p\u00fablico escolar pelas excelentes condi\u00e7\u00f5es exteriores que apresenta\u201d, declara Raquel Almeida, t\u00e9cnica do museu.<\/p>\n\n\n\n<p>A Casa do Miradouro \u00e9 um espa\u00e7o de m\u00faltiplas hist\u00f3rias e viv\u00eancias, um dos edif\u00edcios civis do s\u00e9culo XVI mais impressionantes de Viseu com uma fachada de fei\u00e7\u00e3o barroca. Hoje, alberga a <strong>Cole\u00e7\u00e3o Arqueol\u00f3gica Jos\u00e9 Coelho<\/strong>, ilustre intelectual viseense do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de ter passado por v\u00e1rias utiliza\u00e7\u00f5es, o edif\u00edcio que alberga atualmente a<strong> Casa da Ribeira<\/strong>, \u00e9 um espa\u00e7o evocativo das mem\u00f3rias de Viseu, das mem\u00f3rias. <strong>O Rio Pavia corre mesmo ao lado e marca o ritmo que ali se vive, onde as exposi\u00e7\u00f5es s\u00e3o permitidas, sobretudo, as que tem a ver com a etnografia regional, com particular foco para o artesanato.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Num di\u00e1logo entre arte, natureza e comunidade, a Quinta da Cruz projeta-se como Centro de Arte contempor\u00e2nea de Viseu a partir do desenvolvimento de programas expositivos de curta dura\u00e7\u00e3o, incentivo \u00e0 cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de projetos que refletem o estado da arte e o seu papel na sociedade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 s\u00edtios e pessoas dos quais guardamos boas mem\u00f3rias. Este \u00e9 um local que recordamos com saudade. Neste edif\u00edcio funcionou durante muitos anos a Papelaria Dias, baluarte do com\u00e9rcio tradicional\u201d, pode ler-se numa das paredes do <strong>Museu de Hist\u00f3ria da Cidade<\/strong> localizado na Rua Direita. Um espa\u00e7o que leva o visitante numa viagem pelos mais de 2500 anos de hist\u00f3ria de Viseu, atrav\u00e9s da apresenta\u00e7\u00e3o de alguns dos seus mais importantes \u00edcones.<\/p>\n\n\n\n<p>Situado na Cal\u00e7ada da Vigia, a Casa da Cal\u00e7ada datada do s\u00e9culo XVIII, acolhe um vasto esp\u00f3lio que mostra o percurso de vida de cinco gera\u00e7\u00f5es de uma fam\u00edlia ligada \u00e0 arte em Portugal. O <strong>Museu Keil Amaral<\/strong> conta a hist\u00f3ria de treze elementos da fam\u00edlia, entre o s\u00e9culo XIX e XX, atrav\u00e9s de um conjunto de obras da sua cole\u00e7\u00e3o privada e que inclui esculturas, azulejos, fotografias, ilustra\u00e7\u00f5es, pautas musicais, cer\u00e2mica, pinturas, maquetes e mobili\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"602\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/quinta-da-cruz-1024x602.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18635\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/quinta-da-cruz-1024x602.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/quinta-da-cruz-300x176.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/quinta-da-cruz-768x451.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/quinta-da-cruz.jpg 1304w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Quinta da Cruz<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O quotidiano dos museus municipais e os seus servi\u00e7os<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os museus vivem do seu esp\u00f3lio, \u00e9 certo, mas vivem, sobretudo, das visitas, das pessoas que tem interesse em conhecer a identidade de um local. Ainda aqu\u00e9m dos n\u00fameros pr\u00e9-pandemia, verifica-se, no entanto, uma tend\u00eancia crescente no n\u00famero de visitantes. \u201c\u00c9 muito gratificante termos elevado o n\u00famero de visitantes, mas \u00e9 ainda mais satisfat\u00f3rio ver que o nosso trabalho est\u00e1 a ser refletido na qualidade daquilo que estamos a oferecer\u201d, sublinha Liliana Tavares.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, os museus municipais receberam 42&nbsp;883 pessoas, com a Quinta da Cruz a encabe\u00e7ar a lista dos mais visitados e o Museu do Linho a apresentar menor aflu\u00eancia. Em 2023, os visitantes crescem para 45&nbsp;262, a Quinta da Cruz continua a ser o espa\u00e7o mais procurado e a Casa da Ribeira o menos visitado. \u201cNeste momento somos emigrantes na Su\u00ed\u00e7a, mas estamos agora em Viseu para passar o Natal. A nossa filha ainda n\u00e3o conhecia o museu, ent\u00e3o, achamos que seria uma boa oportunidade para lhe mostrar a identidade da regi\u00e3o que viu nascer os seus pais\u201d, refere Ant\u00f3nio dos Santos, 35 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os museus encontram-se encerrados ao domingo e segunda-feira. \u201cAo contr\u00e1rio do que muitas pessoas possam julgar, o domingo n\u00e3o \u00e9 o melhor dia para os museus municipais. Havia, inclusive, alguns museus que n\u00e3o recebiam um \u00fanico visitante\u201d, refere Liliana Tavares.<\/p>\n\n\n\n<p>Os visitantes internacionais, mas sobretudo, os visitantes escolares da regi\u00e3o, representam a maior fatia no n\u00famero de visitas, at\u00e9 porque, como afirma a coordenadora \u201ctemos preparada uma grande oferta pedag\u00f3gica nos museus que v\u00e3o ao encontro daquilo que o p\u00fablico escolar pretende\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Rede Municipal de Museus possui servi\u00e7o educativo que, neste momento, se encontra em fase de reestrutura\u00e7\u00e3o. Querem ter uma oferta concertada e, para isso, est\u00e3o a analisar o que as escolas precisam, de acordo com os seus programas, para depois adaptar a oferta \u00e0s necessidades, para al\u00e9m da programa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de cada espa\u00e7o, e nunca descurando os pedidos feitos diretamente pelos pr\u00f3prios professores.<\/p>\n\n\n\n<p>A diretora acrescenta que \u201ctodos os espa\u00e7os possuem um projeto \u00e2ncora que os define, como por exemplo o projeto <em>EDUCARTE<\/em> na Quinta da Cruz, o projeto<em> Ribeira com Tradi\u00e7\u00e3o<\/em> na casa da Ribeira ou a <em>Feira dos Minerais<\/em> no Museu do Quartzo. \u201cPara al\u00e9m destas iniciativas, ainda temos um sistema de inclus\u00e3o que visa integrar pessoas com defici\u00eancia nos v\u00e1rios espa\u00e7os\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Com objetivo de atrair cada vez mais visitantes, procederam a alguns ajustes. Foram criados novos log\u00f3tipos numa l\u00f3gica de uniformiza\u00e7\u00e3o da rede, novos materiais de divulga\u00e7\u00e3o, e visitas virtuais. A divulga\u00e7\u00e3o e a programa\u00e7\u00e3o dos museus fazem-se no site <a href=\"https:\/\/visitviseu.pt\/museus.php\">https:\/\/visitviseu.pt\/museus.php<\/a>\u00a0 e nas redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi atrav\u00e9s de uma pesquisa na Internet que Paula Cordeiro, 42 anos, natural de Lisboa soube da exist\u00eancia do Museu Almeida Moreira. \u201cT\u00ednhamos uma visita pensada para Viseu e, como tal, quer\u00edamos conhecer o patrim\u00f3nio cultural da cidade\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos t\u00eam entrada gratuita e vistas guiadas mediante o pagamento de um valor simb\u00f3lico. \u201cSomos um servi\u00e7o p\u00fablico, prestamos servi\u00e7o p\u00fablico e, como tal, deve ser gratuito\u201d, acrescenta Liliana Tavares.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O futuro dos Museus Municipais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao entrarmos no museu que \u201cfala\u201d do tempo, o Museu de Hist\u00f3ria da Cidade, l\u00ea-se, numa das suas paredes, que carregam lembran\u00e7as de outros tempos, \u201cAlcan\u00e7a quem n\u00e3o cansa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A frase \u00e9 de Aquilino Ribeiro, mas n\u00e3o podia estar mais atual. \u201cEstamos a fazer um trabalho crescente para posicionar os nossos museus como espa\u00e7os que preservam e contam a hist\u00f3ria da nossa regi\u00e3o\u201d, conclui Liliana Tavares.<\/p>\n\n\n\n<p>Com os olhos postos no futuro, criaram uma c\u00e1psula do tempo, aquando da primeira exposi\u00e7\u00e3o do Museu de Hist\u00f3ria da Cidade, na qual reuniram oito objetos que projetar\u00e3o Viseu no horizonte de 20 anos, em 2038. S\u00e3o oito objetos, constitu\u00eddos em partes iguais de recorda\u00e7\u00e3o e desejo, que testemunham e narram uma identidade em dire\u00e7\u00e3o ao futuro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">\u201cUm som. Raquel Castro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Uma not\u00edcia. Pedro Santos Guerreiro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Um discurso. Almeida Henriques<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Um vinho tinto, branco, ros\u00e9. Jos\u00e9 e Mafalda Perdig\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Uma cria\u00e7\u00e3o artesanal. Cristina Rodrigues<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Uma fotografia. Jos\u00e9 Alfredo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Uma receita. Diogo Rocha<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Uma ideia. Jo\u00e3o Lu\u00eds Oliva<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">A c\u00e1psula ser\u00e1 aberta a 18 de maio de 2038\u201d (Jorge Sobrado)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cUma cidade \u00e9 feita de tempo. Do passado, presente e do seu devir. De recorda\u00e7\u00f5es e desejos. De quem chega<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":18635,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[2739,271],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18631"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18631"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18631\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18636,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18631\/revisions\/18636"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/18635"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18631"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}